terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Faça novo teu ano, por Frei Betto

Neste ano-novo, se faça novo, reduza a sua ansiedade, regue de ternura seus sentimentos mais profundos, imprima a seus passos o ritmo das tartarugas e a leveza das garças.

Não se mire nos outros; a inveja é um cancro que mina a auto-estima, fomenta a revolta e abre, no centro do coração, o buraco no qual se precipita o próprio invejoso.


Espelhe-se em si mesmo, assuma seus talentos, acredite em sua criatividade, abrace com amor sua singularidade. Evite, porém, o olhar narciso. Seja solidário: ao estender aos outros as suas mãos, estará oxigenando a própria vida. Não seja refém de seu egoísmo.


Cuide do que fala. Não professe difamações e injúrias. O ódio destrói a quem odeia, não o odiado. Troque a maledicência pela benevolência. Comprometa-se a expressar alguns elogios por dia. Sua saúde espiritual agradecerá.


Não desperdice sua existência hipnotizado pela TV ou navegando aleatoriamente pela internet, naufragado no turbilhão de imagens e informações que não consegue síntetizar. Não deixe que a sedução da mídia anule sua capacidade de discernir e o transforme em consumista compulsivo. A publicidade sugere felicidade e, no entanto, nada oferece senão prazeres momentâneos.


Centre sua vida em bens infinitos, nunca nos finitos. Leia muito, reflita, ouse buscar o silêncio neste mundo ruidoso. Lá encontrará a si mesmo e, com certeza, um Outro que vive em você e que quase nunca é escutado.


Cuide da saúde, mas sem a obsessão dos anoréticos e a compulsão dos que devoram alimentos com os olhos. Caminhe, pratique exercícios físicos, sem descuidar de aceitar as suas rugas e não temer as marcas do tempo em seu corpo. Frequente também uma academia de malhar o espírito. E passe nele os cremes revitalizadores da generosidade e da compaixão.


Não dê importância ao que é fugaz, nem confunda o urgente com o prioritário. Não se deixe guiar pelos modismos. Faça como Sócrates, observe quantas coisas são oferecidas nas lojas que você não precisa para ser feliz. Jamais deixe passar um dia sem um momento de oração. Se você não tem fé, mergulhe em sua vida interior, ainda que por apenas cinco minutos.



Arranque de sua mente todos os preconceitos e, de suas atitudes, todas as discriminações. Seja tolerante, coloque-se no lugar do outro. Todo ser humano é o centro do Universo e morada viva de Deus. Antes, indague a si mesmo por que, às vezes, provoca nos outros antipatia, rejeição, desgosto. Revista-se de alegria e descontração. A vida é breve e, de definitivo, só conhece a morte.


Faça algo para preservar o meio ambiente, despoluir o ar e a água, reduzir o aquecimento global. Não utilize material que não seja biodegradável. Trate a natureza como aquilo que ela é de fato: a sua mãe. Dela você veio e a ela voltará. Hoje, vivemos do beijo que ela que nos dá continuamente na boca: ela nutre de oxigênio e alimentos a cada um de nós.


Guarde um espaço em seu dia-a-dia para conectar-se com o Transcendente. Deixe que Deus acampe em sua subjetividade. Aprenda a fechar os olhos para ver melhor.

Feliz 2010!
enviado por Penha

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Entusiasmo

A palavra entusiasmo vem do grego e significa "ter um deus dentro de si".
Os gregos eram politeístas, isto é, acreditavam em vários deuses.
A pessoa entusiasmada era aquela "preenchida" por um dos deuses e por isso poderia
transformar a natureza
e fazer as coisas acontecerem.
Assim, se você fosse entusiasmado por Deméter (deusa da Agricultura, chamada Ceres na mitologia romana), seria capaz de fazer acontecer a melhor colheita, e assim por diante.
Segundo os gregos, só as pessoas entusiasmadas eram capazes de vencer os desafios do cotidiano, criar uma realidade ou modificá-la.
Portanto, era preciso entusiasmar-se, ou seja, "abrigar um deus em si"!
Por isso, as pessoas entusiasmadas acreditam em si, agem com serenidade, alegria e firmeza.
E acreditam igualmente nos outros entusiasmados.
Não é o sucesso que traz o entusiasmo, é o entusiasmo que traz o sucesso.
O entusiasmo é bem diferente do otimismo.
Otimismo significa esperar que uma coisa dê certo.
Entusiasmo é acreditar que é possível fazer dar certo.

enviado por Iraí.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

As jabuticabas, texto de Ruben Alves


Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral ou semelhante bobagem, seja ela qual for.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de deus.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena. Basta o essencial!
enviado por Jane

domingo, 22 de novembro de 2009

Por que o sonhador está sempre olhando para cima e longe?

Você já viu alguém sonhar de cabeça baixa, costas curvadas, olhando apra o chão enquanto sonha? Provavelmente não. A maioria esmagadora dos sonhadores olha para cima quando sonha. Por outro lado, a maioria esmagadora dos deprimidos olha para baixo quando está deprimido.

Por que isso acontece? O movimento dos olhos (para cima ou para baixo) está relacionado com a ativação de determinadas partes do cerébro, responsáveis pelas imagens, sensações fisicas e diálogo interno. Ao olhar para cima, a parte do cerebro que trabalha com as imagens é que está sendo ativada. O sonhador está "vendo" as imagens do futuro. Ao olhar para baixo, as partes do cérebro que trabalham com as sensações físicas e diálogo interno são acionadas.

Um deprimido ao olhar para baixo estará ouvindo sua propria voz, dizendo coisas depreciativas ou desanimadoras sobre si mesmo. E também estará sentindo a fraqueza, falta de energia, etc. em seu corpo. Por isso, quando querem tirar alguém do estado de desânimo ou de tristeza, as pessoas costumam usar expressões como: "levanta a cabeça!" ou "olhe para a frente", "endireite a coluna" etc.

Ao mudar a postura e a direção do olhar, ocorre a desativação da parte do cérebro responsável por aquele estado indesejável. Corpo e mente são partes de um mesmo sistema: a mudança em qualquer das partes afeta a outra.

por Mizuji Kajii; enviado por Sylvia.

Felicidade COM MINÚSCULAS, por Leila Ferreira

“A felicidade é a soma das pequenas felicidades”: li essa frase uma vez num outdoor em Paris e nunca me esqueci dela. Na época, eu já suspeitava que a felicidade com letras maiúsculas, de que tanto se fala, não existia. Mas não sabia o que colocar no lugar dela: afinal, sonhamos com a grande felicidade desde que nos entendemos por gente e, de repente, imaginar que ela não existe, que é uma espécie de Papai Noel que aguardamos de janeiro a dezembro, deixa um vazio grande dentro da gente.

Quando li a frase do outdoor, uma ficha básica caiu. Entendi que a felicidade, ao contrário do que pregam os pessimistas, existe sim. Só que, ao contrário do que pintam os otimistas, ela não vem no superlativo. A grande felicidade dos finais dos contos de fadas e dos filmes de Hollywood só é possível nos contos de fada e nos filmes de Hollywood. Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Uma pequena alegria aqui, outra ali, uma surpresa que nos faz ganhar o dia (e não necessariamente o mês), um encontro que ilumina um final de tarde ou uma tarde que ilumina a vida. São momentos, pedaços, fatias.

Depois que entendi isso, tudo ficou mais fácil - e mais possível. Não espero mais pelos dias perfeitos que a grande felicidade promete trazer. E uso o “quando” com mais moderação: quando eu tiver o melhor emprego do mundo, quando eu encontrar o amor perfeito, quando eu emagrecer, quando eu tiver um filho, quando meus filhos crescerem, quando eu me aposentar, quando eu terminar meu mestrado, quando, quando, quando… enquanto a gente vai empilhando os “quando”, esperando aquele acontecimento ou aquele momento mágico que vai nos proporcionar a felicidade com letras maiúsculas, a felicidade homeopática passa e a gente não nota. Os momentos que poderiam ser especiais, ou especialíssimos, passam batidos porque estamos esperando a mega sena acumulada, a felicidade acumulada, a explosão hollywoodiana de alegria.

Tenho tentado ao máximo não ficar distraída. Quero, a cada minuto, prestar atenção, olhar, ouvir - ficar atenta a todos os sinais de felicidade: que seja a alegria modesta de tomar a primeira xícara de café da manhã, o prazer discreto de ler um livro que não é uma obra-prima mas nos faz sonhar, a sensação agradável de reencontrar nossa primeira professora, a possibilidade de brincar por meia hora com uma sobrinha que mora longe e que a gente ama, a leveza de pôr a cabeça no travesseiro e pensar que estou com saúde, que minha mãe está viva e que o dia seguinte vai nascer cheio de incógnitas e de promessas. Mais um dia pra gente ter a chance de ser, varias vezes, minimamente feliz.

