segunda-feira, 30 de março de 2009

Osteoporose


Fantasma predileto de quem defende a adição de hormônios na menopausa, a osteoporose tem sido enquadrada como doença - mas não é. Faz parte do envelhecimento. É uma condição, um estado dos ossos, que com a idade avançada podem ir descalcificando e se tornar porosos, frágeis e quebradiços, especialmente na coluna vertebral, nas costelas e na bacia. Afeta 25% das mulheres ocidentais com mais de 60 anos e apenas 8% dos homens. Nosso esqueleto está sempre sendo remodelado pela perda de 300 a 700 mg de cálcio por dia.

Repor esse cálcio através da alimentação ou de suplementos é fácil, fazer os ossos assimilarem é que são elas. A assimilação depende de vários fatores, entre eles sol, vitamina D, exercícios, fósforo, magnésio e estrogênio.

Por isso a situação da mulher cuja massa óssea já não é muito densa pode se tornar problemática após a menopausa, já que haverá muito menos estrogênio em circulação. Mas atribuir a osteoporose exclusivamente à falta de estrogênio é muito simplismo. Estudo recente envolvendo uma série de amostras de densidade óssea de mulheres de 20 a 88 anos mostrou que 50% da massa óssea são perdidos antes da menopausa.

E por que se perde cálcio? Por miríades de razões da vidinha cotidiana: ansiedade, depressão, stress, falta de exercício, diarréia, disfunção na tireóide, excessos de proteína, gordura, sal, açúcar, fibras suplementares e ácido oxálico na comida, deficiência de ácido hidroclorídrico, ingestão habitual de álcool e cafeína, uso de antiácidos, tetraciclina, heparina, laxativos, diuréticos, anticonvulsivantes, aspirina e cortisona.

O consumo de refrigerantes, carnes conservadas, queijos fortes, molhos industrializados, pães e massas de farinha branca também atrapalha, já que nos faz absorver muito fósforo, mineral que inibe a absorção do cálcio se estiver em maior proporção.

A lactose (açúcar lácteo) tem um papel decisivo na assimilação do cálcio do leite. Pessoas alérgicas ou cujo organismo não digere a lactose aproveitarão pouco cálcio, ainda que seu consumo de leite e laticínios seja grande. Na osteoporose, tudo depende de duas coisas: a densidade óssea inicial e a velocidade com que se vai perdendo o cálcio. Ambas podem ser modificadas pelo estilo de vida.

Na verdade, uma mulher com alto risco de osteoporose faria bem em adotar uma alimentação mais vegetariana: perderia muito menos cálcio. É o caso das mulheres orientais, cuja taxa de osteoporose é baixíssima apesar do pequeno consumo de cálcio. Mas quando passam a comer uma dieta americanizada, muito rica em proteína, sua eliminação de cálcio pela urina aumenta, porque o organismo gasta muito cálcio para processar a proteína. E isso não tem nada a ver com redução de estrogênio.

Mulheres negras têm uma densidade óssea inicial 25 a 30% maior que as brancas, ou seja, não precisam se preocupar tanto.
A candidata mais forte à osteoporose é a mulher branca que tem ossos pequenos, fuma, bebe álcool ou descende de europeus do norte, especialmente se alguma mulher da família teve osteoporose.

Se você quer saber a quantas andam seus ossinhos, procure fazer uma densitometria óssea.
Isso se vê através de uma radiografia simples e com dose de radiação mais baixa que uma radiografia dentária. Nos Estados Unidos qualquer dentista presta este serviço à sua saúde; aqui, por enquanto, você ainda tem que ir atrás de clínicas ortopédicas e serviços especiais.

Mexa-se, atividade física é a chave para conservar a densidade óssea. Pessoas de 50, 60 e 70 anos que se exercitam têm 30% mais densidade óssea que as sedentárias. Se você não usa, os ossos se atrofiam.
Mas devem ser exercícios que estimulem o alongamento dos músculos, como andar, correr, dançar, andar de bicicleta. Nadar não conta, porque a água não oferece resistência que os músculos e ossos possam enfrentar.

Tome sol para garantir a vitamina D. Ela é sintetizada na pele quando tomamos sol e possibilita a absorção de cálcio nos intestinos. Meia hora de exposição por dia, com o mínimo de roupa ou sem ela, é suficiente para as pessoas de pele clarinha; as mais morenas precisam duas ou três vezes mais tempo.

