domingo, 31 de outubro de 2010

Redação do Momento Espírita, com base em poema do jornalista Sérgio Jockymann

Existem poemas que demonstram grandiosa beleza e a profunda sensibilidade de seus autores. Dentre eles existe um que diz o seguinte:
DESEJO A VOCÊ

Desejo, primeiro, que você ame, e que, amando, também seja amado. E que se não for, seja breve em esquecer. E que, esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo também que tenha amigos, ainda que maus e inconseqüentes. Que sejam corajosos e fiéis, e que pelo menos num deles você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha adversários. Nem muitos, nem poucos, mas na medida exata para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas.E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo, depois, que você seja útil, mas não insubstituível. E que nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo, ainda, que você seja tolerante, não com os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com os que erram muito e irremediavelmente, e que fazendo bom uso dessa tolerância, você sirva de exemplo aos outros.
 Desejo que você, sendo jovem, não amadureça depressa demais, e que, sendo maduro, não insista em rejuvenescer, e que, sendo velho, não se entregue ao desespero.
 Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor, e é preciso deixar que aconteçam no tempo certo.
Desejo, por sinal, que você seja triste, não o ano todo, mas apenas um dia. E que nesse dia descubra que o riso diário é bom, o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra, com a máxima urgência, acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo, ainda, que você afague um gato, alimente um cuco e ouça o João-de-barro erguer triunfante o seu canto matinal porque, assim, você se sentirá bem por pouca coisa.
Desejo também que você plante uma semente, por mais minúscula que seja, e acompanhe o seu crescimento, para que saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático. E que pelo menos uma vez por ano coloque um pouco dele na sua frente e diga Isso é meu, só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra, por ele e por você, mas que, se morrer, você possa chorar sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo, por fim, que você, sendo homem, tenha uma boa mulher, e que sendo mulher, tenha um bom homem e que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes, e quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda haja amor para recomeçar.
* * *
Muitas vezes, desejamos que a vida seja feita apenas de coisas que nos parecem agradáveis, esquecidos de que são os obstáculos que nos fortalecem e nos fazem evoluir.

São as responsabilidades que nos pesam aos ombros que nos mantêm com os pés no chão, e as forças contrárias servem de testes para nossa resistência.

Assim sendo, só podemos avaliar o valor das circunstâncias pelas lições que nos deixam depois que passam.
Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita, com base em poema do jornalista Sérgio Jockymann, disponível no site: http://www.nossosaopaulo.com.br/reg_sp/politicos/b_sergiojockyman.htm
enviado por Thelma Luiza

sábado, 30 de outubro de 2010

2012 - VISÃO OTIMISTA DE SAI BABA


Ouviu falar de 2012 como um ano em que algo ocorrerá?
Bom, por um lado existem várias profecias que indicam esta data como um momento importante da história da humanidade, mas a mais significativa é o término do calendário Maya, cuja profecia foi interpretada de várias formas. Os mais negativos pensam que nesse ano o mundo termina, mas isto não é real, pois sabemos que neste ano começa a Era de Aquário.

Na verdade este planeta está sempre mudando a sua vibração, e estas mudanças intensificaram-se desde 1898, levando a um período de 20 anos de alterações dos pólos magnéticos que não ocorriam há milhares de anos. Quando ocorre uma mudança do magnetismo da terra, surge também uma mudança consciencial, assim como uma adaptação física à nova vibração. Estas alterações não acontecem apenas no nosso planeta, mas em todo o universo, como a ciência atual tem comprovado.

Informe-se sobre as mudanças das tempestades solares (que são tempestades magnéticas) e perceberá que os cientistas estão a par destes assuntos. Ou pergunte a um piloto aviador sobre o deslocamento dos pólos magnéticos, já que todos os aeroportos foram obrigados a modificar os seus instrumentos nos últimos anos.

Esta alteração magnética se manifesta como um aumento da luz, um aumento da vibração planetária.

Para entender mais facilmente esta questão, é preciso saber que a vibração planetária é afetada e intensificada pela consciência de todos os seres humanos. Cada pensamento, cada emoção, cada ser que desperta para a consciência de Deus, eleva a vibração do planeta. Isto pode parecer um paradoxo, uma vez que vemos muito ódio e miséria ao nosso redor, mas é assim mesmo.

Venho dizendo em mensagens anteriores que cada um escolhe onde colocar a sua atenção. Só vê a escuridão aqueles que estão focados no drama, na dor, e na injustiça. Aquele que não consegue ver o avanço espiritual da humanidade, não tem colocado a sua atenção nesse aspecto.

Porém se liberar sua mente do negativo, abrirá um espaço onde sua essência divina pode manifestar-se, e isto certamente trará o foco para o que ocorre de fato neste momento com o planeta e a humanidade.

Estamos elevando a nossa consciência como jamais o fizemos.
Como assim? Não percebe a escuridão?

Vejo-a sim, mas não me identifico com ela, não a temo. Como posso temer a escuridão se vejo a luz tão claramente? Claro que entendo aqueles que a temem, porque também fiquei parado nesse lugar onde apenas via o mal. E por esta razão sinto amor por tudo isso.

A escuridão não é uma força que obriga a viver com mais ruindade ou com mais ódio. Não é uma força que se opõe à luz. É ausência da luz. Não é possível invadir a luz com a escuridão, porque não é assim que o principio da luz funciona. O medo, o drama, a injustiça, o ódio, a infelicidade, só existem em estados de penumbra, porque não podemos ver o contexto total da nossa vida. A única forma de ver a partir da luz é por meio da fé. Assim que aumentamos a nossa freqüência vibracional (estado de consciência), podemos olhar para a escuridão e entender plenamente o que vivemos.

Mas como pode afirmar tudo isso, se no mundo existe cada vez mais maldade?

Não há mais maldade, o que há é mais luz, e é sobre isso que falo agora.

Imagine que você tem um quarto, ou uma despensa, onde guarda suas coisas, iluminado por uma lâmpada de 40W. Se trocar para uma lâmpada de 100W, verá muita desordem e um tipo de sujeira que você nem imaginava que tinha naquele local.

A sociedade está mais iluminada. Isto é o que está acontecendo. E isto faz com que muitas pessoas que lêem estas afirmações as considerem loucura.

Percebeu que hoje em dia as mentiras e ilusões são percebidas cada vez mais rapidamente? Bom, também está mais rápido alcançar o entendimento de Deus e compreender a forma como a vida se organiza.

Esta nova vibração do planeta tem tornado as pessoas nervosas, depressivas e doentes. Isto porque, para poder receber mais luz, as pessoas precisam mudar física e mentalmente. Devem organizar seus quartos de despejo, porque sua consciência cada dia receberá mais luz. E por mais que desejem evitar, precisarão arregaçar as mangas e começar a limpeza, ou terão que viver no meio da sujeira.

Esta mudança provoca dores físicas nos ossos, que os médicos não conseguem resolver, já que não provem de uma doença que possa ser diagnosticada.

Dirão que é causado pelo estresse. Porém isto não é real. São apenas emoções negativas acumuladas, medos e angústias, todo o pó e sujeira de anos que agora precisa ser limpo.

Algumas noites as pessoas acordarão e não conseguirão dormir por algum tempo. Não se preocupem. Leiam um livro, meditem, assistam TV. Não imaginem que algo errado ocorre. Você apenas está assimilando a nova vibração planetária. No dia seguinte seu sono ficará normal, e não sentirá falta de dormir.

Se não entender este processo, pode ser que as dores se tornem mais intensas e você acabe com um diagnóstico de fibromialgia, um nome que a medicina deu para o tipo de dores que não tem causa visível. Para isto não existe tratamento específico – apenas antidepressivos, que farão com que você perca a oportunidade de mudar sua vida.

Uma vez mais, cada um de nós precisa escolher que tipo de realidade deseja experimentar, porém sabendo que desta vez os dramas serão sentidos com mais intensidade, assim como o amor. Quando aumentamos a intensidade da luz, também aumentamos a intensidade do que se esconde na escuridão, o que explica o aumento de violência irracional nos últimos anos.

Estamos vivendo a melhor época da humanidade desde todos os tempos. Seremos testemunhas e agentes da maior transformação de consciência jamais imaginada.

Informe-se, desperte sua vontade de conhecer estas questões. A ciência sabe que algo está acontecendo, você sabe que algo está acontecendo. Seja um participante ativo. Que estes acontecimentos não o deixem assustado, por não saber do que se trata.

enviado por Matheus Silva

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Nestes dias de eleições...