Não sei se você concorda. Não sei se a soma das pequenas felicidades é uma operação matemática muito modesta pros nossos tempos. Talvez me falte ambição. Ou talvez eu tenha a maior ambição de todas, que é ser feliz… sem ser exatamente feliz. Faz sentido?

Leila Ferreira é uma jornalista que adora colecionar histórias das loucuras e das manias femininas. É autora do livro Mulheres: Por que Será que Elas....?, da Editora Globo;
enviado por Leize.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Escuto

Escuto, mas não sei,
Se o que ouço é silêncio
Ou Deus...

Escuto sem saber se estou ouvindo
O ressoar das planícies do vazio
Ou a consciência atenta,
Que nos confins do universo
Me decifra e fita...

Apenas sei que caminho como quem
É olhado, amado e conhecido,
E por isso em cada gesto
Ponho solenidade e risco.

Sophia de Mello Breyner Andresen

Amor


Amor é o sol que não cobra por seus raios. É o ar que preenche todos os recipientes por dentro e por fora. É o oceano que aceita todos os tipos de rios sem questionar suas origens. É a árvore que não se vangloria ao dar sombra e abrigo e curva-se para oferecer seus frutos. É a água do mar que dissolve as rochas da arrogância inflexível. É a água doce do rio que mata a sede de todos que vêm na sua praia. É o chamado do sábio que ama o que sabe e sabe o que ama.

Brahma Kumaris

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Estamos sempre fazendo o melhor possivel. Sempre.

Mesmo quando fazemos menos do que podemos, naquele momento, estamos fazendo o melhor possivel.
Mesmo quando intencionalmente fazemos pior do que podemos fazer, aquilo é o melhor possivel, naquelas circunstancias.
Mesmo quando fazemos o "pior possivel", aquilo foi o melhor que conseguimos fazer naquele momento.
"Eu poderia ter feito melhor", "você poderia ter feito diferente", são expressões que usamos a posteriori.
Poderia, mas não foi possivel naquele ocasião. Naquele momento, naquelas circunstâncias, foi feito o melhor possivel.
Todos nós agimos assim. Só agimos assim. Só podemos agir assim.
O resto fica para o mundo do "poderia".
O que muda para você quando vê os comportamentos seus e de outras pessoas -- principalmente aqueles que o incomodam -- a partir deste ponto de vista?


de Mizuji Kajii, enviado por Sylvia

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Mude & Marque, por Airton Luiz Mendonça (Artigo do jornal O Estado de São Paulo)

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... você começará a perder a noção do tempo. Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.

Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol. Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: Nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.

Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade. Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo. É quando você se sente mais vivo.

Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas. Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.

Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo. Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo. Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa , no lugar de repetir realmente a experiência).

Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados de sua noção de passagem do tempo. Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.

Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, -... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo. Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.

Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a... ROTINA. A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos. Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque).

Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos. Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas. Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).

Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais. Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.

Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente. Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes. Seja diferente. Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos..... em outras palavras...... V-I-V-A.. !!!

Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo. E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.

Cerque-se de amigos. Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes. Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é? Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida. thE S CR EVA em tAmaNhos diFeRenTes e em CorES di f E rEn tEs ! CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE...
V I V A !!!!!!!!

enviado por Jane.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Seminário para professores Light Healing com Gisèle King, Brasília dias 31 out. e 1, 2 e 3 nov.






Foi maravilhoso nosso encontro! Apesar do cansaço de quatro dias ininterruptos e intensos, saímos todos repletos da alegria e energia do encontro! Fica aqui meu agradecimento a Gisèle King (nossa mestra), Ana Aparecida (organização), Cristiana Mesquita (tradução), e aos velhos e novos amigos presentes, que tornaram nosso encontro uma festa de luz e confraternização! E, é claro, aos mestres que silenciosamente velam pela nossa evolução! Não há palavras para traduzir o que vai no coração...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Invocação ao Espírito Santo

Santo, Santo, Santo, é Teu nome!
Louvado seja!
Tu que és fogo e fulgor,
Tu que és luz e estremecimento,
Desce sobre nós Tuas bênçãos,
Desce sobre nós Tua doce inspiração,
Iluminando-nos com Teus Dons...
Tu que és mistério e santidade,
Desce sobre nós Teu Ministério,
Fala através de nós por Tuas mil línguas de fogo,
E que sejamos para todo o sempre,
Os filhos bem amados de Deus sob Tuas asas e Tua luz!
Amém! Amém e amém!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O amor, por Artur da Távola


O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções, destrói preconceitos, cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado,
e vive a vida mais alegremente...
enviado por Thelma Luiza

sábado, 10 de outubro de 2009

Generosidade - Osho

A generosidade é a verdadeira riqueza. E para ser generoso, para partilhar, você não precisa de muita coisa. Para ser generoso, você só precisa partilhar qualquer coisa que tenha. Você pode não ter muito - essa não é a questão. Quem tem muito? Quem pode alguma vez ter o bastante?

Nunca é muito, nunca é o bastante. Você pode não ser absolutamente nada, pode ser apenas um mendigo da rua, mas ainda assim pode ser generoso. Você não pode sorrir quando um estranho passa? Você pode sorrir, pode dividir seu ser com o estranho, e então você é generoso. Você não pode cantar quando alguém está triste? Você pode ser generoso - os sorrisos nada custam.

Mas você ficou tão miserável que, mesmo antesde sorrir, pensa três vezes: sorrir ou não sorrir? Cantar ou não cantar? Dançar ou não dançar - aliás, ser ou não ser? Partilhe seu ser, se você não tiver nada; essa é a maior riqueza -todos nascem com ela. Partilhe seu ser! Estenda sua mão, dirija-se ao outro com amor no coração. Não considere ninguém como um estranho. Ninguém o é; ou todos são. Se você partilha, ninguém é; se não partilha, todos são.

Você pode ser alguém muito rico, mas um miserável, se não partilha. E então seus próprios filhos são estranhos, então sua própria esposa éuma estranha - porque como pode alguém se encontrar com um homem miserável? Ele está fechado, já está morto no seu túmulo. Como pode você caminhar em direção a um homem miserável? Se o fizer, ele foge. Está sempre com medo, porque sempre que alguém se aproxima, o compartilhar começa. Até um aperto de mão a pessoa miserável sente que é perigoso, porque, quem sabe? - uma amizade pode nascer daí, e então existe perigo.

Uma pessoa miserável está sempre alerta, em defesa, para não permitir que alguém chegue muito perto. Ela mantém todos à distância. Um sorriso é perigoso porque quebra as distâncias. Se você sorri a um mendigo na rua, a distância é quebrada, ele já não é um mendigo,tornou-se um amigo. E, então, se ele estiver com fome, você terá que fazer alguma coisa. É melhor ficar sem sorrir, é mais seguro, mais econômico, menos perigoso - nenhum risco nisso. Não é uma questão de partilhar alguma coisa, mas de simplesmente partilhar - qualquer coisa que você tenha! Se você não tem outra coisa, tem ainda um corpo quente - você pode se sentar perto de alguém e dar-lhe seu calor.

Você pode sorrir, dançar, cantar, rir eajudar o outro a rir. E quando duas pessoas riem juntas, seus seres se tornam um nesse momento; quando duas pessoas sorriem juntas, subitamente toda a distância se dissolve - vocês estão conectados.

Portanto, não pense que para ser generoso você precisa ser rico. É exatamente o contrário: se você quer ser rico, seja generoso. E tantas riquezas estão disponíveis sempre, tantas dádivas você traz com sua vida e leva outra vez quando morre. Você podia ter partilhado e, com isto, poderia ter consciência do quanto a existência o faz rico e como você vive pobre. E quanto mais você partilha, mais seu ser começa a fluir. Quanto mais ele flui, mais e mais novas fontes alimentam o rio, e você permanece renovado.

Somente um ser humano generoso é renovado. Um ser humano não-generoso, fechado, miserável, torna-se sujo - está propenso a ficar assim. Exatamente como um poço. Ninguém o usa, o poço não tem possibilidade de dar sua água a ninguém; então, o que acontecerá com ele? Novas fontes não o estarão suprindo, porque não há necessidade. A água velha ficará cada vez mais e mais suja; o poço inteiro estará morto. Águas frescas não estarão chegando até ele. É assim que tem acontecido a muitos de vocês.

Convide as pessoas a compartilhar de você. Convide as pessoas a beber de você. Esse é o significado do que Jesus diz: "Bebam de mim! Comam de mim"! Quanto mais você se alimenta dele, mais Jesus cresce. Quanto maisvocê bebe dele, mais as águas frescas fluem. As riquezas que a vida lhe doou não são limitadas, mas só um ser humano generoso pode saberdisso. Elas são ilimitadas.

Você não é uma companhia de recursos limitados, mas de recursos ilimitados. Atrás de você, o Divino está escondido. Ninguém pode exauri-lo. Cante quantas canções puder, e você não será exaurido; até pelo contrário, melhores e melhores canções virão.

