quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Os Ipês-amarelos, por Ruben Alves

Uma professora me contou esta coisa deliciosa. Um inspetor visitava uma escola. Numa sala ele viu, colados nas paredes, trabalhos dos alunos acerca de alguns dos meus livros infantis. Como que num desafio, ele perguntou à criançada: "E quem é Rubem Alves?". Um menininho respondeu: "O Rubem Alves é um homem que gosta de ipês-amarelos...". A resposta do menininho me deu grande felicidade. Ele sabia das coisas. As pessoas são aquilo que elas amam.


Mas o menininho não sabia que sou um homem de muitos amores... Amo os ipês, mas amo também caminhar sozinho. Muitas pessoas levam seus cães a passear. Eu levo meus olhos a passear. E como eles gostam! Encantam-se com tudo. Para eles o mundo é assombroso. Gosto também de banho de cachoeira (no verão...), da sensação do vento na cara, do barulho das folhas dos eucaliptos, do cheiro das magnólias, de música clássica, de canto gregoriano, do som metálico da viola, de poesia, de olhar as estrelas, de cachorro, das pinturas de Vermeer (o pintor do filme "Moça com Brinco de Pérola"), de Monet, de Dali, de Carl Larsson, do repicar de sinos, das catedrais góticas, de jardins, da comida mineira, de conversar à volta da lareira.

Diz Alberto Caeiro que o mundo é para ser visto, e não para pensarmos nele. Nos poemas bíblicos da criação está relatado que Deus, ao fim de cada dia de trabalho, sorria ao contemplar o mundo que estava criando: tudo era muito bonito. Os olhos são a porta pela qual a beleza entra na alma. Meus olhos se espantam com tudo que veem.

Sou místico. Ao contrário dos místicos religiosos que fecham os olhos para verem Deus, a Virgem e os anjos, eu abro bem os meus olhos para ver as frutas e legumes nas bancas das feiras. Cada fruta é um assombro, um milagre. Uma cebola é um milagre. Tanto assim que Neruda escreveu uma ode em seu louvor: "Rosa de água com escamas de cristal...".

Vejo e quero que os outros vejam comigo. Por isso escrevo. Faço fotografias com palavras. Diferentes dos filmes, que exigem tempo para serem vistos, as fotografias são instantâneas. Minhas crônicas são fotografias. Escrevo para fazer ver.

Uma das minhas alegrias são os e-mails que recebo de pessoas que me confessam haver aprendido o gozo da leitura lendo os textos que escrevo. Os adolescentes que parariam desanimados diante de um livro de 200 páginas sentem-se atraídos por um texto pequeno de apenas três páginas. O que escrevo são como aperitivos. Na literatura, frequentemente, o curto é muito maior que o comprido. Há poemas que contêm todo um universo.

Mas escrevo também com uma intenção gastronômica. Quero que meus textos sejam comidos pelos leitores. Mais do que isso: quero que eles sejam comidos de forma prazerosa. Um texto que dá prazer é degustado vagarosamente. São esses os textos que se transformam em carne e sangue, como acontece na eucaristia.

Sei que não me resta muito tempo. Já é crepúsculo. Não tenho medo da morte. O que sinto, na verdade, é tristeza. O mundo é muito bonito! Gostaria de ficar por aqui... Escrever é o meu jeito de ficar por aqui. Cada texto é uma semente. Depois que eu for, elas ficarão. Quem sabe se transformarão em árvores! Torço para que sejam ipês-amarelos...

enviado por Diogo

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Dom Helder Camara fala após sua morte

--- Dom Helder Camara, arcebispo de Recife e Olinda, retorna através do médium Carlos Pereira para continuar sua missão. Novas Utopias é um livro instigante porque traz ao debate a temática da imortalidade do ser, da dimensão transcendental e da relaçãointermundos, a espiritual e a física, independentemente da crença religiosa.
Recentemente foi lançado no mercado cultural um livro mediúnico trazendo as reflexões de um padre depois da morte, atribuído, justamente, ao Espírito Dom Helder Camara, bispo católico, arcebispo emérito de Olinda e Recife, desencarnado no dia 28 de agosto de 1999 em Recife, Pernambuco.
O livro psicografado pelo médium Carlos Pereira, da Sociedade Espírita Ermance Dufaux, de Belo Horizonte, causou muita surpresa no meio espírita e grande polêmica entre os católicos.
O que causou mais espanto entre todos foi a participação de Marcelo Barros, monge beneditino e teólogo, que durante nove anos foi secretário de Dom Helder Câmara, para a relação ecumênica com as igrejas cristãs e as outras religiões.
Marcelo Barros secretariou Dom Helder Câmara no período de 1966 a 1975 e tem 30 livros publicados.
Ao prefaciar o livro Novas Utopias, do Espírito Dom Helder, reconhecendo a autenticidade do comunicante, pela originalidade de suas idéias e, também, pela linguagem, é como se a Igreja Católica viesse a público reconhecer o erro no qual incorreu muitas vezes, ao negar a veracidade do fenômeno da comunicação entre vivos e mortos, e desse ao livro de Carlos Pereira, toda a fé necessária como o Imprimatur do Vaticano.
É importante destacar, ainda, que os direitos autorais do livro foram divididos em partes iguais, na doação feita pelo médium, à Sociedade EspíritaErmance Dufaux e ao Instituto Dom Helder Câmara, de Recife, o que,aliás, foi aceito pela instituição católica, sem nenhum constrangimento.

