sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Voo Sensitivo



EGITO – Monte Sinai
A partir do momento em que Jesus me pede para vir, sei que virei com Ele e que estarei protegida. E é nesta altura que resolvo entregar-me a Ele. Entrego-me a mim, ao meu medo e à minha impotência. Entrego a minha alma, o meu amor e o meu desespero. Entrego, mais uma vez, a minha vida. E naquela escuridão avassaladora do deserto, só com um camelo e um beduíno suspeito como companhia, renovo definitivamente o meu compromisso. Como Ele sempre disse: «Confia.» E eu decido, definitivamente, confiar.

Fecho os olhos e, nesta entrega absoluta, começo a ver, no céu, duas imagens. Primeiro, a de Moisés, com aquela energia ancestral, enorme, respeitosa e séria. Depois, ao lado, a de Jesus. Não aquele Jesus que os homens ainda celebram, todo sofredor e castigado. E sim o Jesus que me aparece, o da nova era, lindo, brilhante e liberto.

Fico muito emocionada com essa visão, e noto que as duas energias estão a comunicar. Parece que Jesus está a falar com Moisés, como se estivesse a trazer a boa-nova, vem aí um tempo de liberdade e de cura. Um tempo em que as pessoas vão poder curar as suas almas, tão massacradas que estão de tanta restrição. Um tempo em que as almas vão poder limpar -se de tanta dor, tanta violência e tanta miséria. Um tempo em que a humanidade finalmente vai poder libertar -se do jugo das religiões dogmáticas e castradoras e o homem finalmente vai poder asceder a energias mais sábias e poderosas, mais subtis e elevadas, e vai aprender por fim a crescer sozinho, sem necessitar da ajuda dos outros homens, às vezes menos evoluídos que ele próprio.

Vem aí um novo tempo.

Noto que Moisés vai desfazendo aquela imagem tão rigorosa e vai relaxando. Noto que as duas energias se vão entender. Consoante o tempo vai passando, sempre em cima de um camelo no mais absoluto breu, vou vendo toda esta conversação acontecer.

Entretanto, as duas imagens começam a diluir-se. Já não é Jesus e Moisés que estão ali, mas duas energias, a do passado e a do futuro, a tentarem entender-se para trazer evolução ao mundo. É mesmo muito emocionante o que está a acontecer.

Percebo agora o que vim aqui fazer. Vim testemunhar a abertura de um portal energético. Talvez o maior portal da terra. O portal de Moisés. O portal do Sinai. É realmente uma bênção. É realmente uma das maiores bênçãos da terra.

***

Sinto que toda a experiência deste ano e meio a viajar sozinha me trouxe isto. Este estado que respeita na íntegra a energia da minha alma. Que me devolve um eu mais profundo e mais total. Que me devolve a mim própria, original e transparente.

***

Fico assim, quieta, a sentir o meu amor por Ele, que é a melhor maneira de O chamar. Não demora muito tempo. De uma das montanhas sai Jesus, enorme, imenso, lindo, a dançar. Fica ali a dançar muito tempo. Está feliz.

A partir desse momento, sinto um portal de luz a abrir-se e a energia jorra Sinai abaixo. Sinto o livro a acabar. Sinto aquela sensação fortíssima de ter conseguido. Ter conseguido fazer o que Ele me pediu, mas mais do que tudo – e por saber que o que Ele pede não é para Ele, de todo –, de ter conseguido transformar -me tanto como pessoa à luz destas experiências. Ele dança. Está feliz e sinto que me agradece. E as lágrimas que caem agora são de devolução desse agradecimento. Agradeço estar viva para poder ter a oportunidade de vivenciar todas estas experiências. Mas aproveito também para agradecer tudo o que Jesus tem feito pelas pessoas. Tem-nas feito ir ao limite delas próprias para que se descubram como almas vibrantes que são. E isso traz a alegria infinita.

do site de Alexandra Solnado

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