domingo, 26 de junho de 2011

Com o tempo você aprende


Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto... plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida. Nossas dádivas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar!"
atribuído a William Shakespeare, enviado por Irene

domingo, 19 de junho de 2011

A PRÓXIMA TAREFA

A próxima tarefa é aprenderes a vibrar pelo que és.
Sem máscaras, sem falsos atributos, sem revestimentos.
A próxima tarefa é seres quem és. Sem desvios nem omissões.
Sem rasgos de oportunismo juvenil. Sem arestas.


Seres quem és exige de ti agora todo o empenho deste
mundo. Seres quem és, respeitares o que sentes, vai exigir
muita energia de ti agora, nesta fase da tua vida.

Ou porque nunca respeitaste a tua essência, e está na
hora de mudar o rumo das coisas, ou porque tens treinado
bem, e agora está na hora de dar o grande salto.


Só tu podes responder a essa questão. Tu… e eu, claro.
Por isso, fixa bem o que te vou dizer. Põe o pensamento
no peito e sente. Sente, simplesmente. Mais nada.
E quanto mais te acostumares a só sentir, sem pensar
em nada, mais rapidamente te vais ligar à tua alma e descobrir,
finalmente, quem és e o que andas por cá a fazer.



O LIVRO DA LUZ – Pergunte, O Céu Responde,
de Alexandra Solnado http://www.alexandrasolnado.com/, enviado por Francisco Ulisses

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O Caminho do Xamã, de Michael Harner


(*) Extraído de http://holosgaia.blogspot.com



Quando o breve crepúsculo equatoriano foi substituído pela escuridão, Tomás pôs um quarto do líquido numa cabaça e disse-me que o bebesse. Todos os índios observavam. Senti-me como Sócrates entre os compatriotas atenienses, aceitando a cicuta — pois me ocorrera que um dos nomes alternativos que o povo do Amazonas peruano dava à ayahuasca era "a pequena morte". Bebi a poção rapidamente. Tinha um sabor estranho, ligeiramente amargo. Então, esperei que Tomás também bebesse, mas ele disse que afinal resolvera não participar.

Amarraram-me na plataforma de bambu, sob o grande teto feito de colmo da casa comunal. A aldeia estava silenciosa, exceto pelo cricrilar dos grilos e os guinchos do macaco ruivo, nas profundezas da selva.

Enquanto olhava para cima, na escuridão, tênues linhas de luz apareceram. Tornaram-se mais nítidas, mais intrincadas e explodiram em cores brilhantes. De muito longe vieram sons, como os de uma cascata, e foram se fazendo cada vez mais fortes, até encherem meus ouvidos.

Minutos antes eu me sentira desapontado, certo de que a ayahuasca não ia ter efeito sobre mim. Agora, o som da água em movimento inundava meu cérebro. Meu maxilar começou a ficar entorpecido, e aquele entorpecimento ia subindo para as têmporas.

Sobre a minha cabeça, as linhas indistintas formavam um dossel que parecia um mosaico geométrico de vidro pintado. A brilhante tonalidade violeta formava um teto que se expandia sem cessar sobre mim. Dentro daquela caverna celestial, ouvi o som da água aumentar e pude ver figuras nebulosas, que faziam movimentos espectrais. Quando meus olhos se ajustaram ao escuro, a cena movimentada reduziu-se a algo que se assemelhava a um imenso parque de diversões, a uma orgia sobrenatural de demônios. Ao centro, presidindo as atividades, e olhando diretamente para mim, havia uma gigantesca cabeça de crocodilo mostrando os dentes, de cujas mandíbulas cavernosas jorrava uma enxurrada torrencial de água. Lentamente, a água foi subindo, até que a cena transformou-se em simples dualidade de céu azul sobre o mar. Todas as criaturas se haviam desvanecido.

Então, da posição onde eu estava, próximo à superfície da água, comecei a ver dois barcos estranhos, vagando de cá para lá, flutuando no ar em minha direção e aproximando-se cada vez mais. Lentamente, juntaram-se, formando uma só embarcação, com imensa cabeça de dragão na proa, não muito diferente de um barco viking. No meio do navio erguia-se uma vela quadrada. Aos poucos, enquanto o barco serenamente flutuava de cá para lá sobre mim, ouvi um som rítmico sibilante e vi que se tratava de uma galera gigantesca, com centenas de remos, movendo-se em cadência com o som.