Osho, enviado por Leize

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Mulheres possíveis, de Martha Medeiros

Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação! E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic. Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres. Primeiro: a dizer NÃO. Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante.

Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo. Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos. Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias!

Tempo para uma massagem. Tempo para ver a novela. Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto. Tempo para conhecer outras pessoas. Voltar a estudar. Para engravidar. Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado. Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir. Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra. A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem. Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores. E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica àbeira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante.

Martha Medeiros - Jornalista e escritora, enviado por Zélia

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Oração a São Miguel Arcanjo - 29/set/09


Eu me visto com a proteção do Arcanjo Miguel e de sua Legião Angélica!

Eu me visto com sua armadura de Luz e recordo-me, aqui e agora, que EU SOU UM SER DIVINO, Filho de Deus, e tenho ao meu dispor a fé e a fortaleza de Miguel para combater o bom combate contra ataques físicos e espirituais que procedem dos inimigos da Luz.

Eu me protejo com a Espada de Luz do Arcanjo Miguel e com ela corto todos os laços que querem me prender ao desespero, a depressão, ao desânimo, a doença, ao desemprego, ao sofrimento, as perseguições... (coloque aqui o que desejar combater).

Eu me renovo com a Luz Azul e Dourada do Arcanjo Miguel e me purifico com o poder da fé e da alegria que provém de seu amparo.

Eu, na condição de TRABALHADOR DA LUZ, me consagro hoje ao poderoso Arcanjo Miguel e com fé, confio em sua proteção e orientação espiritual todos os dias de minha vida.

Que as bênçãos de Miguel e seus Anjos de Luz se derramem sobre meus caminhos e de todos os meus irmãos e irmãs que peregrinam na senda do Amor Incondicional e da Paz Divina.

Assim seja, com o Pai, o Filho e a falange do Espírito Santo. Amém!

Que todos sejamos abençoados, aqui e agora !

consagração ditada pelo Arcanjo Miguel para todos os que querem colocar-se sob sua proteção, enviada por Maria Tereza

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Ensinando Reiki às crianças, por Barbara McKell


Ensinar Reiki às crianças tem sido um presente, por serem as crianças atualmente que me ensinam. Sua abertura e disposição para explorar as habilidades inatas faz cada turma especial e única. Eu partilho tantas risadas, criatividade e diversão com essas crianças. Elas têm me ensinado que a infância deveria ser ajudada a se manifestar.

Uma garota de 10 anos chamada Claire me inspirou a criar um programa especificamente para crianças. Seus pais, Elizabeth e Scott, tinham feito o nível I de Reiki comigo. Poucos dias depois do curso, eles me ligaram dizendo que realmente precisavam falar comigo. Falaram comigo em telefones separados numa mesma extensão, e me contaram o que tinha acontecido em sua casa depois do curso de Reiki.

A mãe de Elizabeth havia estado cuidando das suas duas crianças durante a duração do curso. Quando Elizabeth e seu marido chegaram em casa, sua mãe disse: “Não me importa o que vocês aprenderam neste final de semana, meu joelho está doendo tanto que eu preciso que vocês tentem aplicar isso em mim”. Elizabeth estava um pouco apreensiva sobre sua nova habilidade, mas se lembrou de como realmente podia sentir a energia quando criou uma bola energética entre suas mãos. Ela fez isso apenas para se certificar de que a energia estava fluindo, e então quando começou a senti-la entre as mãos, Claire disse: “Oh, Mamãe, você pode me mostrar como fazer uma dessas bonitas bolas coloridas também?”

Sua mãe mostrou a ela o que fazer, e Claire pôde rápida e facilmente ver a energia e falar sobre as diferentes cores que estava vendo. Ela ajudou sua mãe a fazer Reiki na avó, mantendo cuidadosamente suas mãos sobre a área a ser tratada enquanto podia continuar vendo as cores.

Quando o pai de Claire foi para uma banqueta que estava ao lado da avó, Claire disse “Não sente na banqueta. O anjo da nona está sentado aí”. Então Claire virou de lado e disse para sua mãe e falou: “Você lembra quando eu era pequena e podia ver os anjos? Bem, eles voltaram. Eu posso vê-los de novo. Você trouxe os anjos de volta!”

Elizabeth reconheceu que podia ser desafiador ter uma criança que era clarividente, então me ligou para ter algum conselho e assistência. Eu ouvi pacientemente tudo o que ela tinha para me dizer. Ela realmente precisava de alguém para falar sobre este pequeno ser maravilhoso que é sua filha.

Eu disse a ela que presente especial era Claire, e que o mais importante é que ela vive numa casa onde suas percepções podem ser honradas.“Seu trabalho”, eu disse, “é o de um verdadeiro Guardião, para protegê-la e ter certeza de que ninguém irá explorar seus dons ou ridicularizá-los.”

E foi através de minhas conversas com a mãe de Claire que percebi que precisava criar algo especial para pessoas como ela. Eu não podia aceitar que ela tivesse que esperar até ser adulta para aprender Reiki. Pela minha própria experiência, sei que muitas crianças abandonam essas habilidades especiais por sentirem que não têm uso para elas em seu mundo físico. Sabia que o Reiki poderia dar a elas uma saída e um modo prático de usar suas percepções. Como reikianos, nos todos sabemos quão simples é o Reiki e que ele não depende de evolução espiritual nem intelectual, então porque deveria ser vedado a alguns baseando-se numa barreira etária?

enviado por Izabel

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Esta vida, o bardo natural

Imagine uma pessoa que subitamente acorda num hospital depois de sofrer um acidente, e percebe que está com amnésia total. Por fora tudo está intacto: ela tem o mesmo rosto, os sentidos e a mente estão lá, mas não tem a nemor idéia ou vestígio da memória de quem é. Exatamente do mesmo modo não conseguimos nos lembrar de nossa verdadeira identidade, nossa natureza original. Freneticamente e na realidade apavorados, procuramos e improvisamos outra identidade, uma em que possamos nos agarrar com todo o desespero de alguém que vai cair num abismo. Essa identidade falsa e assumida em ignorância é o "ego".

Desse modo, o ego é a ausência do conhecimento verdadeiro de quem somos, juntamente com seu resultado: um malfadado apego, mantido não importa a que preço, a uma imagem remendada e improvisada de nós mesmos, para manter viva a ficção de sua existência. O ego é definido como um movimento incessante de agarrar-se em um noção ilusória de "eu" e "meu". Esse agarrar-se é fútil desde o início e condenado à frustração, uma vez que não tem nenhuma base ou verdade, e aquilo a que nos agarramos, por sua própria natureza, é impossível de reter.

O fato de que precisamos nos agarrar a alguma coisa mostra que nas profundezas do nosso ser sabemos que o eu não existe inerentemente. Desse conhecimento secreto e assustador nascem todas as nossa inseguranças fundamentais e o nosso medo.

...Seguir o caminho da sabedoria nunca foi mais urgente nem mais difícil. Nossa sociedade está dedicada quase inteiramente à celebração do ego, com todas suas tristes fantasias sobre sucesso e poder, e celebra exatamente aquelas forças da ganância e da ignorância que estão destruindo o planeta. Nunca foi tão difícil ouvir a voz sem lisonjas da verdade e, uma vez ouvida, nunca foi tão difícil segui-la: porque não há nada no mundo que nos cerca que ampare nossa escolha, e a sociedade inteira em que vivemos parece negar cada idéia de sacralidade ou significado eterno. Assim, em tempos do mais agudo perigo, quando precisamente nosso futuro está em risco, nós, como seres humanos, nos encontramos aturdidos como nunca, presos num pesadelo que nós mesmos criamos...

O Guia Sábio

Duas pessoas conviveram dentro de você durante toda sua vida. Uma é o ego, tagarela e calculista; a outro é o seu ser espiritual oculto, cuja voz sábia e serena você raramente ouviu e, se o fez, não a atendeu. À medida que ouve mais e mais os ensinamentos (espirituais), que os contempla e integra em sua vida, essa voz interior, sua sabedoria inata do discernimento, é despertada e fortalecida, e você começa a distinguir sua orientação das diferentes vozes clamorosas e sedutoras do ego. A lembrança de sua real natrureza, com todo seu esplendor e confiança, começa a retornar para você.

...Quanto mais ouvir esse guia sábio, mais facilmente você mesmo estará preparado para mudar seus maus-humores, ver através deles e até rir-se deles pelos absurdos dramas e ridículas ilusões que criam. Gradualmente se descobrirá capaz de libertar-se mais deperessa das emoções negativas que governaram sua vida, e essa habilidade é o maior de todos os milagres.

do livro de Sogyal Rinpoche, O Livro Tibetano do Viver e do Morrer.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O que é REIKI?

