quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Caminhos para a plenitude

Deixe de lado tudo que você aprendeu,
deixe-se preencher pela luz do universo...
Desaprenda a julgar e criticar,
aprenda a a amar e a aceitar o outro exatamente como é.
Como você, ele traz suas dores e alegrias.
como você, ele deseja superar toda dor e sofrimento
para ser feliz.
Deixe de lado o ego,
e eleja o self como seu guia.
Esqueça a parte e torne-se o todo,
quebre todas as barreiras e preconceitos que o impedem
de comungar com a criação.
Esvazie-se de si mesmo,
navegue no vasto oceano interior
de vacuidade e luz.
Desista de ter razão,
para ouvir o outro e seus motivos.
Desaprenda as palavras,
para conhecer o silêncio.
Encontre a empatia silenciosa.
Deixe de falar e apenas escute.
Escute os outros, sua alma, a natureza...
Esqueça o guarda-chuva e molhe-se!
Esqueça também todas as rotinas,
todas as normas e regras,
e deixe a criança dentro de você chegar.
Brinque!
Jogue fora todas as lembranças,
tudo que você pensa que é,
e descubra quem você verdadeiramente é.
Desapegue do passado,
de todos as mágoas, ressentimentos e traições,
e deixe de projetar o futuro,
o presente é nossa única realidade!
Tudo o que você viveu foi você mesmo quem criou,
experimente criar uma vida nova,
a partir do amor de seu coração.
Não deseje mais ter nada, nem ninguém,
simplesmente Seja!
Abra mão da adrenalina, das emoções fortes,
das paixões e do ódio,
entre na harmonia!
Abandone-se, entregue-se,
desista de se defender.
Aceite sua fragilidade, permita-se ser vulnerável,
e o mundo se desarmará!
Então esta é a sua chance de ser feliz,
e quando chegarem as tormentas,
elas não lhe abalarão,
pois você encontrou a verdadeira paz!
Namastê!
Ana Liliam

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O desafio do desconhecido, Osho

Quando você explora mares desconhecidos, como Colombo fez, o medo existe, um medo imenso, porque ninguém sabe o que vai acontecer. Você está deixando a praia da segurança.

Você está perfeitamente bem, em certo sentido; só uma coisa está faltando — aventura. Enfrentar o desconhecido dá a você certa excitação. O coração começa a pulsar novamente; volta a se sentir vivo, totalmente vivo. Cada fibra do seu ser está vibrando porque você aceitou o desafio do desconhecido.

Aceitar o desafio do desconhecido, apesar de todo o medo, é coragem. Os medos estão ali, mas se você aceita o desafio várias vezes seguidas, devagarinho os medos desaparecem.

A experiência de alegria que o desconhecido traz, o grande êxtase que começa a acontecer com o desconhecido, torna você forte o bastante, lhe dá uma certa integridade, aguça sua inteligência.

Pela primeira vez, você começa a sentir que a vida não é só tédio, mas uma aventura. Então devagar os medos desaparecem; e você não para mais de ir atrás de uma aventura.

Mas, basicamente, coragem é pôr em risco o conhecido em favor do desconhecido, o familiar em favor do estranho, o confortável em favor do desconfortável — árdua peregrinação rumo a um destino desconhecido.

Nunca se sabe se você será capaz de fazer isso ou não. É um jogo arriscado, mas só os jogadores sabem o que é a vida.

Osho, em "Coragem: O Prazer de Viver Perigosamente", enviado por Leise

domingo, 26 de setembro de 2010

Enviem sóis rosa do amor, por Mestre Nada

Nunca menosprezem um outro ser humano, nem mesmo um outro ser vivo, um animal ou um ser elemental.

Todo ser é digno de amor.

Para prestar com vocês um outro pequeno serviço de amor, peço-lhes que olhem para o centro de seu coração e vejam lá um sol rosa expandindo-se. .. preencham essa forma maravilhosa com sua força do amor... e vejam como muitos sóis rosa irradiam de vocês.

Enviem-nas para o mundo, para os seres humanos, que, por falta de amor, passaram por infortúnios ou cometeram um crime ou ainda dirigem armas contra outros.

Todos eles necessitam de amor, e assim, canalizamos nossos sóis rosa para os seres humanos que carecem de amor...
Vejam como esses sóis preenchem com sua força do amor, que em grande parte irradia de vocês... como eles são recolhidos pelos amigos anjos do Raio Rosa, fortalecendo- os e aumentando-os com o amor e devoção, de forma que eles desenvolvam sempre mais força e expandam-se para todos os seres... como eles penetram no mundo de pensamentos e sentimentos dos seres humanos etransferem-lhes sua irradiação...

Prestem sempre tal serviço, o mundo carece de amor.

Pedimos-lhes para enviar frequentemente os sóis rosa.

Vejam-se nessa maravilhosa irradiação de amor... seus corpos estão perpassados por ela, preenche todas as células com a força do amor... enviem-na aos elementos dos órgãos, aos seres elementais dos corpos que necessitam de seu amor, para manterem em ordem seus corpos ou os recomponham, quando eles sofrerem danos.

Lembrem-se que todos os seres necessitam de amor para crescer e prosperar.

Assim como vocês abençoam suas plantas com seu amor, façam o mesmo com todos os demais seres e chamem seus amigos anjos, quando quiserem prestar tal serviço.
Boletim Ponte Para Luz, enviado por Vera Regina 

Auto-iniciação, por Huberto Rohden

Hoje em dia, muitas pessoas falam em iniciação. Todos querem ser iniciados. Mas entendem por iniciação uma alô-iniciação, uma iniciação por outra pessoa, por um mestre, um guru. Esta alô-iniciação é uma utopia, uma ilusão, uma fraude espiritual.
Só existe auto-iniciação.

O homem só pode ser iniciado por si mesmo.

O que o mestre, o guru, pode fazer é mostrar o caminho por onde alguém se pode auto-iniciar; pode colocar setas ao longo do caminho setas ao longo da encruzilhada, setas que indiquem a direção certa que o discípulo deve seguir para chegar ao conhecimento da verdade sobre Si mesmo. Isto pode e deve o mestre fazer - suposto que ele mesmo seja um auto-iniciado.
Jesus, o maior dos Mestres que a humanidade ocidental conhece, ao menos aqui, durante três anos consecutivos, mostrou a seus discípulos o caminho da iniciação, o que ele chama o "Reino dos Céus", mas não iniciou nenhum dos seus discípulos. Eles mesmos se auto-iniciaram na gloriosa manhã do domingo de Pentecostes, às 9 horas da manhã – como diz Lucas nos Atos dos Apóstolos. Mas esta grandiosa auto-iniciação aconteceu só depois de 9 dias de profundo silêncio e meditação; 120 pessoas se auto-iniciaram, sem nenhum mestre externo só dirigidas pelo mestre interno de cada um, pela consciência de seu próprio EU divino, da sua alma do seu Cristo Interno. E esta auto-iniciação do primeiro Pentecostes, em Jerusalém, pode e deve ser realizada por toda pessoa.