Olhamos por todos os lados,
para, entre verdades e mentiras,
descobrir onde está o justo e verdadeiro...

Mas a verdade não se alia a partidos políticos,
não levanta a bandeira da esquerda nem da direita,
não se enfeita, não alardeia,
e não faz propaganda de si própria.

A verdade está acima do bem e do mal.
E você não a encontrará nas palavras,
ou nos discursos coléricos ou enfáticos,
mas talvez nas entrelinhas...
Você não a verá nos gestos veementes,
mas muito provavelmente,
nos atos falhos que escapam inadvertidamente...

É preciso abrir o coração e a mente,
limpá-los de todo julgamento e opinião.
Sacudir todo revanchismo e ódio,
sentar-se na pureza do ser...

Então poderemos lograr vislumbrá-la!
Mas se acaso isto lhe ocorrer,
não tente alardeá-la,
ou a verdade se perderá mais uma vez,
no turbilhão das opiniões humanas!

A verdade é para poucos,
apenas o tempo irá mostrá-la a todos!

Ana Liliam

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Professores Diferentes

O orientador que explicava as lições de Jesus, falou, rematando:

- Quando vi o homem que odiava atacado de loucura, descobri o caminho do amor. Observando as criaturas vingativas, carregando as pesadas cadeias do ressentimento, achei a leveza do perdão.

Anotando os espíritos invejosos no suplício da insatisfação, alentado por eles mesmos, aprendi a contentar-me com o que tenho para fazer o melhor de mim. E quando analisei as tribulações que explodem na senda de quantos se aliam à maldade, compreendi que devo procurar a paz e a felicidade na estrada dos bons...

- Instrutor - aparteou um aprendiz, aproveitando a pausa mais longa do sábio comentarista - quer dizer que Jesus...

E o orientador concluiu:

- Quando Jesus nos recomendou a oração por todos aqueles que nos perseguem e caluniam, não apenas nos induzia à bondade, mas também nos convidava à gratidão pelo amparo indireto desses professores diferentes aos quais nem sempre sabemos agradecer.

Obra:Amizade - Chico Xavier/Meimei, enviado po Marcos Marcos

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Bênçãos da alma

“Tenho observado seus muitos pensamentos. Tenho observado sua evolução silenciosa e os anseios de sua Alma interior. Ah! se seus olhos fossem abertos, vocês poderiam ver um tal panorama de bênçãos potenciais para vocês e para a humanidade, repousando no germe do esforço atual que, ao vislumbrá-lo, sua almas tornar-se-iam plenas de zelo e alegria! Assim a jóia perdida pode ser recuperada das profundezas da lama do tanque, assim também o mais abandonado pode arrancar a si mesmo do atoleiro do pecado, se tão somente a preciosa Gema das Gemas, o germe cintilante de Atma, for desenvolvido.
Cada um de nós deve fazer isso por si mesmo, cada um pode, se apenas desejar e perseverar. Boas resoluções são imagens de boas ações, criadas pela mente: fantasias, sonhos, sussurros de Buddhi a Manas. Se as encorajarmos, não desaparecerão como a miragem que se dissolve no deserto, mas crescerão mais e mais fortes até que toda a vida se torne a expressão e a prova exterior do divino motivo interior.

Tome a caneta de diamantes e escreva as páginas de sua vida com a história das ações nobres, dias bem vividos, anos de santo esforço. Assim, você ganhará seu caminho sempre ascendente para os planos superiores da Consciência Espiritual. Não tema, não se abata, seja fiel ao ideal que você pode ver indistintamente agora. Tente, filho. Tenha esperança e aceite minha bênção.”

Cartas dos Mahatmas para A.P.Sinnett, Primeira Série, Carta 20

Ou, ainda:

“Vinde, benditos de meu Pai, possuí o reino que vos está preparado desde o princípio do mundo.”

Evangelho de São Mateus, Capitulo XXV, Versículo 34

enviado por Eloiza

terça-feira, 19 de outubro de 2010

São Agnóstico

Há uma estória indiana de um homem que era um ateu e agnóstico, um raríssimo tipo de postura na Índia. Ele era uma pessoa que desejava livrar-se de todas as formas de ritos religiosos, deixando apenas a essência da direta experiência da Verdade.

Ele atraiu discípulos que costumavam se reunir a seu redor toda semana, quando ele falava a todos sobre seus princípios. Após algum tempo eles começaram a se juntar antes do mestre aparecer, porque eles gostavam de estar em grupo e cantar juntos.

Eventualmente foi construída uma casa para as reuniões, com uma sala especial para o mestre agnóstico. Após sua morte, tornou-se uma prática entre seus seguidores fazer uma reverência respeitosa para a agora sala vazia, antes de se entrar no salão. Em uma mesa especial a imagem do mestre era mostrada em uma moldura de ouro, e as pessoas deixavam flores e incenso lá, em respeito ao mestre.

Em poucos anos uma religião tinha crescido em torno daquele homem, que em vida não praticava nada disso, e que, ao contrário, sempre disse aos seus seguidores que ficar preso a estas práticas levava freqüentemente a pessoa a se iludir no caminho da Verdade.

"Tenha confiança não no mestre, mas no ensinamento.
Tenha confiança não no ensinamento, mas no espírito das palavras.
Tenha confiança não na teoria, mas na experiência.
Não creia em algo simplesmente porque vós ouvistes.
Não creia nas tradições simplesmente porque elas têm sido mantidas de geração para geração.
Não creia em algo simplesmente porque foi falado e comentado por muitos.
Não creia em algo simplesmente porque está escrito em livros sagrados.
Não creia no que imagina, pensando que um Deus vos inspirou.
Não creia em algo meramente baseado na autoridade de seus mestres e anciãos.
Mas após contemplação e reflexão, quando você perceber que algo é conforme ao que é razoável e leva ao que é bom e benéfico tanto para você quanto para os outros, então o aceite e faça disto a base de sua vida."

Gautama Buddha- Kalama Sutra, enviado por Chicão

domingo, 17 de outubro de 2010

Mensagem de Saint Germain

Deixai que vossa Luz interna se irradie ilimitadamente; não deveis opor barreiras! Toda verdade, todo bem força e beleza residem em vós; deixai essas virtudes irradiarem-se em vosso mundo. Juntamente com outros interessados, sois os anunciadores da Nova Era!

O amor de vossos amigos da Luz simplifica vossa tarefa e afasta muitos obstáculos. De mãos dadas, podeis concluir, vitoriosamente, o discipulado! Com amor, trabalhamos unidos aos discípulos, para purificar o planeta. É animador apreciar a quantidade de pessoas que se associam, alegremente, a este trabalho. Vemos no plano interno multidões de almas desejosas de compreensão.

Trecho do livro "Presença Mágica", de Saint Germain; enviado por Eloiza

Mensagem de Gillian MacBeth-Louthan

Segunda, 22 de março de 2010.

Estamos ligados a tudo no Universo; tudo flui através de nós e para nós. Nossas energias, nossos pensamentos, e nossas palavras fluem através de toda a vida, na Terra e em qualquer outro lugar. Não há um final para nós, ou um começo, mas um fluxo contínuo de vida, mudando de forma várias vezes. Estamos continuamente aperfeiçoando nossa forma em cada e toda encarnação, mesmo que seja como um elemento, vegetal, animal, humano, estrela ou galáxia. Nós deliberadamente desafiamos a nós mesmos a nos tornarmos tudo o que pudermos ser. Não há falhas neste tipo de existência, somente evolução.

Você está num momento de nascimento de si mesmo dentro de uma luz maior, em uma oitava diferente de verdade. Conforme você se acomoda no ventre do Não-tempo, Não-espaço, você tenta se expandir, mas as paredes da ilusão o mantém confinado numa prisão invisível. Você força, força, mas não é capaz de se expandir para dentro da vastidão na qual inatamente você sabe estar. Quando uma criança está no útero materno, o espírito da criança tem a capacidade de ultrapassar as limitações físicas do útero, ladeando a vida de seus pais, atingindo o passado e o futuro, superando espaço e tempo.

Sua vida é semelhante à da criança que está sendo gerada. Você sente limitações, como se as paredes de sua vida se tornassem mais e mais íngremes cada vez que você tentasse escalá-las. Você geme, resmunga, reclama de como as limitações se tornam mais e mais revigoradas. Você tem as mesmas capacidades inatas que o nascituro. Você está vivendo nesta dimensão da matéria e também está vivendo em espírito na luz numa infinidade de níveis. Seu corpo parece limitado e vulnerável, ainda que o espírito e o poder da luz que habita esse veículo tenham recursos magníficos e intermináveis.

