domingo, 22 de novembro de 2009

Por que o sonhador está sempre olhando para cima e longe?

Você já viu alguém sonhar de cabeça baixa, costas curvadas, olhando apra o chão enquanto sonha? Provavelmente não. A maioria esmagadora dos sonhadores olha para cima quando sonha. Por outro lado, a maioria esmagadora dos deprimidos olha para baixo quando está deprimido.

Por que isso acontece? O movimento dos olhos (para cima ou para baixo) está relacionado com a ativação de determinadas partes do cerébro, responsáveis pelas imagens, sensações fisicas e diálogo interno. Ao olhar para cima, a parte do cerebro que trabalha com as imagens é que está sendo ativada. O sonhador está "vendo" as imagens do futuro. Ao olhar para baixo, as partes do cérebro que trabalham com as sensações físicas e diálogo interno são acionadas.

Um deprimido ao olhar para baixo estará ouvindo sua propria voz, dizendo coisas depreciativas ou desanimadoras sobre si mesmo. E também estará sentindo a fraqueza, falta de energia, etc. em seu corpo. Por isso, quando querem tirar alguém do estado de desânimo ou de tristeza, as pessoas costumam usar expressões como: "levanta a cabeça!" ou "olhe para a frente", "endireite a coluna" etc.

Ao mudar a postura e a direção do olhar, ocorre a desativação da parte do cérebro responsável por aquele estado indesejável. Corpo e mente são partes de um mesmo sistema: a mudança em qualquer das partes afeta a outra.

por Mizuji Kajii; enviado por Sylvia.

Felicidade COM MINÚSCULAS, por Leila Ferreira

“A felicidade é a soma das pequenas felicidades”: li essa frase uma vez num outdoor em Paris e nunca me esqueci dela. Na época, eu já suspeitava que a felicidade com letras maiúsculas, de que tanto se fala, não existia. Mas não sabia o que colocar no lugar dela: afinal, sonhamos com a grande felicidade desde que nos entendemos por gente e, de repente, imaginar que ela não existe, que é uma espécie de Papai Noel que aguardamos de janeiro a dezembro, deixa um vazio grande dentro da gente.

Quando li a frase do outdoor, uma ficha básica caiu. Entendi que a felicidade, ao contrário do que pregam os pessimistas, existe sim. Só que, ao contrário do que pintam os otimistas, ela não vem no superlativo. A grande felicidade dos finais dos contos de fadas e dos filmes de Hollywood só é possível nos contos de fada e nos filmes de Hollywood. Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Uma pequena alegria aqui, outra ali, uma surpresa que nos faz ganhar o dia (e não necessariamente o mês), um encontro que ilumina um final de tarde ou uma tarde que ilumina a vida. São momentos, pedaços, fatias.

Depois que entendi isso, tudo ficou mais fácil - e mais possível. Não espero mais pelos dias perfeitos que a grande felicidade promete trazer. E uso o “quando” com mais moderação: quando eu tiver o melhor emprego do mundo, quando eu encontrar o amor perfeito, quando eu emagrecer, quando eu tiver um filho, quando meus filhos crescerem, quando eu me aposentar, quando eu terminar meu mestrado, quando, quando, quando… enquanto a gente vai empilhando os “quando”, esperando aquele acontecimento ou aquele momento mágico que vai nos proporcionar a felicidade com letras maiúsculas, a felicidade homeopática passa e a gente não nota. Os momentos que poderiam ser especiais, ou especialíssimos, passam batidos porque estamos esperando a mega sena acumulada, a felicidade acumulada, a explosão hollywoodiana de alegria.

Tenho tentado ao máximo não ficar distraída. Quero, a cada minuto, prestar atenção, olhar, ouvir - ficar atenta a todos os sinais de felicidade: que seja a alegria modesta de tomar a primeira xícara de café da manhã, o prazer discreto de ler um livro que não é uma obra-prima mas nos faz sonhar, a sensação agradável de reencontrar nossa primeira professora, a possibilidade de brincar por meia hora com uma sobrinha que mora longe e que a gente ama, a leveza de pôr a cabeça no travesseiro e pensar que estou com saúde, que minha mãe está viva e que o dia seguinte vai nascer cheio de incógnitas e de promessas. Mais um dia pra gente ter a chance de ser, varias vezes, minimamente feliz.

