quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O amor, por Artur da Távola


O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções, destrói preconceitos, cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado,
e vive a vida mais alegremente...
enviado por Thelma Luiza

sábado, 10 de outubro de 2009

Generosidade - Osho

A generosidade é a verdadeira riqueza. E para ser generoso, para partilhar, você não precisa de muita coisa. Para ser generoso, você só precisa partilhar qualquer coisa que tenha. Você pode não ter muito - essa não é a questão. Quem tem muito? Quem pode alguma vez ter o bastante?

Nunca é muito, nunca é o bastante. Você pode não ser absolutamente nada, pode ser apenas um mendigo da rua, mas ainda assim pode ser generoso. Você não pode sorrir quando um estranho passa? Você pode sorrir, pode dividir seu ser com o estranho, e então você é generoso. Você não pode cantar quando alguém está triste? Você pode ser generoso - os sorrisos nada custam.

Mas você ficou tão miserável que, mesmo antesde sorrir, pensa três vezes: sorrir ou não sorrir? Cantar ou não cantar? Dançar ou não dançar - aliás, ser ou não ser? Partilhe seu ser, se você não tiver nada; essa é a maior riqueza -todos nascem com ela. Partilhe seu ser! Estenda sua mão, dirija-se ao outro com amor no coração. Não considere ninguém como um estranho. Ninguém o é; ou todos são. Se você partilha, ninguém é; se não partilha, todos são.

Você pode ser alguém muito rico, mas um miserável, se não partilha. E então seus próprios filhos são estranhos, então sua própria esposa éuma estranha - porque como pode alguém se encontrar com um homem miserável? Ele está fechado, já está morto no seu túmulo. Como pode você caminhar em direção a um homem miserável? Se o fizer, ele foge. Está sempre com medo, porque sempre que alguém se aproxima, o compartilhar começa. Até um aperto de mão a pessoa miserável sente que é perigoso, porque, quem sabe? - uma amizade pode nascer daí, e então existe perigo.

Uma pessoa miserável está sempre alerta, em defesa, para não permitir que alguém chegue muito perto. Ela mantém todos à distância. Um sorriso é perigoso porque quebra as distâncias. Se você sorri a um mendigo na rua, a distância é quebrada, ele já não é um mendigo,tornou-se um amigo. E, então, se ele estiver com fome, você terá que fazer alguma coisa. É melhor ficar sem sorrir, é mais seguro, mais econômico, menos perigoso - nenhum risco nisso. Não é uma questão de partilhar alguma coisa, mas de simplesmente partilhar - qualquer coisa que você tenha! Se você não tem outra coisa, tem ainda um corpo quente - você pode se sentar perto de alguém e dar-lhe seu calor.

Você pode sorrir, dançar, cantar, rir eajudar o outro a rir. E quando duas pessoas riem juntas, seus seres se tornam um nesse momento; quando duas pessoas sorriem juntas, subitamente toda a distância se dissolve - vocês estão conectados.

Portanto, não pense que para ser generoso você precisa ser rico. É exatamente o contrário: se você quer ser rico, seja generoso. E tantas riquezas estão disponíveis sempre, tantas dádivas você traz com sua vida e leva outra vez quando morre. Você podia ter partilhado e, com isto, poderia ter consciência do quanto a existência o faz rico e como você vive pobre. E quanto mais você partilha, mais seu ser começa a fluir. Quanto mais ele flui, mais e mais novas fontes alimentam o rio, e você permanece renovado.

Somente um ser humano generoso é renovado. Um ser humano não-generoso, fechado, miserável, torna-se sujo - está propenso a ficar assim. Exatamente como um poço. Ninguém o usa, o poço não tem possibilidade de dar sua água a ninguém; então, o que acontecerá com ele? Novas fontes não o estarão suprindo, porque não há necessidade. A água velha ficará cada vez mais e mais suja; o poço inteiro estará morto. Águas frescas não estarão chegando até ele. É assim que tem acontecido a muitos de vocês.

Convide as pessoas a compartilhar de você. Convide as pessoas a beber de você. Esse é o significado do que Jesus diz: "Bebam de mim! Comam de mim"! Quanto mais você se alimenta dele, mais Jesus cresce. Quanto maisvocê bebe dele, mais as águas frescas fluem. As riquezas que a vida lhe doou não são limitadas, mas só um ser humano generoso pode saberdisso. Elas são ilimitadas.

Você não é uma companhia de recursos limitados, mas de recursos ilimitados. Atrás de você, o Divino está escondido. Ninguém pode exauri-lo. Cante quantas canções puder, e você não será exaurido; até pelo contrário, melhores e melhores canções virão.

Osho, enviado por Leize

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Mulheres possíveis, de Martha Medeiros

Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação! E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic. Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres. Primeiro: a dizer NÃO. Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante.

Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo. Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos. Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias!

Tempo para uma massagem. Tempo para ver a novela. Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto. Tempo para conhecer outras pessoas. Voltar a estudar. Para engravidar. Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado. Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir. Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra. A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem. Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores. E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica àbeira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante.

Martha Medeiros - Jornalista e escritora, enviado por Zélia
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