Você entra em um tempo prometido onde a percepção limitada de sua humanidade se funde com o vasto e onisciente Espírito de Luz. Vindo juntos Imersos e então Emergindo em algo muito maior.

Agora vocês todos se sentem como uma lagarta, na fase inicial do casulo. Você sabe que está destinado a tornar-se mais, AINDA QUE TUDO NO SEU MUNDO APONTE PARA MENOS QUE ISSO! Você sente no fundo do seu ser que se tentasse, você poderia voar. Então, você dá outra olhada para si mesmo e vê apenas o reflexo da densidade e da limitação humana. No entanto, no seu coração você sabe que pode voar passadas todas estas limitações terrenas.

A crisálida muda e o casulo em torno de você engrossa e endurece como a crosta da Terra. Parece que não há saída! Mantendo-o confinado numa prisão do seu próprio pensamento.Um dia repentinamente uma pequena luz aparece no horizonte, vindo de um minúsculo buraco no interior do casulo. Seu coração acelera com possibilidades, conforme a ilusão de limitação começa a desmoronar-se em frente aos seus olhos.

Vocês todos agora estão vendo aquele pequeno ponto de luz mostrando-lhe a saída, o caminho para cima e o caminho para casa. A lagarta se olha e diz: "Como eu vou passar por esta pequena abertura"? A lagarta tem que adentrar num tempo de rendição! Entregar suas limitações para a centelha divina dentro de si. Entregar-se é aceitar o processo divino, que conhece todos os seus caprichos e necessidades antes mesmo que você os deseje. É confiar! É saber o que é verdade, quando tudo mais reflete ilusão. O buraco é pequeno apenas na mente da lagarta, não na mente de Deus. Na mente de Deus ele é grande o bastante para acomodar todas as futuras borboletas da Terra.

É um tempo de se entregar e confiar em seu processo. A borboleta que você é dentro dessa lagarta humana é muito maior do que qualquer ilusão. Solte-se e saiba que o plano divino vai funcionar, não importa o quê. A lagarta está destinada a se tornar uma borboleta, não pode ser de outra maneira!

O casulo jamais iria permitir que a lagarta fosse liberada, porque essa é a função de um casulo. Ele protege, ele mantém confinado. A Terra mantém você como um casulo até que esteja pronto para se soltar. A lagarta sabe que precisa tentar, e tentar novamente, ou ela morrerá. Este é o ponto de referência em que todos e cada um de vocês se baseiam. Você sente que deve tentar, ou perece no processo.

Sua Alma o empurra através daquele pequeno furo para uma Luz Maior, assim como a lagarta é empurrada pelo instinto. Você empurra de volta, dizendo: 'Não, eu não consigo passar, Não, eu não posso saltar, Não, eu não posso voar, NÃO, EU NÃO POSSO! O Espírito diz: "Você pode, você deve, ou você vai perecer." A Terra está em um portal de escolha, haverá uma decisão tomada pela consciência de massa. Todas as criações de Deus se sentam sobre este portal de decisão.Tudo na vida está "na decisão".

Como atingimos um ápice neste nível de evolução, começamos a perceber exatamente quais os efeitos que nossas palavras, pensamentos e medos têm sobre este ponto da virada da humanidade. Nós falamos de forma anárquica, nós criamos por capricho, e profetizamos sem medo. Nós falamos como se nossas palavras não significassem algo ruim. As vemos apenas como palavras e não percebemos que mundos foram criados por uma palavra, um pensamento, um decreto. Não vemos o poder que temos à nossa disposição, para destruir tudo ou criar uma utopia, um paraíso, um céu na Terra. Sabotamos nossas próprias vidas, nossas finanças, nossa saúde, nossos casamentos e nossos futuros.

Cada pensamento que você tem está vivo. Cada palavra que você fala é nascida para existência.Você a liberta de seu domínio interno. Assim como deixar um gênio fora de uma garrafa, as suas palavras, seus pensamentos esperam pelo seu comando para entrar no mundo da matéria e fazer o que fazem melhor, criar! Toda a criação é por você, para você e através de você!

O tempo entre o pensamento e a manifestação fica cada vez mais curto, forçando a atenção de todos para dentro do corredor espelhado da responsabilidade. É lá que as reflexões gritam: "Olhe o que você criou, olha o que você fez nascer!" Nós nos damos dons mágicos incríveis a cada minuto de cada dia apenas pelas palavras que falamos. Ninguém está lá fora para nos pegar, nada está lá fora para nos destruir, cada situação é de nossa própria criação, uma criação divina, uma ferramenta para escoltar-nos até um lugar mais alto do conhecimento.

Nós não fazemos isso apenas como indivíduos, mas como países, famílias, continentes, e também como um mundo. Tantas oportunidades para aprender, e evoluir, e amar. São como crianças brincando com armas nucleares, não conhecendo o poder do instrumento à mão. Fazemos o melhor para cumprir a antiga e bíblica profecia. Acreditando de alguma forma que aqueles do passado sabiam mais do que nós. Concedendo nosso poder e nosso mundo aos ossos secos do passado. Se essas mesmas pessoas profetizassem hoje nós os zombaríamos como excêntricos, ou membros de seita. Não honrando além de palavras, ou além de medos.

O mundo é externo, mas reflete nossos pensamentos e diálogo internos. A vida não é algo que acontece para nós, é algo que nós criamos, continuamente. Sabendo que nós podemos e coletivamente criamos tudo e qualquer coisa, vamos nos ocupar e criar um mundo de amor, de paz, de alegria. Onde toda criança vai para a cama de barriga cheia, e cada sem-teto troca sua casa de papelão por um verdadeiro lar. Vamos olhar para o nosso mundo-copo como estando sempre cheio em vez de meio vazio e indiferente. Toda vitalidade responde a seus pensamentos e desejos, especialmente um pensamento casual, ou decreto.

Sabendo quão poderosas nossas palavras são 24 horas por dia por toda eternidade, coloque um pouco de controle nas brincadeiras. O que podemos dizer mesmo de brincadeira repercutirá através de todo o espaço e tempo. O que nós decretamos para o outro nós presenteamos a nós mesmos. Nossas raivas, nossos medos, nossos ciúmes estão ganhando vida e nos cutucando de volta para chamar nossa atenção.

Conforme você ama, você atrai. Você está hoje onde seus pensamentos o trouxeram, você irá amanhã para onde seus pensamentos o levarem. Você não pode escapar ao resultado de seus pensamentos, mas você pode suportar e aprender, aceitar e ser feliz.

Você vai perceber a visão do seu coração, não o desejo ocioso. Você vai gravitar em direção ao que você mais ama secretamente. Em suas mãos serão colocados os resultados exatos que você merece, nada mais, nada menos. Qualquer que seja seu ambiente atual, você derrubará, manterá ou elevará com os seus pensamentos ... sua visão ... seu ideal.

sábado, 16 de outubro de 2010

A paz que trago em meu peito

A paz que trago hoje em meu peito é diferente da paz que eu sonhei um dia... Quando se é jovem ou imaturo, imagina-se que ter paz é poder fazer o que se quer, repousar, ficar em silêncio e jamais enfrentar uma contradição ou uma decepção.
Todavia, o tempo vai nos mostrando que a paz é resultado do entendimento de algumas lições importantes que a vida nos oferece.

A paz está no dinamismo da vida, no trabalho, na esperança, na confiança, na fé...

Ter paz é ter a consciência tranquila, é ter certeza de que se fez o melhor ou, pelo menos, tentou...

Ter paz é assumir responsabilidades e cumpri-las, é ter serenidade nos momentos mais difíceis da vida.

Ter paz é ter ouvidos que ouvem, olhos que veem e boca que diz palavras que constroem.

Ter paz é ter um coração que ama...

Ter paz é brincar com as crianças, voar com os passarinhos, ouvir o riacho que desliza sobre as pedras e embala os ramos verdes que em suas águas se espreguiçam...

Ter paz é não querer que os outros se modifiquem para nos agradar, é respeitar as opiniões contrárias, é esquecer as ofensas.

Ter paz é aprender com os próprios erros, é dizer não quando é não que se quer dizer...

Ter paz é ter coragem de chorar ou de sorrir quando se tem vontade...

É ter forças para voltar atrás, pedir perdão, refazer o caminho, agradecer...