Mas acima de tudo, o que quer dizer Iniciação?

Iniciação é o início na experiência da verdade sobre si mesmo. O homem profano vive na ilusão sobre si mesmo. Não sabe o que ele é realmente. O homem profano se identifica com o seu corpo, com a sua mente com as suas emoções. E nesta Ilusão vive o homem profano a vida inteira, 30, 50, 80 anos. Não se iniciou na verdade sobre si mesmo, não possui autoconhecimento, e por isso não pode entrar na auto- realização. O que deve um homem profano fazer para se auto-iniciar? Para sair do mundo da ilusão sobre SI mesmo e entrar no mundo da verdade? Deve fazer o que fez o primeiro grupo de auto-iniciados, no ano 33, em Jerusalém, isto é, deve aprender a meditar, ou cosmo-meditar.

O iniciado dá tudo e não espera nada do mundo.

Ele já encerrou as contas com o mundo.

Pode dar tudo sem perder nada.

O auto-iniciado é um místico não um místico de isolamento solitário, mas um místico dinâmico e solidário, que vive no meio do mundo sem ser do mundo.

Onde há plenitude, aí há um transbordamento.

O homem plenificado pelo autoconhecimento e pela auto-realização transborda a sua plenitude, consciente ou inconscientemente, saiba ou não saiba, queira ou não queira. Esta lei cósmica funciona infalivelmente. Faz bem pelo fato de ser bom, de viver em harmonia com a alma do Universo. Por isto, para fazer bem aos outros e à humanidade, não é necessário nem é suficiente fazer muitas coisas, mas é necessário e suficiente ser bom, ser realizado e plenificado do seu EU central, conscientizar e vivenciar de acordo com o seu EU central, com o seu Cristo Interno. A plenitude da consciência mística da paternidade única de Deus transborda irresistivelmente na vivência ética da fraternidade universal dos homens.

Para ter laranjas - laranjas verdadeiras - não é necessário fabricá-las. É necessário e suficiente ter uma laranjeira real e mantê-la forte e vigorosa. Nem é necessário ensinar a laranjeira como fazer laranjas, ela mesma sabe, com infalível certeza, como fazer flores e frutos. Assim, toda a preocupação de querer fazer bem aos outros sem ser bom é uma ilusão tão funesta como o esforço de querer fabricar uma laranja verdadeira sem ter uma laranjeira.

Mais importante que todos o fazer é o ser.
Onde não há plenitude interna não pode haver transbordamento externo.

Para fazer o bem aos outros deve o homem ser realmente bom em si mesmo. Que quer dizer ser bom? Ser bom não é ser bonachão, nem bonzinho, nem bombonzinho. Para ser realmente bom deve o homem estar em perfeita harmonia com as leis eternas da verdade, da justiça, da honestidade, do amor, da fraternidade, e viver de acordo com esta sua consciência. Todo o fazer bem sem ser bom é ilusório, assim como qualquer transbordamento é impossível sem haver plenitude. O nosso fazer bem vale tanto quanto nosso ser bom. O ser bom é autoconhecimento e auto-realização.

Somente o conhecimento da verdade sobre si mesmo é libertador; toda e qualquer ilusão sobre si mesmo é escravizante.

Os mais ruidosos sucessos sem a realização interna são deslumbrantes vacuidades; são como bolhas de sabão - belas por fora, mas cheias de vacuidade por dentro. 1% de ser bom realiza mais do que 100% de fazer bem. Auto-iniciação é essencialmente uma questão de ser e não de fazer. Esta plenitude do ser não se realiza pela simples solidão, mas pelo revezamento de introversão e extroversão. O homem deve, periodicamente, fazer o seu ingresso dentro de si mesmo, na solidão da meditação e depois fazer o egresso para o mundo externo, a fim de testar a força e autenticidade do seu ingresso.

Todo auto-iniciado consiste nesse ingredir e nesse egredir, nessa implosão mística e nessa explosão ética.
Os discípulos de Jesus fizeram três anos de aprendizado e nove dias de meditação depois se auto-iniciaram. Descobriram a verdade libertadora sobre si mesmos. A verdade que os libertou da velha ilusão de se identificarem com o seu corpo, com a sua mente, com as suas emoções, saíram das trevas da ilusão escravizante, e ingressaram na luz da verdade libertadora:

"Eu sou espírito, eu sou alma, eu e o Pai somos um, o Pai está em mim e eu estou no Pai... o Reino dos Céus está dentro de mim."

E quem descobre a verdade sobre si mesmo, liberta-se de todas as inverdades e ilusões. Liberta-se do egoísmo, da ganância, da luxúria, da vontade de explorar, de defraudar os outros. Liberta-se de toda injustiça, de toda desonestidade, de todos os ódios e malevolências - de todo o mundo caótico do velho ego. O iniciado morre para o seu ego ilusório e nasce para o seu EU verdadeiro. O iniciado dá o início, o primeiro passo, para dentro do "Reino dos Céus". Começa a vida eterna em plena vida terrestre. Não espera um céu para depois da morte, vive no céu da verdade, aqui e agora - e para sempre. Isto é auto-iniciação. Isto é autoconhecimento. Isto é auto-realização.

enviado por Leize

Um gesto de bondade

Costuma-se ouvir pessoas reclamarem da ingratidão com que são recompensados seus gestos de bondade. É possível até se escutar promessas veementes de que jamais tornarão a ajudar a quem quer que seja, pois não vale a pena.

Para um repórter de um jornal inglês uma ação bondosa lhe valeu a vida.

Enviado para a África do Sul como correspondente, ele chegou até Moçambique, uma terra devastada, por décadas, pela guerra e pela fome.

Ele crescera na África e costumava andar por todos os lugares, junto com sua mãe. Médica devotada, ela priorizava a questão da vacinação e percorria vales e montanhas, para todos imunizar.

Ele sabia que os rebeldes moçambicanos tinham bases em Malauí, mas também sabia que os jornalistas estrangeiros não eram bem-vindos.

Ávido pelas notícias, contudo, aventurou-se, até ser preso por seis homens com cartucheiras, granadas e lança-bombas.

Resolveram levá-lo como prisioneiro até sua base de operações.

Pelo caminho, passando pelas aldeias, ele era apresentado como um troféu e, embora não entendesse o que falavam, uma mistura de dialetos, podia perceber que a sua captura era dramatizada.