Tornei-me consciente, então, do mais belo cântico que tinha ouvido em minha vida, em alto som, e etéreo, emanado de miríades de vozes a bordo da galera. Olhando com mais atenção para o convés, pude distinguir grande número de seres com cabeça de gaio azul e corpo de homem, bastante parecidos com os deuses do antigo Egito, com cabeça de pássaro, que eram pintados nas sepulturas. Ao mesmo tempo, uma essência de energia, advinda do navio, começou a flutuar em meu peito. Embora eu pensasse que era ateu, fiquei inteiramente certo de que estava morrendo, e de que aquelas cabeças de pássaro tinham vindo buscar a minha alma para levá-la ao barco. Enquanto o fluxo da alma continuava a sair do meu peito, percebi que as extremidades do meu corpo iam fazendo-se entorpecidas.

Começando pelos braços e pelas pernas, vagarosamente, tive a impressão de meu corpo estar se tornando de concreto. Eu não podia me mover, nem falar. Aos poucos, esse entorpecimento fechou-se sobre o meu peito, na direção do coração, e tentei usar a boca para pedir ajuda, para pedir um antídoto aos índios. Por mais que tentasse, entretanto, não conseguia dominar a minha força o bastante para pronunciar uma palavra. Simultaneamente, meu abdômen parecia se tornar de pedra, e tive de fazer um tremendo esforço para manter meu coração batendo.

Comecei a chamar meu coração de amigo, meu mais querido amigo, a falar com ele, a encorajá-lo a bater, com toda a força que ainda me restava.

Fiz-me consciente do meu cérebro. Senti — fisicamente — que ele tinha sido dividido em quatro níveis distintos. Na superfície superior estava o observador, o comandante, consciente da condição do meu corpo e responsável pela tentativa de manter o coração funcionando. Percebi, mas apenas como espectador, a visão que emanava do que pareciam ser as partes mais profundas do cérebro. Imediatamente abaixo do nível mais alto, senti uma camada entorpecida, que parecia ter sido posta fora de ação pela droga, e ali não estava. O nível seguinte era a fonte de minhas visões, inclusive a do barco da alma.

Agora, eu me sentia virtualmente certo de que estava para morrer. Enquanto tentava avaliar meu destino, uma parte ainda Interior do meu cérebro começou a transmitir mais visões e in-formações — "disseram-me" que esse novo material me estava sendo apresentado porque eu ia morrer e, portanto, estava "pronto" para receber aquelas revelações. Informaram-me que se tratava de segredos reservados aos agonizantes e aos mortos. Apenas vagamente, pude perceber os que me transmitiam esses pensamentos: répteis gigantes, repousando apaticamente na mais ínfima região da parte de trás do meu cérebro, no ponto onde ele encontra a parte superior da coluna espinhal. Eu só podia vê-los de forma nebulosa e, assim, pareciam-me profundezas sombrias, tenebrosas.

Depois, eles projetaram uma cena diante de mim. Primeiro, mostraram-me o planeta Terra tal como era há uma eternidade atrás, antes que nele houvesse vida. Vi o oceano, a terra nua e o brilhante céu azul. Então, flocos pretos caíram do céu, às centenas, e pousaram diante de mim, na paisagem nua. Pude ver que esses "flocos" eram, na verdade, grandes e brilhantes criaturas negras, com reforçadas asas que assemelhavam-se ás dos pterodátilos e imensos corpos como o da baleia. Suas cabeças não eram visíveis a mim. Tombaram pesadamente, mais do que exaustas pela viagem feita, que durara épocas infinitas, Explicaram-me, numa espécie de linguagem mental, que estavam fugindo de alguma coisa, no espaço. Tinham vindo ao planeta Terra a fim de escapar desse inimigo.

Essas criaturas mostraram-me, então, como haviam criado a vida sobre o planeta, com o intuito de se ocultarem sob diversas formas e assim disfarçar sua presença. Diante de mim, a magnificente criação e a especificação das plantas e dos animais — centenas de anos de atividade — foram feitas em tal escala, e com tamanha intensidade, que me é impossível descrever. Aprendi que essas criaturas semelhantes a dragões estavam, assim, dentro de todas as formas de vida, inclusive no homem.* Eram elas os verdadeiros senhores da humanidade e de todo o planeta, foi o que me disseram. Nós, humanos, não passávamos de seus receptáculos e servos. Por isso é que podiam falar comigo de dentro de mim.

