quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Aprendendo a conversar com Deus

Para conversar com Deus é preciso antes de tudo aprender a estar em silêncio.


Muitos se queixam que não conseguem ouvir a voz de Deus e, portanto, não há nenhum mistério.

Deus nos fala. Mas geralmente estamos tão preocupados em falar, falar e falar, que Ele simplesmente nos ouve. Se falamos o tempo todo, nada mais natural que ouvirmos o som da nossa própria voz. Enquanto nosso eu estiver dominando, só ouviremos a nós mesmos.

A maneira mais simples de orar é ficar em silêncio, colocar a alma de joelhos e esperar pacientemente que a presença de Deus se manifeste. E Ele vem sempre. Ele entra no nosso coração e quebranta nossas vidas. Quem teve essa experiência um dia nunca se esquecerá.

Nosso grande problema é chegar na presença de Deus para ouvir somente o que queremos. Geralmente quando chegamos a Ele para pedir alguma coisa, já temos a resposta do que queremos. Não pedimos que nos diga o que é melhor para nós, mas dizemos a Ele o que queremos e pedimos isso. É sempre nosso eu dominando, como se inversamente, fôssemos nós deuses e que Ele estivesse à disposição simplesmente para atender a nossos desejos. Mas Deus nos ama o suficiente para não nos dar tudo o que queremos, quando nos comportamos como crianças mimadas. Deus nos quer amadurecidos e prontos para a vida.

Quem é Deus e quem somos nós? Quem criou quem e quem conhece o coração de quem? Somos altivos e orgulhosos. Se Deus não nos fala é porque estamos sempre falando no lugar dEle.

Portanto, se quiser conversar com Deus, aprenda a estar em silêncio primeiro. Aprenda a ser humilde, aprenda a ouvir. E aprenda, principalmente, que Sua voz nos fala através de pessoas e de fatos e que nem sempre a solução que Ele encontra para os nossos problemas são as mesmas que impomos. Deus também diz "não" quando é disso que precisamos. Ele conhece nosso coração muito melhor que nós, pois vê dentro e vê nosso amanhã. Ele conhece nossos limites e nossas necessidades.

A bíblia nos dá este conselho: "quando quiser falar com Deus, entra em seu quarto e, em silêncio, ora ao Teu Pai."

Eis a sabedoria Divina, a chave do mistério e que nunca compreendemos. Mas ainda é tempo...

Encontramos no livro de Provérbios a seguinte frase: "as palavras são prata, mas o silêncio vale ouro."

A voz do silêncio é a voz de Deus. E falar com Ele é um privilégio maravilhoso acessível a todos nós.
Pense nisso...

Muita paz!

direitos autorais de Teca Euzébio, enviado por Carmem Eugênia

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A ÚLTIMA PROFECIA DE PETER DEUNOV

Também conhecido pelo nome espiritual de Beinsa Douno, o Mestre Búlgaro Peter Deunov (1864-1944) foi um ser de elevado nível de consciência, e ao mesmo tempo um músico inigualável, que revelou durante toda a sua vida ser um exemplo de pureza, sabedoria, inteligência e criatividade. Ele estabeleceu-se durante muitos anos perto de Sófia onde viveu rodeado por um grande número de discípulos, tendo devido ao seu esplendor despertado a espiritualidade de milhares de almas, não só na Bulgária, como também no resto da Europa.

Alguns dias antes da sua partida para o outro mundo, estando em transe mediúnico profundo, fez uma profecia extraordinária, com respeito à época conturbada que estamos atualmente a atravessar, sobre o ‘fim dos tempos’ e a chegada de uma nova Idade de Ouro à humanidade.
Eis o que diz no seu profundo e instigador testamento.
É corrente e também natural que alguém duvide que estas palavras tivessem sido proferidas há 60 anos.

«Durante a passagem dos tempos, a consciência do homem atravessou um período muito longo de obscuridade.
Esta fase, que os Hindus chamam de ‘Kali Yuga’, está prestes a terminar. Encontramo-nos hoje exatamente na fronteira entre duas épocas: a do Kali Yuga e a da Nova Era que estamos a entrar.
Está, aliás, já a ocorrer um progresso gradual nos pensamentos, sentimentos e ações dos humanos, contudo, todos serão brevemente subjugados ao Fogo Divino, que purificará e prepará-los-á em direção à Nova Era.
Por conseguinte, o homem elevar-se-á a um grau de consciência indispensável à sua entrada para a Nova Vida.
Isso é o que se entende por ‘Ascensão’.

Passarão ainda muitas décadas até que este Fogo surja ( foi proferido à 60 Anos) , que irá transformar o mundo, ao trazer-lhe uma nova moral.
Esta onda imensa surgirá do espaço cósmico e inundará toda a Terra.
Todos aqueles que tentarem opor-se a ela serão arrebatados e transferidos para outro lugar.
Embora os habitantes deste planeta não estejam todos no meu grau de evolução, a nova onda será sentida por cada um de nós.
E esta transformação não só afetará a Terra, como também o conjunto de todo o Cosmos.
O melhor e a única coisa que o homem poderá fazer agora será voltar-se para Deus e aperfeiçoar-se conscientemente, a fim de elevar o seu nível vibratório, de modo a começar a viver em harmonia com a onda poderosa que o submergirá em breve.

O Fogo que eu falo, que acompanhará as novas condições oferecidas ao nosso planeta, rejuvenescerá, purificará, e reconstruirá tudo:
A matéria será refinada, os vossos corações serão liberados da angústia, dos problemas, da incerteza, e tornar-se-ão luminosos.
Tudo será aperfeiçoado, elevado!
Os pensamentos, os sentimentos e as acções negativas serão consumidas e destruídas.
A vossa vida presente é uma escravatura, uma prisão violenta. Compreendam a vossa situação e, libertem-se dela. Volto a dizer-vos: fujam da vossa prisão!
É realmente uma pena ver-se tantas ilusões, tanto sofrimento, tanta incapacidade para compreender onde reside a verdadeira felicidade.

Tudo o que vos rodeia entrará brevemente em colapso e desaparecerá.
Nada restará nesta civilização, nem da sua perversidade!
Toda a Terra será abalada e não restará quaisquer traços desta cultura errónea que mantém os homens sob o jugo da ignorância.
Os terremotos não são apenas fenómenos mecânicos, pois a sua finalidade consiste igualmente em despertar o intelecto e o coração dos humanos, para que eles se libertem dos seus erros e das suas loucuras e para que eles entendam que não são os únicos no universo.

O nosso sistema solar está atualmente a atravessar uma região do Cosmos em que a constelação que foi destruída deixou a sua marca, as suas cinzas.
Esta viagem através de um espaço contaminado é uma fonte de envenenamento, não só para os habitantes da Terra, como também para todos os habitantes dos outros planetas da nossa galáxia.
Apenas os sóis não serão afectados pela influência deste ambiente hostil.
Esta região é denominada ‘zona treze’!
Também conhecida por ‘zona de contradições’.
O nosso planeta foi incluído nesta região por milhares de anos, mas estamos finalmente a aproximarmo-nos da saída deste espaço de trevas e estamos exactamente no ponto de atingirmos uma região mais espiritual, onde vivem seres mais evoluídos.

A Terra está agora a seguir um movimento ascendente e todos deviam se esforçar para se harmonizar com as correntes da ascensão.
Aqueles que recusarem a se subjugar a esta orientação, perderão os benefícios das boas condições que são oferecidas no futuro para se elevarem.
Eles permanecerão atrasados na evolução e terão de esperar muitos milhares de anos pela vinda de uma nova onda ascensional.

A Terra, o sistema solar, o Universo, estão todos a ser colocados numa nova direção sob o impulso do Amor.
A maior parte de vós ainda considera o Amor como uma força ridícula, mas na verdade, é a maior de todas as forças!
O dinheiro e o poder continuam a ser venerados como se o curso das vossas vidas dependesse disso.
No futuro, todos estarão subjugados ao Amor e todos o servirão.
Porém, será através do sofrimento e das dificuldades que a consciência do homem será despertada.
As terríveis premonições do profeta Daniel referidas na Bíblia relacionam-se com a época que se está a iniciar.
Haverá dilúvios, furacões, fogos colossais e terremotos que varrerão tudo do mapa.
O sangue correrá em abundância.
Haverá revoluções, explosões terríveis detonarão em numerosas regiões da Terra
Onde houver terra a água a galgará, e onde houver água a terra surgirá.