Ter paz é admitir a própria imperfeição e reconhecer os medos, as fraquezas, as carências...

A paz que hoje trago em meu peito é a tranquilidade de aceitar os outros como são, e a disposição para mudar as próprias imperfeições.

É a humildade para reconhecer que não sei tudo e aprender até com os insetos...

É a vontade de dividir o pouco que tenho e não me aprisionar ao que não possuo.

É melhorar o que está ao meu alcance, aceitar o que não pode ser mudado e ter lucidez para distinguir uma coisa da outra.

É admitir que nem sempre tenho razão e, mesmo que tenha, não brigar por ela.

A paz que hoje trago em meu peito é a confiança Naquele que criou e governa o Mundo...

A certeza da vida futura e a convicção de que receberei, das leis soberanas da vida, o que a elas tiver oferecido.

* * *

Às vezes, para manter a paz que hoje mora em teu peito, é preciso usar um poderoso aliado chamado silêncio.

Lembra-te de usar o silêncio quando ouvir palavras infelizes.

Quando alguém está irritado.

Quando a maledicência te procura.

Quando a ofensa te golpeia.

Quando alguém se encoleriza.

Quando a crítica te fere.

Quando escutas uma calúnia.

Quando a ignorância te acusa.

Quando o orgulho te humilha.

Quando a vaidade te provoca.

O silêncio é a gentileza do perdão que se cala e espera o tempo, por isso é uma poderosa ferramenta para construir e manter a paz.

Redação do Momento Espírita, com utilização de algumas frases finais, retiradas de texto de autoria ignorada.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Qual o seu rosto?

Imagine se não tivéssemos nenhum espelho ou placa refletora para nos vermos, poderíamos ter uma idéia de como são nossos braços, pernas, corpo, mas pouco saberíamos sobre nosso rosto. Então um dia, diante de um lago límpido e tranquilo nele veríamos refletidas as nuvens do céu, as montanhas e árvores do entorno. Curiosos nos aproximaríamos, e ao nos debruçarmos sobre o lago, eis que veríamos nosso rosto! Num misto de deslumbramento e espanto, conheceríamos a cor de nossos olhos, a linha de nossas sombrancelhas, nosso nariz grave, engraçado ou delicado; nossa boca, orelhas, o formato de nosso rosto, o cabelo a emoldurá-lo...

Mas já não vivemos esta surpresa, pois por onde passamos, espelhos de todos os formatos, refletem nosso semblante e nosso andar no mundo.

No entanto temos também uma face sutil, que não se demonstra facilmente. O rosto oculto de nossos sentimentos, aspirações, pensamentos e emoções. Este rosto diz respeito a quem somos verdadeiramente, não apenas nossa personalidade, mas também toda nossa potencialidade como seres humanos e divinos que somos.

Esta face somente se revela no mundo e nas relações, esta é a única forma verdadeira de nos vermos e nos conhecermos. Vemos o mundo a partir das lentes de nossas emoções e crenças: belo ou feio, seguro ou inóspito, sagrado ou vulgar. Criamos todas as situações em que acreditamos, mesmo que de forma inconsciente. O universo exterior reflete nosso universo interior.

As pessoas a nossa volta refletem aspectos de nós mesmo, refletem nosso potencial luminoso e também nossas sombras...

Quando nos apaixonamos, não é ao outro que vemos, este é apenas um espelho de nosso amor, por tantas vezes desconhecido. Então podemos conhecer nossa ternura e doçura, nossa beleza, nosso entusiasmo sensual e amoroso. Passamos a conhecer a face amorosa de nós mesmos através do amor que sentimos pelo outro.

Quando admiramos alguém, podemos refletir sobre que qualidades o outro nos inspira, e estamos diante de nossas potencialidades, mesmo que por hora adormecidas! Mas o outro também espelha nossas sombras, aqueles aspectos terríveis que negamos veementemente, "eu? Eu não sou assim, eu jamais agiria desta forma! Eu odeio isto!"

É que nossas sombras estão bem guardadas em nós, em algum lugar que dificilmente acharíamos, a não que passemos a procurá-las no espelho do mundo. Nossas sombras são as partes de nós negadas, incovenientes, inaceitáveis. São também aspectos de nosso paassado que não somos capazes de perdoar. Então o outro nos incomoda, reflete o que não queríamos ver sobre nós, ou o que não perdoamos em nós.

Por exemplo, uma pessoa que teve o pai alcoólatra, e que detesta e veementemente critica este vício, mas que de forma escondida mantém este ou um outro vício. Na verdade esta pessoa odeia o alcoolismo, mas ele mesmo é um viciado, embora não deseje assumir isto.

Não há outra forma de nos conhecermos, a não ser no espelho da vida. Tudo que amamos ou odiamos veementemente diz respeito a uma parte de nós a ser despertada e assumida. Cada situação ou pessoa a que reagimos enfaticamente é parte importante de nós, e podemos nos perguntar: "que tipo de pessoa é esta? Que tipo de pessoa é capaz de fazer isto? O que esta pessoa ou situação desperta em mim?" As respostas são esclarecedoras a respeito de nós mesmos, o que julgamos fora de nós é o que julgamos de nós mesmos.

Por mais difícil e doloroso que seja, precisamos tomar posse de  nosso rosto verdadeiro, aceitar cada característica, bela ou terrível, para que nos vejamos inteiros, nor tornemos inteiros, plenos de graça. Pois quando assumimos a sombra ela se tranforma em nosso potencial luminoso! Ela é a doadora de nossa integridade, simplesmente por que em nossa receita divina possuímos todos os ingredientes, em diferentes quantidades e qualidades, mas estão todos lá, pois somos unos com toda humanidade!

Este olhar de perdão e compaixão para com todas as nossas falhas humanas nos permite também um olhar amoroso sobre todos os seres. Reconhecer e aceitar o erro em nós, faz com aceitemos o erro de cada um de nossos irmãos. Já não somos melhores, ou piores que ninguém, somos apenas mais uma alma na incrível jornada da vida!

Ana Liliam

terça-feira, 12 de outubro de 2010

PERMANEÇAM CALMOS NO MEIO DA TEMPESTADE

Mensagem de Sanada canalizada por Marlene Swetlishoff , 28 de Agosto de 2009

Meus Queridos,

Eu venho nesses dias falar à vocês à cerca das grandes Mudanças que estão ocorrendo e estarão ocorrendo nas semanas seguintes.

As mudanças são no interior da consciência da Humanidade, as mudanças acontecerão no interior dos centros do corações da Humanidade, pois as energias que estão sendo direcionadas para a Terra nesses tempos afetam os chacras dos corações de todos que recebem estas energias.

Haverá uma abertura dos chacras dos corações e haverá uma limpeza dos corações da Humanidade e na medida que isso ocorre, haverá mais clareza em cada individuo na medida que eles olham para eles mesmos e a medida que eles vêm o Mundo em sua volta.

Haverá mais clareza nos seus processos do pensar e eles começarão a perceber que o que lhes era falado ou proposto como real não o é na verdade e aí eles começarão a falar das suas intenções à procura da verdade, a verdade de que realmente acontece no Mundo que em que eles vivem.

Em toda parte do Mundo isso irá ocorrer, pessoas irão questionar seus Líderes, pessoas irão procurar por respostas de maneira pacífica, mas eles não irão descansar, eles irão insistir pela integridade superior dos indivíduos que eles escolheram como Líderes de suas nações.

Os futuros Líderes de cada nação precisarão originar de um lugar da Maior integridade, pois as pessoas não tolerarão mais aqueles que estão direcionadas apenas para a sua própria agenda.

Pessoas não tolerarão mais aqueles que falam de servir mas entretanto não servem ao Bem Maior de todos.

Haverá uma revolução de pessoas, uma revolução quieta onde pessoas começam a fazer escolhas de viver na sua verdade maior.

Vocês trabalhadores da Luz, já fizeram suas escolhas e vocês trabalharam persistentemente com vocês mesmos, limpando e clareando e purificando todos os aspectos de seus Seres.

Vocês começaram como diamantes da rocha e vocês agora são Seres de Luz que são facetas gemas polidas, que brilham e cintilam. Cada um de vocês caminhou por vias calejadas pois é o que vocês escolheram para ganhar experiências e força no interior de vocês para preparar vocês para esses tempos.

Agora esses tempos estão sobre vocês e aqueles que estão preparados irão Acordar, e vocês lembrarão mais e mais, quem e o que vocês são, por que vocês vieram para cá, qual é a sua Missão, nesses tempos.