No prefácio do livro aparece também o aval do filósofo e teólogo Inácio Strieder e a opinião favorável da historiadora e pesquisadora Jordana Gonçalves Leão, ambos ligados a Igreja Católica.
A verdade espiritual não é propriedade dos espíritas ou de outros que professam estes ensinamentos e, talvez, porque, tenha chegado o momento da Igreja Católica admitir, publicamente, a existência espiritual, a vida conforme eles mesmos disseram, essa obra talvez não seja uma produção direcionada aos espíritas, que já convivem com o fenômeno da comunicação, desde a codificação do Espiritismo; mas, para uma grandiosa parcela da população dentro da militância católica, que é chamada a conhecer a verdade espiritual, porque "os tempos são chegados"; estes ensinamentos pertencem à natureza e, conseqüentemente, a todos os filhos de Deus depois da morte e a comunicação entre os dois mundos.

Na entrevista com Dom Helder Câmara, realizada pelos editores, o Espírito comunicante respondeu as seguintes perguntas sobre a vida espiritual:

Dom Helder, mesmo na vida espiritual, o senhor se sente um padre?
Não poderia deixar de me sentir padre, porque minha alma, mesmo antes de voltar, já se sentia padre. Ao deixar a existência no corpo físico, continuo como padre porque penso e ajo como padre.
Minha convicção à Igreja Católica permanece a mesma, ampliada, é claro, com os ensinamentos que aqui recebo, mas continuo firme junto aos meus irmãos de Clero a contribuir, naquilo que me seja possível, para o bem da humanidade.

Do outro lado da vida o senhor tem alguma facilidade a mais para realizar seu trabalho exprimir seu pensamento, ou ainda encontra muitas barreiras com o preconceito religioso?
Encontramos muitas barreiras. As pessoas que estão do lado de cá reproduzem o que existe na Terra. Os mesmos agrupamentos que se formam aqui se reproduzem na Terra. Nós temos as mesmas dificuldades de relacionamento, porque os pensamentos continuam firmados, cristalizados em determinados pontos que não levam a nada.

Mas, a grande diferença é que por estarmos com a vestimenta do espírito, tendo uma consciência mais ampliada das coisas podemos dirigir os nossos pensamentos de outra maneira e assim influenciar aqueles que estão na Terra e que vibram na mesma sintonia.

Como o senhor está auxiliando nossa sociedade na condição de desencarnado?

Do mesmo jeito. Nós temos as mesmas preocupações com aqueles que passam fome, que estão nos hospitais, que são injustiçados pelo sistema que subtrai liberdades, enriquece a poucos e colocam na pobreza e na miséria muitos; todos aqueles desvalidos pela sorte. Nós juntamos a todos que pensam semelhantemente a nós, em tarefas enobrecedoras, tentando colaborar para o melhoramento da humanidade.

Como é sua rotina de trabalho?

A minha rotina de trabalho é, mais ou menos, a mesma. Levanto-me, porque aqui também se descansa um pouco, e vamos desenvolver atividades para as quais nos colocamos à disposição. Há grupos que trabalham e que são organizados para o meio católico, para aqueles que precisam de alguma colaboração. Dividimo-nos em grupos e me enquadro em algumas atividades que faço com muito prazer.

Qual foi a sua maior tristeza depois de desencarnado? E qual foi a sua maior alegria?

Eu já tinha a convicção de que estaria no seio do Senhor e que não deixaria de existir.

Poder reencontrar os amigos, os parentes, aqueles aos quais devotamos o máximo de nosso apreço e consideração e continuar a trabalhar, é uma grande alegria. A alegria do trabalho para o Nosso Senhor Jesus Cristo.
O senhor, depois de desencarnado, tem estado com freqüência nos Centros Espíritas?

Não. Os lugares mais comuns que visito no plano físico são os hospitais; as casas de saúde; são lugares onde o sofrimento humano se faz presente. Naturalmente vou à igreja, a conventos, a seminários, reencontro com amigos, principalmente em sonhos, mas minha permanência mais freqüente não é na casa espírita.

O senhor já era reencarnacionista antes de morrer?

Nunca fui reencarnacionista, diga-se de passagem. Não tenho sobre este ponto um trabalho mais desenvolvido porque esse é um assunto delicado, tanto é que o pontuei bem pouco no livro. O que posso dizer é que Deus age conforme a sua sabedoria sobre as nossas vidas e que o nosso grande objetivo é buscarmos a felicidade mediante a prática do amor. Se for preciso voltar a ter novas experiências, isso será um processo natural.