REIKI USUI é uma terapia que utiliza a Energia Vital Universal (REI) para harmonizar e tratar a Energia Vital Individual (KI) dos seres deste planeta e o próprio planeta. Podemos também dizer, de outra forma, que REIKI vem equilibrar, através da energia cósmica - a Luz Divina – uma outra energia mais densa – Ki – também conhecida por outras denominações – Fluido da Vida, Ka, Energia Bioplasmática, Prana, Qi ou Chi.

A essência deste sistema nasce a partir do Dr. Mikao Usui, monge budista no Japão, no final do século XIX. Em busca do conhecimento espiritual por todo o Japão, China, Tibete e Europa, após jejuar e meditar no monte Kurama, sente a experiência de uma poderosa luz espiritual ou vivência reveladora – o conhecimento da energia REIKI. Vem mais tarde a desenvolver uma sociedade de cura natural, abrindo uma clínica próxima de Tóquio, onde começou a divulgar e a praticar REIKI.

Por mérito da ajuda oferecida em todo o país, recebeu o reconhecimento do governo japonês, que lhe entregou a distinção Kun San-To pelos seus extraordinários méritos humanitários. Esta terapia vem posteriormente para Ocidente através de Hawayo Takata, de origem hawaiana, que após ter sido curada de sua enfermidade em uma clínica de Reiki, trouxe-o para a sua terra de origem, um pouco antes do período em que o Japão ficou isolado do Ocidente, devido a Segunda Guerra Mundial.

A aplicação de REIKI fortalece o sistema imunitário e restaura a saúde física, psíquica e emocional, por isso este método tem uma acepção holística - integra todos os aspectos do Ser. Atua também como preventivo e oferece uma intensa sensação de bem-estar, relaxando e promovendo serenidade. Desenvolve a sensibilidade e acuidade mental e eleva espiritualmente o nosso Ser. É uma terapia segura, sem efeitos colaterais ou contra-indicações, compatível com qualquer outro tipo de tratamento ou medicina convencional.

O REIKI, mais do que uma antiga arte de cura, é uma valiosa ferramenta para a manutenção da saúde, auto-renovação e crescimento pessoal, um caminho de Amor Incondicional. Em 1962, a OMS reconheceu num diploma designado «Alma Acta» diversas práticas terapêuticas, e o REIKI, a par de outras terapias holísticas, passou a ter algum reconhecimento, sendo praticado em muitos países da Europa, América e Ásia, e mais recentemente no continente africano.

Muitos médicos têm reconhecido o potencial de grande ajuda emocional e estabilizador dos processos de cura do REIKI, e hoje em dia, em muitos países de todos os continentes o REIKI é praticado em Hospitais e Clínicas, em pessoas de todas as idades. REIKI é aplicado através da imposição da mãos do curador em determinadas áreas do corpo do paciente. Não está vinculado a nenhuma religião.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A lua que não dei!

Compreendo pais - e me encanto com eles - que desejariam dar o mundo de presente aos filhos. E, no entanto, abomino os que, a cada fim de semana, dão tudo o que filhos lhes pedem nos shoppings onde exercitam arremedos de paternidade... E não há paradoxo nisso. Dar o mundo é sentir-se um pouco como Deus, que é essa a condição de um pai. Dar futilidades como barganha de amor é, penso eu, renunciar ao sagrado.Volto a narrar, por me parecer apropriado à croniqueta, o que me aconteceu ao ser pai pela primeira vez. Lá se vão, pois, 45 anos.

Deslumbrado de paixão, eu olhava a menina no berço, via-a sugando os seios da mãe, esperneando na banheira, dormindo como anjo de carne. E, então, eu me prometia, prometendo-lhe: 'Dar-lhe-ei o mundo, meu amor.' E não lhe dei. E foi o que me salvou do egoísmo, da tola pretensão e da estupidez de confundir valores materiais com morais e espirituais.

Não dei o mundo à minha filha, mas ela quis a Lua. E não me esqueço de como ela pediu, a Lua, há anos já tão distantes. Eu a carregava nos braços, pequenina e apenas balbuciante, andando na calçada de nosso quarteirão, em tempos mais amenos, quando as pessoas conversavam às portas das casas. Com ela junto ao peito, sentia-me o mais feliz homem do mundo, andando, cantarolando cantigas de ninar em plena calçada. Pois é a plenitude da felicidade um homem jovem poder carregar um filho como se acariciando as próprias entranhas. Minha filha era eu e eu era ela. Um pai é, sim, um Pequeno Deus, o criador. E seu filho, a criatura bem amada.

E foi, então, que conheci a importância e os limites humanos... Pois a filhinha - a quem eu prometera o mundo - ergueu os bracinhos para o alto e começou a quase gritar, assanhada, deslumbrada: 'Dá, dá, dá...' Ela descobrira a Lua e a queria para si, como ursinho de pelúcia, uma luminosa bola de brincar. Diante da magia do céu enfeitado de estrelas e de luar, minha filha me pediu a Lua e eu não lhe pude dar.

A certeza de meus limites permitiu, porém, criar um pacto entre pai e filhos: se eles quisessem o impossível, fossem em busca dele.. Eu lhes dera a vida, asas de voar, diretrizes, crença no amor e, portanto, estímulo aos grandes sonhos. E o sonho da primogênita começou a acontecer, num simbolismo que, ainda hoje, me amolece o coração. Pois, ainda adolescente, lá se foi ela embora, querendo estudar no exterior. Vi-a embarcar, a alma sangrando-me de saudade, a voz profética de Kalil Gibran em sussurros de consolo:

'Vossos filhos não são vossos filhos, mas são os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. Eles vêm através de vós, mas não de vós. E embora vivam convosco, não vos pertencem. (...) Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.'

Foi o que vivi, quando o avião decolou, minha criança a bordo. No céu, havia uma Lua enorme, imensa. A certeza da separação foi dilacerante... Minha filha fora buscar a Lua que eu não lhe dera. E eu precisava conviver com a coerência do que transmitira aos filhos: 'O lar não é o lugar de se ficar, mas para onde voltar'.

Que os filhos sejam preparados para irem-se, com a certeza de ter para onde voltar quando o cansaço, a derrota ou o desânimo inevitáveis lhes machucarem a alma. Ao ver o avião, como num filme de Spielberg, sombrear a Lua, levando-me a filha querida, o salgado das lágrimas se transformou em doçura de conforto com Kalil Gibran: como pai, não dando o mundo nem Lua aos filhos, me senti arqueiro e arco, arremessando a flecha viva em direção ao mistério.

Ora, mesmo sendo avós, temos, sim e ainda, filhos a criar, pois família é uma tribo em construção permanente. Pais envelhecem, filhos crescem, dão-nos netos e isso é a construção, o centro do mundo onde a obra da criação se renova sem nunca completar-se. De guerreiros que foram, pais se tornam pajés. E mães, curandeiras de alma e de corpo. É quando a tribo se fortalece com conselheiros, sábios que conhecem os mistérios da grande arquitetura familiar, com régua, esquadro, compasso e fio de prumo. E com palmatória moral para ensinar o óbvio: se o dever premia, o erro cobra.

Escrevo, pois, de angústias, acho que angústias de pajé, de índio velho. A nossa construção está ruindo, pois feita em areia movediça. É minúsculo o mundo que pais querem dar aos filhos: o dos shoppings... E não há mais crianças e adolescentes desejando a Lua como brinquedo ou como conquista. Sem sonhos, os tetos são baixos e o infinito pode ser comprado em lojas. Sem sonhos, não há necessidade de arqueiros arremessando flechas vivas.

Na construção familiar, temos erguido paredes. Mas, dentro delas, haverá gente de verdade?


enviado por Selme, Cecílio Elias Netto é escritor e jornalista.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Magnified Healing

Magnified Healing é uma técnica de cura e desenvolvimento espiritual para nossos tempos. Ela foi trazida até nós por Kwan Yin em 1983, através de Gisèle King e Kathryn Anderson, curadoras em diversas modalidades e comprometidas com a evolução planetária e de nossa humanidade.

Kwan Yin é na China a deusa da Compaixão e da Misericórdia, ela é um Bodhisatwa, um ser que encontrou a iluminação mas que escolheu permanecer entre nós até que todos alcancemos a ascensão. Ela é uma Mestra Ascensa e trouxe este presente, para que possamos nos liberar de nosso karma e caminhar rapidamente em nossa evolução.

Magnified Healing permite abrir suavemente nosso chakra cardíaco nos tornando mais aptos a sentir o amor universal por todos os seres. Sua prática contínua nos torna conscientes das mudanças interiores necessárias para nossa evolução, através de insights e da liberação de nossas memórias e karmas.

Workshop em Magnified Healing - promove o auto desenvolvimento; centramento; equilíbrio dos chacras, corpos físicos e sutis; cura do karma; expansão das qualidades divinas, DNA espiritual e dos corpos superiores de luz. A prática diária é de 5 minutos, e com a energia de MH ativada você pode trabalhar à distância ou diretamente em outras pessoas, e para a cura da Terra.