Era um espião. Estava armado. Resistira. Por vezes, davam-lhe chutes e tapas.

Após dois dias de caminhada rude e maus tratos, finalmente o grupo chegou à base e ele foi apresentado ao comandante do campo.

Vestido a caráter, ouvia o relato com atenção, alimentando-se bem, enquanto ao pobre aprisionado não foi permitido nem sentar-se.
Em dado momento, o jornalista pôde ouvir que eles passaram a usar o dialeto Chindau. Este ele conhecia de seu tempo de criança, quando de suas andanças com sua mãe pelas aldeias.

Prestou atenção e, então, hesitante, saudou o comandante com o que pôde se lembrar do dialeto Chindau.
O comandante ficou admirado. Como ele conhecia aquela língua?
Cresci aqui. - Falou o prisioneiro.
Dizendo o nome de sua família, viu repentinamente o semblante duro daquele chefe se transformar.

Sua mãe era médica? Perguntou ele. Então foi ela que me vacinou. E, erguendo a manga da camisa, mostrou a cicatriz da vacina.

E você, continuou, você é o garoto que nos dava um torrão de açúcar, com o remédio. Ficava insistindo para que colocássemos a língua para fora e punha açúcar nas nossas bocas.

Graças a isso, eu cresci forte!

Tudo mudou em questão de minutos. De refém passou a hóspede de honra. Pôde sentar-se, alimentar-se, refrescar-se com um pano úmido.

No dia seguinte, foi levado de volta com todo cuidado e atenção. Os captores dos dias anteriores, transformados em zelosos guarda-costas agora, até tiraram foto com ele.
O jornalista guardou a foto, certo de que uma boa ação permanece sempre viva, apesar das distâncias e do tempo.
* * *
A bondade é luz que se espalha na noite das desesperanças. Acendamos as luzes da bondade onde se estenda a escuridão e convertamos os nossos braços em traves de misericórdia, silenciando a eventual ingratidão que venhamos a receber.
Os ingratos necessitam redobrados atos de bondade para serem sensibilizados, pois a ingratidão é enfermidade da alma.
Redação do Momento Espírita com base no artigo A recompensa deuma boa ação, publicado em Seleções Reader´s Digest

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O amor está em nós

O amor está dentro de nós. Sempre esteve. Este amor é imenso, transbordante, curador... É nossa ligação com a "fonte", somos amor da mesma forma como somos filhos de Deus, gotas em seu imenso oceano, centelhas de sua Luz.

Mas nos esquecemos disso, e a vida encarnada com suas experiências dolorosas, nos fez crer que ao contrário de trazermos a "fonte" em nós, somos carentes e necessitados.

Esta terrível crença nos faz mendigos em meio a riqueza e abundância de nossa luz interior. Carentes, esperamos que o mundo nos dê aquilo que precisamos: o verdadeiro amor, a ternura, a fidelidade, a felicidade, a atenção, o cuidado, e por aí vai... Esperamos que o finito, nos dê o infinito; que o limitado e humano nos dê a felicidade e a plenitude!

Nossas expectativas são exageradas, pois se baseiam na falsa crença de nossa insatisfação profunda, e como resultado nos chega a decepção, a frustração, a sensação do abandono, da rejeição, da traição...

Nossos infundados desejos de amor não poderão ser correspondidos, não no nível em que pretendemos, pois o buraco negro que trazemos no peito engole tudo sem jamais sentir-se saciado. Nossa crença na insatisfação apenas pode gerar, criar no mundo, a mesma experiência: carência, perda, traição.

O único lugar onde poderemos encontrar o verdadeiro amor é dentro de nós mesmos, qualquer expectativa exterior está fadada ao insucesso. E é fácil comprovar isso: quando nos apaixonamos podemos observar que a paixão independe do amor ou não do outro, pois o grande e transbordante amor que sentimos, está justamente em nós, somos nós que sentimos!

O outro, aquele por quem nos apaixonamos, apenas reflete o amor que está em nós. Ele é o espelho que revela onde está o manancial. Não é possível sentir o amor que está no outro, somente o amor que está em nós, o amor que é despertado em nós.

Sabedores disso, a única opção que nos resta, se desejamos amor e felicidade em nossas vidas, é amar. Amar mesmo quando tudo nos falta, mesmo quando nos sentimos incapazes desta ação. Amar é um verbo a conjugar, um exercício a ser cumprido diariamente, em todos os momentos, principalmente nos mais difíceis.

E nesta decisão, e neste difícil exercício, um milagre ocorre: em algum momento o que nos parecia um sacrifício, deixa de ser, passamos a nos sentir cheios daquele amor que reclamávamos não ter. O amor passa a ser fácil, nos sentimos plenos, capazes de amar ao outro e a nós próprios.

Simplesmente acessamos a "fonte" e a água cristalina do amor pode novamente percorrer nosso ser e transbordar em todas as direções. É o próprio universo que nos alimenta, somos o canal, o caminho da Luz e do Amor para o mundo. Esta a verdade que precisamos relembrar e viver, a verdade capaz de nos tirar da dor do mundo e nos lançar no mundo de bem-aventuranças!

Somos Amor, somos Luz, somos filhos e filhas bem-amados de Deus!

domingo, 19 de setembro de 2010

O campo de abacaxis



Esta é uma história verídica. A história do campo de abacaxis aconteceu na Nova Guiné.

Ela durou sete anos. É uma ilustração profunda de um princípio bíblico básico aplicado. Ao ler este relato original, você descobrirá que ele é um exemplo clássico do tipo de lutas que cada um de nós enfrenta até que aprenda a aplicar o princípio de renúncia aos direitos pessoais.

“Minha família e eu trabalhamos com pessoas bem no meio da selva”. Um dia, resolvi levar para aquela região alguns abacaxis. O povo já tinha ouvido falar de abacaxis. Alguns já os haviam provado, mas não tinham meios de consegui-los. Busquei então, mais de cem mudas de uma outra missão. Contratei um homem da aldeia, e ele plantou todas as mudas. Eu o paguei pelo serviço prestado (sal e diversas outras coisas que necessitava) e durante dias ele trabalhou. Precisei ter muita paciência até que as pequenas mudas de abacaxi se tornassem arbustos grandes e produzissem abacaxis.

Demorou uns três anos. Lá no meio da selva, você às vezes tem saudades de comer frutas. Não é fácil conseguir frutas e verduras frescas.

Finalmente, no terceiro ano, pudemos ver surgir abacaxis que davam “água na boca”, e só estávamos esperando o Natal chegar, porque é nesta época que eles ficam maduros. No dia de Natal minha esposa e eu saímos ansiosos para ver se algum abacaxi já estava pronto para ser tirado do pé, mas tivemos uma surpresa desagradável após a outra. Não conseguimos colher nem um só abacaxi.