Qual é o seu objetivo em escrever mediunicamente?
Mudar, ou pelo menos contribuir para mudar, a visão que as pessoas têm da vida, para que elas percebam que continuamos a existir e que essa nova visão possa mudar profundamente a nossa maneira de viver.

Qual foi a sensação com a experiência da escrita mediúnica?
Minha tentativa de adaptação a essa nova forma de escrever foi muito interessante, porque, de início, não sabia exatamente como me adaptar ao médium para poder escrever. É necessário que haja uma aproximação muito grande entre o pensamento que nós temos com o pensamento do médium. É esse o grande problema de todos nós porque o médium precisa expressar aquilo que estamos intuindo a ele. No início foi difícil, mas aos poucos começamos a criar uma mesma forma de expressão e de pensamento, aí as coisas melhoraram.

Outros (médiuns) pelos quais tento me comunicar enfrentam problemas semelhantes.

Foi uma surpresa saber que poderia se comunicar pela escrita mediúnica?

Não. Porque eu já sabia que muitas pessoas portadoras da mediunidade faziam isso. Eu apenas não me especializei, não procurei mais detalhes, deixei isso para depois, quando houvesse tempo e oportunidade.

Imaginamos que haja outros padres que também queiram escrever mediunicamente, relatarem suas impressões da vida espiritual. Por que Dom Helder é quem está escrevendo?

Porque eu pedi. Via-me com a necessidade de expressar aos meus irmãos da Terra que a vida continua e que não paramos simplesmente quando nos colocam dentro de um caixão e nos dizem "acabou-se". Eu já pensava que continuaria a existir, sabia que haveria algo depois da vida física. Falei isso muitas vezes. Então, senti a necessidade de me expressar por um médium quando estivesse em condições e me fossem dadas as possibilidades. É isto que eu estou fazendo.

Outros padres, então, querem escrever mediunicamente em nosso País?

Sim. E não poucos. São muitos aqueles que querem usar a pena mediúnica para poder expressar a sobrevivência após a vida física. Não o fazem por puro preconceito de serem ridicularizados, de não serem aceitos, e resguardam as suas sensibilidades espirituais para não serem colocados numa situação de desconforto. Muitos padres, cardeais até, sentem a proteção espiritual nas suas reflexões, nas suas prédicas, que acreditam ser o Espírito Santo, que na verdade são os irmãos que têm com eles algum tipo de apreço e colaboram nas suas atividades.

Como o senhor se sentiu em interação com o médium Carlos Pereira?

Muito à vontade, pois havia afinidade, e porque ele se colocou à disposição para o trabalho. No princípio foi difícil juntar-me a ele por conta de seus interesses e de seu trabalho. Quando acertamos a forma de atuar, foi muito fácil, até porque, num outro momento, ele começou a pesquisar sobre a minha última vida física. Então ficou mais fácil transmitir-lhe as informações que fizeram o livro.

O senhor acredita que a Igreja Católica irá aceitar suas palavras pela mediunidade?

Não tenho esta pretensão. Sabemos que tudo vai evoluir e que um dia, inevitavelmente, todos aceitarão a imortalidade com naturalidade, mas é demais imaginar que um livro possa revolucionar o pensamento da nossa Igreja. Acho que teremos críticas, veementes até, mas outros mais sensíveis admitirão as comunicações. Este é o nosso propósito.

É verdade que o senhor já tinha alguns pensamentos espíritas quando na vida física?

Eu não diria espírita; diria espiritualista, pois a nossa Igreja, por si só, já prega a sobrevivência após a morte. Logo, fazermos contato com o plano físico depois da morte seria uma conseqüência natural. Pensamentos espíritas não eram, porque não sou espírita. Sem nenhum tipo de constrangimento em ter negado alguns pensamentos espíritas, digo que cheguei a ter, de vez em quando, experiências íntimas espirituais.

Há as mesmas hierarquias no mundo espiritual?
Não exatamente, mas nós reconhecemos os nossos irmãos que tiveram responsabilidades maiores e que notoriamente tem um grau evolutivo moral muito grande. Seres do lado de cá se reconhecem rapidamente pela sua hombridade, pela sua lucidez, pela sua moralidade.

Não quero dizer que na Terra isto não ocorra, mas do lado de cá da vida isto é tudo mais transparente; nós captamos a realidade com mais intensidade. Autoridade aqui não se faz somente com um cargo transitório que se teve na vida terrena, mas, sobretudo, pelo avanço moral.

Qual seu pensamento sobre o papado na atualidade?

Muito controverso esse assunto. Estar na cadeira de Pedro, representando o pensamento maior de Nosso Senhor Jesus Cristo, é uma responsabilidade enorme para qualquer ser humano. Então fica muito fácil, para nós que estamos de fora, atribuirmos para quem está ali sentado, algum tipo de consideração.