Surgindo a partir das profundezas da minha mente, essas revelações alternavam-se com as visões da galera flutuante que quase terminara por levar minha alma para bordo. O barco, com sua tripulação de cabeças de gaio azul no convés, ia aos poucos se afastando, puxando minha força de vida com ele, enquanto seguia em direção a um grande fiorde, flanqueado por algumas colinas erodidas e áridas. Eu sabia que tinha apenas um momento para viver e, estranhamente, não sentia medo daquele povo de cabeças de pássaro, não me importava ceder-lhe a minha alma, se a pudesse manter. Receava, entretanto, que de alguma forma a minha alma não pudesse se manter no plano horizontal do fiorde, mas, por meio de processos desconhecidos, embora sentidos e temidos, fosse capturada, ou recapturada pelos alienígenas das profundezas, com seu aspecto de dragões.

Subitamente senti, de maneira clara, a minha condição de homem, o contraste entre a minha espécie e os antigos répteis ancestrais. Desatei a lutar contra a volta dos antigos, que começavam a parecer cada vez mais alienígenas, e que seriam, possivelmente, perversos. Voltei-me para o auxílio humano.

Com um último esforço, que não pode sequer ser imaginado, mal pude balbuciar uma palavra para os índios: "Remédio!"; vi que corriam para preparar o antídoto e senti que não conseguiriam prepará-lo a tempo. Eu precisava de um guardião que pudesse derrotar os dragões e, desesperadamente, procurei evocar um ser poderoso para proteger-me contra aqueles répteis alienígenas. Um deles apareceu diante de mim e, nesse momento, os índios abriram à força minha boca e nela derramaram o antídoto. Aos poucos, os dragões desapareceram, recuando para as profundezas. O barco das almas e o fiorde já não existiam. Eu, aliviado, relaxei.

O antídoto melhorou radicalmente o meu estado, mas não evitou que viessem novas visões, de natureza mais superficial. Com estas podíamos lidar, eram agradáveis. Fiz viagens fabulosas, á vontade, através de regiões distantes, mesmo para fora da Galáxia, criei arquiteturas incríveis, usei demônios de sorrisos sardônicos para realizar as minhas fantasias. Muitas vezes, dei comigo rindo alto, pelas incongruências das minhas aventuras.

Finalmente, adormeci.

Raios de sol infiltravam-se pelas gretas do telhado de colmo quando acordei. Estava ainda deitado sobre a plataforma de bambu e ouvia os ruídos normais da manhã em tomo de mim: os índios conversando, os bebês chorando e um galo cantando. Descobri, com surpresa, que me sentia repousado e tranqüilo, Enquanto ali ficava, olhando para o padrão lindamente tecido do forro de colmo, as lembranças da noite anterior passavam pela minha mente. Detive-me momentaneamente entre essas lembranças para apanhar meu gravador que estava na bolsa de pertences do meu trabalho. Enquanto remexia na bolsa, vários dos índios vieram cumprimentar-me, sorrindo. Uma mulher idosa, esposa de Tomás, deu-me uma tigela com peixe e molho de lanchagem, que tinham delicioso sabor. Então, retomei à plataforma, ansioso por colocar minhas experiências noturnas no gravador antes que me esquecesse de alguma coisa.

O trabalho de recordar foi fácil, exceto por um trecho do transe de que não podia me lembrar. Ficou em branco, como se a fita não tivesse sido usada. Lutei durante horas para lembrar o que acontecera durante aquela parte da experiência e, virtualmente, trouxe-a à força de volta à minha consciência. O material recalcitrante era a comunicação feita pelas criaturas em forma de dragões, incluindo a revelação do papel que tinham tido na evolução da vida deste planeta e o domínio inato que exerciam sobre a matéria viva, inclusive sobre o homem. Fiquei bastante animado ao descobrir de novo esse material, e não pude deixar de sentir a sensação de que eles não haviam imaginado que eu pudesse trazê-lo de volta das regiões mais recônditas da mente.

Tive até mesmo uma sensação muito peculiar de medo em relação à minha segurança, porque agora possuía um segredo que, segundo as criaturas, estava reservado aos mortos, aos agonizantes. Imediatamente, resolvi repartir essa parte do meu conhecimento com os outros, para que o "segredo" não ficasse somente comigo e minha vida não fosse ameaçada. Coloquei meu motor de popa numa canoa feita de um só tronco e parti para uma missão evangélica americana que ficava nas proximidades.