Os nativos haviam roubado todos! Eles os roubavam antes de ficarem maduros. É costume deles, roubar antes que as frutas amadureçam e assim o dono não as possa colher.

E aqui estou eu, um missionário, ficando com raiva dessas pessoas. Missionários não devem ficar com raiva, vocês todos sabem disto, mas fiquei e eu disse a eles: “rapazes, eu esperei três anos por estes abacaxis. Não consegui colher um único deles. Agora outros estão amadurecendo, se desaparecer mais um só destes abacaxis, fecharei a minha clínica”.

Minha esposa dirigia a clínica. Ela dava gratuitamente todos os remédios àquela gente. Eles não pagavam nada! Nós estávamos nos desgastando tentando ajudá-los, cuidando de seus doentes e salvando as vidas de suas crianças. Os abacaxis ficaram maduros e um por um foi roubado! Então achei que deveria me defender deles. Eu simplesmente não podia deixar que fizessem comigo o que queriam... Mas a verdadeira razão não era esta.

Eu era uma pessoa muito egoísta, que queria comer abacaxis. Fechei a clínica. As crianças começaram a adoecer, não podiam evitar, a vida era bastante difícil naquela região. Vinham pessoas com gripe, tossindo e pedindo remédio e nós dizíamos: “Não! Lembrem-se que vocês roubaram nossos abacaxis”. “Não fui eu!” – eles respondiam – “foram os outros que fizeram isso”. E continuaram tossindo e pedindo. Não conseguimos manter mais a nossa posição; reabrimos a clínica. Abrimos a clínica e eles continuaram roubando nossos abacaxis.

Fiquei novamente louco raiva e resolvi fechar o armazém.

No armazém eles compravam fósforos, sal, anzóis, etc.

Antes eles não tinham essas coisas, por isso não iriam morrer sem elas. Comuniquei minha decisão: “vou fechar o armazém, vocês roubaram mais abacaxis”.

Fechamos o armazém e eles começaram a resmungar: “vamos nos mudar daqui porque não temos mais sal. Se não há mais armazém, não há vantagem para ficarmos aqui com esse homem. Podemos voltar para nossas casas na selva” e se mudaram para a selva.

E ali estava eu, sentado comendo abacaxis, mas sem pessoas na aldeia, sem ministério, sem condições de aprender a língua para traduzir a Bíblia. Falei com minha esposa: “Podemos comer abacaxis nos Estados Unidos, se é só o que temos para fazer”.

Um dos nativos passou por ali, e eu lhe pedi para avisar que na segunda-feira abriria novamente o armazém. Pensei e pensei em como resolver o caso dos abacaxis... Meu Deus! Deve haver um jeito o que posso fazer?

Chegou o tempo de minha licença e eu aproveitei para ir a um Curso Intensivo para Jovens. Lá ouvi que deveríamos entregar tudo a Deus. A Bíblia diz que se você der você terá; se quiser guardar para si, perderá tudo. Dê todas as suas coisas a Deus e Ele zelará para que você tenha o suficiente.

Este é um princípio básico. Pensei o seguinte: “amigo, você não tem nada a perder. Vou entregar o caso dos abacaxis a Deus...” Eu sabia que não era fácil fazer um sacrifício! Sacrificar significa você entregar algo que você gosta muito, mas eu decidi dar a plantação de abacaxis a Deus e ver o que Ele faria. Assim, saí para plantação, à noite e orei: “Pai, o Senhor está vendo estes pés de abacaxis? Eu lutei muito para colher alguns. Discuti com os nativos, exigi meus direitos. Fiz tudo errado, estou compreendendo agora. Reconheço o meu erro, e quero entregar tudo ao Senhor. De agora em diante, se o Senhor quiser me deixar comer algum abacaxi, eu aceito caso contrário, tudo bem, não tem problema.” Assim, eu dei os abacaxis a Deus e os nativos continuaram roubando-os como de costume. Pensei com meus botões: “Deus não pôde controlá-los” Então um dia, eles vieram falar comigo: “Tu-uan (que significa estrangeiro) o senhor se tornou cristão, não é verdade?” Eu estava pronto para dizer: “Escute aqui, eu sou cristão já há vinte anos!”, mas em vez disto eu perguntei: “por que vocês estão perguntando isso?” “Porque o senhor não fica mais com raiva quando roubamos seus abacaxis”, eles responderam. Isso me abriu os olhos. Eu finalmente estava vivendo o que estivera pregando a eles. Eu lhes tinha dito que amassem uns aos outros, que fossem gentis, e sempre exigia os meus direitos e eles sabiam disso. Depois de algum tempo alguém perguntou: “Por que o senhor não fica mais com raiva?” “Eu passei a plantação adiante”, respondi, “ela não pertence mais a mim, por isso vocês não estão mais roubando os meus abacaxis e eu não tenho motivos para ficar com raiva”.

Um deles arriscando perguntou: “para quem o senhor deu a plantação?” então eu disse: “Dei a plantação para Deus”.

“A Deus?” – exclamaram todos – “ele não tem abacaxis onde mora!” “Eu não sei se lê tem ou não abacaxis onde mora”, respondi – “eu simplesmente lhe dei os abacaxis”.

Eles voltaram para a aldeia e disseram para todos: “vocês sabem de quem estamos roubando os abacaxis? Tu-uam os deu a Deus” e começaram a pensar sobre o assunto... E combinaram entre si: “Se os abacaxis são de Deus, agora não devemos mais roubá-los” Eles tinham medo de Deus.

Os abacaxis novamente começaram a amadurecer. Os nativos vieram para me avisar: “Tu-uan, seus abacaxis estão maduros”. “Não são meus, eles pertencem a Deus” – respondi. “É melhor o senhor comer, pois vão apodrecer”. Então colhi alguns, e deixei também para os nativos.

Quando me sentei à mesa com minha família para comê-los, eu orei: “Senhor, estamos comendo seus abacaxis, muito obrigado por me dar alguns.”. Durante todos os anos em que estive com os nativos, eles estiveram me observando, e prestando atenção às minhas palavras. Eles viam que as duas coisas não combinavam.

E, quando eu comecei a mudar, eles também mudaram. Em pouco tempo, muitos se tornaram cristãos.
O princípio da entrega a Deus, estava funcionando realmente. Eu quase não acreditei... “Mais tarde, passei a entregar outras coisas para Deus”.