Não é fácil. Quem está ali tem inúmeras responsabilidades, não apenas materiais, mas descobri que as espirituais ainda em maior grau. Eu posso ter uma visão ideológica de como poderia ser a organização da Igreja; defendi isso durante minha vida.

Mas tenho que admitir, embora acredite nesta visão ideal da Santa Igreja, que as transformações pelas quais devemos passar merecem cuidado, porque não podemos dar sobressaltos na evolução. Queira Deus que o atual Papa Ratzinger (Bento XVI) possa ter a lucidez necessária para poder conduzir a Igreja ao destino que ela merece.

O senhor teria alguma sugestão a fazer para que a Igreja cumpra seu papel?

Não preciso dizer mais nada. O que disse em vida física, reforço. Quero apenas dizer que quando estamos do lado de cá da vida, possuímos uma visão mais ampliada das coisas. Determinados posicionamentos que tomamos, podem não estar em seu melhor momento de implantação, principalmente por uma conjuntura de fatores que daqui percebemos. Isto não quer dizer que não devamos ter como referência os nossos principais ideais e, sempre que possível, colocá-los em prática.

Espíritas no futuro?

Não tenho a menor dúvida. Não pertencem estes ensinamentos a nossa Igreja, ou de outros que professam estes ensinamentos espirituais.

Portanto, mais cedo ou mais tarde, a nossa Igreja terá que admitir a existência espiritual, a vida depois da morte, a comunicação entre os dois mundos e todos os outros princípios que naturalmente decorrem da vida espiritual.

Quais são os nomes mais conhecidos da Igreja que estão cooperando com o progresso do Brasil no mundo espiritual?

Enumerá-los seria uma injustiça, pois há base em todas as localidades. Então, dizer um nome ou outro seria uma referência pontual porque há muitos, que são poucos conhecidos, mas que desenvolvem do lado de cá da vida um trabalho fenomenal e nós nos engajamos nestas iniciativas de amor ao próximo.

Amor - Que mensagem o senhor daria especificamente aos católicos agora, depois da morte?

Que amem, amem muito, porque somente através do amor vai ser possível trazer um pouco mais de tranqüilidade à alma. Se nós não tentarmos amar do fundo dos nossos corações, tudo se transformará numa angústia profunda. O amor, conforme nos ensinou o Nosso Senhor Jesus Cristo, é a grande mola salvadora da humanidade.

Que mensagem o senhor deixaria para nós espíritas?

Que amem também, porque não há divisão entre espíritas e católicos ou qualquer outra crença no seio do Senhor. Não há. Essa divisão é feita por nós, não pelo Criador.

São aceitáveis porque demonstram diferenças de pontos de vista, no entanto, a convergência é única, aqui simbolizada pela prática do amor, pois devemos unir os nossos esforços.

Que mensagem o senhor deixaria para os religiosos de uma maneira geral?

Que amem. Não há outra mensagem senão a mensagem do amor. Ela é a única e principal mensagem que se pode deixar".

Livro: Novas Utopias
Autor: Dom Helder Câmara (Espírito)
Médium: Carlos Pereira
Editora: Dufaux
Site: http://www.editoradufaux.com.br/
http://www.editoradufaux.com.br/

enviado por Diogo

sábado, 21 de agosto de 2010

Será mesmo que você é substituível?



Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível".
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E Beethoven?
- Como? - o encara o diretor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio.
Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.
Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.
Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico (até hoje o Flamengo está órfão de um Zico)?
Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram

seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando

energia em reparar seus 'gaps'.
Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico...

O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.
Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Se seu gerente/coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola,

Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.
Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'; ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim:
"Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão

Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:.. Ninguém... pois nosso Zaca é insubstituível"
Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... com toda certeza ninguém te substituirá!
"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso.

O que eu faço é uma gota no meio de um oceano, mas sem ela o oceano será menor."

enviado por Maria Sylvia

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

What is nonduality? Jeff' Foster's eloquent and insightful explanation.



'Nonduality' simply means 'not two'.
It is a word which points to the non-existence of separation.

In reality, there are no separate 'objects' or 'individuals'.
No 'inside' separate from 'outside'.
No 'me' separate from 'you'.
No 'seeker' separate from what is sought.

There is only Life, appearing as everything.
Only Oneness, playing the game of being a world.
Only nothing, dancing as everything.

There is no 'person' in control of life.
Nobody there pulling the strings.
No 'individual' separate from the whole.
No wave separate from the ocean.

There is nothing to find, because nothing has ever been lost.
Right here and right now, THIS is already the wholeness you seek.
And beyond thought, beyond time, you have always known this.