Deus é Amor!
Contudo, estamos a lidar aqui com um castigo, uma resposta da Natureza aos crimes perpetrados pelo homem desde a noite dos tempos contra a sua Mãe; a Terra.
Depois destes sofrimentos, aqueles que forem salvos, a elite, conhecerá a Idade de Ouro, da harmonia e beleza ilimitada.
Portanto, mantém a tua paz e a tua crença quando os tempos chegarem para o sofrimento e terror, porque está escrito que não cairá nem um cabelo da cabeça do justo.
Não se desencorajem, sigam simplesmente o vosso trabalho de perfeição pessoal.

Não fazem uma pequena ideia da grandiosidade futura que vos espera!!
Uma Nova Terra verá brevemente o dia.
Dentro de algumas décadas o trabalho será menos exigente, e cada um de vós terá tempo para se consagrar às atividades espirituais, intelectuais e artísticas.
A questão da comunicação entre o homem e a mulher será finalmente resolvida pela harmonia, tendo cada um a possibilidade de seguir as suas aspirações.
Os relacionamentos dos casais atingirão o respeito recíproco e a estima.
Os humanos viajarão através de diferentes planos do espaço e penetrarão no espaço intergaláctico.
Eles estudarão o seu funcionamento e conseguirão conhecer rapidamente o Mundo Divino, para se fundirem com o Centro do Universo.

A Nova Era é a da sexta raça.
A vossa predestinação é preparar-vos para ela, para recebê-la e vivê-la de boa vontade.
A sexta raça edificar-se-á em torno da ideia de Fraternidade.
Não haverá mais conflitos de interesses pessoais, a simples aspiração de cada um estará em conformidade com ele próprio e com a Lei do Amor.

A sexta raça será a do Amor.
Um novo continente será formado por ela.
Emergirá do Pacífico, de maneira que o Altíssimo possa finalmente estabelecer o Seu plano neste planeta.
Os fundadores desta nova civilização, a que eu chamo a ‘Irmandade da Humanidade’ ou também os ‘Filhos do Amor’, serão inabaláveis para o bem e representarão um novo tipo de homens.

Os homens formarão uma família, como uma grande associação, e todas as pessoas representarão um órgão nessa associação.
Na nova raça o Amor manifestar-se-á de uma forma perfeita, aquela que o homem hoje só tem uma vaga idéia.
A Terra permanecerá ainda um terreno favorável à contenda, mas as forças das trevas baterão em retirada, e a Terra libertar-se-á delas.
Os humanos ao verem que não há outro caminho empreenderão o caminho da Nova Vida, o da salvação.
No seu orgulho insensato, alguns desejam, numa derradeira esperança, continuar na terra uma vida que a Ordem Divina condena, mas cada um acabará por compreender que a direcção do mundo afinal não lhes
pertence.

Uma nova cultura verá a luz do dia, e permanecerá com três fundamentos principais: a elevação da mulher, a elevação do pacífico e humilde, e a proteção dos direitos do homem.
A luz, o bem e a justiça triunfarão! É só uma questão de tempo!
As religiões serão purificadas.
Cada uma delas contém uma partícula dos Ensinamentos dos Mestres de Luz, embora obscurecida pelo incessante suprimento do desvio humano.
Todos os crentes terão de se unir e estarem plenamente de acordo com um princípio: o da colocação do Amor como a base de toda a crença, qualquer que seja ela.
Amor e Fraternidade serão a base comum!

A Terra será em breve varrida por extraordinárias ondas rápidas de Electricidade Cósmica.
Daqui a algumas décadas, seres que são maus e que desencaminham os outros não serão capazes de suportar a sua intensidade.
Eles serão por isso absorvidos pelo Fogo Cósmico que consumirá a maldade que eles possuem.
Então sentir-se-ão arrependidos porque está escrito que ‘toda a natureza animal glorificará a Deus’.
A nossa mãe, a Terra, livrar-se-á dos homens que não aceitam a Nova Vida.
Ela rejeitá-los-á tal como a fruta estragada.
Brevemente eles não serão capazes de reencarnar neste planeta, incluindo os criminosos.
Somente aqueles que possuem Amor dentro deles permanecerão.
Não haverá nenhum lugar na Terra que não esteja manchado de sangue humano ou de animal!
Ela deverá portanto submeter-se a uma purificação.
E será para que isso aconteça que certos continentes submergirão enquanto outros emergirão.

Os homens nem suspeitam dos perigos que os ameaçam. Eles continuam a perseguir objetivos fúteis e à procura de prazer.
Ao contrário, os da sexta raça estarão conscientes da dignidade da sua função e respeito pela liberdade de cada um.
Eles alimentar-se-ão exclusivamente de produtos do reino vegetal.
As suas idéias terão o poder de circular livremente, tal como o ar e a luz dos nossos tempos.
As palavras ‘Se não nasceres novamente’ aplicam-se à sexta raça.
Ler o Capítulo 60 de Isaías que relata a chegada da sexta raça da Raça do Amor.

Depois das Tribulações, os homens cessarão de pecar e descobrirão outra vez o caminho da virtude.
O clima do nosso planeta tornar-se-á moderado por toda a parte e as variações brutais não existirão mais.
O ar tornar-se-á puro novamente, assim como a água. Os parasitas desaparecerão.
Os homens lembrar-se-ão das suas encarnações anteriores e sentirão o prazer de observar que se tornaram finalmente libertos das suas condições anteriores.
Da mesma forma em que se vêem livres dos parasitas e das folhas mortas da videira, também os Seres evoluídos prosseguem na preparação dos homens para servir o Deus de Amor.
Eles oferecem-lhes boas condições para o crescimento e para se desenvolverem, e para aqueles que querem escutá-los, eles dizem:

«Não tenham medo! Mais algum tempo e tudo estará regularizado, estais no bom caminho. Possa todo aquele que queira entrar no estudo da Nova Cultura, trabalhar conscientemente e preparar-se.»
Graças à ideia de Fraternidade, a Terra tornar-se-á um lugar abençoado, e isso não se fará esperar.

Contudo, antes disso será enviado muito sofrimento de forma a despertar as consciências.
Os pecados acumulados durante milhares de anos deverão ser redimidos.
A onda ardente emanada do Altíssimo contribuirá para liquidar o Karma das pessoas.
A liberação não poderá ser mais adiada.
A humanidade deverá preparar-se para grandes provas que são inevitáveis e estão a chegar para pôr fim ao egoísmo.

Sob a Terra, algo extraordinário está a ser preparado.
Uma revolução que é grandiosa e completamente inconcebível manifestar-se-á em breve na natureza.
Deus decidiu revestir a Terra, e Ele fá-lo-á!
Será o fim de uma época!!
Uma nova ordem substituirá a velha, uma ordem na qual o Amor reinará na Terra.»

Peter Deunov – Apresentação sobre o Futuro – 1944, enviado por Stella. 

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O amor, Osho e Oneness

O amor não é uma relação entre duas pessoas. É um estado de espírito dentro de si. Se você está amando, você está amando a todos - não só às pessoas, mas para coisas assim. O amor move a partir de objetos que você também. Mesmo quando você está sozinho, quando ninguém está lá, você está amando. É como respirar. Se eu tomar um juramento de que eu vou respirar só quando estou com você, só a morte pode seguir. Respirar não é relacionamento, ele não está vinculado a qualquer relacionamento. E para o corpo etérico, o amor é como respirar. É a respiração .... ( Osho)

A menos que você se torne iluminado e seu coração floresça, você não estará vivendo. Somente uma pessoa que esteja estabelecido na unidade e em cujo coração o amor floresceu vive verdadeiramente. Caso contrário você está vivendo a vida da mente, que nada mais é que o desejo e o medo. A maior tragédia da existência humana é que vocês nem sequer são conscientes de sua condição atual. Você poderia ser o presidente do país mais poderoso ou o homem mais rico do planeta e você ainda estaria sofrendo, porque enquanto você estiver vivendo a vida da mente, sua chamada felicidade é apenas prazer, que em breve se transformará em medo e dor.