Gema de ovo e fígado de galinha são boas fontes de vitamina D. Cuidado com os suplementos, que podem ser tóxicos, especialmente acima de 25 mg por dia. Muito melhor tomar sol neste vastíssimo país tropical...

Cuide de suas glândulas Tireóide, adrenais, ovários e pâncreas funcionando bem: este equilíbrio é essencial para o seu balanço de cálcio.

Não fume. Entre mulheres de condições semelhantes, as que fumam têm menos densidade óssea que as não fumantes.
Como a ansiedade está ligada a um gasto maior de cálcio, e também ao hábito de fumar, pode ser que você mate três coelhos de uma cajadada só - livrando-se da ansiedade, do cigarro e da osteoporose.

Cuidado com o excesso de proteína. A dieta muito proteica aumenta a perda de cálcio pela urina, especialmente se for proteína animal, que tem maior volume de certos ácidos cujo efeito é retirar cálcio dos ossos.

No interior do Japão, velhinhas que nunca consumiram mais de 300 mg diários de cálcio têm muito menos osteoporose que as norte-americanas, que consomem 800 mg de cálcio por dia.
Mas as japonesas comem apenas 30 g de proteína por dia, enquanto as americanas comem 80 g ou mais.

Varie as fontes de cálcio. Não precisa depender do leite: agrião, folhas de batata-doce, caruru/bredo, melado, espinafre, folhas de nabo, couve-chinesa, todos eles são boas fontes de cálcio se você comer em porções generosas.
Se quiser garantir mais ainda a presença de cálcio na comida, use o pó da casca de ovo - seque ao sol, ou torre no forno; bata no liquidificador ou moa no pilão até obter um pó fininho; guarde num vidro.

Use uma colherinha de café por dia, na sopa, no feijão ou no mingau, deixando antes de molho num pouquinho de vinagre ou limão para desmanchar a estrutura microscópica que prende o cálcio. Uma casca de ovo contém 2.400 mg de cálcio, um copo de leite 290 mg, uma xícara de agrião cozido 300 mg.

Evite refrigerantes. O nível de fósforo no organismo tem que ser um pouco menor que o de cálcio para haver uma boa absorção. Os refrigerantes usam muito fósforo em suas fórmulas - em cada copo de coca-cola há 116 mg - e uma pessoa que toma refrigerantes regularmente acaba se expondo aos riscos de perda óssea e hiperparatireoidismo.

Controle sal, açúcar e fibras. O alto consumo de sal faz perder cálcio na urina, o consumo de açúcar também - só que, no caso do açúcar, a ação é indireta: ele provoca a eliminação de cobre, que faz falta para a mineralização dos ossos.
Farelo de trigo ou biscoitos de fibras podem impedir a absorção de cálcio, principalmente se a pessoa consumir basicamente farinhas e grãos refinados, como farinha de trigo branca, pão branco, macarrão branco, arroz branco. A pessoa que usa grãos integrais não tem esse problema, a não ser que coma um excesso de fibras adicionais.

A ingestão adequada de cálcio, fósforo, magnésio, manganês, zinco e cobre pode ser decisiva para a sua saúde óssea; se for o caso, peça à sua médica a indicação de suplementos. O magnésio ativa a vitamina D e permite que o cálcio forme cristais nos ossos. Tem sido usado em doses de 500 mg diários. O boro reduz a excreção de cálcio e magnésio pela urina e tem uma ação positiva sobre o estradiol-17-beta, que é a forma de estrogênio mais ativa no sangue.

Para obtê-lo você pode aumentar o consumo de alguns alimentos ricos em boro: brotos de alfafa, repolho, alface, ervilhas, subprodutos fermentados da soja, maçã, tâmara, ameixa preta, uva-passa, amêndoas, amendoins. A vitamina C é fundamental para a síntese do colágeno, tecido conjuntivo dos ossos. Tem sido usada a dosagem de 2 g diários.