Para aqueles que já sabem sua missão serão oferecidos novos tarefas. É a sua escolha embora vocês podem aceitá-la ou não, pois vocês já serviram ao Bem Maior e se vocês escolheram apenas ter prazer o resto de suas vidas sobre a Terra, vocês poderão fazê-lo. Tudo é uma escolha.

Quando nós olhamos vocês de nosso ponto de vista, cada um de vocês são como maravilhosas pedras /gemas de brilhante facetadas de se ver. Muitos de vocês são multi coloridos. Muitos de vocês irradiam fortemente, uma simples luz.

Cada um de vocês traz riqueza ao Mundo, de modo colorido, na diversidade, e com interesse, pois se vocês fossem todos iguais, a vida seria enfadonha e desinteressante, e assim, nós dizemos a vocês, deixe cada faceta da jóia que vocês são, brilhar cintilar irradiando a Luz que vocês são em sua volta.

Caminhem na Luz e na magia de seus Seres ,Seres Superiores de Luz, pois, é através de seu exemplo, do viver o exemplo da Luz do Cristo sobre a Terra, que vocês irão fazer cada vez mais mudanças maiores do que já vocês fizeram até esse ponto, por que é pelo seu exemplo brilhante nos dias a seguir que mais pessoas irão encontrar a Luz, mais irão lembrar da Luz, irão lembrar o que eles escolheram ser nesses tempos para ajudar a Terra e tudo sobre Ela a Ascender para Dimensões Superiores.

Há muitos de vocês que poderão estar prestes a lembrar do propósito de sua presença aqui na Terra, nesses tempos.

Assim Eu digo a vocês Queridos Trabalhadores da Luz, se posicionem na Luz, permaneçam na Luz, sustentem a Luz, iluminem através do brilho de sua Luz e de sua Mais Alta integridade e pureza de seus corações.

Muitos de vocês tiverem que bater em retirada por causa daqueles em sua volta, para poder proteger seus campos de energia de toda negatividade que tem sido expressa em sua volta e isso é natural que vocês façam pois isto é necessário para sua renovação e para permanecerem ancorados na sua Luz e assim nós encorajamos vocês a fazer isso quando vocês puderem ou seja se vocês puderem se retirar do mundo nesses tempos, como um meio de renovação de si mesmos e de nutrição, isso é uma boa coisa. Isso é altamente benéfico para cada um de vocês.

Assim estarão cada um de vocês com entusiasmo renovado, elevando seus níveis de frequências e acelerando essas frequências para uma vibração Maior e Maior.

Isso é altamente recomendável nesses tempos, isso é o que está no Plano que cada um de vocês concordou à participar.

Conectem-se com seu interior e permaneçam calmos no meio da tempestade em sua volta na medida com aqueles que estão Acordando começam a expressar o que tem sido longamente suprimido no interior.

Isso acontecerá em ondas, isso não acontecerá para vocês todos, de repente, isso acontecerá em ondas. Assim, se vocês se tornam conscientes de quando essas ondas estão ocorrendo, vocês podem assim ajudar direcionando as energias de amor e de cura, nesses tempos para a Humanidade e isso ajudará a eles no sentido de acalmá-los, ajudando a eles a se conectarem no seu interior em contemplação, em renovação, em se libertando dos medos, das ilusões, do glamour que tem influenciado a eles por sua vida inteira.

Sua presença na Terra é muito, muito importante nesses tempos.

Nós temos chamados vocês nossos “front line” linha de frente, antes, Meus Queridos, pois isso é o que vocês são, e por causa do seu posicionamento na Luz e pelas praticas de seus métodos como Trabalhadores da Luz a cada dia que se criou esta oportunidade para a Humanidade como um todo.

A Luz está crescendo e a Luz está se movendo através do Mundo e isso acontece em ondas, é assim que a Luz viaja, em ondas em raios.

Saibam que vocês estão bem assistidos nesses tempos, saibam que basta apenas vocês pensarem em nós e nós estaremos com vocês.

Se vocês decretam e invocam nossa presença, nós instantaneamente estaremos ao seu lado, ampliando seus níveis de frequencias, dobrando suas frequencias a todo momento que vocês praticam seus métodos de elevação de seus níveis de frequencia, isso é de suprema importância e para vocês que são nossas “ linha de frente” são auxiliados de modo que vocês não conseguem nem mesmo conceber nesses tempos.

Isso, um dia irá se tornar claro.

Permaneçam fortes em sua Luz, Meus Queridos, sua presença no amor, sua presença estabilizadora é muito necessária nos dias a seguir.

Saibam que cada um de vocês é sempre amado sem limites.

Eu Sou Sananda

Atrás de uma borboleta azul, por Marina Silva

Florestas não são apenas estatísticas. Nem apenas objeto de negociações, de disputa política, de teses, de ambições, de pranto. Antes de mais nada, são florestas, um sistema de vida complexo e criativo. Têm cultura, espiritualidade, economia, infra-estrutura, povos, leis, ciência e tecnologia. E uma identidade tão forte que permanece como uma espécie de radar impregnado nas percepções, no olhar, nos sentimentos, por mais longe que se vá, por mais que se aprenda, conheça e admire as coisas do resto do mundo.
Vivi no seringal Bagaço, no Acre, até os 16 anos. Tenho pela floresta muito respeito e cuidado. Quem conhece a mata, não entra de peito aberto, mas com muita sutileza. Ali estão o suprimento, a proteção e os perigos. E também o mistério, algo não completamente revelado. Vidas e formas quase imperceptíveis. O encontro, a cada momento, de um cipó diferente, uma raiz, uma textura, uma cor, um cheiro. A descoberta dos sons. Até o vento na copa das árvores compõe melodias únicas, de acordo com a resistência oferecida pela castanheira, a samaúma, o açaizeiro.

Na minha infância, o som que achava mais bonito era o do período da florada das castanheiras. A castanheira é polinizada por uma abelha enorme, o mangangá. Imaginem centenas de mangangás entrando nas flores para tirar o néctar! Como a flor é côncava, na hora de sair têm que fazer uma força extraordinária nas asas, num vôo de frente pra trás, que provoca um barulho de máquina potente e rouca. Uma de minhas primeiras lembranças do mundo é do barulho dos mangangás na copa da castanheira ao lado do terreiro da nossa casa.

Embora para muitas pessoas a floresta possa parecer homogênea, sempre a vi como espaço de diversidade. Gostava de prestar atenção em pequenas coisas, como formigas levando folhas para o buraco. O caminho das formigas era bem limpinho, parecia varrido. A estrada de seringa era cheia de folhas, tocos, raízes, de espera-aí, um espinho de rama que arranha a perna quando a gente passa. E eu imaginava como seria bom ter uma estrada de seringa limpa como o caminho das formigas! Outra formiga, a tucandeira, tem uma ferroada tão dolorosa que não dá nem para explicar. Mas havia também uma razão mítica pra temê-la. Meu tio Pedro Mendes, que durante muito tempo conviveu com os índios do Alto Madeira, dizia que as tucandeiras viravam cipó de ambé. Se morresse uma na copa da árvore, o corpo virava a planta e as pernas viravam os cipós. Quando se era mordido de tucandeira, a primeira coisa a fazer era procurar um cipó de ambé, cortar e beber a água porque ela era o antídoto. Não sei se era mesmo, mas ajudava a aliviar a dor.

Meu tio ensinava coisas em que a gente acreditava profundamente. Ele dizia que se a gente se perdesse e visse uma borboleta azul, era só segui-la que ela nos levaria para a clareira mais próxima e de lá acharíamos o caminho de casa. Essa borboleta é linda, enorme, quase do tamanho da mão. Nunca vi um azul igual. Que, aliás, é marrom. Os pesquisadores do INPA descobriram que ela tem uma engenharia de disposição das escamas das asas que faz com que, na incidência de luz, se tornem azuis. Depois entendi porque nos levava para casa. Porque gosta de pousar em frutas como banana e mamão maduros, já bicadas pelo passarinho pipira. Quando sente fome, procura a primeira clareira onde haja um roçado de frutas. E lá perto, certamente haverá uma casa. São coisas que parecem crendice, mas há conhecimento científico associado, obtido pelo mesmo princípio do método acadêmico: observação sistemática dos fenômenos.