Embora não seja obrigatório nenhum curso anterior em terapias tradicionais ou alternativas, a energia sutil e elevada de MH será melhor sentida por aqueles que já trabalham com o campo de energia, como Reiki II.

O Workshop inclui manual, CD, essência e certificado originais de Magnified Healing(R). Avise de seu interesse com dez dias de antecedência, para que o material possa ser providenciado.
Investimento: 200 reais.Local: Park Way, quadra 14, a 2km do balão do aeroporto.
Contato: analiliamventura@gmail.com

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O universo e a humanidade, nas palavras de Einstein

Albert Einstein disse:

Um ser humano é parte de um todo chamado por nós de "Universo", uma parte limitada no tempo e no espaço. Ele experiencia a si mesmo, seus pensamentos e sentimentos, como alguma coisa separada do resto - uma espécie de ilusão de ótica de sua consciência. Essa ilusão é uma forma de prisão para nós, restringindo-nos aos nossos desejos pessoais e à afeição por umas poucas pessoas próximas. Nossa tarefa deve ser a de nos libertarmos dessa prisão alargando nossos círculos de compaixão para envolver todas as criaturas vivas e o todo da natureza em sua beleza.

do livro de Songyal Rinpoche, O Livro Tibetano do Viver e do Morrer.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Impermanência da vida

A vida é como um piquenique em uma tarde de domingo... ela não dura muito tempo. Só olhar o sol, sentir o perfume das flores ou respirar o ar puro já é uma alegria. Mas se tudo o que fazemos é ficar discutindo onde pôr a toalha, quem vai sentar em que canto, quem vai ficar com o peito ou a coxa do frango..., que desperdício! Mais cedo ou mais tarde o tempo fecha, a tarde cai e o piquenique acaba. E tudo o que fizemos foi ficar discutindo e implicando uns com os outros. Pense em tudo que se perdeu.

Você pode estar se perguntando: se tudo é impermanente, se nada dura, como pode alguém viver feliz? É verdade que não podemos, de fato, agarrar ou nos segurar às coisas, mas podemos usar esse conhecimento para olhar a vida de modo diferente, como uma oportunidade muito breve e rara. Se trouxermos à nossa vida a maturidade de saber que tudo é impermanente, vamos ver que nossas experiências serão mais ricas, nossos relacionamentos mais sinceros, e teremos maior apreciação por tudo aquilo que já desfrutamos.

Também seremos mais pacientes. Vamos compreender que, por pior que as coisas possam parecer no momento, as circunstâncias infelizes não podem durar. Teremos a sensação de que seremos capazes de suportá-las até que passem. E com maior paciência seremos mais delicados com as pessoas a nossa volta. Não é tão difícil manifestar um gesto amoroso quando nos damos conta de que talvez nunca mais estaremos com a nossa tia-avó. Por que não deixá-la feliz? Por que não dispor de tempo para ouvir todas aquelas histórias antigas?

Chegar à compreensão da impermanência e ao desejo autêntico de fazer os outros felizes nesta breve oportunidade que temos juntos, constitui o começo da verdadeira prática espiritual. É esse tipo de sinceridade que efetivamente catalisa a transformação em nossa mente e em nosso ser. Não precisamos raspar a cabeça nem usar vestes especiais. Não precisamos sair de casa nem dormir em uma cama de pedras. A prática espiritual não requer condições austeras.... apenas um bom coração e a maturidade de compreender a impermanência. Isso nos fará progredir.

Chagdud Tulku Rinpoche, em " Portões da Prática Budista", enviado por Ulisses

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Caminhos para o Ser

Queridos caminhantes,
Estamos caminhando juntos em muitos encontros. Passamos por várias paisagens e assimilamos alguns conhecimentos importantes para nosso cotidiano. Uma das coisas que temos aprendido é aprender a aprender ou mesmo desaprender aquilo que não serve mais, para aprender o novo que chega.

Esta abertura para o acolhimento do novo, pede o desenvolvimento de uma atenção plena, ou seja uma atenção ampla tanto no espaço (interior e exterior) quanto no tempo (permanente). A proposta é de uma atenção durante a consciência de vigília, durante o sono, durante a consciência onírica e durante os estados transexistenciais.

Temos visto que mais importante do que “o quê” é o “como” durante nossa caminhada pela existência. Mais importante do que definir um caminho é encontrar um jeito próprio de caminhar. Mais importante do que “o quê fazer agora” é “o como estar agora”.

No entanto, algumas práticas são sugeridas como forma de reforçar a atenção plena e auxiliar na nossa busca até que cada um de nós esteja plenamente no próprio caminho. Então, vejamos o que temos na nossa sacola de talismãs e que pode nos ajudar a alcançar essa consciência do Ser.

Praticar a simplicidade voluntária
Estudar regularmente temas de interesse
Comungar ao invés de consumir
Honrar a Escuta
Praticar a Ética da Bênção
Encontrar e manter uma Holopraxis no cotidiano
Manter Registros dos momentos significantes (vigília e sonho)
Cuidar do Ser
Retribuir a Gratuidade
Evocar a Presença

Que neste momento possamos sentir o convite da Existência para usarmos nossos talismãs rumo à grande peregrinação que nos leva a nos tornarmos quem já somos.


Lia Teresa (focalizadora do curso de Síntese Transacional - Unipaz)

domingo, 12 de julho de 2009

O novo patamar da mundialização: a noosfera

A atual crise econômica está colocando a humanidade diante de uma terrível bifurcação: ou segue o G-20 que teima em revitalizar um moribundo – o modelo vigente do capitalismo globalizado – que provocou a atual crise mundial e que, a continuar, poderá levar a uma tragédia ecológica e humanitária, ou então tenta um novo paradigma que coloca a Terra, a vida e a humanidade no centro e a economia a seu serviço e então fará nascer um novo patamar de civilização que garantirá mais equidade e humanidade em todas as relações, a começar pelas produtivas.

A sensação que temos é que estamos seguindo um voo cego e tudo poderá acontecer.

De um ponto de vista reflexivo, duas interpretações básicas da crise se apresentam: ou se trata de estertores de um moribundo ou de dores de parto de um novo ser.

Alinho-me na segunda alternativa, a do parto. Recuso-me a aceitar que depois de alguns milhões de anos de evolução sobre este planeta, sejamos expulsos dele nas próximas gerações. Se olharmos para trás, para o processo antropogênico, constamos indubitavelmente que temos caminhado na direção de formas mais altas de complexidade e de ordens cada vez mais interdependentes. O cenário não seria de morte mas de crise que nos fará sofrer muito, mas que nos purificará para um novo ensaio civilizatório.

Não se pode negar que a globalização, mesmo em sua atual idade de ferro, criou as condições materiais para todo o tipo de relações entre os povos. Surgiu de fato uma consciência planetária. É como se o cérebro começasse a crescer fora da caixa craniana e pelas novas tecnologias penetrasse mais profundamente nos mistérios da natureza.

O ser humano está hominizando toda a realidade planetária. Se a Amazônia permanece em pé ou é
derrubada, se as espécies continuam ou são dizimadas, se os solos e o ar são mantidos puros ou poluídos depende de decisões humanas. Terra e humanidade estão formando uma única entidade global. O sistema nervoso central é constituído pelos cérebros humanos cada vez mais em sinapse e tomados pelo sentimento de pertença e de responsabilidade coletiva. Buscamos centros multidimensionais de observação, de análise, de pensamento e de governança.

Outrora, a partir da geosfera surgiu a litosfera (rochas), depois a hidrosfera (água), em seguida a atmosfera (ar), posteriormente a biosfera (vida) e por fim a antroposfera (ser humano). Agora a história madurou para uma etapa mais avançada do processo evolucionário, a da noosfera. Noosfera, como a palavra diz (nous, em grego, significa mente e inteligência) expressa a convergência de mentes e corações, originando uma unidade mais alta e mais complexa. É o começo de uma nova história, a história da Terra unida com a humanidade (expressão consciente e inteligente da Terra).

A história avança por meio de tentativas, acertos e erros. Nos dias atuais estamos assistindo à fase nascente da noosfera, que não consegue ainda ganhar a hegemonia por causa da força de um tipo de globalização excludente e pouco cooperativa, agora vastamente fragilizada por causa da crise sistêmica.

Mas estamos convencidos de que para esta nova etapa – a da noosfera – conspiram as forças do universo que estão sempre produzindo novas emergências. É em função desta convergência na diversidade que está marchando nossa galáxia e, quem sabe, o próprio universo. No planeta Terra, minúsculo ponto azul-branco, perdido numa galáxia irrisória, num sistema solar marginal (a 27 mil anos luz do centro da galáxia), cristalizou-se para nós a noosfera. Ela é ainda frágil mas carrega o novo sentido da evolução. E não se exclui a possibilidade de outros mundos paralelos.