O casal da missão, Bob e Millie, era objeto de maior estima que os missionários comuns enviados pelos Estados Unidos: eram hospitaleiros, dotados de senso de humor e compassivos.[1] Contei-lhes minha história. Quando descrevi o réptil de cuja boca esguichava água, marido e mulher se entreolharam, foram buscar a Bíblia, e leram para mim o seguinte trecho do Capítulo 12 no Livro do Apocalipse:

"E a serpente lançou pela boca um rio de água..."

Explicaram-me que a palavra "serpente", na Bíblia, era sinônimo das palavras "dragão" e "Satã". Continuei a minha narrativa. Quando cheguei ao trecho sobre as criaturas com aspecto de dragão a fugir de um inimigo que estava além da Terra e caindo aqui para escapar aos seus perseguidores, Bob e Millie ficaram impressionados e, de novo, leram para mim algo mais, da mesma passagem do Livro do Apocalipse:

"E houve uma batalha no céu: Miguel e seus anjos lutaram contra o dragão. O dragão e seus anjos combateram, mas não conseguiram vencer, nem se encontrou mais seu lugar no céu. E o grande dragão, a antiga serpente, chamado Diabo e Satanás, o sedutor do mundo inteiro, foi expulso; foi atirado à Terra, e seus anjos com ele."

Ouvi com surpresa e assombro. Os missionários, por sua vez, pareciam tomados de respeitoso temor diante do fato de um antropólogo ateu aparentemente poder, por haver bebido um líquido de "feiticeiros", receber algo do mesmo material sagrado do Livro do Apocalipse. Quando terminei minha narrativa, senti-me aliviado por ter repartido meu novo conhecimento, mas também estava exausto. Caí adormecido no leito dos missionários, deixando-os a prosseguir com a conversa sobre aquela experiência.

Ao entardecer, quando voltei à aldeia em minha canoa, minha cabeça começou a latejar no ritmo do ruído do motor de popa; pensei que estava enlouquecendo; tive de tapar os ouvidos com a mão para evitar essa sensação. Dormi bem, mas no dia seguinte notei um entorpecimento ou pressão na cabeça.

Agora, tinha muita vontade de pedir a opinião profissional do índio que mais entendia de assuntos sobrenaturais, um cego que fizera muitas viagens ao mundo dos espíritos com a ajuda da ayahuasca. Parecia-me bastante apropriado que um cego pudesse ser o meu guia no mundo das trevas.

Fui à cabana dele, levando meu caderno de anotações, e descrevi as visões que tivera, segmento por segmento. Primeiro, falei-lhe apenas das luzes brilhantes; então, quando cheguei às criaturas com aspecto de dragões, omiti o trecho em que chegaram do espaço e disse apenas: — Havia animais negros, gigantescos, algo assim como enormes morcegos, maiores que esta casa, e eles disseram que eram os verdadeiros senhores do mundo.

— Não havia a palavra dragão para os Conibo, assim "morcegos gigantescos" era o que de mais parecido havia para descrever o que eu tinha visto.

O índio fixou em mim seus olhos sem luz e disse, careteando um sorriso: — Ah! Eles estão sempre dizendo isso. Mas são apenas senhores das Trevas Exteriores.

Fez um movimento despreocupado com a mão, rumo ao céu. Senti um arrepio percorrer a parte inferior da minha espinha, porque eu ainda não lhe tinha dito que em meu transe eu os tinha visto chegar do espaço.

Fiquei estupefato. O que eu havia experimentado já era familiar para aquele xamã cego e descalço, conhecido por ele em suas próprias explorações do mesmo mundo oculto no qual eu me aventurara. A partir desse momento, decidi aprender tudo quanto pudesse sobre xamanismo.

E houve algo mais que me encorajou em minha nova indagação. Depois que contei toda a minha experiência, ele me disse que não conhecia ninguém que tivesse encontrado e aprendido tanto em sua primeira viagem com a ayahuasca.

— Sem dúvida, o senhor vai ser um mestre xamã — disse ele.


Do livro O Caminho do Xamã, de Michael Harner

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Por que desistir de acreditar?