*Extraído do livro A Verdadeira Felicidade (estudo sobre As Bem Aventuranças) – Jaime Kemp - Editora Sepal)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O velho e o novo mundo

Nesta época em que vivemos, temos a oportunidade de observar e viver em dois mundos, que podemos melhor definir como padrões de comportamento. O velho mundo é dominado pelo "ego", pelos jogos de poder e sedução, pelos padrões de defesa, pela luta, raiva, vingança, medo, carências e todos aqueles comportamentos reativos que prendem a humanidade a uma corrente viciosa de dor, medo e materialismo. Neste mundo as sombras emergem de forma avassaladora, em ódio, guerras, miséria, escândalos criminosos e corrupção.

Ao mesmo tempo um outro mundo desperta, um mundo disposto a perdoar, a amar, a abandonar as críticas, julgamentos e preconceitos. Um mundo onde cada há é visto como um universo, indivíduos conectados ao todo, que possuem um alma eterna e que estão na existência terrena para aprender e evoluir. Um mundo que abre seu coração em compaixão, que compreende todo o erro humano, e está disposto a construir a muitas mãos um futuro melhor para todos.

O velho mundo está ruindo, e está destruindo ao planeta em que vivemos. Este modelo a perdurar, destruirá a todos nós.

O velho padrão não tem como mais se reeguer, a tecnologia avançada não o salvará, pois tudo que é construído para o bem é deturpado e corrompido. Quem está neste padrão está de alguma forma doente, esquecido da alma, está doente na mente, no coração, no corpo.

É um colapso previsível, e vemos o caos se instaurar na sociedade, na política, nas cidades, e por todo lugar onde o homem deixa sua marca, estando presente ou não.

Mas um novo padrão emerge do caos, compreendendo que somos seres espirituais vestidos em panos de carne, aceitando que somos responsáveis por tudo o que criamos, dispostos a iluminar todas as sombras.

Neste novo mundo a tecnologia é limpa, a energia é compreendida em seus níveis sutis, e neste novo padrão grandes milagres são possíveis. Novas leis do universo serão compreendidas para a transformação de todo o planeta.

Muitos indivíduos operam a partir do velho padrão, muitos outros começam a despertar para o novo modelo, alguns são vanguardistas deste novo tempo que virá.

Neste momento as leis naturais são regidas de acordo com o velho e ultrapassado modelo, tudo funciona como sempre funcionou, mas em algum momento o novo modelo insurgirá e passaremos a viver em uma nova era. E quando será? Talvez daqui a dois anos, como predizem muitos; ou quem sabe daqui a seis, ou dez, ou vinte, ou trinta anos.

Eu só sei que esta mudança será a única possível para que o planeta e todos nós possamos sobreviver. Não crer nesse novo padrão é crer que a humanidade e este belo planeta estão destinados ao extermínio. Meu coração ouve minha alma e crê que o amor transformará ao mundo e realizará os mais belos milagres!

A que mundo você quer pertencer? Já é hora de despetar!

Por Ana Liliam

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Sua missão nesta vida

Você sabe que está em sua missão nesta vida
quando olha para trás e vê que um dia escutou a voz de sua alma,
para seguir um caminho em que quase ninguém mais acreditava,
a não ser você.

Quando vê que atravessou vales pedregosos
e enfrentou o sol escaldante,
mas que neste caminho encontrou beleza e luz,
que o comoveu e o fez sorrir muitas vezes.

Quando percebe que em sua vida muita coisa mudou,
você fez novos amigos e deixou velhas amizades,
você mudou hábitos, idéias e encontrou novos rumos,
muito mais criativos.

Quando você percebe que teve que abrir mão do controle,
da posse, da recompensa material, dos louvores,
do apego e das expectativas que um dia você nutriu,
para continuar neste caminho.

Quando você entende que neste novo caminho
é preciso uma entrega total, quase cega,
e que tudo que você faz, parte de seu coração,
é o amor que rege esta jornada.

Quando você caminha, e caminha,
sem saber onde vai chegar,
mas com a certeza de que este caminho
e este momento lhe pertencem e são sagrados.

Pois seu caminho é de purificação,
e que mesmo por vezes doloroso,
é precioso e necessário.

Você não sabe aonde vai chegar,
nem é preciso saber,
pois você aprendeu a ouvir a voz de sua alma,
que suave e continuamente,
lhe inspira a seguir adiante.

Não é possível voltar, nem ao menos parar,
já não há mais dúvidas,
seu caminho agora lhe chama,
e tudo que você tem a fazer é segui-lo,
com coragem, com fé e com entrega.

Este caminho não lhe chegou pronto,
você sabe que virão novos desafios e também bênçãos,
e humildemente você aguarda pelos dois.

Não foi fácil para quem seguiu este caminho antes de você,
mas eles conseguiram, e você também conseguirá,
basta confiar no que sua alma tem a lhe mostrar.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A importância de abrir os braços

Uma amiga ligou com notícias perturbadoras: a filha solteira estava grávida.

Relatou a cena terrível ocorrida no momento em que a filha finalmente contou a ela e ao marido sobre a gravidez.

Houve acusações e recriminações, variações sobre o tema "Como pôde fazer isso conosco?" Meu coração doeu por todos: pelos pais que se sentiam traídos e pela filha que se envolveu numa situação complicada como aquela.

Será que eu poderia ajudar, servir de ponte entre as duas partes?

Fiquei tão arrasada com a situação que fiz o que faço – com alguma frequência – quando não consigo pensar com clareza: liguei para minha mãe. Ela me lembrou de algo que sempre a ouvi dizer. Imediatamente, escrevi um bilhete para minha amiga, compartilhando o conselho de minha mãe: "Quando uma criança está em apuros, feche a boca e abra os braços."

Tentei seguir o mesmo conselho na criação de meus filhos. Tendo tido cinco em seis anos, é claro que nem sempre conseguia. Tenho uma boca enorme e uma paciência minúscula.

Lembro-me de quando Kim, a mais velha, estava com quatro anos e derrubou o abajur de seu quarto. Depois de me certificar de que não estava machucada, me lancei numa invectiva sobre aquele abajur ser uma antiguidade, sobre estar em nossa família há três gerações, sobre ela precisar ter mais cuidado e como foi que aquilo tinha acontecido – e só então percebi o pavor estampado em seu rosto. Os olhos estavam arregalados, o lábio tremia.

Então me lembrei das palavras de minha mãe. Parei no meio da frase e abri os braços. Kim correu para eles dizendo: – Desculpa... Desculpa – repetia, entre soluços. Nos sentamos em sua cama, abraçadas, nos embalando. Eu me sentia péssima por tê-la assustado e por fazê-la crer, até mesmo por um segundo, que aquele abajur era mais valioso para mim do que ela.

– Eu também sinto muito, Kim – disse quando ela se acalmou o bastante para conseguir me ouvir. Gente é mais importante do que abajures. Ainda bem que você não se cortou. Felizmente, ela me perdoou.