Suplementos de cálcio? Não confie, por que eles podem simplesmente não funcionar. O sistema mais sofisticado do organismo é o que cuida da absorção de cálcio. Ele modula a secreção de hormônios, secreção de muco, utilização de nutrientes, eliminação de resíduo celular, contração muscular, secreção ácida do estômago, resposta inflamatória, cura de lesões.
A quantidade necessária a cada momento depende de um conjunto de circunstâncias. Se você tomar suplementos de cálcio nas refeições corre o risco de não aproveitar o cálcio e ainda inibir a absorção de ferro, manganês e zinco, elementos-traço essenciais à saúde.
O Dr. Jeffrey Bland diz que os suplementos dão uma falsa sensação de segurança às pessoas - elas acham que é uma resposta fácil para a dificílima questão de como conduzir a vida. "Sou contra essa mentalidade band-aid", resmunga.
do livro Só Para Mulheres, de Sonia Hirsch (enviado por Amarílis)

domingo, 29 de março de 2009

Jalal Ud-Din Rumi, por Leonardo Boff

Neste ano (2007) se celebram 800 anos de nascimento de Jalal ud-Din Rumi (1207-1273), o maior dos místicos islâmicos e extraordinário poeta do amor. Nasceu no Afeganistão, passou pelo Irã e viveu e morreu em Konia na Turquia.Era um erudito professor de teologia, zeloso nos exercícios espirituais. Tudo mudou quando se encontrou com a figura misteriosa e fascinante do monje errante Shams de Tabriz. Como se diz na tradição sufi, foi "um encontro entre dois oceanos".

Esse mestre misterioso iniciou Rumi na experiência mística do amor. Seu reconhecimento foi tão grande que lhe dedicou todo um livro com 3.230 versos o Divan de Shams de Tabriz. Divan signfica coleção de poemas.A efusão do amor em Rumi é tão avassaladora que abraça tudo, o universo, a natureza, as pessoas e principalmente Deus. No fundo trata-se do único movimento do amor que não conhece divisões mas que enlaça todas as coisas numa unidade última e radical tão bem expressa no poema Eu sou Tu : "Tu, que conheces Jalal ud-Din (nome de Rumi). Tu, o Um em tudo, diz quem sou. Diz:eu sou Tu". Ou o outro:" De mim não resta senão um nome, tudo o resto é Ele".

Essa experiência de união amorosa foi tão inspiradora que fez Rumi produzir uma obra de 40.000 versos. Famosos são o Masnavi (poemas de cunho reflexivo-teológico), Rubai-yat (Canção de amor por Deus) e o já citado Divan de Tabriz.Próprio da experiência místico-amorosa é a embriaguês do amor que faz do místico um "louco de Deus" como eram São Francisco de Assis, Santa Tereza d’Avila, Santa Xênia da Rússia e também Rumi. Num poema do Rubai-yat diz:"hoje eu não estou ébrio, sou os milhares de ébrios da terra. Eu estou louco e amo todos os loucos, hoje".

Como expressão dessa loucura divina inventou a sama, a dança extática. Trata-se de dançar girando em torno de si e ao redor de um eixo que representa o sol. Cada dervixe girante, assim se chamam os dançantes, se sente como um planeta girando ao redor do sol que é Deus.
Dificilmente na história da mística universal encontramos poemas de amor com tal imediatez, sensibilidade e paixão que aqueles escritos pelo islâmico Rumi. É como uma fuga de mil motivos que vão e vêm sem cessar. Um poema do Rubai-yat canta: "Tu, único sol, vem! Sem Ti as flores murcham, vem!. Sem Ti o mundo não é senão pó e cinza. Este banquete e esta alegria, sem Ti, são totalmente vazios, vem!".

Um dos mais belos poemas, por sua densidade amorosa, me parece ser este, tirado do Rubai-yat:"O teu amor veio até meu coração e partiu feliz. Depois retornou, vestiu a veste do amor, mas mais uma vez foi embora. Timidamente lhe supliquei que ficasse comigo ao menos por alguns dias. Ele se sentou junto a mim e se esqueceu de partir".
A mística desafia a razão analítica. Ela a ultrapassa porque expressa a dimensão do espírito, aquele momento em que o ser humano se descobre a si mesmo como parte de um Todo, como projeto infinito e mistério abissal inexprimível. Bem notava o filósofo e matemático Ludwig Wittgenstein na proposição VI de seu Tractatus logico-philosophicus:"O inexprimível se mostra, é o místico". E termina na proposição VII com esta frase lapidar:"Sobre o que não podemos falar, devemos calar". É o que fazem os místicos. Guardam o nobre silêncio ou então cantam como fez Rumi mas de um modo tal que a palavra nos conduz ao silêncio reverente.