Autor: Dalmir Sant’Anna – http://www.dalmir.com.br/

A cantadora Adriana Calcanhoto interpreta uma linda composição de Edu Lobo e Chico Buarque chamada “Ciranda da Bailarina”. Você já ouviu essa canção? Depois de ouvir a música inúmeras vezes, passei a refletir no quanto as pessoas são diferentes e algumas, abandonam a ação de confiar em si. Negam tentar algo novo, porque o medo de falhar estará refletindo em fracasso. Nos tópicos a seguir, observe como não desistir de acreditar em você. Perceba que são poucas as coisas que se aprende na vida, sem que se erre pelo menos uma vez.

Superar a zona de conforto – Quando uma pessoa não quer fazer uma atividade, qualquer desculpa serve. O detalhe é que as repetitivas justificativas têm um modo estranho de se transformar em realidade. São pessoas que observam seu reflexo no espelho logo cedo e, ao contrário de um sorriso feliz, em comemorar mais um dia saudável de vida, despejam uma tormenta de energia negativa com reclamações, desavenças e descontentamentos. O que seria de uma bailarina, se as dores musculares justificassem parar de dançar? Superar a zona de conforto é uma importante ação para compreender a diferença entre falhar e ser um fracasso. Admita que talvez, você não tenha feito o melhor possível e para sentir o gostinho de uma vitória, será necessário aplicar um esforço a mais.

Alterar o estereótipo de perfeição – Há no sistema nervoso humano, uma substância conhecida como Neuropeptídeo (NPY), que faz a comunicação entre os neurônios e afetam a maneira como observamos as reações ao nosso redor. Quanto menor a quantidade da substância NPY, mais pessimista se torna o ser humano. A bailarina na canção é um estereótipo de perfeição, sem problemas, dores, tristezas e cicatrizes no coração. Mas quem não os tem? Na vida, algumas pessoas aprendem a mudar pela dor e outras por amor. Não se negue a oportunidade de compreender suas fraquezas e procure perceber, o que parece o fim pode ser o começo de uma grande transformação na sua vida.

Não deixe a cortina do palco da vida fechar – A capacidade de acreditar é abalada com expressões do tipo: “Você não vai conseguir! Outras pessoas já tentaram e não conseguiram! Desista, isso não vai dar certo!” Há obstáculos que depois de superados tornam-se verdadeiras lições, de aprendizagem e estímulos que influenciam nosso comportamento, a maneira de viver e contribuem para uma nova direção. O momento mágico da bailarina é quando a cortina do palco abre e ela demonstra toda competência, brilho e encanto. Não permita cair em armadilhas geradas pelo pessimismo e mau humor. Não deixe a cortina do palco da sua vida ser fechada para as oportunidades que estão a sua volta. Ninguém mais do que você, possui a capacidade encantadora de mudar.

A letra da música “Ciranda da Bailarina” diz: “Sala sem mobília, goteira na vasilha, problema na família, quem não tem, procurando bem, todo mundo tem”. Incertezas, receios, adversidades e desconfianças fazem parte do ser humano. O interessante é perceber que algumas pessoas direcionam seus olhares para os erros, outros para a possibilidade de melhorar continuamente. Não permita que as pessoas a sua volta, tenham a capacidade de destruir sua autoestima e, paralisar sua vontade de acreditar na força de superação. Você pode e merece ser feliz. Lembre-se que na vida, não há aviso prévio como no ambiente profissional e o momento de acreditar, mais em você, não é amanhã, mas já!

enviado por Luciene

terça-feira, 7 de junho de 2011

Vivência no Portal Ho'oponopono - Brasília - 30 e 31 de Julho, 2011


Para mais informações sobre o evento acesse:
http://www.portalquantum.com/vivencia-brasilia.php
http://www.hooponopono.ws/

Ho’o significa CAUSA e Ponopono significa PERFEIÇÃO, em havaiano.  É corrigir o caminho, colocar no prumo. Através desta técnica e suas "ferramentas", temos a capacidade de fazer o correto para nosso próprio Ser, de voltar para o estado da perfeição, de colocar novamente nossa página vivencial em branco, o Zero, bastando apenas pedir à Divindade que aquilo que está em nós, que sentimos como ansiedade, sofrimento, problemas, venha à superfície para ser liberado. 

Ho'oponopono faz parte da tradição dos povos Havaianos há milênios, o original era interpessoal, com um grupo coordenado por um mediador.

Nos anos 80 a Kahuna Morrnah Simeona, apresentou o que ela chamou de Ho'oponopono da Identidade Própria, que é intrapessoal, um processo interior sem a necessidade de mediação externa. O Dr. Ihaleakalá Hew Len é quem tem divulgado esse novo Ho'oponopono nestes anos recentes. O que segue é o básico e essencial para se entender como funciona, e como se aplica o Ho'oponopono.