Antes de existir Ecologia como ramo do conhecimento ou ambientalismo como movimento, o sistema da floresta já tinha suas normas, o seu "Ibama" natural, sua sustentabilidade, por meio de um código mítico que funcionava como legislação de proteção da mata e das formas de vida que a habitavam. Não se podia pescar mais do que o necessário, porque a mãe d´água afundaria a canoa. Não se podia caçar demais porque o caboclinho do mato daria uma surra. Não podia matar animal prenhe porque a pessoa ficaria panema, ou seja, sem sorte. E para tirar o azar seria preciso um ritual tão complicado que era preferível deixar o bicho em paz. As práticas de acesso aos recursos da floresta, mediadas por esse código mítico, acabavam levando a um alto grau de equilíbrio. Só se caçava quando acabasse a carne seca pendurada no fumeiro do fogão. Logo, se não se podia caçar em excesso, não havia carne para venda, só para o próprio consumo. Contrariada essa norma, o caboclinho do mato castigaria o infrator com uma surra de cipó de fogo com nó na ponta. A pessoa apanhava mas não conseguia se defender porque não via a entidade. Ficava toda lanhada, com febre. Até o cachorro, se acuava uma caça desnecessária, começava a pular e ganir de dor. Era o caboclinho disciplinando o animal.

Os relatos eram inúmeros e me deixavam com muito medo de andar pelo mato. Superava-o, em primeiro lugar, cumprindo à risca as leis míticas. Além disso, desde criança tenho uma fé imensa e achava que, sendo justa com a natureza, Deus me protegeria. E mesmo com todo esse medo, minhas irmãs e eu gostávamos de andar pela floresta porque lá a gente se divertia muito. Por exemplo, fazendo balanço de um cipó muito resistente, em árvores que chegavam a trinta metros de altura. Pescar nos igarapés, colher bacuri, abiu, taperebá, ingá, tucumã, cajá, era muito bom.

Era um mundo de sabedoria tradicional, de organização social e cultural inseparável da existência da floresta. Até que um dia chegaram as motoserras e tratores e desconstituiram os códigos míticos, criando a necessidade crescente do aparato legal que, por não estar dentro do homem, precisa de instituições e mecanismos para implementá-lo. Não foi à toa que a primeira grande operação de combate a desmatamento feita pela Polícia Federal, envolvendo 480 agentes, no estado de Mato Grosso, foi batizada de Operação Curupira.

Se abríssemos hoje nossa sensibilidade para os valores da floresta, talvez se tornasse mais fácil redefinir o que entendemos por qualidade de vida. Quem sabe, pode estar faltando uma enorme borboleta azul para nos conduzir para casa, onde os frutos de nossas decisões sempre nos aguardam em mesa farta.

enviado por Elizabeth

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Discurso de Nelson Mandela, texto de Marianne Williamson

"Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados.
Nosso medo mais profundo é que somos poderosos além de qualquer medida.
É a nossa luz, não as nossas trevas, o que mais nos apavora.
Nós nos perguntamos: Quem sou eu para ser Brilhante, Maravilhoso, Talentoso e Fabuloso?
Na realidade, quem é você para não ser? Você é filho do Universo.
Se fazer pequeno não ajuda o mundo. Não há iluminação em se encolher,
para que os outros não se sintam inseguros quando estão perto de você.
Nascemos para manifestar a glória do Universo que está dentro de nós.
Não está apenas em um de nós: está em todos nós.
E conforme deixamos nossa própria luz brilhar,
inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo.
E conforme nos libertamos do nosso medo,
nossa presença, automaticamente, libera os outros".

 enviado por Jane 

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Curando relacionamentos, Gerald Jampolsky e Diane Cirincione (da Cura das Atitudes)

Curar nossos relacionamentos é a nossa própria escolha, já que na verdade não são os outros que estamos perdoando realmente.
São apenas nossas próprias atitudes e julgamentos a respeito deles que precisam ser perdoados.
São os nossos pensamentos e julgamentos hoje, e não mais a outra pessoa, que nos causam dor no presente.
E já que estes pensamentos e julgamentos são nossos, apenas nossos, somos nós que precisamos nos empenhar em perdoar, em mudar nossa mente e nos libertar das queixas passadas.

É POSSIVEL CURAR TODOS OS RELACIONAMENTOS?

Sim!
É possível curar não apenas alguns, mas todos os nossos relacionamentos.
Podemos fazê-lo desistindo de qualquer forma preconcebida, ou dos roteiros mentais que tenhamos escrito sobre os outros.
Podemos fazer isso nos dispondo a acabar com todas as queixas e pensamentos de agressividade.
E podemos fazer isso por meio do processo do perdão.

* Reconhecendo que não somos vítimas dos nossos relacionamentos e, sim, participantes deles.
* Optando por ver os outros como seres que nos amam ou, caso os percebamos como nossos agressores, optando por vê-los como seres cheios de medo
*Lembrando que aquilo que percebemos nos outros e no mundo exterior é uma projeção dos pensamentos - quer positivos quer negativos - contidos em nossa mente.
* Tornando-nos "buscadores de amor" em vez de "buscadores de defeitos".
* Direcionando a nós mesmos e escolhendo ser interiormente pacíficos, não importando o que esteja acontecendo fora de nós..

Podemos começar a reconhecer que a cura dos nossos relacionamentos está diretamente ligada à Cura das Atitudes que estamos conservando em nossa mente a respeito desses relacionamentos.

AFIRMAÇÕES

1-Escolho curar meu relacionamento comigo mesmo deixando que o hábito de julgar a mim mesmo se vá.
2 - Escolho unir-me aos outros, em vez de me separar deles, abandonando meus julgamentos sobre eles.
3 - Escolho rasgar todos os roteiros que escrevi para o modo como acho que as pessoas deveriam ser em minha vida.
4 - Escolho lembrar que o que realmente conta em meus relacionamentos não é quanto eu faço ou digo... mas sim com quanto amor eu faço ou digo.
5 - As palavras que eu escolho em minhas comunicações sempre determinam se minha intenção é unir ou separar.
6 - Hoje, eu escolho lembrar-me de que realmente mereço o direito de ser feliz.
7 - Hoje, eu escolho desistir de me sentir uma vítima dos meus relacionamentos e assumirei a responsabilidade por minha vida.
8 - Sempre que ficar preso no passado ou no futuro, escolherei lembrar-me de que o amor só pode ser vivenciado no presente.
9 - Posso optar pelo amor em vez do medo, em todos os meus relacionamentos.

O inimigo não está a nossa frente, mas dentro de nós. Defesas refletem feridas. Ataques são gritos por amor. Relacionamentos são oportunidades de saber quem somos.

UCEM - Um Curso Em Milagres, enviado por Leise

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O sonho e o sonhador, criando nossa realidade

No filme "A Origem", o personagem de Leonardo de Capri tem a habilidade especial de criar o arcabouço de um sonho, e levar para lá, como em uma armadilha, pessoas de quem queira descobrir segredos ou a quem deseje inserir idéias. Tudo corria bem em sua estratégia, até que seu inconsciente passou a projetar no sonho armadilhas capazes de sabotar seus planos. Mas a vida e o sonho se confundem e já não sabemos o que é o sonho arquitetado pela mente e o que é realidade.

A idéia é antiga, os hindus já chamavam nossa realidade de "Lila", o brinquedo ou o sonho de Deus, sonho que sonhamos juntos, no qual projetamos nossas angústias e crenças. Enquanto sonhamos nossa realidade estamos envoltos nos véus de "Maya", a ilusão, até o dia em que despertemos de nosso sonho para a verdadeira vida ou realidade, "atman" a alma imorredoura. Viver é sonhar presos à rodas das encarnações, "Samsara", acordar é iluminar-se e se desprender da necessidade de novas voltas neste mundo de sonho e ilusões.

O filme vem relembrar a interpretação hindu, onde nossa vida é um sonho arquitetado pela mente divina e por nós próprios, afinal somos criadores como o Criador. E o que criamos em nossa vida? Nossa realidade é a projeção de nosso universo interior, recriamos no exterior nossas crenças e medos inconscientes. Assim se temos medo de sermos abandonados, criamos a experiência do abandono; se tememos a traição, é esta experiência que criamos; se cremos que o mundo é hostil e inseguro, é assim que nos sentiremos em muitas experiências; se cremos que as pessoas são imprestáveis, não encontraremos nenhum valor nelas. E assim sucessivamente, o mundo que vemos e experimentamos negativamente, o vemos através de óculos de lentes distorcidas e sujas.