Leonardo Boff, em O Canto da Unidade (enviado por Ada)

Escutatória, de Rubem Alves

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória.
Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir.
Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular.
Escutar é complicado e sutil.
Diz Alberto Caeiro que... Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas.
Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.
Parafraseio o Alberto Caeiro:
Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito.
É preciso também que haja silêncio dentro da alma.
Daí a dificuldade:
A gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor...
Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer.
Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração...
E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.
Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade.
No fundo, somos os mais bonitos...
Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64.
Contou-me de sua experiência com os índios: Reunidos os participantes, ninguém fala.
Há um longo, longo silêncio.
Vejam a semelhança...
Os pianistas, por exemplo, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio...
Abrindo vazios de silêncio... Expulsando todas as idéias estranhas.
Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala.
Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio.
Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos...
Pensamentos que ele julgava essenciais.
São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou.
Se eu falar logo a seguir... São duas as possibilidades.
Primeira: Fiquei em silêncio só por delicadeza..
Na verdade, não ouvi o que você falou.
Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala.
Falo como se você não tivesse falado.
Segunda: Ouvi o que você falou. Mas, isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo.
É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.
Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.
O longo silêncio quer dizer: Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.
E, assim vai a reunião.
Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos.
E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.
Eu comecei a ouvir.
Fernando Pessoa conhecia a experiência...
E, se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras... No lugar onde não há palavras.
A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa.
No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos.
Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia...
Que de tão linda nos faz chorar.
Para mim, Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio.
Daí a importância de saber ouvir os outros: A beleza mora lá também.
Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.

(enviado por Luciene!)

quinta-feira, 26 de março de 2009

Versos místicos de Rumi (poeta sufi)

Desde que chegaste ao mundo do ser,
uma escada foi posta diante de ti, para que escapasses.
Primeiro, foste mineral;
depois te tornaste planta,
e mais tarde, animal.
Como pode isto ser segredo para ti?

Finalmente, foste feito homem,
com conhecimento, razão e fé.
Contempla teu corpo - um punhado de pó -
vê quão perfeito se tornou!

Quando tiveres cumprido tua jornada,
decerto hás de regressar como anjo;
depois disso, terás terminado de vez com a terra,
e tua estação há de ser o céu.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Seja merecedor


Pessoas que tem uma autoconfiança bem desenvolvida, aceitam as recompensas e benefícios da vida com satisfação, sem culpa ou vergonha. Isso significa aceitar, confortavelmente, oportunidades, presentes, trabalhos bem remunerados e elogios sinceros.

Parece ser difícil para muitos aceitar recompensas e reconhecimento. Surge um sentimento de constrangimento. Para não sentir esse constrangimento, algumas pessoas vão se sabotar para não crescer, não aparecer e ficar em destaque, vão deixar oportunidades para outras pessoas.
Outra forma de tentar minimizar o constrangimento é retribuir sempre o que se ganha. Recebe um elogio, elogia de volta. Ganha um presente, sente a necessidade de presentear de volta.

Quando receber um elogio, experimente apenas dizer “obrigado” e não elogie de volta. Pense apenas que você mereceu o elogio e que não é necessário fazer o mesmo pela pessoa, pelo menos naquele momento. É claro, que, se surgir uma outra oportunidade onde você possa fazer um elogio sincero a essa pessoa, não há nada de errado com isso. Mas deixe para outro momento.

Existe também um sentimento que vou chamar de “isso-não-é-pra-mim”. Quem pensa dessa maneira são pessoas que acham que tudo que é bom é apenas para quem é mais bonito, mais rico, mais inteligente, mais novo, mais velho, mais experiente, mais habilidoso, mas sortudo, ou seja, é sempre para os outros. Esse pensamento é extremamente sabotador. Elimina muitas possibilidades de crescimento e ganhos.

O primeiro passar para obter algum bem ou característica (comportamento ou qualidade) que você ainda não tem hoje, é aceitar, admitir, entender que é possível pra você, bem como para qualquer pessoa. Talvez você ainda não saiba como chegar lá, ou precise aprender muitas coisas e desenvolver habilidades, mas admita que é possível. Isso serve para qualquer coisa: ser um bom orador, ganhar mais dinheiro, aprender a tocar um instrumento, se tornar uma pessoa carismática e cheia de amigos, ter sucesso em relacionamentos, ser mais engraçado... Só o que é preciso pra isso é aprender e desenvolver habilidades que você ainda não desenvolveu.