Como Praticar o Ho’oponopono

SOMOS TODOS UM, portanto toda cura é auto cura. Na medida em que você melhora o mundo também melhora. O intelecto não dispõe dos recursos para resolver problemas, ele só pode manejá-los. E manejar não resolve problemas. Ao fazer o Ho’oponopono você pede a Deus, a Divindade, o Universo, o Tudo que Há, a Força Superior (conforme você concebe e entende essa Força) para limpar, purificar a origem destes problemas, que são as recordações, as memórias. Você assim neutraliza a energia que você associa à determinada pessoa, lugar ou coisa. No processo esta energia é libertada e transmutada em pura luz pela Divindade. E dentro de você o espaço que foi liberado é preenchido pela luz da Divindade.

Então, no Ho‟oponopono não há culpa, não é necessário reviver sofrimento, não importa saber o porquê do problema, de quem é a culpa, sua origem. No momento que você nota dentro de si algum incômodo em relação a uma pessoa, ou lugar, acontecimento ou coisa, inicie o processo de limpeza, peça a Deus:

"Divindade, limpe em mim o que está contribuindo para este problema." Então use as frases desta sequência: "Sinto muito. Me perdoe. Te amo. Sou grato." várias vezes, você pode destacar uma que lhe toca mais naquele momento e repeti-la. Deixe sua intuição lhe guiar.

 * Quando você diz "Sinto muito" você reconhece que algo (não importa se saber o que) penetrou no seu sistema corpo/mente. Você quer o perdão interior pelo o que lhe trouxe aquilo. *Ao dizer "Me perdoe" você não está pedindo a Deus para te perdoar, você está pedindo a Deus para te ajudar se perdoar.

* "Te amo" transmuta a energia bloqueada (que é o problema) em energia fluindo, religa você ao Divino. 

 
* "Sou grato" é a sua expressão de gratidão, sua fé que tudo será resolvido para o bem maior de todos envolvidos. A partir deste momento o que acontece a seguir é determinado pela Divindade, você pode ser inspirado a tomar alguma ação, qualquer que seja, ou não. Se continuar uma dúvida, continue o processo de limpeza e logo terás a resposta quando completamente limpo. Lembre-se sempre que a memória em você que julga o que há de errado no próximo também existe nele, memória que julga.


Assuma esta responsabilidade. Ninguém mais precisa fazer este processo, só você. A prática constante do Ho'oponopono gera uma vibração que facilita lidar com as surpresas no dia a dia. Quando toca o telefone eu imediatamente já estou "limpando" , peço à Divindade para transmutar em pura luz qualquer coisa em mim que possa vir a contribuir para gerar algum problema com a pessoa que estiver ligando. Mas já cheguei no ponto de; tocou o telefone - a frase "Te amo" já está sendo aplicada repetidamente com este intuito.

Em  todos os aspectos e momentos da vida é importante estarmos atentos aos pensamentos - e os sentimentos que se apresentam. Este é o verdadeiro Ho'oponopono incessante. É consciência, presença no Agora. O uso das frases não é para ser como um "mantra". Mantra é distração, consciência é reparar no silêncio, nas interferências nele.

Neste Mundo da Dualidade dois sentimentos não ocupam o mesmo espaço, ou você se sente bem de diversas maneiras ou... se sente sem ânimo, se sente mal, indiferente, e outras graduações de negatividade. Ao prestarmos a atenção ao nosso sentimento temos a indicação de nos lembrarmos da limpeza, justamente para nos sentirmos melhor chegando na paz que a limpeza nos proporciona.

A Paz nos permite testemunhar o Mundo fora da dualidade, mais e mais. Estamos no Mundo mas não somos dele. A limpeza sempre nos revela um vislumbre da nossa real condição que é de saúde e felicidade abundante. O indicador de que se está repetindo um padrão negativo (memórias repetindo um programa) é a dor, a dúvida, sentimento de culpa, raiva, impotência, a ausência de bem estar, é a baixa auto-estima, as manifestações de escassez, de tudo que é tipo, de relacionamento, de prosperidade, de saúde, etc.