A atual crise torna necessária uma saída salvadora e esta é a noosfera. Então vigorará a comunhão de mentes e corações, dos seres humanos entre si, com a Terra, com o inteiro universo e com o atrator de todas as coisas.

Leonardo Boff (enviado por Ulisses)

sábado, 11 de julho de 2009

A Universidade da Paz, Unipaz


Logo depois da inauguração da Universidade Holística Internacional de Brasília, na Granja do Ipê, em 14 de abril de 1989, definiu-se, sob o impulso de Roberto Crema, com base numa forma aperfeiçoada daquele trabalho prático, a estrutura da Formação Holística de Base, e iniciou-se a primeira turma com mais de oitenta candidatos, em 1989.

Criou-se o colegiado da Formação Holística, que continua se reunindo periodicamente, aperfeiçoando o processo de maneira constante, fazendo revisões para adequar o curso à estrutura geral do programa "A Arte de Viver em Paz", reconhecido pela 26ª Assembléia Geral da Unesco como sendo um novo método holístico de Educação para a Paz.

A Formação Holística de Base está se mostrando, através da experiência de todos esses anos, um poderoso método de transformação, no sentido de despertar uma nova consciência para o terceiro milênio. Para cada um dos Aprendizes, há a pessoa antes e depois da Formação: maior compreensão de si mesmo, dos outros e, sobretudo, do significado desta nossa existência: maior tolerância, paciência e amor. Tais são, sem dúvida, os frutos colhidos por muitos participantes.
Criada por um movimento mundial de pessoas e intituições afins, a Universidade da Paz, Unipaz, trouxe a idéia de semar uma cultura de paz entre os vários segmentos sociais, além de tornar ampla a consciência e promover a integridade do ser, divulgando dessa maneira, o movimento holístico.

A Unipaz é um movimento sem fins lucrativos, cujo objetivo maior é a introdução de uma nova consciência. Esta meta atende ao acordo na Declaração de Veneza da Unesco (1986) e na Carta de Brasília - este último documento-síntese publicado Diário Oficial da União em 17 de abril de 1997.

Hoje a Unipaz vem atuando em diversos países. Cada unidade tem uma programação bem diversificada. A essência do trabalho da Unipaz é trazer o global para o local. Desenvolve, assim, várias atividades de cunho nacional e internacional para a ampliação de conhecimentos e troca de experiências, construíndo deste modo, uma nova visão de mundo.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Arquétipos Femininos II – A Amante ou Afrodite

Quando falamos da Mulher Amante, é fácil confundi-la com as mulheres de vida livre, as que “roubam” os homens casados de suas famílias. Mas não é esta mulher em questão. A Mulher Amante é aquela que tem em sua essência o amor, a leveza, a alegria, a beleza, a graça. Esta mulher ama o amor por si só. Ela tem como primeiro amor, a si mesma. É em nome deste amor que ela se arruma e se enfeita.

Por se amar, tudo nela transpira este amor, seu andar, a forma passa as mãos em seus cabelos, sua forma de olhar ou de falar. Este amor por si mesmo se traduz em uma sensualidade natural, que não é o desejo de seduzir. A sua natureza é livre, e também inocente. Mas é sua sensualidade, sua graça e sua beleza irradiante que irá seduzir e provocar a inveja; que se tornarão também os motivos de sua possível queda. Talvez porque o mundo ainda não esteja preparado para o amor...

Ao longo dos milênios do patriarcado religioso, assistimos ao esmagamento e deturpação deste arquétipo feminino. A Mulher que Ama é muitas vezes incompreensível, e foge ao controle da sociedade religiosa, incendiando desejos e corações. Esta mulher foi torturada e queimada viva na Inquisição, sua beleza e sensualidade foi vestida de pecado e iniqüidade. Ela foi considerada pagã e prostituta ou encerrada em códigos de conduta rígidos encontrados em diversas religiões até hoje.

Mas o amor expresso neste arquétipo representa, sobretudo a beleza, a harmonia e a alegria. Esta mulher ama tudo que é belo e harmonioso, a dança, a música, a poesia, todas as artes plásticas, as festas e também: o namoro, o flerte, os jogos lúdicos do amor. Aqui a vida se desenrola num palco muito bem produzido artisticamente, e a peça fala dos encontros e desencontros do amor, onde o aprendizado se faz muitas vezes pela dor, e o final pode ser trágico. Um bom exemplo é o filme Moulin Rouge.

A Mulher Amante traz em si a insígnia do amor, do Grande Amor, e o perigo é desconhecer onde verdadeiramente se encontra este amor. Esta Afrodite, por não reconhecer o amor em si, o espelha no mundo, em seus amantes, e cai na ilusão das paixões, dos amores impossíveis, do amor trágico. O amor que ela vê no reflexo de muitos olhares é o amor que verdadeiramente traz em si, e é só em si mesma que ele pode ser encontrado, no mundo ele se torna fantasia e desilusão.

A queda de Afrodite é quando ela é arrastada para o falso poder da sedução, e quanto mais ela deseja poder mais se afasta de sua verdadeira essência, ou cai no buraco negro da carência e do abandono. Sedução, carência e abandono são as formas da negação do amor em si mesma, aqui está sua ferida.
São muitos os exemplos de Afrodites pelo mundo, talvez a mais célebre seja Marilyn Monroe. Sua sensualidade, sua graça, seu sorriso encantaram e seduziram o mundo, mas ela foi vítima nos medicamentos entorpecentes que fazem dormir e anestesiam as dores, as dores do desamor... Marilyn usou foi usada pela máquina do sucesso, da fortuna e do poder de sedução hollywoodiana, que a levaram para longe de sua essência.

Michael Jackson é o exemplo do homem feminino, amante do amor, obcecado pela beleza, pela perfeição, pelo desejo de ser aceito e amado, e que encontrou o fim trágico também nos anestésicos. É óbvia sua carência afetiva e o desejo de reencontrar a infância perdida, a infância em que faltou o amor e a aceitação.

A cura só é possível depois de muitas andanças. Procura-se no mundo o que não está lá, busca-se amor onde ele é imperfeito, no coração dos homens e mulheres. Os amores impossíveis e as desilusões aqui têm muito a ensinar, cansam o olhar do mundo, o levam para dentro, para a Fonte, para onde o amor está.

O caminho é novamente reencontrar o amor por si mesma, lavar e curar as feridas, conhecer os caminhos que vão dar nas desilusões; e reaprender a amar, a cultivar este amor, fazê-lo transbordar; criar arte, harmonia e beleza no mundo. Aprendemos sempre pelos contrários, se nosso destino é o amor, antes nos vemos enredados nos dramas do desamor. Aqui é possível encontrar a figura de Maria Madalena, a mulher desmerecida, endemoniada, que reencontrou a paz e o amor (não sabemos se levado aos encantos da carne ou não) ao lado do homem que personificou o Grande Amor para toda a humanidade.

Esta mulher busca o amor romântico, mas este é somente uma face do amor. É preciso amadurecer, encontrar os outros aspectos do amor vivenciados por outros arquétipos; encontrar o potencial do amor em si, para viver o amor real e pleno, sem fantasias e ilusões. No entanto, esta mulher não deve morrer dentro de nós, deve viver para enfeitar a vida de graça e beleza, para despertar o amor lúdico e o eros, para manter acesa a chama do desejo nas relações conjugais, para nos levar a um grau mais alto e profundo do conhecimento e da vivência do Grande Amor.

próximo arquétipo feminino: A Mãe ou Deméter. Por Ana Liliam

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Viver é um Espetáculo Imperdível

Viver é um espetáculo imperdível, você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. Só você pode evitar que ela vá à falência.

Lembre-se sempre de que ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções. Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.

Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. É beijar os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.

Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para falar "eu errei". É ter ousadia para dizer "me perdoe". É ter sensibilidade para expressar "eu preciso de você".  É ter capacidade de dizer "eu te amo".

Faça da sua vida um canteiro de oportunidades. Que nas suas primaveras você seja amante da alegria. Que nos seus invernos você seja amigo da sabedoria. E, quando você errar o caminho, comece tudo de novo.

Pois assim você será cada vez mais apaixonado pela vida e descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas é usar as lágrimas para irrigar a tolerância, usar as perdas para refinar a paciência, usar as falhas para esculpir a serenidade, usar a dor para lapidar o prazer, usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.

Jamais desista de si mesmo. Jamais desista das pessoas que você ama. Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível...

enviado por Carmem Eugênia

domingo, 5 de julho de 2009

Os sonhos e o amanhã


Não deixes que termine o dia sem teres crescido um pouco, sem teres sido feliz, sem teres aumentado os teus sonhos.

Não te deixes vencer pelo desalento.

Não permitas que alguém retire o direito de te expressares, que é quase um dever.

Não abandones as ânsias de fazer da tua vida algo extraordinário.

Não deixes de acreditar que as palavras e a poesia podem mudar o mundo.