Não o estou criticando, estou apenas despertando-o para a alegria e o amor, que são possíveis quando o coração floresce. Você pode ser o homem mais pobre do mundo, e ser ninguém neste vasto mundo, mas com amor em seu coração você estará no céu. (Todo Sofrimento é uma História, World Oneness TV, em 10 de junho de 2010)
enviado por Francisco Ulisses

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A menina que foi ao encontro de Deus

Acompanhei a luta da pequena Mariana durante três meses, fui mais uma de suas amigas virtuais. Enviei as mensagens de sua avó Jacinta aos meus amigos, e aumentamos esta corrente de preces pela cura da menina. Mas tudo tem seu propósito, e Mariana partiu após dois meses de luta no CTI, após o transplante...
Abaixo segue o belo texto de Ivan, que está em seu blog, e que aqui reproduzo, aumentando ainda mais a corrente de homenagens a esta pequena menina guerreira! Fica aqui o apelo para que mais pessoas se cadatrem como doadoras de medula óssea.

Ana Liliam

 
Ivan Jubert Guimarães (16/02/2011)

Jesus chamou: “Vinde a mim as criancinhas!” E ela atendeu ao chamamento do Mestre e O seguiu.

Foi uma santa guerreira, como Joana D’Arc. Outra menina que foi cedo ao encontro do Pai.

Tive a felicidade de conhecê-la pessoalmente, de passear com ela, de ouvir seu riso e de ver seus olhinhos examinando tudo ao redor.

Acompanhei a saga da família e da menina. Foi uma luta e tanto que a santinha guerreira ia vencendo com valentia. Foram meses à espera de um doador de medula óssea que não apareceu e seu transplante ocorreu graças a um cordão umbilical vindo de outro país.

Confesso que nunca vi uma corrente de orações tão forte destinadas a uma única santinha. Pessoas das mais variadas religiões oravam pela pequena nas igrejas, nos centros espíritas e até mesmo em suas casas.

Conheci a família, as avós, o pai, o irmão e a mãe. Esta outra guerreira. Descobri, então, que coragem é hereditária.

Mariana lutou bravamente contra uma leucemia e a venceu no último round. O corpo debilitado, entretanto, ficou vulnerável a infecções, mas a santinha guerreira continuou lutando bravamente. Após cada vitória, um tropeço causado pela fadiga. Seu corpo foi tomado por bactérias que nem mesmo os mais potentes antibióticos conseguiam combater. Ela lutou com denodo, com coragem e com uma força descomunal até ouvir o chamado de Jesus. E ela se foi!

Quando uma criancinha parte, sabemos que os anjos a conduzem mais rapidamente ao reino dos céus. Crianças não passam pelos umbrais e não ficam presas à matéria deste plano tridimensional. Levitam ao encontro de Deus.

Esta menina me ensinou muitas coisas, como perseverança, coragem, alegria. Apesar do triste final desta história foram momentos felizes para mim que pude conhecer pessoalmente pessoas maravilhosas. Mariana conseguiu unir pessoas que ela nunca viu, pessoas que nunca a viram. Claro que derramei lágrimas, que me isolei, mas eu entendia que a vontade do Pai fora satisfeita.

Agora, menina querida, que seu corpinho está livre dos bichinhos que tanto a maltrataram, agora que seu corpinho está livre das picadas das injeções, das punções nas veias, você pode sorrir outra vez. Você é uma vencedora, uma autêntica campeã que em apenas quatro anos de vida formou um grande exército em torno de si.

Eu agradeço a você a oportunidade de ter deixado que eu a conhecesse e eu juro minha pequena que um dia ainda nos encontraremos, isto se eu tiver o merecimento de também estar perto de Deus.

Até qualquer dia Mariana!

Ivan Jubert Guimarães

http://www.pensamentoliberal.com.br/homenagens/a_menina_que_foi/a_menina_que_foi.htm

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A ausência de amor é a causa na raiz de todos os problemas.

E a causa não está longe. Na verdade está dentro de cada indivíduo. É a condição individual interna que resulta na condição do coletivo. Cada empreitada na vida é apenas uma busca pelo amor. Assim como uma criança estava infeliz porque queria que alguém a amasse. Mais tarde a busca prosseguiu com os professores, o cônjuge, e depois com os filhos. A vida se tornou um grande processo de espera. Freqüentemente testamos nossos entes queridos pelo que chamamos de amor real e acabamos ficando insatisfeitos e com raiva.
Aquilo que as pessoas chamam de amor, é apenas pedir, desejar ardentemente e implorar por amor. Este pedido pelo amor, é o que pensamos ser o amor. A conseqüência é frustração, aborrecimento, e desespero.
Cada indivíduo tem um vazio no interior. Para preencher o vazio usamos as relações. As pessoas tem a necessidade constante de se sentirem amadas por isto tendem a serem possessivas nas suas relações. Quando o amor é posse há o medo da perda. A pessoa destrói a sua liberdade e a de todos. Um ato de medo é reivindicado como sendo amor! A verdade é que as pessoas não se amam, e uma relação é o meio de se amar. Eles tentam se preencher através das relações.
Todo amor tem que começar com o amor por si mesmo. Saiba que você só pode fazer aos outros o que faz por si mesmo. Ao contemplar sobre isso a pessoa descobre que o modo como se relaciona internamente consigo mesmo é a forma de se relacionar com os outros. Se um indivíduo se condena por cada pensamento, palavra ou ação, com certeza fará o mesmo com os outros.
Quando a pessoa para de brigar consigo mesma e se aceita como é, então ela se apaixona por si mesma. Ela fez as pazes no interior e portanto fez também com o mundo. Ela descobre que o amor é a essência do universo. É sua verdadeira natureza.

enviado por Francisco Ulisses

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Relacionamentos são o reino da iluminação

Jeff Wilson. Buddhism of the heart.

Eu achava que o despertar seria alcançado pelo controle ativo da mente e que existiam duas categorias na minha vida: “as coisas budistas” (meditação, estudar o darma, conversar com os mestres etc) e “as coisas não budistas” (sair com os amigos, visitar minha família, assistir TV, tomar sorvete, deitar no sofá sem fazer nada, deixar minha mente divagar etc) que eram improdutivas e, de uma forma nebulosa, aumentavam meu sofrimento pelo apego às coisas “mundanas”. Tentei duramente ser um “Budista perfeito” deixando as amizades de lado em favor da quietude para auto-reflexão, me distanciando da minha família e desdenhando atividades culturais como distrações.

Logo percebi que não se tratava disso. Não havia maneira de me separar do mundo, porque estou irremediavelmente ligado a ele e uma parte de mim fundamentalmente não quer viver no topo de uma montanha para sempre. Simplesmente não sou um sábio, não interessa o quanto dê duro para me tornar um.
Deixar o apego às coisas “budistas” era muito difícil. Imaginava se perderia meu tempo perseguindo um objetivo impossível ou, ao contrário, perderia todo tempo e esforço que pus no caminho da iluminação se retornasse ao padrão normal de vida. Estaria sucumbindo às minhas paixões ilusórias, ou se não conseguia demarcar o bom do mal na minha vida, o religioso do mundano, como eu poderia traçar um caminho para a verdadeira paz da mente?

Entretanto deixei ir alguns apegos religiosos. Felizmente aprendi muitas lições, ao desistir da idéia de que deveria seguir o caminho bom e limitado. Tenho a certeza de que um despertar que não consiga lidar com o mundo real é muito limitado. O darmakaya, a interdependência última de todas as coisas, a percepção do que é equacionado com a iluminação na visão mahayana, inclui o sagrado e o profano, o monastério e as séries de TV, ex-namoradas, encontros casuais, engarrafamentos e dias chuvosos colocados juntos. Ademais, como verdadeiro despertar não incluiria 99% da vida? No budismo acreditamos que a verdadeira sabedoria é compaixão e a perfeita compaixão é a realização da perfeita sabedoria. Onde nós podemos ser compassivos, a não ser no aqui e agora, nos relacionamentos com outras pessoas?