Life Without A Centre is life - as it is -
seen with brand new eyes.

from Findhorn Foundation

Perdoar é libertar-se

Se alguém lhe atirasse uma pedra, o que você faria com ela?
Você a juntaria e guardaria para atirar no seu agressor em momento oportuno ou a jogaria fora?
Trataria dos ferimentos e esqueceria a pedra no lugar em que ela caiu?
Se você respondeu que a guardaria para devolver em momento oportuno, então pense em como essa pedra irá atrapalhá-lo durante a caminhada.
Vamos supor que você a guarde no bolso da camisa, onde fique bem fácil pegá-la quando for preciso.
Agora imagine como essa pedra lhe causará bastante desconforto.
- Primeiro porque será um peso morto a lhe dificultar a caminhada lhe exigindo maior esforço para mantê-la no lugar.
- Segundo porque cada vez que você for abraçar alguém, ambos sentirão aquele objeto estranho a machucar o peito.
- Terceiro porque se você ganhar uma flor, por exemplo, não poderá colocá-la no bolso já que ele estará ocupado com aquele peso inútil.
- Em quarto lugar, o seu agressor poderá desaparecer da sua vida e você nunca mais voltar a encontrá-lo e, nesse caso, terá carregado a pedra inutilmente.
Fazendo agora uma comparação com uma ofensa qualquer que você venha a receber, podemos seguir o mesmo raciocínio.
Se você guardar a ofensa para revidar em momento oportuno, pense em como será um peso inútil a sobrecarregar você.
Pense em quanto tempo perderá mentalizando o seu agressor e imaginando planos para vingar-se.
Pondere quantas vezes você deixará de sorrir para alguém pensando em como devolverá a ofensa.
E se você insistir em alimentar a idéia de revide, com o passar do tempo se tornará uma pessoa amarga e infeliz, pois esse ácido guardado em sua intimidade apagará o seu brilho e a sua vitalidade.
Mas se você pensa diferente e quando recebe uma pedrada, trata dos ferimentos e joga a pedra fora, perceberá que essa é uma decisão inteligente, pois agirá da mesma forma quando receber outra ofensa qualquer.
Quem desculpa seu agressor é verdadeiramente uma pessoa livre, pois perdoar é libertar-se.
Ademais, quem procura a vingança se iguala ao seu agressor e perde toda razão mesmo que esteja certo.
Somente pode considerar-se diferente quem age de forma diferente e não aquele que deseja fazer justiça com as próprias mãos.
Em casos de agressões que mereçam providências, devemos buscar o apoio da justiça e deixar a cargo desta os devidos recursos.
Todavia, vale ressaltar que perdoar não é apenas esquecer temporariamente as ofensas, é limpar o coração de qualquer sentimento de vingança ou de mágoa.
Pense nisso!
A pedra bruta perdoa as mãos que a ferem, transformando-se em estátua valiosa.
O grão de trigo perdoa o agricultor que o atira ao solo, multiplicando-se em muitos grãos que, esmagados, enriquecem a mesa.
O ferro deixa-se dobrar sob altas temperaturas e perdoa os que o modelam, construindo segurança e conforto.
Perdoar, portanto, é impositivo para toda hora e todo instante, pois o perdão verdadeiro é como uma luz arremessada na direção da vida e que voltará sempre à fonte de onde saiu.
Padre Mustafa
enviado por Lu Bandesh

Sri Prem Baba

PROVAS INICIÁTICAS

Existem momentos na jornada evolutiva onde a fé e o amor de um ser humano são realmente colocados à prova.

O ego consciente pode até acreditar que se trata de uma brincadeira de mau gosto da existência e que se existe um Deus, ele deve ser muito sádico.

Enquanto houver alguma camada de ilusão que permita projetar o passado na figura de um deus exterior, estará a entidade humana fadada à frustração e ao sentimento de impotência.

Esta camada de ignorância faz com que vejamos a generosidade divina como punição. Aquilo que nos é dado pela misericórdia, fruto do nosso próprio merecimento ou bom karma, é visto como castigo, porque a camada de ignorância impede que compreendamos que o processo de liberação dos sanskaras, naturalmente envolve a dor. A dor é devido aos nossos apegos aos maus hábitos. Quanto maior o apego à mentira, maior o sofrimento e maior a tendência a se fazer de vítima e acusar Deus de tirano. Quanto mais distante se está da integração do passado ou da integração das figuras materna e paterna, maior será a projeção neste deus imaginário que inevitavelmente te deixará na mão.

As provas iniciáticas servem para ajudar a entidade a transitar do falso para o real. A verdadeira iniciação é a própria vida. É um comprometimento com a verdade. Os ritos iniciáticos externos são simbólicos. A iniciação se completa quando a entidade se alinha com a vontade divina, que é o mesmo que se alinhar com o fluxo da vida, ou ainda quando o propósito interno se alinha com o propósito externo.

FESTIVAL DE 2010

Neste momento o foco da espada da verdade e da justiça está sobre as relações de codependência. Como foi anunciado na abertura do festival, receberíamos este presente divino para ajudar-nos a soltar os nós de apego nos padrões de codependência que sustentam a falsa idéia da carência e da insegurança e que por sua vez sustentam todo tipo de controle. Esta focalização em camadas mais profundas de obstinação, medo e orgulho ajudam a dissolver o círculo vicioso do sado-masoquismo.