Quanto maior a identificação com aquele programa, maior o sofrimento, a ansiedade, o desespero. Mas isso ocorre porque existe a crença de que se pode resolver a questão através de esforço, de penitência, de sofrimento. Este é o "eu sou assim" no ego se apresentando. O paradoxo é que "ele" não tem os recursos para resolver o problema, só manejá-los. Se tivesse seria a morte "dele", e isso "ele" não permite, pois precisa de uma constante validação energética. Portanto, se não se valida pela emoção do sucesso, se valida pelo "estou tentando resolver, me consertar, me melhorar", ou vai pela dor mesmo... 

 

sábado, 4 de junho de 2011

Companhia feminina faz bem para a saúde!


O palestrante (Chefe da psiquiatria da Stanford) afirmou, entre outras
coisas, que uma das melhores coisas que o homem pode fazer por sua
saúde é estar casado com uma mulher. Já para a mulher, uma das
melhores coisas que ela pode fazer pela sua saúde é nutrir a sua
relação com suas amigas. Na hora, todos os presentes deram risada, mas
ele falava sério.

As mulheres se conectam de forma diferenciada e oferecem sistemas de
apoio que ajudam a lidar com o estresse e experiências de vida
adversas. Este tempo com as amigas nos ajuda a criar mais serotonina,
um neurotransmissor que ajuda a combater a depressão e que pode vir a
criar um sentimento de bem estar geral.

As mulheres compartilham seus sentimentos e os homens muitas vezes
formam suas relações a partir de suas atividades. Eles raramente
sentam com um camarada e discutem como se sentem sobre determinadas
coisas ou sobre o andamento de sua vida pessoal.

Trabalho? Sim
Esporte? Sim.
Carros? Sim.
Pescar, Caçar, Golfe? Sim.
Seus sentimentos? Raramente.
As mulheres fazem isso o tempo todo.

Nós compartilhamos a nossa alma com nossas amigas, irmãs/mães e
evidentemente isso faz bem à nossa saúde.

O Professor palestrante disse que passar o tempo com um amigo é tão
importante para a nossa saúde quanto o exercício físico.

Existe uma tendência de se pensar que quando estamos nos exercitando
estamos fazendo algo de bom para o nosso corpo, mas quando estamos com
nossos amigos estamos ‘jogando conversa fora’ e desperdiçando nosso
tempo, o que não é verdade.

Então, toda vez que vocês estiverem se divertindo na companhia de uma
amigona se parabenize porque você está fazendo bem a sua saúde!
Nós somos muito, muito sortudas. Então vamos brindar nossa amizade com
nossas amigas. Faz bem à saúde

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Último destino: o desconhecido



Ciência
Correio Braziliense
17 de maio de 2011 
Don Emmert/AFP

A decolagem do Endeavour: carga preciosa que ajudará a desvendar os mistérios do cosmos

Ônibus espacial Endeavour decola para sua missão final levando a bordo uma máquina que ajudará os astrônomos a estudar a chamada matéria escura. A estrutura forma 25% do Universo, mas permanece um mistério para os especialistas.

MAX MILLIANO MELO

Eram 12h56 de uma segunda-feira comum. O céu da Flórida estava aberto na discreta tarde de primavera do Hemisfério Norte quando o cronômetro regressivo finalmente chegou ao zero e o agente da Nasa, a agência espacial dos EUA, disse pelo alto-falante: "Bye" (tchau). Como resposta, houve um estrondo e muita fumaça.
Partia rumo ao espaço um gigante de 2 mil toneladas chamado "Esforço" ou Endeavour, como preferem os norte-americanos. Depois desta missão de 16 dias na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), o ônibus espacial que serviu à ciência por quase 20 anos se tornará peça de museu. Na viagem de despedida, carrega uma das cargas mais especiais que já transportou: o Espectrômetro Alfa Magnético-2 (AMS-2, na sigla em inglês). O equipamento de nome complicado vai ajudar o homem a entender algo igualmente complexo: a matéria escura, que compõe cerca 25% do Universo, mas permanece como um mistério para os humanos.

Até ontem, a missão final do Endeavour passou por diversos reveses. Problemas no lançamento de seu antecessor, o Discovery, fizeram a Nasa adiar seu lançamento. Mesmo assim, na data prevista, 29 de abril, um problema no sistema elétrico da espaçonave fez a missão ser adiada inicialmente por 48 horas e, depois, por mais uma semana. O comandante da jornada é o experiente membro da Marinha Mark Kelly. Além dele, outros quatro americanos e um italiano - que representa a Agência Espacial Europeia (ESA), parceira da Nasa do projeto - compõem a equipe da missão STS-134.