Antes pensava nos relacionamentos como obstáculos que me afastavam do trabalho duro necessário para alcançar o insight. Agora minha atitude é completamente diferente. Não acho que meus relacionamentos sejam amarras. Na verdade, não acredito que consiga experimentar qualquer experiência do despertar sem eles. Cheguei à conclusão de que os relacionamentos são as grandes oportunidades de lição e constituem o verdadeiro movimento em direção à paz, compaixão e sabedoria, como verdadeiro despertar e realização budista.

O budismo trata de conhecer o eu – não o eu pequeno, o ego atado ao “mim, meu e eu “, mas o eu grande, o eu verdadeiro, que inclui tudo em perfeita interpenetração, sem nenhum tipo de obstáculo. Para mim, esses relacionamentos humanos são uma parte importante desse self que inclui todas as minhas amizades, relações amorosas, transações de negócio, impacto ambiental, consumo de comida, serviços criados por trabalhos de outras pessoas, dezenas de completos estranhos com os quais, a cada manhã, eu compartilho dióxido de carbono no metrô. Eles também são parte desse todo que me compreende, assim como me deparo, embora de uma forma restrita, com a existência de todos e de tudo que existe. Sinto que à medida que reconheço essa vasta, impessoal (e ainda assim, de alguma forma íntima) rede de relacionamentos cármicos, pelo que ela é, aprendo a trabalhar compassivamente por todos os seres e coisas, com gentileza e humildade. Então me aproximo da iluminação de uma forma que um tolo como eu nunca poderia imaginar.

A meditação, canto, leitura de sutras: tudo isso é importante sob as circunstâncias corretas. Mas acho que há mais budismo, ao abraçar minha esposa quando ela retorna de um longo dia de trabalho, quando dou um dólar a uma mulher sem-teto na esquina, quando espero todo mundo sair do trem antes de entrar. Há mais budismo quando vejo Buda em todos e reconheço esses relacionamentos, importantes e secundários, como aspectos do darmakaya, marcados pelos sunyata ( vazio) e por isso parte do fluxo da forma da vacuidade.
Acho muito fácil, de certa forma, cantar sutras e me colocar no caminho para ser um “bom” budista. E é por isso que penso que não há uma iluminação real aí. Mas ainda luto para não xingar a mulher gorda que anda muito lentamente nas escadas a minha frente e as pessoas do telemarketing que me incomodam a cada noite. Mas sei que esses são os lugares reais para a aplicação do darma, os nós genuínos da rede de Indra que eu tenho de trabalhar para amaciar. Não aprendo quando raspo minha cabeça ou renuncio aos meus amigos e minha família. Aprendo quando aceito minha vida e eu mesmo como eu sou, descobrindo como deixar a visão do darma transformar meus pensamentos a cada dia.

Indra


Um texto antigo chamado Avatamsaka Sutra descreve o universo como uma rede infinita gerada pelo desejo de Indra, uma divindade hindu. Em cada conexão dessa rede infinita há uma jóia maravilhosamente polida e infinitamente facetada, que reflete, em cada uma de suas facetas, todas as facetas de todas as outras jóias da rede. Uma vez que a própria rede, o número de jóias e o número de facetas de cada jóia são infinitos, o número de reflexões também é infinito. Quando qualquer jóia nessa rede infinita é alterada de qualquer forma, todas as outras jóias na rede também mudam.

A história da rede de Indra é uma explicação poética para as conexões algumas vezes misteriosas que observamos entre eventos aparentemente não-relacionados. [...] À primeira vista, experimentos envolvendo partículas subatômicas conduzidos ao longo de algumas décadas sugerem que tudo o que foi conectado em um momento retém essa conexão para sempre. (Yongey Mingyur Rinpoche, em "A Alegria de Viver")


enviado por Francisco Ulisses

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Seara Espiritual, a caminho da luz

Não desanimes.

Persiste mais um tanto.
Não cultive pessimismo.
Esquece as sugestões do medo destrutivo.
Segue adiante, mesmo varando a sombra dos próprios erros.
Avança ainda que seja por entre lágrimas. Trabalha constantemente.
Edifica sempre. Não consintas que o gelo do desencanto te entorpeça o coração.
Não te impressione a dificuldade.
Convence-te de que a vitória espiritual é construção para o dia-a-dia.
Não desista da paciência.
Não creias em realização sem esforço.
Silêncio para a injúria. Esquecimento para o mal.
Perdão às ofensas. Recorda que os agressores são doentes.
Não permitas que os irmãos desequilibrados te destruam o trabalho ou te apaguem a esperança.
Não menosprezes o dever que a consciência te impõe.
Se te enganaste em algum trecho do caminho, reajusta a própria visão e procura o rumo certo. Não contes vantagens, nem fracassos.
Estuda buscando aprender.
Não te voltes contra ninguém.
Não dramatizes provocações ou problemas.
Conserva o hábito da oração para que se te faça luz na vida íntima.
Resguarda-te em Deus, persevera no trabalho que Deus te confiou.
Ama sempre, fazendo pelos outros o melhor que possas realizar.
Age auxiliando.
Serve sem apego.
E assim vencerás.

Emmanuel, médium: Francisco Cândido Xavier, enviado por Cristina

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Erma Bombeck, um exemplo de vida

"Se eu tivesse a minha vida para viver novamente, teria convidado amigos para o jantar apesar do carpete sujo e do sofá desbotado."
Erma Louise (Harris) Bombeck nasceu em Dayton, Ohio, em 1927.

Na idade de 20, Bombeck foi diagnosticada com doença renal policística, uma doença hereditária. Erma prosseguiu com sua vida, destinada a não ser controlada por sua doença. Erma se matriculou na Universidade de Dayton. Ansiando por ser uma jornalista, foi dito por professores que nunca conseguiria escrever. Na esperança de provar que estão errados, em 1949, Erma teve seu primeiro emprego na área do jornalismo, como repórter para o jornal Herald Ohio. Nesse mesmo ano, casou-se com Bill Bombeck, um administrador de escola, ela conheceu na faculdade.
Depois de apenas cinco anos, Erma e Bill estavam prontos para começar uma família, e ela deixou a carreira para trás. O casal teve três filhos durante os anos 50: Betsy, Andy, e Matt.Como seus filhos chegaram à idade escolar, Erma passou meses a falar com o editor de um jornal local, vendendo a idéia de produzir uma coluna de humor diário. Como a notícia da disseminação da coluna humorística ", o saber se esvai" tornou-se uma coluna nacionalmente conhecida, em 1965, correndo duas vezes por semana, em cerca de 500 jornais.Erma escreveu sobre ser mãe, esposa, jornalista e mulher. Ela começou a dar palestras em universidades e escrevendo livros, composto em grande parte de sua coluna popular
Em 1991, Erma foi diagnosticada com câncer de mama e foi levada ao hospital. Ela passou por uma mastectomia logo em seguida. Dois anos depois, seus rins começaram a falhar, e Erma começou uma rotina diária de diálise, quatro vezes por dia. Médicos informaram que ela precisava de um rim novo e ela foi imediatamente adicionada à lista de transplante de rim. Após três anos de espera e de tratamentos diários, Erma Bombeck recebeu um transplante de rim em 4 de abril de 1996. Pela primeira vez em sua vida, ela se dirigiu a ela e a doença com seus leitores, escrevendo sobre a doença, compaixão e sofrimento. Seus leitores responderam com milhares de cartas de seus próprios.
Erma Bombeck morreu de complicações do transplante renal 22 de abril de 1996. Ela tinha 69 anos.Ela deixa seu marido de 47 anos e três filhos.
Durante o curso de sua carreira, Bombeck publicou mais de quatro mil colunas em 900 jornais em todo o país, escreveu 15 livros best-sellers e se tornou uma colunista do mundo humoristico mais amada.