As vezes, cultivamos pensamentos do tipo “eu sou desse jeito, e é assim que é, faz parte de mim, e não há como mudar”. E achamos que isso é uma verdade absoluta. Cada vez mais eu vejo que é possível desenvolver características positivas totalmente opostas as que temos hoje. Já vi isso ocorrer comigo mesmo, com clientes, bem como lendo a respeito de histórias de pessoas bem sucedidas. Essas pessoas, na maioria das vezes, passaram por muitas mudanças e transformações profundas antes chegar onde chegaram.

Há dois anos atrás, me parecia impossível ministrar cursos, ter um site na internet, uma comunidade no Orkut (medo e vergonha de aparecer, de falar em público, de ser julgado e etc...). Hoje parece algo bem natural. Mas acreditem, parecia que simplesmente não seria pra mim. Foi quando comecei a me trabalhar para mudar meus pensamentos e sentimentos. Ainda tem muita coisa que gostaria de atingir (qualidades principalmente) e que ainda não consegui. Mas tenho consciência que basta aprender mais, mudar mais as crenças e pensamentos, que um dia chego lá.

Muitas vezes sentimos também vergonha do que já conquistamos. Tenho uma cliente que é profissionalmente muito bem sucedida, mas que tem vergonha de falar do seu empreendimento, e do seu sucesso, de mostrar seu local de trabalho (que é grande, confortável e muito bom!). Isso dificulta a divulgação do trabalho dela, freiando o crescimento, que poderia ser muito mais acelerado. Existe também o medo de parecer arrogante ou exibido.

Certamente todo mundo conhece ou já conheceu pessoas arrogantes falando de si mesmas e das suas conquistas pessoais e profissionais. Mas é fato que todo mundo conhece também pessoas que são muito bem sucedidas, e que falam sobre si mesmas e sobre o seu trabalho de forma divertida, natural, simples e com humildade. Isso tem um efeito extremamente positivo na comunicação, gerando ainda mais reconhecimento e admiração. Essas pessoas conseguem influenciar positivamente muitas outras com o seu comportamento, provando ser possível ter sucesso e ao mesmo tempo ser uma pessoa agradável e amigável.

Desenvolva um sentimento de ser merecedor de coisas boas. Tenha orgulho e reconheça tudo que você já atingiu e conquistou. Fale sobre isso de forma natural e com simplicidade, e você estará ajudando muitas pessoas com seu exemplo. Aceite todas as oportunidades de crescimento.

de André Lima (enviado por Katia Suziana)

domingo, 22 de março de 2009

terça-feira, 17 de março de 2009

O ego


Segundo os Mestres do ioga, é a mente que, bloqueada ou impura, ou agitada, ou distorcida, ou com tudo isso junto, nos impede de comungar com o Infinito, e nos encadeia ao finito; nega-nos a Eternidade, mergulhando-nos no reino da duração; frustra-nos a liberdade do Nirvana, e nos prende à engrenagem de samsára (a roda dos renascimentos). É essa mente, tão normal, que, feito olhos cegos e ouvidos surdos, nos amarra no cipoal da ilusão, e assim é que perdemos nossa identidade-unidade com o Ser, e já não podemos dizer Eu Sou. A mente, que, na escuridão, não pode ver Eu Sou, assume a identificação com o mortal e indigente, e afirma "eu sou fulano". É assim que nasce o egoísmo. Nasce gerado, portanto, pela ignorância (cegueira, ilusão). É o ego (não evoluído), portanto, um usurpador do Eu Sou.”

Prof. Hermógenes

Quem é você? Quem sou eu?