O incidente do abajur não deixou marcas perenes. Mas o episódio me ensinou que é melhor segurar a língua do que tentar voltar atrás após um momento de fúria, medo, desapontamento ou frustração.

Quando meus filhos eram adolescentes – todos os cinco ao mesmo tempo – me deram inúmeros outros motivos para colocar a sabedoria de minha mãe em prática: problemas com amigos, o desejo de ser popular, não ter par para ir ao baile da escola, multas de trânsito, experimentos de ciência malsucedidos e ficar em recuperação.

Confesso, sem pudores, que seguir o conselho de minha mãe não era a primeira coisa que me passava pela mente quando um professor ou diretor telefonava da escola. Depois de ir buscar o infrator da vez, a conversa do carro era, por vezes, ruidosa e unilateral. Entretanto, nas ocasiões em que me lembrava da técnica de mamãe, eu não precisava voltar atrás no meu mordaz sarcasmo, me desculpar por suposições errôneas ou suspender castigos muito pouco razoáveis. É impressionante como a gente acaba sabendo muito mais da história e da motivação atrás dela, quando está abraçando uma criança, mesmo uma criança num corpo adulto.

Quando eu segurava a língua, acabava ouvindo meus filhos falarem de seus medos, de sua raiva, de culpas e arrependimentos. Não ficavam na defensiva porque eu não os estava acusando de coisa alguma. Podiam admitir que estavam errados sabendo que eram amados, contudo. Dava para trabalharmos com "o que você acha que devemos fazer agora", em vez de ficarmos presos a "como foi que a gente veio parar aqui?"

Meus filhos hoje estão crescidos, a maioria já constituiu a própria família.

Um deles veio me ver há alguns meses e disse "Mãe, cometi uma idiotice..." Depois de um abraço, nos sentamos à mesa da cozinha. Escutei e me limitei a assentir com a cabeça durante quase uma hora enquanto aquela criança maravilhosa passava o seu problema por uma peneira. Quando nos levantamos, recebi um abraço de urso que quase esmagou os meus pulmões.

– Obrigado, mãe. Sabia que você me ajudaria a resolver isto.

É incrível como pareço inteligente quando fecho a boca e abro os braços.
Histórias para aquecer o coração das mães, por Jack Canfield, Mark Victor Hansen e outros

enviado por Ulisses

domingo, 12 de setembro de 2010

Como Praticar o Ho' oponopono

O interesse por informação sobre o sistema Havaiano de cura Ho’oponopono tem aumentado muito aqui no Brasil estes últimos meses. Existem muitas traduções para o português de artigos em inglês que constam na internet. Ano passado reuni vários que melhor abordavam o processo e incluí em um E-book que editei sobre o Ho’oponopono, ele pode ser baixado gratuitamente neste site: http://www.hooponopono.com.br/
A respeito da prática em si, que é muito simples e objetiva, vou apresentá-la aqui: Agora você vai entender porque o intelecto não dispõe dos recursos para resolver problemas, ele só pode manejá-los. E manejar não resolve problemas.
Ao fazer o Ho’oponopono você pede a Deus, a Divindade, para limpar, purificar a origem destes problemas, que são as recordações, as memórias. Você assim neutraliza a energia que você associa à determinada pessoa, lugar ou coisa. No processo esta energia é libertada e transmutada em pura luz pela Divindade. E dentro de você o espaço que foi liberado é preenchido pela luz da Divindade. Então, no Ho’oponopono não há culpa, não é necessário reviver sofrimento, não importa saber o porquê do problema, de quem é a culpa, sua origem.
No momento que você nota dentro de si algum incômodo em relação a uma pessoa, ou lugar, acontecimento ou coisa, inicie o processo de limpeza, peça a Deus:
“Divindade, limpe em mim o que está contribuindo para este problema.”
Então use as frases desta seqüência: “Sinto muito. Me perdoe. Te amo. Sou grato.” várias vezes, você pode destacar uma que lhe toca mais naquele momento e repeti-la. Deixe sua intuição lhe guiar.
Quando você diz “Sinto muito” você reconhece que algo (não importa se saber o que) penetrou no seu sistema corpo/mente. Você quer o perdão interior pelo o que lhe trouxe aquilo.
Ao dizer “Me perdoe” você não está pedindo a Deus para te perdoar, você está pedindo a Deus para te ajudar se perdoar.
“Te amo” transmuta a energia bloqueada (que é o problema) em energia fluindo, religa você ao Divino.
“Sou grato” é a sua expressão de gratidão, sua fé que tudo será resolvido para o bem maior de todos envolvidos.
A partir deste momento o que acontece a seguir é determinado pela Divindade, você pode ser inspirado a tomar alguma ação, qualquer que seja, ou não. Se continuar uma dúvida, continue o processo de limpeza e logo terás a resposta quando completamente limpo.
Lembre-se sempre que o que você vê de errado no próximo também existe em você, somos todos Um, portanto toda cura é auto cura. Na medida em que você melhora o mundo também melhora. Assuma esta responsabilidade. Ninguém mais precisa fazer este processo, só você.
A prece a seguir é da criadora do sistema Ho’oponopono da Identidade Própria, a Kahuna Morrnah Simeona. Faça esta oração em relação a qualquer problema com qualquer pessoa; ao se fazer o apelo ao Divino Criador estamos nos dirigindo à divindade que existe dentro de todas as pessoas, que é a extensão do Divino Criador. Só é necessário isso.
“Divino Criador, pai, mãe, filho em Um…
Se eu, minha família, meus parentes e ancestrais lhe ofendemos, à sua família, parentes e ancestrais em pensamentos, palavras, atos e ações do início da nossa criação até o presente, nós pedimos seu perdão…
Deixe isto limpar, purificar, libertar, cortar todas as recordações, bloqueios, energias e vibrações negativas e transmute estas energias indesejáveis em pura luz… Assim está feito.”
Para mais informações e materiais sobre o Ho’oponopono visite www.hooponopono.forumativo.com e http://www.hooponopono.com.br/
Sobre o autor
Al McAllister é Gaúcho de Porto Alegre, RS. Artista Plástico formado pelo Pratt Institute em Nova York. Com representação nos EUA e São Paulo, e pinturas em coleções particulares mundo afora. Adepto do chimarrão diário que compartilho com os amigos que visitam meu ateliê em Niterói, RJ onde resido. Em 2007 tive a grata satisfação de conhecer a prática do Ho’oponopono da Identidade Própria, conforme ensinado pelo Dr. Ihaleakala Hew Len. Ele define assim: “O Ho’oponopono é o processo de se liberar as energias tóxicas internas, permitindo assim que a Inspiração do Divino tenha um efeito impactante nos seus pensamentos, palavras, feitos e ações.”