Aconteça o que acontecer, a nossa essência ficará intacta. Somos seres cheios de paixão. A vida é um deserto e um oásis, derruba-nos, ensina-nos, converte-nos em protagonistas de nossa própria história.

Ainda que o vento sopre contra, a poderosa obra continua: tu podes tocar uma estrofe.

Não deixes nunca de sonhar, porque os sonhos tornam o homem livre.
de Walt Whitman, enviado por Ada

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A valorização do potencial humano

Vivemos em uma sociedade crítica. O que salta aos olhos é sempre o que faltou fazer, o que não foi bem feito, o que está feio, as falhas de cada um, e assim por diante... Ainda acreditamos que é ressaltando os erros que faremos com que o outro se corrija, é sempre a incompetência que é levada em consideração.

Nos relacionamentos também funciona assim. Reclamamos dos defeitos do companheiro (a), dos filhos, empregados, etc. Mas como é que alguém poderá realmente se aperfeiçoar se os únicos traços ressaltados são suas falhas? A reclamação acaba recriando e batendo nas resistências internas, conscientes ou não, criando sempre mais resistência.

Já devíamos ter aprendido que este método é ineficaz, mas como qualquer mudança demanda no esforço da transformação, acabamos ficando com o modelo velho e inadequado. Este padrão gera uma profunda insatisfação nas relações humanas, pensamos em como seria bom se nosso parceiro fosse organizado, ou mais gentil, ou romântico, ou prestativo, ou seja lá o que for que desejamos. Por outro lado nosso parceiro pensa em como seria bom se nós fossemos mais assim ou assado... Mas continuamos a insistir em tudo que vemos de errado!

Vamos tentar mudar de modelo? Observe que tudo que desejamos no outro já existe em potencial, embora timidamente. Puxe pela memória, e você se lembrará de algumas vezes em que ele foi organizado, mais gentil, romântico, prestativo ou seja lá o que for. Mas quando ele fez este feito (de certo com grande esforço de transformação), encontrou o outro lado apático, indiferente, insensível... E lá se foi o pequeno gesto para o buraco...

Mas se pudermos ver o outro em sua essência, que é sempre tudo de bom, e considerarmos que há no outro este enorme potencial para a plenitude e a virtude; e começarmos a agir (veja bem: agir e não mais reagir!) através desta nova visão, estaremos dando ao outro a chance de mudar!

De forma prática isto significa valorizar o que o outro tem de bom. Reparar naquele detalhe que o outro tem de belo, olhar rosto no rosto, com interesse. E ser capaz de elogiar todos os acertos, todos os pequenos gestos. Interessar-se por nosso parceiro (a) verdadeiramente, assuntar, saber de seus temores, de seus sonhos, de seus planos.

Não há como ser indiferente ao ser valorizado, ao ser elogiado, ao se receber o interesse genuíno de alguém! É o que merecemos, o que todos merecem.

Olhe-se também com novos olhos. Considere a sua beleza e perfeição imanente, todo o potencial que há em você de se tornar uma pessoa melhor. Consideramos demais nossas limitações, e já é hora de parar com isso. Ao invés de agir como a criancinha que nunca viu o mar de verdade, ou que nunca tomou sorvete (metáforas para nossas frustrações), perceba que o potencial já está em você, aja como quem já comprou a passagem para ver o mar e está prestes a embarcar, ou como quem está se aprontando para sair e tomar o mais gostoso sorvete!

O futuro já existe hoje em forma de semente, como energia potencial. Basta que detonemos esta energia, que saiamos da energia estática em que vivemos até aqui, e sejamos capazes de realizar o futuro agora.

Somos responsáveis totalmente pela realidade que está a nossa volta, somos cocriadores desta realidade, e cabe a nós transformá-la, transformando nossas limitações em potencial para a plenitude, e ajudando a transformar nossos relacionamentos e o mundo!

Não espere para amanhã, reflita e comece já! O futuro já está aqui, não há mais tempo a perder.

Ana Liliam

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Conspiração espiritual


Na superfície da terra exatamente agora há guerra e violência e tudo parece negro. Mas, simultaneamente, algo silencioso, calmo e oculto está acontecendo e certas pessoas estão sendo chamadas por uma luz mais elevada.
Uma revolução silenciosa está se instalando de dentro para fora. De baixo para cima. É uma operação global. Uma conspiração espiritual. Há células dessa operação em cada nação do planeta.
Vocês não vão nos assistir na TV. Nem ler sobre nós nos jornais. Nem ouvir nossas palavras nos rádios. Não buscamos a glória. Não usamos uniformes. Nós chegamos em diversas formas e tamanhos diferentes. Temos costumes e cores diferentes. A maioria trabalha anonimamente.
Silenciosamente trabalhamos fora de cena. Em cada cultura do mundo. Nas grandes e pequenas cidades, em suas montanhas e vales. Nas fazendas, vilas, tribos e ilhas remotas. Você talvez cruze conosco nas ruas. E nem perceba...
Seguimos disfarçados. Ficamos atrás da cena. E não nos importamos com quem ganha os louros do resultado, e sim, que se realize o trabalho.
De vez enquanto nos encontramos pelas ruas. Trocamos olhares de reconhecimento e seguimos nosso caminho. Durante o dia muitos se disfarçam em seus empregos normais. Mas à noite, por atrás de nossas aparências, o verdadeiro trabalho se inicia.
Alguns nos chamam do Exército da Consciência. Lentamente estamos construindo um novo mundo. Com o poder de nossos corações e mentes. Seguimos com alegria e paixão. Nossas ordens nos chegam da Inteligência Espiritual e Central. Estamos jogando bombas suaves de amor sem que ninguém note; poemas,abraços, musicas, fotos, filmes, palavras carinhosas, meditações e preces, danças, ativismo social, sites, blogs, atos de bondade...
Expressamo-nos de uma forma única e pessoal. Com nossos talentos e dons. Sendo a mudança que queremos ver no mundo. Essa é a força que move nossos corações. Sabemos que essa é a única forma de conseguir realizar a transformação. Sabemos que no silêncio e humildade temos o poder de todos os oceanos juntos. Nosso trabalho é lento e meticuloso. Como na formação das montanhas.
O amor será a religião do século 21. Sem pré-requisitos de grau de educação. Sem requisitar um conhecimento excepcional para sua compreensão. Porque nasce da inteligência do coração. Escondida pela eternidade no pulso evolucionário de todo ser humano. Seja a mudança que quer ver acontecer no mundo.
Ninguém pode fazer esse trabalho por você. Nós estamos recrutando. Talvez você se junte a nós. Ou talvez já tenha se unido. Todos são bem-vindos.
A porta está aberta.
enviado por Liane

terça-feira, 9 de junho de 2009

Verdadeira grandeza de quem somos


Uma vez que você se comprometa a desenvolver consciência da sua natureza Buda, inevitavelmente vai começar a ver diferenças na experiência do dia-a-dia. Coisas que geralmente te causam problemas aos poucos perdem o poder de te perturbar. Você se tornará intuitivamente mais sábio, mais tranquilo e com o coração mais aberto. Você começará a reconhecer obstáculos como oportunidades para mais crescimento. E assim que sua ideia iludida de possuir limitações e vulnerabilidades gradualmente for se apagando, descobrirá nas profundezas de si a verdadeira grandeza de quem e o que você é.

O melhor de tudo é que, assim que você começa a ver seu próprio potencial, você também começará a reconhecê-lo em todos a sua volta. Natureza Buda não é uma qualidade especial disponível para uns poucos privilegiados. O verdadeiro marco de reconhecer sua natureza Buda é compreender quão comum ela na verdade é - a habilidade de ver que toda criatura viva compartilha isso, embora nem todos reconheçam-na em si.

Então, ao invés de fechar seu coração às pessoas que gritam com você ou agem de alguma outra maneira prejudicial, você percebe que está se tornando mais aberto. Você reconhece que eles não são imbecis, mas pessoas que, como você, querem ser felizes e ter paz. Estão apenas agindo como imbecis porque não reconheceram sua verdadeira natureza e estão dominados por sentimentos de vulnerabilidade e medo.

do livro de Yongey Mingyur Rinpoche "Joyful Wisdom"
enviado por Ulisses

sábado, 6 de junho de 2009

Milagres


Um milagre é natural. Os milagres estão ocorrendo a cada dia, por todo o planeta. A maior parte deles é reconhecida ao prestarmos atenção às forças sutis da energia Divina. Uma pessoa atrai energeticamente estas forças benéficas através de sua consciência. Os elementos chave incluem uma habilidade em ser receptivo, observador, permissivo, e estar em prontidão. A habilidade em gerar o amor incondicional em direção ao eu e outros - incluindo pessoas "difíceis" - é um componente vital. Quanto mais uma pessoa puder honrar estas habilidades, mais elas criarão naturalmente um estado milagroso da mente. Este estado da consciência, criado no ser interior de uma pessoa, é a semente através da qual os milagres podem se manifestar no mundo físico.