Quero saber qual a sua dor
e se você tem coragem de encontrar o que seu coração anseia.
Não me importa saber sua idade.
Quero saber se você se arriscaria parecer com um louco por amor,
pelos seus sonhos, pela aventura de estar vivo.
Não me importa saber quais planetas estão quadrando sua lua.
Quero saber se você tocou o âmago de sua tristeza,
se as traições da vida lhe ensinaram, ou se você se omitiu por medo de sofrer.
Quero saber se você consegue sentar-se com as dores, minhas ou suas,
sem se mexer para escondê-las, diluí-las ou fixá-las.
Quero saber se você pode conviver com a alegria, minha ou sua,
se pode dançar com selvageria e deixar o êxtase preenchê-lo
até o limite sem lembrar de suas limitações de ser humano.
Não me importa se a estória que você me conta é verdadeira.
Quero saber se você é capaz de desapontar o outro
para ser verdadeiro para si mesmo,
se pode suportar a acusação da traição e não trair sua própria alma.
Quero saber se você pode ser fiel e conseqüentemente fidedigno.
Quero saber se você pode enxergar a beleza
mesmo que não sejam bonitos todos os dias,
e se pode perceber na sua vida a presença de Deus.
Quero saber se você pode viver com as falhas, suas e minhas,
e ainda estar de pé na beira do lago e gritar para o prateado da lua cheia…? Sim?!
Não me importa saber onde você mora ou quanto dinheiro tem.
Quero saber se você pode levantar depois de uma noite de pesar e desespero,
exausto, e fazer o que tem de fazer para as crianças.
Não me importa saber quem você é, ou como veio parar aqui.
Quero saber se você estará ao meu lado no centro do fogo sem recuar.
Não me importa saber onde, o que, ou com quem você estudou.
Quero saber o que sustenta o seu interior quando todo o resto desaba.
Quero saber se você pode estar só consigo mesmo
e se verdadeiramente gosta da companhia que carrega em seus momentos vazios.
Feliz caminhada a todos…
Desejo que encontrem a coragem e sabedoria para serem verdadeiros consigo mesmos!

quinta-feira, 12 de março de 2009

Timo: a chave da energia vital


No meio do peito, bem atrás do osso onde a gente toca quando diz "eu", fica uma pequena glândula chamada timo. Seu nome em grego, thýmos, significa energia vital. Precisa dizer mais?

Precisa, porque o timo continua sendo um ilustre desconhecido. Ele cresce quando estamos contentes, encolhe pela metade quando estressamos e mais ainda quando adoecemos.

Essa característica iludiu durante muito tempo a medicina, que só conhecia através de autópsias e sempre o encontrava encolhidinho. Supunha-se que atrofiava e parava de trabalhar na adolescência, tanto que durante décadas os médicos americanos bombardeavam timos adultos perfeitamente saudáveis com megadoses de raios X achando que seu "tamanho anormal" poderiam causar problemas. Mais tarde a ciência demonstrou que, mesmo encolhendo após a infância, continua totalmente ativo; é um dos pilares do sistema imunológico, junto com as glândulas adrenais e a espinha dorsal, e está diretamente ligado aos sentidos, à consciência e à linguagem. Como uma central telefônica por onde passam todas as ligações, faz conexões para fóra e para dentro.

Se somos invadidos por micróbios ou toxinas, reage produzindo células de defesa na mesma hora. Mas também é muito sensível a imagens, cores, luzes, cheiros, sabores, gestos, toques, sons, palavras, pensamentos.

Amor e ódio o afetam profundamente. Idéias negativas têm mais poder sobre ele do que vírus ou bactérias. Já que não existem em forma concreta, o timo fica tentando reagir e enfraquece, abrindo brechas para sintomas de baixa imunidade, como herpes.

Em compensação, idéias positivas conseguem dele uma ativação geral em todos os poderes, lembrando a fé que remove montanhas.

O teste do pensamento

Um teste simples pode demonstrar essa conexão.

Feche os dedos polegar e indicador na posição de o.k, aperte com força e peça para alguém tentar abrí-los enquanto você pensa " estou feliz".

Depois repita pensando " estou infeliz". A maioria das pessoas conserva a força nos dedos com a idéia feliz e enfraquece quando pensa infeliz (substitua os pensamentos por uma bela sopa de legumes ou um lindo sorvete de chocolate para ver o que acontece...).

Esse mesmo teste serve para lidar com situações bem mais complexas.

Por exemplo, quando o médico precisa de um diagnóstico diferencial, seu paciente tem sintomas no fígado que tanto podem significar câncer quanto abcessos causados por amebas. Usando lâminas com amostras, ou mesmo representações gráficas de uma e outra hipótese, testa a força muscular do paciente quando em contato com elas e chega ao resultado.