É fácil comprovar isso: irmãos crescem em uma mesma família e tem a mesma criação, um deles relata uma infância dura e carente, e vê a vida com grande amargor; o outro relata experiências maravilhosas de amor e ternura, mesmo que na pobreza, e é capaz de ver a vida com grande alegria e entusiasmo. Estas crenças que trazemos não são produzidas em uma única vida, já as trazemos como um pacote, nosso hardware, de vida para vida.

De outra forma podemos observar que uma mesma experiência é para nós entendida de um determinado jeito, e mesmo que dolorosa trata-se de uma experiência de grande aprendizado que nos torna melhor e mais capazes. A mesma experiência para uma outra pessoa é motivo de intenso sofrimento e lhe traz a sensação de ter vivido uma grande injustiça.

Quanto mais conscientes nos tornamos da impermanência desta existência, e mais profundos nos tornamos em nossa realidade interior, mais serenos nos encontramos diante das vicissitudes da vida. Encaramos as experiências como aprendizado de amor e paz. Nos tornamos reflexivos e cada vez menos projetamos limitações e sofrimentos em nossa vida. Neste caso estamos limpando e corrigindo as lentes com que vemos o mundo, ele se torna menos hostil e cada vez mais belo e perfeito, mesmo em suas imperfeições.

Quanto mais presos nos achamos à vida material, mais sofremos com os infortúnios e mais projeções dolorosas criamos na vida. Cada uma destas projeções é na verdade uma oportunidade de libertação, se pudermos levantar os véus da ilusão que vivemos.

Podemos dizer que através do passado e do presente momento, estamos criando o caminho por onde vamos passar. Existem sempre escolhas a serem feitas nesta caminho, e estas escolhas tornam a construir o caminho por onde iremos passar a seguir. Somos os criadores de nossa realidade, criamos todas as experiências de que necessitamos em nosso crescimento, a vida de cada um é perfeita no sentido de que traz a cada um exatamente o que precisa e escolheu.

Enquanto caminhamos inconscientemente sentimos que a vida acontece a nossa revelia, mas quando nos tornamos conscientes deste processo nos sentimos realmente responsáveis por nossa vida, e passamos a escolher os passos com mais sabedoria e a aceitar tudo que já criamos até este momento.

Nossas projeções acabam por envolver outras pessoas, assim uma pessoa carente atrai uma pessoa que tem medo de ser traída. A carente não se sente amada e de alguma forma a outra pessoa se sente traída por ela. Assim ambas as projeções se fortalecem uma na outra, como também oferecem mais uma oportunidade de cura.

Desta forma concluímos afortunadamente que ninguém faz mal, maltrata, abandona, rejeita ou trái a outra pessoa; ela apenas realiza em nossa vida a infelicidade que inconscientemente desejamos. Enfim, envolvemos a outra pessoa em nosso sonho e ilusões e projetamos sobre ela nossas crenças e medos. Já não precisamos perdoá-la, mais justo seria dizer: "Sinto muito por tê-lo envolvido em minhas projeções errôneas! Você e eu estamos liberados, eu me perdôo por meu engano!"

É claro que esta é uma abordagem muito diferente de ver as relações e situações no mundo. Não estamos acostumados a ver o mundo assim, mas da velha maneira em que existem culpados e vítimas por toda parte. Mas eu prefiro me sentir responsável, responsável por minha vida e relações, por tudo que crio no mundo. Isto é realmente libertador.

Ana Liliam

Cremação de cadáveres, espiritismo

O espiritismo não proíbe a cremação de cadáveres, até porque nele nada

é proibido, visto ser uma doutrina de liberdade, uma Doutrina de
consciencialização. Contudo, aconselha muita cautela a quem vier a
adoptar a cremação, em substituição do enterro, pelos seguintes
motivos.

O perispírito

O nosso corpo material, físico, que não é senão energia densificada,
está ligado ao espírito (o ser inteligente de essência sublimada)
através do perispírito – o elemento intermediário entre os dois
corpos, que possuem constituições completamente diferentes. O
perispírito, é o invólucro semi- material que envolve o espírito, e é
formado por uma substância etérea e diáfana, que é mais fluidica do
que material, sendo esta sua parte material muito mais etérea, menos
densa, do que a matéria que compõe o corpo físico.
Para dar vida ao corpo físico, o perispírito liga-se a ele célula a
célula e elemento a elemento, como se fossem feixes de fios fluídicos
a estabelecerem a interligação celular material com o espírito. Assim,
qualquer coisa que aconteça no corpo material, o espírito, sabe-o
imediatamente, através desta ligação e vice - versa: todas as
decisões, ordens, desejos, vontades e sentimentos do espírito, chegam
ao corpo físico ou reflectem nele por esse mesmo canal fluídico.
Por exemplo, quando cortamos acidentalmente um dedo, as células
danificadas comunicam ao espírito o traumatismo ocorrido, e este por
consequência sente a dor, visto que não é a matéria que sente, mas sim
o espírito. E o contrario também é verdadeiro; quando, por exemplo, o
espírito decide levantar o braço direito do corpo físico, este obedece
à ordem e levanta-se, porque as instruções emitidas pelo espírito (a
sua vontade), são transmitidas as células nervosas do cérebro físico
que simplesmente obedecem, transmitindo o desejo do espírito de –
neste caso - levantar o braço direito. O cérebro funciona assim como
um mero receptor da ordem do espírito, e acciona a rede nervosa que
atinge o órgão envolvido – o braço direito.

É também por meio desta ligação fluidica que é o perispírito, que o
espírito derrama para o corpo físico todos os seus sentimentos, sejam
estes bons ou maus: alegria, tristeza, serenidade, angústia, amor,
ódio, e muitos mais, que irão revitalizar as células materiais (se
forem sentimentos positivos) ou nelas gerar perturbações (se forem
sentimentos negativos) que podem complicar-se, provocando mal - estar
e inclusivamente doenças.
A morte

O fenómeno da morte consiste apenas no desligar de todos os fios
fluidicos que prendem o perispírito ao corpo físico, libertando deste
modo o espírito da sua prisão material. Assim que se verifica o
desatar destes fios fluídicos, o espírito deixará de poder voltar a
animar o seu ex- veiculo de carne.

A força do pensamento

Se, como acabamos de ver, o espírito fica completamente desligado do
corpo físico com a morte, poder-se-ia concluir que tudo o que se
fizesse a partir daí com o cadáver não atingiria o espírito, devido à
falta de ligações entre ambos. Portanto, poder-se-ia cremar, retalhar
ou deitar as feras os cadáver, que o espírito não sentiria qualquer
dor.

Mas as coisas não são bem assim, porque apesar do espírito já não ter
o corpo material continua a pensar, e a ter desejos e sentimentos.
No Evangelho de Mateus (6:21), Jesus disse: “onde estiver o teu
tesouro, aí estará o teu coração”.
Neste caso, o tesouro seria o corpo carnal, e o coração seria o nosso
pensamento, o nosso sentimento.
Para o individuo que ainda não esta muito espiritualizado e que viveu
na Terra muito agarrado aos bens materiais e ao próprio corpo físico,
a morte não impede que o pensamento do seu espírito esteja concentrado
no seu cadáver por uma espécie de saudade, devido ao recente
falecimento e também por reconhecer que, daí em diante, não poderá
usufruir do corpo material para fazer tudo aquilo que estava
acostumado a fazer….

Quando isso acontece (e é bastante frequente), o espírito fica como se
tivesse sido algemado à carne que o envolveu na terra e, caso o
cadáver seja cremado, vê com angústia as labaredas a queimarem os seus
restos mortais, porque, como Jesus sabiamente afirmou, o “seu tesouro”
este ali, naquele corpo material que está a ser bruscamente destruído
pelo fogo….

Sabemos que há espíritos muito evoluídos e, por isso mesmo, muitíssimo
espiritualizados, que reencarnam na Terra, mas também sabemos que são raros e que se
encontram aqui para levarem a cabo missões específicas em diversas
áreas do conhecimento, a fim de ajudarem a humanidade a acelerar o seu
progresso evolutivo.

Quando desencarnarem, os corpos materiais desses espíritos podem ser
cremados à vontade, porque isso em nada ira afectar a sua
sensibilidade, visto que vivem muito ligados à Espiritualidade do que
a própria matéria.

Mas não é isso que acontece com a esmagadora maioria das pessoas, da
qual fazemos obviamente parte. Somos espíritos que estamos num
processo de evolução embora fragilizados pela acumulação de
imperfeições que possuímos. Devido a estas condições, tudo o que é
material ainda nos impressiona e sensibiliza vivamente, inclusivamente
àqueles que são ou dizem ser, espíritas. Em maior ou menor grau, há
sempre alguma circunstância que nos prende à matéria e por isso as
labaredas da cremação podem “chamuscar” os espíritos, fazendo com que
se ressintam deste acontecimento que para eles, é dramático.