enviado por Dulce

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Mensagem do Caboclo Guaracy

“Amados filhos e filhas.
Que as Sete Luzes Divinas de nosso Pai Maior possam iluminar a coroa de vós todos.
Chamo-lhes a atenção as necessidades do Alto, ao trabalho socorrista espiritual que se faz, cada vez mais, tão necessário entre os espíritos encarnados e desencarnados.
Vós tendes os instrumentos necessários para prestar socorro espiritual, aconselhamento e ajuda energo-magnética aos irmãos e irmãs necessitados.
Porém, escondem-se atrás de DESCULPAS transvestidas de FALSO RESPEITO às consagrações e autorizações para utilizar dessas abençoadas ferramentas.
Já é hora de tirar-las das gavetas abarrotadas de magias, receitas, reikis, diplomas e mistérios sem uso, pois vós tendes todas as autorizações necessárias para utilizá-las a favor do próximo e de si mesmos.
Deixem de lado as desculpas de que não ajudam nem a si mesmos e por isso esperam o dia do equilíbrio próprio para ajudar o próximo.
Ajudar o próximo também resolve vossas próprias necessidades!

Vós sabeis que podeis aplicar passes magnéticos, magias, reikis, rituais religiosos de cura e equilíbrio à distância utilizando apenas nomes, fotografias, objetos, endereços das casas ou trabalhos dos necessitados.
Sabeis que podeis realizar cultos religiosos com vossos familiares e amigos, solicitando ajuda do Alto a si e aos vossos irmãos e irmãs.
E, mesmo assim, acreditam não ter as consagrações, direitos ou autorizações?
Pois o PAI MAIOR vos autorizou desde que a VÓS CRIOU DA LUZ que é ELE mesmo! TUDO ESTÁ EM VÓS.
No Astral Inferior, nossos irmãos e irmãs negativados, trabalham 24 horas por dia e não param de dar passos de vitórias diante dos espíritos encarnados e desencarnados, principalmente sobre os encarnados.

E vós ainda insistis em receber AUTORIZAÇÕES?

Pois esse humilde irmão espiritual vem a vós implorar por vosso comprometimento com tudo que escolhestes aqui deste lado antes de partir para essa nova jornada carnal... Trabalhe por vós e pelo próximo, sem INDECISÕES, sem PREGUIÇAS, sem MEDOS, pois vós estareis sempre amparados.
Como a mensagem do mestre-irmão Jesus: "Onde estiver dois ou mais reunidos em meu nome, lá estarei eu entre eles"... Ora amados irmãos e irmãs, o mestre-irmão Jesus, representante da FÉ e do AMOR do PAI MAIOR apenas quis dizer que o AMPARO DIVINO sempre se fará presente aos que por ele se dispuserem a trabalhar.
Por isso, mais uma vez, clamo aos médiuns, projetores, apômetras, reikianos, magos, religiosos e a todos os irmãos e irmãs que possuem instrumentos de cura, desobsessão, doutrinação, aconselhamento, reparação espiritual, energética e magnética... É hora de abrir as gavetas de vossos depósitos espirituais e colocarem em prática tudo isso pelo bem de todos.
Peço-lhes também que se reúnam e espalhem essa semente de FÉ, AMOR e EVOLUÇÃO a todos os que lhe forem possíveis.
Que nosso PAI MAIOR possa abençoá-los, ampará-los e protegê-los."

Nota do médium:
Acho que a mensagem dispensa comentários, por isso vou disponibilizar em nosso site (www.setecaminhos.com.br) as instruções para que os irmãos e irmãs que necessitam de auxilio nos enviem seus pedidos, através do email ajudaespiritual@setecaminhos.com.br, para que possamos ajudá-los à distância com as ferramentas que temos.
Quem se propuser a ajudar pode enviar-me um email e assim trabalharemos em conjunto os casos que a nós chegarem.
Caboclo Guaracy, pelo médium André; enviado por Margarida

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Quando canta a minha alma

“Ainda no útero materno já conheci a música, música com ritmo e melodia, a percussão do coração de minha mãe e a melodia de sua respiração, eis a trilha sonora que acompanhei durante nove meses.
A harmonia destes ritmos se fez presente na meditação, agora acompanhando o meu coração tambor e a flauta doce de meu respirar. E a música se fez completa no canto arrebatador de minha essência divina a trazer bem-aventurança e graça para o viver.

Quando há música em nossa alma, o silêncio passa a ser mais interessante do que o ruído dos pensamentos desordenados tentando achar soluções para problemas imaginários.

Quando há música na alma?

Quando estou pronto a celebrar e agradecer mais do que a me lamentar.

Toda lamentação é um recurso malicioso para não enfrentar o desafio presente. Lamentando eu posso mumificar-me e empurrar para o outro aquilo que só cabe a mim resolver.

Mas a minha vida não pode ser vivida por outro, ninguém poderá realizar por mim o milagre do viver. Por tal motivo não importa muito o que os outros pensam ao meu respeito. De qualquer maneira ninguém vai saber o que minha vida é, senão eu mesmo, e olhe lá, pois descobrir o que é a vida, já é, por si só, um grande desafio.

Se estiver ocupado olhando para a vida alheia, a minha mesma passa na ânsia de algum sentido, de algum milagre que me venha resgatar de mim mesmo, incapaz que sou, melhor, que me sinto, para fazer dela algo mais interessante, belo e motivador.

Há música na alma, mas para ouví-la terei de aquietar-me, terei de interromper todos os demais ruídos, como poderia ser diferente? Se estiver em uma sala com a TV ligada, o radio sintonizado no futebol, o liquidificador funcionando, o telefone chamando, o relógio apitando o alarme sem parar, as crianças correndo de um lado para outro gritando e o cachorro latindo, como poderia ouvir a música de minha alma?

Sem dúvidas, ouvir a música interna não deveria depender da cessação dos ruídos externos, pois em realidade eles nunca param, e nem são o pior obstáculo. O desafio mesmo é fazer calar, a cachorrada interna, o relógio da pressa, o liquidificador das preocupações, o alarme do medo sem razão etc.

O ruído interior é sempre o pior, pois com os ruídos externos podemos dar um jeitinho, mas o quê fazer com o de dentro? Para onde fugiremos?

Tentamos em vão evitar ouvir o que vem de dentro, mas uma hora ou outra o coração gritará, e o preço desta desatenção para consigo mesmo não tardará a aparecer, seja na forma de angústia, de sofrimento emocional intenso ou mesmo como uma enfermidade.

A idéia é que aprofundando-nos em nosso próprio ruído interno encontraremos o silêncio, indo ao encontro dos pensamentos encontramos a origem dos mesmos. Somente a meditação poderá devolver-nos a paz e a sensível percepção interna para ouvir o canto de nossos corações.

Curiosamente toda palavra nasceu do silêncio, encontrando o silêncio, as palavras ganham nova dimensão, novos sentidos, novas funções. O desafio então não é mais fazê-las calar, mas transformá-las em música, em canto, em louvor.

De repente pensar não é mais o problema, pois há agora grande sensibilidade, e todo pensamento se converte num feixe de luz a iluminar a mente dos seres vivos em todas as diferentes dimensões.

Quando minha alma canta toda a criação canta, quando minha alma sofre toda a criação sofre, pois vemos o mundo à partir de nosso olhar interior, um Buda só vê Budas ao seu redor, o pecador só vê pecadores ao seu redor.

Minha alma canta quando agradeço pelo dom da vida, minha alma canta quando expresso meu desejo de felicidade a todos os seres, minha alma canta quando oro pela saúde universal, quando expando o meu amor para toda a existência.

Minha alma canta, dança e celebra independente do que se manifeste agora, pois tudo é auto percepção, autoconsciência, o que quer que esteja acontecendo agora, só acontece para que eu me recorde de quem EU SOU.

Então como não agradecer? Agradecendo vejo a graça descendo em forma de chuva de bênçãos sobre tudo o que vive.