Mas, como tenho explicado extensamente, o casamento da energia sexual (vital) com o sofrimento, gera a ilusão que abrir mão destes padrões destrutivos de comportamento equivale a abrir mão da vida. Daí o terror do aniquilamento. E ao sentir esta ameaça, o mais comum dos mecanismos de defesa utilizado – e o mais estúpido – é o ceticismo. O ceticismo se manifesta de várias maneiras, mas a essência é a perda da fé em você, na vida ou no caminho, é a destruição da ponte que está promovendo o resgate. A ponte é o mestre espiritual. Digo que é o mecanismo mais estúpido, porque de fato a inteligência é bloqueada, a ponto da entidade se voltar contra aquele que está possibilitando a libertação. Nesta fase de trevas, a crença que prevalece é a de que o mestre está nos tirando a vida. Qual vida? A idéia de vida que o prazer proporcionado pelos padrões destrutivos gera, ou seja, o prazer negativamente orientado: que é o prazer de se machucar e o de machucar o outro. O mestre é a ponte para o eterno ou para a experiência do prazer positivamente orientado, que é o prazer na felicidade sua e na do outro. Mas para isto se faz necessário a plena disposição de desapegar das máscaras e dos jogos destrutivos de codependência que sustentam a mentira de que somos carentes e impotentes.

Esta travessia só se completa quando a confiança no mestre é plena. E para crescer neste confiança se faz necessário progredir na cura das projeções. A codependência pode inclusive existir em relação ao mestre, a intimidade com o mestre pode ser uma abertura para a negligência e para a amplificação da projeção dos pais. Costumamos dizer que o mestre é o pai, a mãe, o amigo, o professor, tudo. E este santo ensinamento muitas vezes é interpretado equivocadamente pela mente que ainda precisa ser dependente. E a mais comum forma de expressar a dependência é controlando o outro (seres humanos, animais, vegetais e o próprio planeta).

A focalização da espada da verdade na direção das relações de codependência com certeza te aproximará do mestre e daqueles que te amam, mas não sem antes promover um bom balanço na sua falsa fé.

Sinto que nestes momentos vale lembrar que tais ensinamentos são para fazê-lo capaz de aceitar todos os seus sentimentos e assim permitir que a energia flua através do seu ser.

Quando o seu lado escuro, ignorante e egoísta é aceito sem acreditar que ele seja a sua realidade final, então a beleza, o amor, a sabedoria e a alegria divina tornam-se reais.

Tenho insistido no ponto: por mais paradoxal que possa parecer, quanto mais você aceita a criança ferida e ignorante no seu interior sem perder o senso do seu próprio valor, mais vai perceber a grandeza do real e verdadeiro ser. Mas para que isto aconteça é muito importante que você esteja atento para não utilizar as descobertas a respeito do pequeno eu para se desvalorizar. O Eu consciente deve evitar a todo custo esta estratégia do sofredor. Faça uso da oração para pedir auxílio aos poderes que estão além da sua consciência que venham em sua ajuda e não lhe deixe cair nesta armadilha. Observe em si mesmo esse hábito de maltratar-se, de desesperançar-se e diga com toda firmeza: Este não sou eu! Serei mais forte que a minha destrutividade e não serei tomado por ela!

E sempre que você se sentir paralisado e sem esperanças tome isso como um sinal para ir atrás daquela parte em si mesmo que diz: eu não quero mudar, eu não quero ser construtivo, não quero abrir mão deste prazer negativamente orientado. Vá e descubra esta voz. E ao encontrá-la dialogue com ela, continue suas orações a fim de iluminar este canto escuro da sua personalidade.

Isto cabe a você fazer. A consciência espiritual não pode manifestar-se quando a sua consciência já disponível não é utilizada na condução da sua vida.

Portanto meu amigo, não importa quão indesejável seja a realidade que se apresenta para você, eu tenho certeza que você pode lidar com ela, aceitá-la, explorá-la e deixar de ser aterrorizado por ela.

Tenho dito com freqüência que é bastante natural que você se esqueça dos ensinamentos e se veja novamente envolvido pela velha cegueira e seus reflexos condicionados. Mas isso não precisa te deter, você deve gradualmente reunir suas forças e tatear sempre e sempre em busca da sua chave. Acredite: você pode fazer isso. Não se deixe levar pela atitude arrogante que ignora que a construção de um grande e belo edifício demanda muita paciência. Não seja infantil a ponto de acreditar que a expansão da consciência ou a revelação do seu eu real se dará de uma só vez. Seja paciente e realista. E sempre que você se sentir novamente envolvido por nuvens escuras e desconectado dos poderes espirituais, porque você ficou denso demais e não pode sentir a guiança, confie, espere e persevere. Tente identificar aquilo que está gerando a interferência na conexão com o sempre presente plano espiritual que te guia. Busque maneiras de compreender tudo isto até que um dia você cresça o suficiente para encontrar a saída.