enviado por Verônica

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Extinção do mal

Na didática de Deus, o mal não é recebido com a ênfase que caracteriza muita gente na Terra, quando se propõe a combatê-lo.
Por isso, a condenação não entra em linha de conta nas manifestações da Misericórdia Divina.
Nada de anátemas, gritos, baldões ou pragas.
A Lei de Deus determina, em qualquer parte, seja o mal destruído não pela violência, mas pela força pacífica e edificante do bem.
A propósito, meditemos.
O Senhor corrige:
a ignorância: com a instrução;
o ódio: com o amor;
a necessidade: com o socorro;
o desequilíbrio: com o reajuste;
a ferida: com o bálsamo;
a dor: com o sedativo;
a doença: com o remédio;
a sombra: com a luz;
a fome: com o alimento;
o fogo: com a água;
a ofensa: com o perdão;
o desânimo: com a esperança;
a maldição: com a benção.
Somente nós, as criaturas humanas, por vezes, acreditamos que um golpe seja capaz de sanar outro golpe.
Simples ilusão.
O mal não suprime o mal.
Em razão disso, Jesus nos recomenda amar os inimigos e nos adverte de que a única energia suscetível de remover o mal e extingui-lo é e será sempre a força suprema do bem.

Autor: Bezerra de Menezes, psicografia de Chico Xavier. Livro: Brilhe Vossa Luz Enviado por Camem Eugênia

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O EFEITO SOMBRA, livro de Deepak Chopra, Marianne Williamson e Debbie Ford


Introdução


O conflito entre quem somos e quem queremos ser encontra--se no âmago da luta humana. A dualidade, na verdade, está no centro da experiência humana. A vida e a morte, o bem e o mal, a esperança e a resignação coexistem em todas as pessoas e manifestam sua força em todas as facetas da vida. Se sabemos o que é a coragem, é porque também experimentamos o medo; se podemos reconhecer a honestidade, é porque já encontramos a falsidade. No entanto, a maioria de nós nega ou ignora nossa natureza dualista.

Caso estejamos vivendo sob a suposição de que somos apenas de um jeito ou de outro, dentro de um espectro limitado de características humanas, então, precisamos questionar por que, atualmente, muitos de nós estamos insatisfeitos com a nossa vida. Por que temos acesso a tanta sabedoria e, ainda assim, não temos a força e a coragem para agir segundo nossas boas intenções, tomando decisões eficazes? E, mais importante, por que continuamos a nos expressar de maneiras contrárias aos nossos valores e a tudo aquilo em que acreditamos?

Vamos mostrar que isso ocorre porque não examinamos nossa vida, nosso eu mais obscuro, o eu sombrio, onde está escondido nosso poder esquecido. É ali, nesse local mais improvável, que encontramos a chave para destrancar a força, a felicidade e a capacidade de viver nossos sonhos.

Fomos condicionados a temer o lado obscuro da vida, assim como o nosso. Quando nos pegamos em meio a um pensamento sombrio ou tendo um comportamento que julgamos inaceitável, corremos como uma marmota ao buraco no chão e nos escondemos, torcendo e rezando para que aquilo desapareça antes de nos aventurarmos a sair novamente. Por que fazemos isso? Porque tememos, independentemente do quanto nos esforcemos, jamais conseguir escapar desse nosso lado. E, embora ignorar ou reprimir esse lado sombrio seja a norma, a verdade soberana é que correr da sombra apenas intensifica seu poder. Negá-la apenas conduz a mais dor, sofrimento, tristeza e sujeição. Se falharmos em assumir a responsabilidade de extrair a sabedoria que está oculta no fundo de nossa consciência, a treva assume o comando e, em vez de sermos capazes de assumir o controle, a escuridão acaba nos controlando, provocando o efeito sombra. Então, o lado obscuro passa a tomar as decisões, tirando-nos o direito a escolhas conscientes, seja quanto ao que comemos, ao tanto que gastamos ou aos vícios a que sucumbimos. Nosso lado sombrio nos incita a agir de forma que jamais imaginamos e a desperdiçar a energia vital em maus hábitos e comportamentos repetitivos. A obscuridade interior nos impede de expressar inteiramente o nosso eu, de falar nossa verdade e viver uma vida autêntica. Somente ao abraçar a nossa dualidade é que nos libertamos dos comportamentos que poderão potencialmente nos levar para baixo. Se não reconhecermos integralmente quem somos, é certo que seremos tomados de assalto pelo efeito sombra.

O efeito sombra está por toda parte. A prova de sua disseminação pode ser vista em todos os aspectos da vida. Lemos sobre ele on-line. Podemos vê-lo nos noticiários da TV e também em amigos, familiares e estranhos na rua. E talvez possamos reconhecê-lo de forma mais expressiva em nossos pensamentos, comportamentos, e senti-lo nas interações que fazemos com os outros. Receamos que, se lançarmos luz nessa escuridão, isso nos fará sentir uma imensa vergonha ou, até pior, nos levará a expressar nossos piores pesadelos. Tornamo--nos temerosos quanto ao que podemos encontrar se olharmos dentro de nós mesmos; portanto, em vez disso, escondemos a cabeça e nos recusamos a enfrentar o lado sombrio.

Mas este livro revela uma nova verdade - compartilhada com base em três perspectivas transformadoras: o oposto do que tememos é, de fato, o que acontece. Em vez de vergonha, sentimos empatia. Em vez de constrangimento, ganhamos coragem. Em vez de limitação, experimentamos a liberdade. Mantida oculta, a sombra é uma caixa de Pandora repleta de segredos, que tememos destruírem tudo o que amamos e gostamos. Porém, se abrirmos a caixa, descobrimos que aquilo que está ali dentro tem o poder de alterar radicalmente nossa vida, e de forma positiva. Sairemos da ilusão de que nossa obscuridade nos dominará e, em vez disso, veremos o mundo sob uma nova luz. A empatia que descobrimos por nós mesmos dará a centelha de ignição para nossa confiança e coragem à medida que abrirmos nosso coração a todos ao redor. O poder que desencavamos nos ajudará a confrontar o medo que esteve nos segurando e nos incitará a seguir adiante, rumo ao mais alto potencial. Longe de ser assustador, abraçar a sombra nos concede uma plenitude, permite que sejamos reais, reassumindo nosso poder, libertando nossa paixão e realizando nossos sonhos.