A graça desce sobre todos, mas nem todos estão sensíveis para vê-la e desfrutar de suas bênçãos.

A música divina está tocando, estamos atentos a ela? Isto me faz pensar em quantos músicos maravilhosos conheci tocando em restaurantes para uma platéia inconsciente.Ocupados em comer e falar como poderiam apreciar a mal paga arte, pulsante de um coração pleno de inspiração e beleza?

A música é o amor de Deus manifesto, a manifestação material é o canto divino, um longo, harmonioso e potente expirar celestial. Um momento mais e tudo será inspirado novamente para os pulmões cósmicos, para logo voltar a surgir em forma de canto. Esta é a canção que se renova eternamente.

E porque Deus canta? Para que? Quando você canta no banheiro, você não está cantando para alguém necessariamente, você canta para você mesmo, pelo puro e simples prazer de cantar.

Ora, criaturas amantes do cantar só poderiam ser obras de um Criador também cantante! E ainda que seja por puro prazer, por ser divinal, quando Deus canta, as estrelas e todos os corpos siderais podem então fazer alegremente sua ciranda!

Os motivos do amor? Quais são? O amor acontece, mesmo quando não queremos. O que verdadeiramente é verdadeiro, profundo e natural acontece e pronto…Aceitemos ou não, acontece!

Os pássaros cantam, as cachoeiras cantam, o vento canta, as baleias cantam, os grilos cantam, o mar canta, os sapos cantam, as arvores cantam, as cigarras cantam e ainda que as histórias digam o contrário, aposto que até as formigas cantam, tudo canta, porém algumas notas silenciosas, para serem apreciadas, precisam de um ouvido mais atento e sensível.

A música da minha respiração, o pulsar do meu coração leva-me à música da minha alma.

Minha alma canta! Canta para si mesma, canta para Deus que canta através dela, canta para a platéia das estrelas, que são notas a mais na grandiosa melodia divina, canta para o Sol e a Lua, canta para os seres viventes, canta junto com tudo que canta, celebra junto com tudo o que celebra, pois somos vibrações musicais no grande mantra da existência!

Como diz o rei messias, Davi, o amado:

Cantai salmos ao Senhor, povo fiel, dê-lhes graças e invocai seu santo nome!

Vida Plena!”

Vajrananda (Diógenes Mira), enviado por Francisco Ulisses

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Aonde foi parar o cabelo de mamãe?

Quando a professora canadense Debbie Watters descobriu que tinha câncer de mama, em 2002, a primeira coisa que passou por sua cabeça foi como dar a notícia aos filhos. Mãe de Haydn, à época com 7 anos, e Emmet, 8, ela decidiu, com o marido, Shawn, que falaria com eles da forma mais honesta possível. Debbie procurou nas lojas um livro que a ajudasse a conversar sobre câncer com as crianças. A busca foi em vão. O jeito foi inventar, sozinha, uma forma de dizer a verdade sem chocá-las.


A solução encontrada pela professora foi fazer uma festa de “despedida do cabelo”. Vinte amigos íntimos e familiares foram convidados para a comemoração, realizada no jardim da casa de Debbie. Como sabia que faria quimioterapia e que seus cabelos cairiam, a ideia da professora era criar nos filhos uma impressão positiva em relação à sua futura aparência. “Achei que, se minhas crianças vissem que todos meus amigos achavam ok o fato de eu estar careca, elas também encarariam isso tranquilamente”, afirmou Debbie à publicação mensal do Juravinski Cancer Centre Foundation, organização canadense voltada à pesquisa sobre câncer, onde a professora fez o tratamento.

Uma das convidadas foi a fotógrafa Sophie Hogan, amiga de Debbie. Todos os momentos da “festa da careca” foram registrados. Shawn, Emmet e Haydn entraram na brincadeira e também passaram a máquina na cabeça. A família inteira deu adeus aos cabelos. Ao ver as imagens, ela teve uma ideia: se as fotografias ajudariam seus filhos a lidar com o tratamento, elas também poderiam ser úteis a outras crianças que passam pela mesma situação. Na hora, resolveu escrever um livro infantil sobre a fase que enfrentava. Foi assim que surgiu Aonde foi parar o cabelo de mamãe? A jornada de uma família no combate ao câncer, editado no Brasil pela Callis.

Debbie e Sophie passaram a registrar todo o tratamento. Mesmo no hospital, fazendo exames ou quimioterapia, ela era clicada. Para falar com o público infantil — com o qual está familiarizada, já que trabalha com turmas de alfabetização —, a escritora optou por narrar sua trajetória sob a perspectiva dos dois filhos. Quando terminou o tratamento quimioterápico, Debbie fez outra festa. Desta vez, para comemorar a volta do cabelo. É uma história com final feliz.

Foi por acaso que a coordenadora editorial da Callis, Miriam Gabbai, descobriu o livro de Debbie Watters. Ela tinha uma visita marcada com um editor que se atrasou e resolveu olhar as publicações da editora ao lado. “Me deu um nó na garanta. Comecei a pensar como devia ser difícil para a criança saber que os pais estão com câncer. Eu nunca tinha parado para pensar sobre isso”, conta. Mesmo achando que seria complicado comercializar o livro, ela resolveu trazê-lo para o Brasil. “As pessoas ainda têm muito preconceito com o câncer, evitam até falar o nome da doença”, diz Miriam. “Mas resolvemos dar a elas essa opção, uma sugestão de como tratar o assunto.”


Inclusão


Psiconcologista e presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz aconselha que todos os pais façam como Debbie Watters e conversem com os filhos sobre o câncer, por mais doloroso que pareça o processo. “O câncer ainda gera um impacto grande nas pessoas. As primeiras palavras que vêm à cabeça são morte e sofrimento”, reconhece. “Tenho muitos pacientes que escondem de todo mundo. Mas isso gera uma solidão enorme. Os que optam por compartilhar com a família se sentem melhor”, diz.

De acordo com a terapeuta, esconder a doença da criança pode fazer com que os pequenos se sintam excluídos e mesmo culpados. A oncologista Luci Ishii, presidente da Associação Brasiliense de Apoio ao Paciente com Câncer (Abac Luz), concorda. “A criança pode fantasiar. Já teve um caso que uma menina pensou que o cabelo da mãe tinha caído por causa dela. Ela disse: ‘Fiquei com raiva da minha mãe porque ela não me deu um doce e eu torci para acontecer uma coisa ruim com ela’”, relata a médica.

Luciana Holtz recomenda que os pais falem a verdade com os filhos e com toda a comunidade que os cerca, principalmente os professores. A especialista explica que não é preciso entrar em detalhes com as crianças, mas contar a elas que há uma doença na família e quais as consequências que virão. “A mãe pode dizer que está doente, por isso vai tomar remédio, que o cabelo vai cair, mas vai crescer depois. Tem crianças que pedem para a mãe usar peruca, outras pedem para não usar porque gostam de passar a mão na cabeça da mãe”, conta a psiconcologista.

Os longos cabelos louros de Ana Paula Guerra Nogueira, 38 anos, eram a paixão da filha mais nova, Suewa, 5. “Eu sou a Barbie dela”, brinca a empresária de Rondônia. Porém, devido a um câncer de mama descoberto no ano passado, ela teve de dar adeus às madeixas. No dia em que soube que tinha um tumor maligno, Ana Paula conta que logo se preocupou com crianças. “A primeira coisa que pensei foi nos meus filhos. Tenho dois para criar. Dá um desespero, mas depois a gente vai se acalmando”, diz. Ela também é mãe de Sidney, 9 anos.

A cirurgia e o tratamento foram feitos na capital paulista. No dia da operação, ela pediu que o marido levasse as crianças ao hospital para explicar a elas o que estava acontecendo. “Nunca menti para os meus filhos. Falei: ‘A mamãe está dodói e vai fazer um tratamento longo’”, conta. Quando teve início a quimioterapia, os cabelos de Ana Paula começaram a despencar. “Eu já estava preparada para isso. Raspei a cabeça e coloquei uma peruca igualzinha”, diz. Os filhos, porém, não sabiam que ela estava careca. “Enganá-los estava me dando muita agonia. Eu sempre tive liberdade total com eles e nunca tranquei a porta do banheiro mas, por causa da peruca, tinha de trancar quando tomava banho. E eles ficavam perguntando o porquê”, relata.