Manifestações de Milagres

As manifestações de milagres têm um número ilimitado de expressões. Freqüentemente se requer meios para reconhecer uma manifestação, e para compreender que realmente é um milagre. Cada pessoa responderá de seu próprio modo particular, refletindo os seus sistemas de crenças e condicionamento particulares. O que uma pessoa define como um milagre pode ser visto por alguém mais como algo comum ou até indesejável.

Em um sentido muito amplo, uma pessoa pode ver os milagres no corpo humano e a transformação de uma lagarta em uma borboleta. Outra pessoa pode ver a forma humana como deficiente e as lagartas como uma peste da agricultura.

Os grandes Mestres que viveram na Terra em tempos antigos poderiam reconhecer os milagres em situações comuns, na natureza, e nas ocorrências simples freqüentemente negligenciadas diariamente pelas pessoas. Eles conheciam a importância de se permanecer conectado com a sabedoria da essência, e de evitar o medo. Estar no medo fecha a porta para experienciar plenamente os milagres.

Os milagres não têm que ser dramáticos para que sejam considerados milagres. As histórias do passado da humanidade, lembradas como milagres, tendem a ser dramáticas. Provavelmente elas pareciam dramáticas no momento em que elas ocorriam, mas isto não as torna mais importantes do que outros tipos de milagres. Tenham em mente, também, que os escribas que registraram as histórias, freqüentemente acrescentaram, sem propósito deliberado, sua própria interpretação e drama adicional. A cada vez que a história era contada, especialmente se traduzida em um idioma diferente, havia a possibilidade de até uma maior distorção. Os historiadores que ridicularizam os milagres, freqüentemente vêem somente as distorções. É um modo conveniente de alegar que os milagres são uma fantasia ou simplesmente impossíveis.

Registro para Acessar os Milagres

O que se segue são algumas diretrizes para se acessar mais os milagres. Tê-las em mente regularmente, ajudará a experienciar mais milagres, e a reconhecer mais facilmente os milagres que de outro modo poderiam ter escapado a sua atenção. Enquanto vocês lêem esta lista, convidem a sua razão, orientada intuitivamente, a esclarecê-los agora quanto às áreas de relevância particular. Mais tarde, quando vocês retornarem à lista para uma verificação quanto ao seu progresso, peçam novamente o esclarecimento. Isto os ajudará a clarificar o seu foco e notar mudanças positivas em sua consciência.

1 - Coloquem a sua intenção para fazer o trabalho interior necessário para aumentar continuamente a sua expressão de amor. Quanto mais vocês puderem desenvolver o amor para si próprio e, a partir deste amor, expressar o amor no mundo, mais elevada será a sua vibração. Sua consciência amorosa será um ímã para milagres de todos os tipos!

2 - Tornem-se destemidos. À proporção que vocês sentem medo e expressam o medo, os milagres não serão plenamente experienciados. Estejam dispostos a entrar em contato com os seus medos, e a ir à raiz do que os mantêm em determinado lugar. Quando vocês curarem os padrões baseados no medo, vocês se tornarão menos temerosos e mais livres. Reconheçam que todos, incluindo vocês, são condicionados pelo medo. Ele freqüentemente vem a sua consciência quando vocês precisam mudar um padrão. Aprendam a trabalhar com ele inteligentemente. Descubram como transformá-lo em uma energia que os ajude a progredir espiritualmente.

3 - Aprendam a operar mais a partir do seu coração e do cérebro direito intuitivo. Os milagres não se originam do seu cérebro lógico esquerdo. Vocês os atraem quando residem na totalidade, utilizando todos os aspectos do seu ser. Substituam a sua abordagem analítica com uma que seja curiosa e esteja aberta aos mistérios do ser. Estejam dispostos a deixar ir a idéia de que vocês têm todas as respostas. Sejam receptivos, utilizando os seus companheiros humanos para os ensinamentos que eles fornecem, e permitindo que o Divino lhes mostre os milagres em cada momento.

4 - Ouçam mais. Se vocês não podem ficar tranqüilos e ouvir, vocês perderão muitos dos milagres da vida. Ouvir é uma habilidade desenvolvida com o tempo e com prática. Falta à maior parte das pessoas um treinamento efetivo em ouvir. A cultura ensina e os esclarecidos produzem. Vocês não podem conseguir criar se, ao mesmo tempo, estão totalmente voltados ao processo de absorver tudo à sua volta. Considerem a possibilidade de vocês poderem reduzir ou eliminar algumas das absorções que distraiam - tais como TV, telefones celulares - e os substituam por momentos de contemplação. Este gênero de informação é ampla, sem expectativas, não linear ou orientada pelo tempo.

5 - Liberem as expectativas. Quando vocês esperam um milagre, ou fazem exigências artificiais de quando este se deve apresentar, vocês estão fazendo do seu próprio jeito. Algumas vezes em uma crise, por exemplo, vocês podem sentir que somente um milagre resolverá um dilema. Vocês podem, sem dar-se conta, ligar esta idéia a expectativas de que tipo de milagre precisa ocorrer. Algumas vezes tudo o que é necessário é despertar para ver uma situação sob uma nova abordagem. Uma vez que façam isto, isto é o seu milagre.

6 - Considerem o que vocês realmente acreditam, ao nível do seu DNA, sobre os milagres. Coloquem a sua energia para descobrir quais crenças limitantes relacionadas aos milagres residem em seu subconsciente. Erradiquem-nas em sua fonte, de modo que possam mudar a sua experiência com os milagres. Lembrem-se de que vocês podem acreditar que os milagres são possíveis, mas podem acreditar também que eles somente acontecem por meio de santos ou outros seres sagrados.

7 - Reconheçam os milagres que vocês vêem no mundo. Reservem um tempo ocasionalmente para refletir nos muitos milagres que ocorrem globalmente, para outras pessoas e para vocês pessoalmente. Focalizem-se no Bem que os ajudará a trazer mais energias positivas à manifestação. Lembrem-se de que vocês têm uma escolha a cada momento, em relação a onde focalizar a sua atenção. Quando vocês vêem as notícias da noite, vocês provavelmente ouvem sobre ocorrências de tristeza e escuridão. Carros-bomba, inundações, suicídios, tragédias de todo gênero fazem as manchetes. Dependendo de onde vocês vivam, vocês podem absorver também notícias de trivialidades, sobre casos de pseudo-amor ou infortúnios, relativos a celebridades. A maior parte dos milagres não faz as manchetes. Vocês precisarão estar despertos para percebê-los. Em um nível pessoal, vocês somente estarão conscientes de uma parte dos milagres que experienciam. Se vocês quiserem saber sobre mais sobre os seus próprios milagres, coloquem a sua intenção para notá-los, quando eles ocorrerem. Quando vocês tiverem esses momentos de dúvida sobre a sua habilidade em experienciar milagres, consultem o seu coração e peçam para serem lembrados ao menos de um milagre associado a uma sua experiência pessoal. Quando vocês fizerem isto, estejam abertos a qualquer resposta que recebam. Estejam dispostos, por exemplo, a receber o conhecimento de que vocês são um milagre!

8 - Sejam gratos. Quando vocês se tornam mais e mais gratos, abrem a porta para energias positivas que podem se traduzir em milagres. Nada lhes custa ser grato. Algumas vezes, especialmente quando estão estressados ou se sentem desafiados, incorporar a gratidão pode envolver alguma criatividade. É útil em momentos como estes estarem atentos em permanecer no momento presente e focalizar-se no aspecto positivo da sua situação. Se vocês forem criativos e olharem profundamente, poderão sempre encontrar a luz. Focalizar-se na luz sempre os leva a compreender algo pelo qual possam ser gratos neste momento.

9 - Lembrem-se de que vocês são um ser eterno Divino. Tenham isso em mente sempre, especialmente durante os momentos em que circunstâncias externas desafiadoras os levarem a se sentir pequenos e desamparados. Quando vocês acessam os milagres, estão se conectando com a Força Criadora Divina que reside em todas as coisas vivas. Ela reside em vocês, também. Perdoem-se por moverem-se para o esquecimento sobre quem vocês realmente são. Procurem regularmente lembranças que os ajudem a se exercitarem em reconhecer a sua natureza Divina e o cenário maior da sua existência. Ao fazer isso, lembrem-se de ser humildes sobre as dádivas recebidas e sobre o que podem fazer com elas. Os sábios abandonam a necessidade de impressionar outros com os seus milagres. Eles simplesmente deixem as suas vidas e as suas ações servirem como um exemplo inspirador para outros. É deste modo que se expande a consciência milagrosa.

Enquanto vocês continuam a jornada da redescoberta de sua natureza Divina, nós os envolvemos com o nosso amor e bênçãos.

Nós somos O Conselho dos 12, por Selácia (enviado por Ada)
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