Uma atitude como esta, está à disposição de todos. Ela é realista. Foi assim comigo. Esta é minha experiência. É isto que eu tenho para te oferecer.

MAIS UMA VEZ...

Mais uma vez me parece que a autêntica humildade é o alicerce para a edificação do templo da consciência. A humildade não pode ser fabricada; ela está contida na distorção da energia que chamamos de orgulho. O orgulho se transforma em humildade. Por isso digo que o orgulho é a pedra principal que impede a construção do templo. Nesta fase do processo as demais matrizes do eu inferior ficam a serviço do general orgulho que por sua vez é somente um mecanismo de defesa contra dores vividas. O remédio para o orgulho é a aceitação do passado e só se aceita o passado quando se aceita o presente.

Aqueles que puderam evoluir no desapego da resistência estão vivendo momentos de muita liberdade e alegria. Louvado sejam os seus esforços rumo à liberdade e ao amor consciente.

Com amor e bênçãos,

Sri Prem Baba
 enviado por Margarida

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Revolução da Alma, Aristóteles em 360 ac


Ninguém é dono da sua felicidade, por isso não entregue
sua alegria, sua paz sua vida nas mãos de ninguém,
absolutamente ninguém. Somos livres, não pertencemos
a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos,
da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja.

A razão da sua vida é você mesmo. A tua paz interior é
tua meta de vida, quando sentires um vazio na alma,
quando acreditares que ainda está faltando algo, mesmo
tendo tudo, remete teu pensamento para os teus desejos
mais íntimos e busque a divindade que existe em você.
Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante
de você.

Não coloque objetivo longe demais de suas mãos, abrace
os que estão ao seu alcance hoje. Se andas desesperado
por problemas financeiros, amorosos, ou de relacionamentos
familiares,busca em teu interior a resposta para acalmar-te,
você é reflexo do que pensas diariamente. Pare de pensar
mal de você mesmo(a), e seja seu melhor amigo(a) sempre.

Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar. Então abra
um sorriso para aprovar o mundo que te quer oferecer o melhor.
Com um sorriso no rosto as pessoas terão as melhores
impressões de você, e você estará afirmando para você
mesmo, que está "pronto"para ser feliz.

Trabalhe, trabalhe muito a seu favor.
Pare de esperar a felicidade sem esforços.
Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda.
Critique menos, trabalhe mais.
E, não se esqueça nunca de agradecer.
Agradeça tudo que está em sua vida nesse momento, inclusive a dor.
Nossa compreensão do universo, ainda é muito pequena para julgar
o que quer que seja na nossa vida.

enviado por Thelma

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O Silêncio é um aliado



Nós os índios, conhecemos o silêncio...
Não temos medo dele.
Na verdade, para nós ele é mais poderoso do que as palavras.
Nossos ancestrais foram educados nas maneiras do silêncio.
E eles nos transmitiram este conhecimento.
Observa, escuta, e logo atua, nos diziam.
Esta é a maneira correta de viver.
Observa os animais para ver como cuidam de seus filhotes.
Observa os anciões para ver como se comportam.
Observa o homem branco para ver o que querem.
Sempre observa primeiro, com o coração e a mente quietos.
E então aprenderás.
Quando tiveres observado o suficiente, então poderás atuar.
Com vocês, brancos, é o contrario.
Vocês aprendem falando.
Dão prêmios às crianças que falam mais na escola.
Em suas festas, todos tratam de falar.
No trabalho estão sempre tendo reuniões, nas quais todos interrompem a
todos, e todos falam cinco, dez, cem vezes.
E chamam isso de 'resolver um problema'.
Quando estão numa habitação e há silencio, ficam nervosos.
Precisam preencher o espaço com sons.
Então, falam compulsivamente, mesmo antes de saber o que vão dizer.
Vocês gostam de discutir.
Nem sequer permitem que o outro termine uma frase.
Sempre interrompem.
Para nós isso é muito desrespeitoso e muito estúpido, inclusive.
Se começas a falar, eu não vou te interromper.
Te escutarei.
Talvez deixe de escutá-lo se não gostar do que estas dizendo.
Mas não vou interromper-te.
Quando terminares, tomarei minha decisão sobre o que disseste, mas não te
direi se não estou de acordo, a menos que seja importante.
Do contrario, simplesmente ficarei calado e me afastarei.
Terás dito o que preciso saber.
Não há mais nada que a dizer.
Mas isso não é suficiente para a maioria de vocês.
Deveriam pensar em vossas palavras como se fossem sementes.
Deveriam plantá-las, e permiti-las crescer em silêncio.
Nossos ancestrais nos ensinaram que a terra esta sempre nos falando, e que
devemos ficar em silêncio para escutá-la.
Existem muitas vozes além das nossas.
Muitas vozes.
Só vamos escutá-las em silêncio...