Um dia, a empresária resolveu chamar os dois para uma conversa franca. “Expliquei que, para ficar boa, tive de fazer um tratamento e que por causa dele o cabelo caiu. Mas também lembrei que ia crescer de novo”, conta. Quando tirou o turbante, Suewa ficou com os olhos cheios de lágrima. “Eu disse a ela que a mamãe não estava linda, mas que o cabelo ia voltar.” A resposta do filho mais velho foi surpreendente. “Ele me disse: ‘Você está linda igual a antes’. Desabei de chorar”, recorda Ana Paula. Assim como Debbie Watters, quando terminou o tratamento e viu o cabelo voltar a crescer, a empresária fez uma festa.


Aceitação


A presidente da Abac Luz diz que o maior medo das mulheres que têm câncer é justamente perder o cabelo. “Por isso, é importante lembrá-las que a queda não é definitiva, é algo temporário”, diz. Segundo a oncologista, os fios caem durante a quimioterapia porque a função desse tratamento é destruir as células de rápido crescimento — como as do câncer. Como o cabelo também tem crescimento acelerado, as células capilares são afetadas. Porém, ao fim das sessões, ele volta a nascer normalmente.

enviado por Jacinta

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Abraços que curam

Abraços verdadeiros são bênçãos. Abraços unem os corações num gesto de aceitação, apoio, acolhimento, reconhecimento, integração, compaixão e empatia. Todos nós precisamos de nos sentir aceitos, reconhecidos e integrados.

Abraços transmitem calor, força, suavidade e amor. É uma troca genuína de energia entre duas ou mais pessoas; quem tem para dar, doa, quem tem para receber, recebe. Quando crianças ganhamos abraços, mas crescemos e muitas vezes carecemos deles. Muitas pessoas receberam muito pouco carinho na vida, e poucos abraços. Pessoas idosas e crianças, mais que todas, precisam ser alimentadas com abraços. Os abraços nutrem a alma, nos lembram de que somos humanos e que está na natureza humana apoiarmos uns aos outros.

Em um abraço podemos entregar nossas dores, os pesos que carregamos, nossas aflições, nossas dúvidas, nossos anseios, e nos tornar mais leves e esperançosos. Em um abraço somos todos irmãos, e isto é de fato uma verdade.

O que não nos damos conta é que por vezes o abraço que vem do coração, sem nenhuma segunda intenção pode mesmo produzir um milagre. Mas é verdade, Amma, uma indiana que descobriu quando menina que sua missão era abraçar as pessoas, sabe disso. Ela percorre o mundo abraçando centenas de pessoas diariamente, transmitindo seu amor pela humanidade. Ela também mantém uma Fundação, que ajuda a necessitados, hospitais e às vítimas de catástrofes em todo mundo.

Um dia eu recebi um milagre em um abraço, levei vários anos até compreender como aquilo foi possível, pois temos dificuldade em reconhecer que milagres existem, e que são fatos naturais da vida, principalmente da vida desperta e do coração amoroso. Eu me encontrava em um estado de embotamento emocional, a vida havia perdido seu encanto, e eu me perguntava se havia cura e onde a encontraria. Pois em um curso, um jovem me abraçou, em seu abraço senti calor, e senti-me respeitada, aceita, cuidada. Naquele abraço pude me entregar sem medo, e senti que todos os meus sentidos começavam a acordar. Daquele instante em diante a vida adquiriu todas as suas cores e toda beleza para que eu pudesse desfrutá-la!

Foi um simples abraço, de alguém que mal me conhecia, mas que sem saber foi instrumento de um milagre! Os milagres não acontecem por conta de nossa vontade, eles ocorrem quando há entrega e confiança, quando há amor desinteressado e incondicional. Para que os milagres ocorram é preciso que estejamos abertos e amorosos para sermos canais de uma ordem superior que vela por nós. Os milagres existem para encurtar o tempo de nosso progresso e nossa cura, existem para nós e ocorrem através de nós.

Por isso, para você também meu melhor e mais afetuoso abraço, e uma poesia!




Abraços
De meu coração nascem braços,
Braços fortes, ansiosos,
Que procuram, mãos, outros braços,
Que tão fortes como os meus,
Se enlaçam...

E assim, abraçados,
De mãos apertadas,
Dedos entrelaçados,
Somos todos um,
Milhares de afetos...

Como teia invisível e luminosa,
Como rede no rio da vida,
A pescar outros seres,
Noutros mares, noutros tempos,
No infinito dos céus...

Somos então só luz,
Luz que se faz em nossos corações,
Luz que desperta em nosso corpo,
Novas emoções,

Luz que é fogo e prazer...
Pois a vida busca se realizar,
E agora somos luz encarnada,
Eternamente a queimar...

03 de fevereiro de 2011 - Ano Novo Chinês

O ano novo Chinês, Ano Novo Lunar, ou Festival da Primavera é o mais importante dos feriados chineses.

Equivocadamente é conhecido como “o Ano Novo Lunar”, porque - como parte do calendário chinês lunisolar - a data é parcialmente determinada baseada nos ciclos da lua.

O Festival tradicionalmente começa no primeiro dia do primeiro mês (Chinês 正月; pinyin: zhēng yuè) do calendário Chinês e termina com o Festival da Lanterna que é no 15º. dia.

A noite do ano novo chinês, momento em que as famílias chinesas se juntam para a sua reunião anual, é conhecido como chú xī (除夕). Literalmente quer dizer “Noite do passa-ano”.

O Ano Novo chinês é o mais longo e mais importante do Calendário Lunar Chinês.

A origem do Ano Novo chinês existe a séculos e ganha significado por diversos mitos e tradições. Antigamente o ano novo chinês era um reflexo de como as pessoas se comportavam e no que elas mais acreditavam.

No calendário chinês, o solstício de inverno deve ocorrer no 11º. Mês, o que quer dizer que o Ano Novo Chinês geralmente cai na segunda lua nova após o solstício de inverno.

Cada ano novo chinês é regido por um animal do zodíaco e seu ramo terrestre. Conjuntamente com o ciclo de 12 anos dos animais do zodíaco há um ciclo de 10 anos de troncos celestes. Cada um dos dez troncos celestes esta associado com um dos cinco elementos da astrologia chinesa: madeira, fogo, terra, metal e água. Os elementos variam a cada dois anos enquanto uma associação yin e yang alterna-se todo ano. Então os elementos se distinguem: Madeira Yang, Madeira Yin, Fogo Yang, Fogo Yin, etc. Isto produz um ciclo combinado que se repete a cada 60 anos.

Neste ano de 2011, o ano novo chinês tem inicio no dia 03 de Fevereiro, seu animal regente é o Coelho de Metal.

De acordo a tradição chinesa, o Coelho traz um ano no qual você pode respirar e acalmar os seus nervos. É um momento de negociação. Não tente forçar assuntos, porque se o fizer irá fracassar. Para ganhar os maiores benefícios neste momento, se concentre em casa, família, segurança, diplomacia, e em relações com mulheres e crianças. Torne seu objetivo criar uma vida segura e pacifica para que assim você possa lidar com calma com qualquer problema que apareça.

Chang´e e o Coelho de Jade

O Coelho representa a esperança para a cultura chinesa há muito tempo. Ele é terno e amoroso.

A deusa da lua na Mitologia Chinesa, Chang´e, tinha um coelho como seu mascote, o que nos faz crer que o coelho era o único animal amável o suficiente para estar ao lado de sua nobre beleza.

Chang´e, Ch´ang-O ou Chang-Ngo (Chinês: 嫦娥; pinyin: Cháng'é) é a Deusa chinesa da Lua, ela vive na lua, e é conhecida como “a mulher da lua”.