Não sei se você concorda. Não sei se a soma das pequenas felicidades é uma operação matemática muito modesta pros nossos tempos. Talvez me falte ambição. Ou talvez eu tenha a maior ambição de todas, que é ser feliz… sem ser exatamente feliz. Faz sentido?

Leila Ferreira é uma jornalista que adora colecionar histórias das loucuras e das manias femininas. É autora do livro Mulheres: Por que Será que Elas....?, da Editora Globo;
enviado por Leize.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Escuto

Escuto, mas não sei,
Se o que ouço é silêncio
Ou Deus...

Escuto sem saber se estou ouvindo
O ressoar das planícies do vazio
Ou a consciência atenta,
Que nos confins do universo
Me decifra e fita...

Apenas sei que caminho como quem
É olhado, amado e conhecido,
E por isso em cada gesto
Ponho solenidade e risco.

Sophia de Mello Breyner Andresen

Amor


Amor é o sol que não cobra por seus raios. É o ar que preenche todos os recipientes por dentro e por fora. É o oceano que aceita todos os tipos de rios sem questionar suas origens. É a árvore que não se vangloria ao dar sombra e abrigo e curva-se para oferecer seus frutos. É a água do mar que dissolve as rochas da arrogância inflexível. É a água doce do rio que mata a sede de todos que vêm na sua praia. É o chamado do sábio que ama o que sabe e sabe o que ama.

Brahma Kumaris

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Estamos sempre fazendo o melhor possivel. Sempre.

Mesmo quando fazemos menos do que podemos, naquele momento, estamos fazendo o melhor possivel.
Mesmo quando intencionalmente fazemos pior do que podemos fazer, aquilo é o melhor possivel, naquelas circunstancias.
Mesmo quando fazemos o "pior possivel", aquilo foi o melhor que conseguimos fazer naquele momento.
"Eu poderia ter feito melhor", "você poderia ter feito diferente", são expressões que usamos a posteriori.
Poderia, mas não foi possivel naquele ocasião. Naquele momento, naquelas circunstâncias, foi feito o melhor possivel.
Todos nós agimos assim. Só agimos assim. Só podemos agir assim.
O resto fica para o mundo do "poderia".
O que muda para você quando vê os comportamentos seus e de outras pessoas -- principalmente aqueles que o incomodam -- a partir deste ponto de vista?


de Mizuji Kajii, enviado por Sylvia

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Mude & Marque, por Airton Luiz Mendonça (Artigo do jornal O Estado de São Paulo)

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... você começará a perder a noção do tempo. Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.

Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol. Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: Nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.

Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade. Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo. É quando você se sente mais vivo.

Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas. Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.

Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo. Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo. Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa , no lugar de repetir realmente a experiência).

Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados de sua noção de passagem do tempo. Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.

Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, -... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo. Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.

Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a... ROTINA. A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos. Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque).

Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos. Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas. Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).

Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais. Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.

Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente. Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes. Seja diferente. Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos..... em outras palavras...... V-I-V-A.. !!!

Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo. E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.

Cerque-se de amigos. Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes. Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é? Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida. thE S CR EVA em tAmaNhos diFeRenTes e em CorES di f E rEn tEs ! CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE...
V I V A !!!!!!!!

enviado por Jane.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Seminário para professores Light Healing com Gisèle King, Brasília dias 31 out. e 1, 2 e 3 nov.






Foi maravilhoso nosso encontro! Apesar do cansaço de quatro dias ininterruptos e intensos, saímos todos repletos da alegria e energia do encontro! Fica aqui meu agradecimento a Gisèle King (nossa mestra), Ana Aparecida (organização), Cristiana Mesquita (tradução), e aos velhos e novos amigos presentes, que tornaram nosso encontro uma festa de luz e confraternização! E, é claro, aos mestres que silenciosamente velam pela nossa evolução! Não há palavras para traduzir o que vai no coração...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Invocação ao Espírito Santo

Santo, Santo, Santo, é Teu nome!
Louvado seja!
Tu que és fogo e fulgor,
Tu que és luz e estremecimento,
Desce sobre nós Tuas bênçãos,
Desce sobre nós Tua doce inspiração,
Iluminando-nos com Teus Dons...
Tu que és mistério e santidade,
Desce sobre nós Teu Ministério,
Fala através de nós por Tuas mil línguas de fogo,
E que sejamos para todo o sempre,
Os filhos bem amados de Deus sob Tuas asas e Tua luz!
Amém! Amém e amém!
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