enviado por Luís Ferrari

terça-feira, 3 de agosto de 2010

A morte não é nada, por Maryse Shouella

Veja você, tudo está bem,
A morte não é nada, simplesmente eu fui para outra sala,
Eu sou eu e você é você,
Aquilo que nós fomos, fomos sempre,
Me dá o nome que você me deu,
Me fala como você tem feito,
Não seja triste ou aborrecido,
Continue a rir das coisas feitas juntas,
Reze, sorria e pense em mim,
Que o meu nome seja pronunciado como sempre,
A vida significa aquilo que ela sempre foi,
O fio não é cortado, porque não estou à vista,
Te espero, não é longe,
Somente do outro lado da avenida,
Veja você, tudo está bem.

All is well,
Death is nothing at all,
I have only slipped away into the next room,
I am I and you are you,
Whatever we were to each other, we are still,
Why should I be out of mind because I am out of sight?
I am waiting for you for an interval,
Somehow very near, just around the corner,
All is well...

Vous voyez tout est bien,
La mort n´est rien, je suis simplement passé dans l´autre pièce à côté,
Je suis moi, vous êtes vous,
Ce que nous étions les uns pour les autres, nous le sommes toujours,
Donnez-moi le nom que vous m´avez toujours donné,
Parlez-moi, comme vous l´avez toujours fait,
N´employez pas un ton solonnel ou triste,
Continuez à rire de ce qui nous faisait rire ensemble,
Priez, souriez et pensez à moi,
Que mon nom soit prononcé comme toujours,
Sans emphase d´aucune sorte, sans trace d´ombre,
La vie signifie ce qu´elle a toujours signifiée,
Le fil n´est pas coupé, simplement parce que je suis hors de vue,
Je vous attends, je ne suis pas loin,
Juste de l´autre côté du chemin,
Vous voyez tout est bien...



Textos enviados por Maryse Schouella maryse@osite.com.br Tradutora/Poeta de inglês/francês/português

Discernimento, de Sri Ramakrishna


Ninguém se arriscava a passar por um caminho onde uma cobra venenosa tinha feito sua moradia.

Certa vez, um homem sábio passava tranqüilamente pelo caminho tão temido, desconhecedor de que ali vivia a tal serpente. Subitamente, ao sentir as vibrações e o calor do homem, a serpente levantou a cabeça, desenrolou o enorme corpo e aprontou-se para o bote. O homem, ao avistá-la, pronunciou uma fórmula mágica e ela caiu aos seus pés. A cobra, amansada pela força da magia e pelo destemor, olhava atenta para o sábio.

- Minha amiga - perguntou ele à cobra -, você tem a intenção de me morder?

A cobra, espantada, não abriu a boca.

- Por que você ataca as pessoas desavisadas, fazendo mal a elas? Eu vou lhe ensinar uma fórmula mágica poderosa, e você vai repeti-la constantemente. Desse modo, aprenderá a amar a Deus e aos seres de Deus e, ao mesmo tempo, perderá a vontade de fazer mal aos outros e agredir indiscriminadamente.

O homem murmurou a fórmula no ouvido da cobra. Ela agradeceu, balançando a cabeça, e voltou para o buraco que a abrigava. Desse dia em diante, passou a levar uma vida inocente, dócil e pura, sem sentir desejo de atacar ninguém.

Passados alguns dias, as crianças do lugarejo perceberam a mudança de comportamento da cobra e, pensando que ela tinha perdido o veneno, começaram a maltratá-la. Atiravam-lhe pedras e cutucavam seu corpo roliço com gravetos pontiagudos, machucando o pobre animal. Gravemente ferida, a cobra não reagia e voltava desconsoladamente para o seu abrigo. Tempos depois, o sábio voltou a passar pelo caminho e procurou sua amiga serpente, mas não a encontrou. As crianças disseram que ela havia morrido. Ele sabia que Deus é poderoso e que não permitiria que ela morresse sem ter solucionado o grande problema da vida, isto é, o autoconhecimento pela realização do divino. Continuou a chamar por ela. Finalmente, surgiu o animal arrastando-se, tão magro como um esqueleto, e parou aos pés do mestre.

- Minha amiga, como você está?

- Muito bem. Vai tudo bem, graças a Deus.

- Mas por que você está tão magra e fraca?

- Como o mestre me ensinou, procuro não fazer mal a nenhuma criatura. Alimento-me só de folhas. Por isso emagreci.

- Não, não deve ser apenas a mudança de alimentação. Deve haver outra razão. Pense um pouco!

- Ah, sim! Agora me lembro. Uns meninos malvados me bateram e me feriram. Eles não sabiam que eu não mordia mais e me atacaram por medo.

- Minha boa amiga, eu lhe recomendei não morder. Não a proibi de silvar para afastar os importunos e mostrar quem você é.

História de Sri Ramakrishna, enviado por Lu Bandesh 
Related Posts with Thumbnails