segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A procura do "Ser"


Enveredamos pelo caminho espiritual, colhendo lindos buquês de flores perfumadas, e minha alma por vezes deseja permanecer neste jardim florido...

E o "ser" não tem nada a ver com a mente racional e analítica onde mora, se diverte e nos distrai o ego. Mas como abdicar dele? Então eu teria que fugir de todos a quem amo, quem sabe para o monte Athos, enconder-me nas cavernas, como faz o sábio de cabelos e barbas desgrenhadas que lá vive. Terei que beber a água da chuva e dos regatos, alimentar-me do prana!

Ou quem sabe encontrar Babagi, o mestre dos mestres iogues de Yogananda, nas montanhas geladas do Himalaia, em seus anos mais que centenários, vestido só com uma tanga...

Enfim, deixar o ego é deixar este mundo belo e louco, no qual vivemos entre o absurdo e a graça, como nos diria Jean-Yves. E quem está pronto para isso? Não eu, que já me demorei tanto a aprender a amar esta vida neste planetinha lindo e azul, perdido na poeira cósmica das galáxias...
Fico por aqui, a pensar com meus botões, nele mesmo, no ego (afinal: "penso, logo existo!", é o ego quem diz!); e já que com ele não posso lutar, prometo ficar de "olho", com o olho da consciência, a não deixar que me iluda, que muito me envaideça, que critique ou que julgue quem quer que seja...
E quando com o ego (o do outro!) me cutucarem com a vara curta, desta vez com ego (o meu!) não responderei. Tratarei de entender que é o ego do mundo que toma corpo e voz no outro. Que não somemos mais dor a dor, nem mais ego ao ego, e assim ele não precisa se fortalecer nem se defender, nem se tornar cada vez maior no mundo... É que precisamos do espaço, do silêncio, da consciência, para que floresçam as flores da alma, do Self!

No mais, posso sentir aqui dentro pulsar, o "ser", a alegria, o amor, a delicadeza, a deusa desperta... Caminhar no mundo, aguardando talvez somente um momento, onde toda beleza, onde todas as flores, onde todo o coração possa reinar!
Até um dia glorioso de Luz! Paz a todos!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Encontro com Jean-Yves Leloup em 7, 8 e 9 de novembro

Toda manhã
busque a centelha, a fagulha, o lampejo
que faz arder em ti o dia...
Não nascemos para ver o dia onde aparecem as coisas,
muitos morrem sem jamais terem "visto o dia".
J. Y. L.

Jean-Yves Leloup é doutor em Psicologia, Filosofia e Teologia. Escritor de mais de cinquenta livros, entre eles comentou e traduziu os evangelhos de Tomé, Maria Madalena, Felipe e João; conferencista em vários países, padre dominicano e depois padre ortodoxo.
Jean-Yves mais uma vez nos brindou com suas palavras de sabedoria, desta vez nos trazendo as flores do Tao, do Logos e das palavras de Pierre Weil, ausente fisicamente mas presente em todos os corações. Ao seu lado Roberto Crema e Karin de Guise.



Related Posts with Thumbnails