Este livro nasceu de um desejo de iluminar as inúmeras dádivas da sombra. Nas páginas seguintes, cada um de nós, autores, vai abordar o assunto a partir de nossa perspectiva singular, como professores. Nossa intenção é fornecer um entendimento compreensivo e multifocal de como a sombra nasce dentro de nós, como ela funciona em nossa vida e, mais importante, o que podemos fazer para descobrirmos as dádivas de nossa verdadeira natureza. Prometemos que, após ler este livro, você nunca mais verá seu lado sombrio da mesma maneira.

Na primeira parte, Deepak Chopra nos dá uma visão abrangente de nossa natureza dualista e oferece uma receita para nos levar de volta à totalidade. Pioneiro da mente/corpo, Chopra já transformou milhões de vidas com seus ensinamentos. Sua abordagem holística dessa natureza divisora da sombra é, ao mesmo tempo, fundamental e iluminadora.

Na segunda parte, recorro a quase quinze anos de magistério levando o Processo da Sombra (The Shadow Process) mundo afora, para oferecer um exame acessível, porém profundo, do surgimento da sombra, de seu papel na vida diária e de como podemos recuperar o poder e a luminosidade de nossa natureza autêntica.

Na terceira parte, Marianne Williamson toca nosso coração e nossa mente com uma investigação estimulante da ligação entre a sombra e a alma. Professora espiritual renomada internacionalmente, Marianne nos pega pela mão e nos conduz pelo terreno acidentado da batalha entre o amor e o medo.

Cada um de nós chega a ele com anos de experiência e uma esperança profunda e sincera de poder iluminar a sombra de uma vez por todas, pois, se não nos opusermos à força da sombra e integrarmos sua sabedoria, ela tem o potencial para continuar a lançar destruição em nossa vida e nosso mundo. Quando falhamos em admitir nossas vulnerabilidades e reconhecer maus comportamentos, inevitavelmente sabotamo-nos quando estamos prestes a alguma realização pessoal ou profissional. Então, a sombra ganha. Quando agimos motivados por uma raiva desproporcional ao falar com os filhos, a sombra ganha. Quando traímos as pessoas amadas, a sombra ganha. Quando nos recusamos a aceitar nossa verdadeira natureza, a sombra ganha. Se não focamos a luz ao nosso eu mais alto, na obscuridade de nossos impulsos humanos, a sombra ganha. Até que aceitemos tudo o que somos, o efeito sombra terá poder para retardar nossa felicidade. Se passar sem reconhecimento, a sombra nos impede de ser plenos, de alcançar nossos melhores planos, e nos faz viver uma vida pela metade. Nunca houve uma época melhor para se criar um novo léxico para iluminar a sombra e finalmente entender o que tem sido tão difícil de ver e explicar.

O trabalho com a sombra, como descrito neste livro, é mais que um processo psicológico ou uma brincadeira intelectual.

É uma solução prescritiva para problemas não resolvidos. É uma jornada transformadora que vai além de qualquer teoria psicológica, porque considera o lado sombrio uma questão humana, uma questão espiritual que todos nós precisamos resolver se quisermos ter uma vida na qual nos expressemos por completo. Enfim entenderemos por que não somos melhores nem piores que ninguém, não importam cor, experiência, orientação sexual, aparência ou o passado. Não há ninguém no mundo que não tenha um lado sombrio e, quando levada a sério e compreendida, a sombra pode gerar uma nova realidade que irá alterar a forma como nos sentimos em relação a nós mesmos, ao nosso exercício de pais, à maneira como tratamos nosso parceiro, como interagimos com os membros de nossa comunidade e como nos engajamos com outras nações.

Acredito que a sombra seja um dos maiores presentes disponíveis para nós. Carl Jung a chamava de sparring, ou "parceira de treino de boxe"; ela é a oponente dentro de nós que expõe falhas e aguça habilidades. É a professora, o treinador, o guia que nos apoia no descobrimento de nossa verdadeira magnificência. A sombra não é um problema a ser resolvido ou um inimigo a ser vencido, mas um campo fértil a ser cultivado. Quando mergulharmos as mãos em seu solo rico, descobriremos as sementes potentes da pessoa que mais desejamos ser. Esperamos, sinceramente, que você ingresse nessa jornada, pois sabemos o que nos espera lá dentro.
Debbie Ford
enviado por Ada

Nosso Lar, filme baseado em livro de Chico Xavier

Quando Chico Xavier fez a psicografia de Nosso Lar, nem o próprio Chico, conforme confessou, acreditou em tudo que André Luiz relata nesse portentoso livro. Tanto

foi assim, que o médium de Uberaba, ao ser concluída a psicografia, pegou o apanhado dos rascunhos e o guardou num canto qualquer, para pensar melhor se deveria manda-lo à editora ou não.

Passados alguns dias, eis que lhe surge à frente, quando já se preparava para deitar, seu mentor espiritual Emmanuel. Estava de cenho carrancudo e inquiriu Chico sobre o destino que pretendia dar ao calhamaço de folhas rascunhadas. Confessou ao mentor que tinha dúvidas sobre a veracidade de vários fatos. Emmanuel deu-lhe severa admoestação e lhe disse que, sobre o que escrevia André Luiz não pairassem em sua mente quaisquer sombras de dúvida, pois tudo se passa em Nosso Lar, exatamente como lhe fora ditado. Que colocasse imediatamente o referido livro no prelo!
A Assessora do produtor do filme Nosso Lar  Luiz Augusto Queiroz nos passa algumas informações no campo da espiritualidade que são importantes:
Como não há uma folha que caia sem que Deus atue, o filme Nosso Lar não é um produto apenas de espíritas encarnados, que foram importantes instrumentos, mas sim, e principalmente, um desejo da vontade divina, fato facilmente comprovado pelos acontecimentos ocorridos durante a filmagem.

O filme Nosso Lar está pronto. E ficou lindo! Uma super produção genuinamente brasileira, ótimo elenco, música de Philip Grass, especialmente feita para a película, de tocar o coração e efeitos especiais como jamais vistos em nosso cinema nacional. A gente percebeu, durante as filmagens as mãos do Alto direcionando os acontecimentos.
Numa reunião mediúnica ocorrida na Casa de Padre Pio, no dia 06 de agosto, onde trabalha o produtor executivo do filme, Luiz Augusto Queiroz, a espiritualidade presente revelou que falanges se preparam para descer à Terra e atuar durante cada sessão em que o filme passar: cidades espirituais serão esvaziadas, tratamentos espirituais serão realizados, desligamentos de processos obsessivos ocorrerão...tudo isso marcando uma Nova Era que se inicia nesse planeta abençoado...
Para que esse filme cumpra com o seu papel, torna-se necessário que cada um de nós colabore, divulgando o filme.. É chegada a hora, as energias espirituais devem ser irradiadas para todo o Planeta.

enviado por Maria Sibele
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