Uma coisa parecida acontece quando nas reuniões mediúnicas comparece
um espírito em sofrimento, por exemplo, alguém que desencarnou com um
tiro no coração. Ele aproxima-se do médium ainda a sentir as dores no
coração, provocadas pelo tiro que o vitimou, e passa essas dores para
o médium, embora mais suavizadas. Como desencarnou, já não tem coração
e, portanto, não devia estar a sentir qualquer dor…. Mas como o acto
da sua desencarnação foi muito traumatizante para ele, isso faz com
que vá conservar durante muito tempo o seu pensamento concentrado no
que aconteceu, e é isto que causa o seu sofrimento.

Nos casos em que o cadáver não é cremado mas sim sepultado, se o
espírito tiver sido muito agarrado a tudo o que era material, pode
também ficar no cemitério junto à sua sepultura e assistir,
desesperado, à decomposição gradual do seu corpo, sentindo
inclusivamente os vermes corroerem a sua carne e devido a isso, sofrer
também muito.

No entanto, há uma diferença capital entre cremação e o enterro.
Na cremação, tudo se processa muito rapidamente, em poucos minutos,
enquanto que no sepultamento, a decomposição do cadáver é lenta,
permitindo assim que o espírito possa ser devidamente, socorrido,
orientado e esclarecido, para, a pouco e pouco, desviar o seu
pensamento para coisas mais importantes.

O Irmão X adverte-nos de que a atitude da cremação é um tanto ou
quanto precipitada, podendo vir a ter consequência desagradáveis para
o espírito que desencarna: “… morrer, não é libertar-se facilmente…”

Para quem atravessou a existência na Terra entre abstinências e
sacrifícios, a arte de dizer adeus é qualquer coisa da felicidade
ansiosamente saboreada pelo espírito, mas para o mortal comum,
habituado aos comes e bebes de cada dia, para os poderosos do mundo,
para os campeões do conforto material e para os felizes exemplos do
prazer humano, quer sejam novo ou velhos, a cadaverização não é uma
tarefa que se faça nalgumas horas…
Requer tempo, esforço, ajuda e boa vontade.

Esta é a razão pela qual, se pudéssemos, pedíamos tempo para os mortos…

Se a lei divina dá nove meses para que a alma possa nascer ou renascer
no mundo com a dignidade necessária, e se a legislação humana também
já dá aos trabalhadores o benefício do aviso prévio quando são
despedidos, por que razão o morto deve ser reduzido a cinzas com a
carne ainda quente?...

Léon Denis , na sua obra O problema do ser, do destino e da dor,
comenta que ao consultar os espíritos sobre a cremação conclui que,
regra geral, esta causa um desligar mais rápido mas que , no entanto,
é brusco e violento, e até mesmo doloroso para as almas que estão
agarradas à Terra pelos hábitos, gostos e paixões.

Para se sofrer sem traumas a cremação, é preciso haver um certo
distanciamento psíquico, um despego antecipado dos laços materiais; é
o que se dá na maior parte dos países orientais, onde a cremação é
usada há séculos.

Contudo nos países ocidentais, em que o homem psíquico está pouco
desenvolvido e, portanto, pouco preparado para a morte, deve-se
preferir o enterro, embora às vezes neste se cometam erros
deploráveis, ao sepultarem-se pessoas vivas, que apenas estão num
estado letárgico. Apesar disso, deve-se preferi-lo à cremação, pois
permite ao espírito do indivíduo que estava muito agarrado a tudo o
que era material, que este se desligue lenta e gradualmente do corpo;
mas o enterro deve estar sempre rodeado de precauções. Entre nós, os
sepultamentos são feitos com muita precipitação…

E para finalizar, nada melhor do que dar a palavra ao Benfeitor
Emmanuel, que na questão 151 d´O Consolador, afirma: “Na cremação,
faz-se mister exercer a piedade com os cadáveres, adiando durante mais
horas (72h) o acto da destruição dos restos materiais pois, de certo
modo, nas primeiras horas que se seguem ao desenlace, existem sempre
muitos ecos de sensibilidade entre o Espírito desencarnado e o corpo
de onde extinguiu o tónus vital, devido aos fluidos orgânicos que
ainda empurram a alma para as sensações da existência material”

Referencia: Kardec On-Line (apud Nelson Oliveira e Souza), enviado por Vera Regina

domingo, 3 de outubro de 2010

Sombras: Luxúria

Um dos sete pecados capitais, representa uma busca exacerbada pelo prazer e sexualidade, uma deturpação da sensualidade natural e do amor.

É uma das sombras poderosas da humanidade, e quando não lidamos com as sombras, elas lidam conosco, abrem fogo sobre nossas vidas declarando todo seu poder destruidor.

Sombras são os aspectos de nós que foram reprimidos e julgados feios e inaceitáveis desde a infância. Nem por isso eles desaparecem, antes tornam-se arquivos ocultos e ainda mais poderosos quanto mais reprimidos e negados são. Nos momentos em que baixamos a guarda da consciência - como quando bebemos, eles irrompem de forma irracional e descontrolada. Estas experiências são depois percebidas com vergonha e intensa culpa. De uma forma geral as sombras nos levam a uma vida secreta, elas se alimentam de nossos segredos.

As sombras são como pedaços de nós que se extraviaram, perderam-se no caminho, são nossas crianças desgarradas que se tornaram delinquentes. Não há como esquecê-los ou destruí-los, é preciso reintegrar estas partes de nossa personalidade, e só assim alcançaremos o "self" pleno e curado. Não há também como ter a ilusão de que não possuímos partes de nós relegadas à escuridão, pois a experiência terrestre é justamente a oportunidade de iluminarmos todos os pedaços de nós e retornarmos a origem luminosa e divina.

No caso da luxúria, os aspectos da sexualidade e sua expressão negados e considerados inadequados na infância vem à tona posteriormente, de forma desreprimida ou de forma escondida e camuflada, ou mesmo através de fantasias mentais incofessáveis. De toda forma a sombra está lá, com todo seu potencial assustador, nos provocando a tomar providências urgentes, antes que ela se manifeste, destruindo nossa reputação, relacionamentos, etc.

Mas como toda sombra, a luxúria esconde um luminoso tesouro, entendê-la, abraçá-la, assumi-la, nos permite tomar posse deste tesouro e de toda energia vital que antes estava presa no porão de nossa inconsciência. O que era sombra pode tornar-se um radiante presente, e nos permitir voltar à totalidade de nosso ser, até então fragmentado pela escuridão.

Por trás da luxúria encontramos o desejo verdadeiro e legítimo do amor, amar e ser amado, a entrega bendita ao prazer e a alegria de trocar nossas energias com quem de fato amamos, a sensualidade que é a expressão do amor a si mesmo. Escondida na lama estava a pérola do amor e da vida conjugal.

Mas como buscar este tesouro? Lidar com as sombras não é confortável, temos que tomar consciência de todos os desejos escondidos, garimpá-los nos sonhos, nas projeções do cotidiano. O primeiro passo é sempre tomar consciência, o segundo é assumir com honestidade, o terceiro é estar atento às armadilhas que virão. Então haverá a oportunidade de transformar, o eu observador dirá: "De novo, uma armadilha! Mas desta vez não vou cair, o que desejo fazer com esta situação (com esta fantasia)? O que ela esconde de verdadeiro e humano?"

Permita que suas crianças perdidas de expressem criativamente. Crie, pinte, escreva, exerça um serviço voluntário em que lide diretamente com suas sombras. Ao se expressar criativamente você transforma suas sombras em arte, serviço, em compreensão de tudo que ficou reprimido um dia.

Com amor, compaixão e perdão por nós mesmos, poderemos deslindar a carência afetiva que esteve presente em nossa vida, nossa baixa auto-estima e insegurança, a fantasia romântica e erótica que pretende errôneamente dar alimento a nossa alma, nosso desejo de amar e ser amado que não será saciado em uma relação fugaz, a ilusão que nos afasta da realização da vida e do amor em nossos relacionamentos.

A verdade e compreensão é uma chama que traz a luz para onde havia as sombras.

Ao lidar com compaixão com suas sombras, você passa a ter um olhar amoroso e compreensivo para com as sombras dos outros e de toda humanidade.

Ana Liliam
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