As reações são consideradas respostas do timo e o método, que tem sido demonstrado em congressos científicos ao redor do mundo, já é ensinado na Universidade de São Paulo (USP) a médicos acupunturistas.

O detalhe curioso é que o timo fica encostadinho no coração, que acaba ganhando todos os créditos em relação a sentimentos, emoções, decisões, jeito de falar, jeito de escutar, estado de espírito..."

Fiquei de coração apertadinho", por exemplo, revela uma situação real do timo, que só por reflexo envolve o coração.

O próprio chacra cardíaco, fonte energética de união e compaixão, tem mais a ver com o timo do que com o coração- e é nesse chacra que, segundo os ensinamentos budistas, se dá a passagem do estágio animal para o estágio humano.

"Lindo!", você pode estar pensando, "mas e daí?". Daí que, se você quiser, pode exercitar o timo para aumentar sua produção de bem estar e felicidade.

Como? Pela manhã, ao levantar, ou à noite, antes de dormir.

a).. Fique de pé, os joelhos levemente dobrados. A distância entre os pés deve ser a mesma dos ombros. Ponha o peso do corpo sobre os dedos e não sobre o calcanhar, e mantenha toda a musculatura bem relaxada.

b).. Feche qualquer uma das mãos e comece a dar pancadinhas contínuas com os nós dos dedos no centro do peito, marcando o rítimo assim: uma forte e duas fracas. Continue entre três e cinco minutos, respirando calmamente, enquanto observa a vibração produzida em toda a região torácica. O exercício estará atraindo sangue e energia para o timo, fazendo-o crescer em vitalidade e beneficiando também pulmões, coração, brônquios e garganta. Ou seja, enchendo o peito de algo que já era seu e só estava esperando um olhar de reconhecimento para se transformar em coragem, calma, nutrição emocional, abraço.

Ótimo, íntimo, cheio de estímulo. Bendito Timo!!

da jornalista e pesquisadora Sonia Hirsch (enviado por Izabel)

terça-feira, 3 de março de 2009

Para você que veio das estrelas...




Você, que veio das estrelas,
e abandonou a realidade universal para habitar o mundo de ilusões.
Você, que veio das estrelas,
e que agora se sente estranhamente só.
Esqueça-se de tudo e entregue-se aos apelos de sua voz interior.
Ouça o que ela tem para lhe dizer,
que nada mais é tão importante,
nem mesmo os compromissos com que o mundo tenta distrair sua visão cósmica.
Descobrirá que, na verdade, não está só,
que são muitos os seus irmãos das estrelas,
que para cá também vieram para estender as mãos e amparar com ombros fortes os passos da humanidade desta difícil época de transição.
Será fácil reconhecê-los,
palavras não serão necessárias,
e nem mesmo será preciso saber seus verdadeiros nomes.
Saberá encontrá-los pela afinidade de suas energias,
pelo chamado de seus corações epela profunda identificação com seus sentimentos.
Você, que veio das estrelas, sinta agora no canto mais íntimo de sua alma,
que chegou o momento de encontrar, na Terra, a sua família universal,
que chegou o momento do reconhecimento,
que chegou o momento da reunião de todas as forças para a realização da missão única de que todos se incumbiram, antes de aqui chegarem.
Abra seu coração, acorde sua consciência adormecida,
apalpe seu ser interior,
deixe que ele fale, acima de tudo, acima do mundo,
acima de todos os conceitos que não lhe permitem existirem toda a sua potencialidade cósmica.
Você, que veio das estrelas, que é todo luz e é todo força,
libere-se,
que chegou o tempo de abrir as portas para uma nova era.
Você, que veio das estrelas, eterno viajante do espaço,
compartilhando agora com tantos outros irmãos uma experiência tridimensional e difícil,
não se deixe mais perder em momentos inúteis que lhe trazem apenas solidão,
não se deixe mais seduzir pelas falsas luzes do asfalto,
assuma sua personalidade cósmica, estenda seus braços e, num único abraço,
envolva sua grande família, sua imensa família universal e todos juntos,
com plena consciência da unidade de sua origem,
cada qual com a sua parcela de colaboração,
cumprirão com alegria e coragem o maravilhoso trabalho de conscientização da humanidade para este novo milênio!
enviado por Fabiana
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