De acordo a lenda, Chang´e e seu marido Houyi eram imortais que viviam no paraíso. Um dia os 10 filhos do Imperador de Jade se transformaram em 10 Sóis, e fizeram com que a terra se queimasse.

O Imperador de Jade chamou Houyi para ajudá-lo com sua maravilhosa habilidade no arco e flecha. Houyi atirou e matou 9 dos 10 filhos do Imperador que obviamente não ficou contente com isto e então puniu Houyi e Chang´e, fazendo-os viver como meros mortais na terra. Vendo que Chang´e estava profundamente infeliz com a perda da sua imortalidade, Houyi decidiu ir buscar a pílula da imortalidade para que pudessem voltar a serem imortais.

A Rainha Mãe do Oeste deu a Houyi a pílula da imortalidade e lhe avisou que para se tornar um imortal era necessário tomar apenas metade da pílula. Ele levou a pílula de volta para casa e a guardou em uma caixa. Ele avisou Chang´e para não abrir a caixa até que ele voltasse de sua viagem. Mas, Chang´e se tornou muito curiosa e abriu a caixa onde estava guardada a pílula justamente no momento em que Houyi estava chegando em casa. Nervosa e com medo que ele a descobrisse Chang´e engoliu a pílula inteira. Ela começou a flutuar no céu pela sua overdose. Houyi não conseguiu pará-la e então Chang´e continuou a flutuar até que aterrisou na lua. Embora sem seu marido Chang´e tinha a companhia de um Coelho de Jade que morava na lua junto com ela.
Na mitologia Chinesa o Coelho de Jade vive lá e fabrica ervas medicinais. Este coelho também é mencionado no romance Jornada ao Oeste.

O caractere chinês para ‘Tu’ (coelho) é parte de ‘Yi’ (libertação ou lazer) indicando velocidade e distancia.

O povo Han tem o costume de acreditar que a mulher grávida não pode comer carne de coelho por medo da criança nascer com lábio leporino. Ao recém nascido lhe é dado pinturas de crianças e coelhos representando uma vida futura pacífica e feliz.

enviado por Ester

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

"O vento que sopra pelas flores "

Uma história (verdadeira) sobre CURA.

De Lee Paton

Há vários anos atrás, em Seattle, Washington, vivia um refugiado tibetano de 52 anos de idade. "Tenzin", é como vou chama-lo, foi diagnosticado como portador de uma forma de linfoma das mais fáceis de curar. Ele foi internado em um hospital e recebeu a primeira dose de quimioterapia. Mas durante o tratamento, este homem normalmente gentil tornou-se agressivo e irritado; arrancou a agulha intravenosa de seu braço e negou-se a cooperar. Ele então gritou com as enfermeiras e discutiu com todos ao seu redor. Os médicos e enfermeiros ficaram desconcertados.

Depois, a esposa de Tenzin falou com o pessoal do hospital. Ela contou que Tenzin foi um prisioneiro político dos chineses por 17 anos. Eles mataram sua primeira esposa e ele foi repetidamente torturado e brutalizado durante todo o tempo em que esteve preso. As normas e regulamentos do hospital, juntamente com a quimioterapia, fez Tenzin recordar todo o sofrimento que passou nas mãos dos chineses.

"Eu sei que vocês querem ajudá-lo," ela disse, "mas ele se sente torturado pelo tratamento. Eles fazem com que ele sinta ódio internamente " da mesma maneira que os chineses fizeram ele se sentir. Ele prefere morrer do que viver com o ódio que ele está sentindo agora. E, segundo nossas crenças, é mito ruim ter tamanho ódio no coração na hora da morte. Ele precisa estar apto para rezar e limpar seu coração."

Assim, o médico dispensou Tenzin e recomendou uma equipe da clínica de repouso para visita-lo em casa. Eu era a enfermeira encarregada de cuidar dele. Eu entrei em contato com um representante da "Anistia Internacional" para pedir-lhe conselhos. Ele me disse que a única forma de sanar o trauma da tortura era "falar a respeito". "Essa pessoa perdeu sua confiança na humanidade e sente que a esperança é impossível." Mas quando eu encoragei Tenzin a falar sobre suas experiências, ele ergueu suas mãos e me fez parar. Ele disse:

"Eu preciso aprender a amar de novo se eu quiser curar minha alma. Sua tarefa não é fazer perguntas. Sua tarefa é me ensinar a amar novamente."

Respirei profundamente e perguntei:

"E como eu posso faze-lo amar de novo?"

Tenzin respondeu prontamente:

"Sente-se, tome meu chá e coma meus biscoitos."

O chá tibetano é um chá preto forte, coberto com manteiga de iaque e sal. Não é fácil de bebê-lo! Mas, foi o que eu fiz. Por várias semanas, Tenzin, sua mulher e eu nos sentamos juntos e tomamos chá. Nós também conversamos com os médicos para achar formas de tratar suas dores físicas. Mas era sua dor espiritual que deveria ser diminuída.

Cada vez que eu chegava, via Tenzin sentado de pernas cruzadas em sua cama, recitando preces de seus livros. Com o passar do tempo, sua mulher foi pendurando mais e mais "thankas" - badeirolas budistas coloridas - nas paredes. Em pouco tempo, o quarto parecia um colorido templo religioso. Na chegada da primavera, eu perguntei o que os tibetanos faziam na primavera, quando estavam doentes. Ele abriu um grande sorriso e disse:

"Nós nos sentamos e aspiramos o vento que sopra pelas flores."

Eu pensei que ele estava falando poéticamente, mas suas suas palavras eram literais. Ele explicou que os tibetanos fazem isso para serem pulverizados com o pólen das novas floradas, carregadas pela brisa. Eles acreditam que esse pólen é um potente medicamento. No primeiro momento, achar muitas floradas parecia um pouco difícil. Mas, um amigo sugeriu que Tenzin visitasse algumas floriculturas locais. Eu liguei para o gerente de uma floricultura e expliquei-lhe a situação. Sua reação inicial foi "Você quer o que?” Mas quando eu expliquei melhor o meu pedido, ele concordou. Então, no final-de-semana seguinte, eu busquei Tenzin, sua esposa e suas provisões para a tarde: chá preto, manteiga, sal, chícaras, biscoitos, almofadas e livros de preces. Eu os deixei na floricultura e combinei de pega-los às 17 horas. No outro final-de-semana, visitamos uma outra floricultura. E mais outra no terceiro fim-de-semana. Na quarta semana, eu comecei a receber convites das floriculturas para Tenzin e sua mulher para voltarem novamente. Um dos gerentes disse:

"Nós temos uma nova remessa de nicotianas e lindas fuchsias" ah, sim! E temos belas dafnias. Eu sei que eles vão adorar o perfume das dafnias! E eu quase me esqueci! Temos uns novos bancos de jardim que Tenzin e sua esposa vão adorar!"

No mesmo dia, outra floricultura ligou dizendo que eles tinham recebido birutas coloridas para Tenzin saber de que direção o vento estava soprando. Logo, as floriculturas estavam competindo pelas visitas de Tenzin. As pessoas começaram a se importar com o casal tibetano. Os empregados arrumavam os móveis de frente para o vento. Outros traziam água quente para o chá. Alguns fregueses regulares deixavam seus carrinhos de compras próximos do casal. E no final do verão, Tenzin voltou ao seu médico para novos exames e determinar o desenvolvimento da doença. Mas o doutor não achou nenhuma evidência de câncer. Ele estava abobalhado; disse a Tenzin que ele simplesmente não sabia explicar aquilo. Tenzin levantou seu dedo e disse:

"Eu sei porque o câncer se foi. Ele não podia mais viver num corpo tão cheio de amor. Quando eu comecei a sentir a compaixão das pessoas da clínica, dos empregados das floriculturas, e todas essas pessoas que queriam saber de mim, eu comecei a mudar por dentro. Agora, eu me sinto afortunado por ter a oportunidade de ser curado dessa forma. Doutor, por favor, não acredite que a sua medicina é a única cura. Àsvezes, a compaixão pode também curar um câncer."

enviado por Dulceland
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