O voo é o penúltimo de um ônibus espacial. Os altos custos das naves reutilizáveis produzidas pelos Estados Unidos entre 1980 e 1991 e a sua baixa utilização - esperava-se que os veículos conseguissem fazer centenas de idas ao espaço por ano, no entanto esse número não passou de 12 -, além da crise econômica mundial, fizeram o governo americano encerrar de vez o caro programa. O Discovery foi aposentado no início do ano, e o Atlantis deve fazer sua última missão em julho.

O Challenger explodiu depois do lançamento em 1986, e o Columbia se desintegrou durante a reentrada atmosférica em 2003. Completa a lista de astronaves do gênero o Enterprise, utilizado apenas para testes. Em breve, portanto, os Estados Unidos dependerão das Soyuz, as naves descartáveis da Rússia, para levar seus astronautas ao cosmo. Será a primeira vez que isso ocorrerá desde que o homem chegou à Lua a bordo da Apollo 11, em 1969.

O maior interesse para a ciência neste último voo do Endeavour, no entanto, está mesmo no AMS-2, que os astronautas acoplarão à Estação Espacial. O equipamento é uma espécie de "leitor" de poeira espacial. Seu objetivo é analisar as partículas resultantes da interação entre a matéria escura e a matéria visível. "Até hoje, nós possuíamos muito poucos estudos práticos sobre matéria escura.

Agora, poderemos, pela primeira vez, analisar partículas geradas pela interação desse tipo de matéria", diz ao Correio pesquisador português Fernando Barão, que faz parte da equipe de especialistas que colabora com a Nasa para interpretar os dados que serão enviados pelo equipamento.

Equipamento potente

Além de Barão, centenas de pesquisadores de 14 países fazem parte do consócio que tentará ler as pistas da composição da matéria escura, que representa um quarto de tudo que existe no Universo. "Para se ter uma ideia da complexidade do espectrômetro, ele é 4 mil vezes mais potente do que os equipamentos que temos hoje para estudar a poeira espacial", afirma o cientista português. Quatro dias depois que for instalado, o equipamento deve enviar as primeiras informações para as torres de controle da Nasa, do Centro Marshall de Voo Espacial, ambos nos EUA, e do Centro Espacial Europeu, na França. "Assim, 24 horas por dia, pesquisadores analisarão os dados que forem enviados", completa o pesquisador, que está animado com os resultados que podem ser obtidos.

A empolgação é justificável. Enquanto a matéria visível, formadora da Terra, galáxias e tudo que podemos ver, representa apenas 5% do Universo, cerca de 95% de tudo que existe são formados pela matéria (25%) e energia (70%) escuras. "Não sabemos do que a matéria escura é feita, mas sabemos que ela influencia o movimento das galáxias e está ligada à formação de matéria", explica o professor do Instituto de Física da Universidade de Brasília (UnB) José Leonardo Ferreira.

Até agora, só se tinha podido estudar a matéria escura por meio de observações indiretas, já que se trata de algo invisível. Segundo o pesquisador da UnB, os telescópios mais potentes, como o Hubble, registram em suas imagens uma alteração na rotação das galáxias à medida que elas se distanciam da Terra.
Foi a partir da medição dessa distorção, causada pela interferência da matéria escura, que os pesquisadores calcularam a quantidade desse tipo de matéria existente no Universo. "Com a leitura das partículas resultantes da interação dos dois tipos de matéria, clara e escura, espera-se aprender mais sobre questões importantes sobre o movimento e a origem das galáxias", completa Ferreira.

Quarta viagem O astronauta Mark Kelly, 47 anos, já participou de outras três missões. Em 2006 e 2008, a bordo do Discovery, e em 2001 na própria Endeavour. Kelly quase ficou de for a da missão final do Endeavour. Ele se afastou da Nasa no início de janeiro, depois que sua mulher, a deputada Gabrielle Giffords, levou um tiro na cabeça durante um atentado em Tucson, no Arizona. Ainda em recuperação, a congressista acompanhou pessoalmente o lançamento do ônibus espacial do centro de lançamento de Cabo Canaveral, na Flórida. A presença do presidente Barack Obama era esperada em 29 de abril, mas, devido ao adiamento, ele não pôde presenciar o lançamento de ontem.

enviado por Izabel
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