sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A NAÇÃO DA HUMANIDADE


Arcanjo Metatron fala para as Nações Unidas através de Tyberonn
19 de agosto de 2011

A canalização abaixo foi apresentada ao vivo nas instalações das Nações Unidas, na Cidade de Nova York, para a Sociedade das Nações Unidas para Iluminação e Transformação (Society for Enlightenment and Transformation – SEAT), em 19 de agosto de 2011.

Para ajudar o leitor, esta mensagem foi re-canalizada [por Tyberonn e Arcanjo Metatron] e ampliada, a fim de proporcionar uma compreensão mais clara. Geralmente as canalizações "ao vivo" têm uma energia implícita que carrega um tipo de comunicação que o texto escrito não traz. Assim apreciem esta mensagem enriquecida, transmitida recentemente em Nova Iorque, nas Nações Unidas.

METATRON DIRIGE-SE ÀS NAÇÕES UNIDAS:

A NAÇÃO DA HUMANIDADE

Uma mensagem do Arcanjo Metatron canalizada por James Tyberonn
Cidade de Nova York, 19 de agosto de 2011

Saudações! Eu sou Metatron, Senhor da Luz, e os abraço com amor, amor incondicional.
E assim, neste dia maravilhoso, nós nos reunimos nas Nações Unidas. Fazemos uma pausa para preencher a sala com a Luz Cósmica do Amor Incondicional. E lhes dizemos que somente o Amor Incondicional poderá unir as nações da sua amada Terra.

Envolvemos cada um de vocês com uma energia nutridora e com um campo de auto-capacitação, pois cada um de vocês é verdadeiramente Mestre em seu caminho de Ascensão. É nosso propósito oferecer-lhes inspiração e clareza, mas na verdade, é sempre necessário que VOCÊS, como SERES sagrados e soberanos, usem de discernimento em relação a esta e quaisquer outras mensagens “canalizadas”
Então, estamos em 2011, no ápice da sua anunciada Ascensão. E assim, gentilmente lhes pedimos que olhem ao redor apenas por um instante. O que vêem?

A mídia está noticiando guerra, fome, desastres e colapso econômico. Ela transmite o que é visto na terceira dimensão. E geralmente é um cenário sombrio, cheio de tristeza e desgraças, não é? Mas nós lhes dizemos que um novo sol está raiando, e certamente é o sol da mudança. Ele traz a luz da magnífica Terra Nova. E realmente queremos dizer “magnífica”, Queridos!

Sim, sabemos que alguns de vocês estão pensando “Os Anjos estão vendo o mundo através de óculos cor-de-rosa. Eles enxergam sob uma perspectiva de Polyana.”

Sempre houve os negativistas neste planeta – aqueles que predizem tristeza, tragédias e advertem sobre perigos. Eles servem a um propósito na dualidade e, com certeza, uma olhada rápida ao redor do globo pareceria justificar o ponto de vista dessas pessoas. Mas lhes dizemos que isso é energia velha. Não é função do Espírito dizer-lhes para desistir da esperança nem do livre arbítrio. Nossa mensagem é falar-lhes sobre sua Divindade e dizer-lhes que, de fato, o planeta e toda a humanidade vão Ascender… e que estão no caminho certo para isso. Ponto final.

SEAT

Hoje falaremos nas Nações Unidas na mesma linguagem que usamos com todos os buscadores, com todas as platéias conscientes. Reconhecemos aqueles que fazem parte da Sociedade para a Iluminação e Transformação [SEAT] como membros do “Time da Transformação”. Nós os conhecemos muito bem e os respeitamos pelos papéis que estão desempenhando nesta organização.

O COMEÇO… NÃO O FIM

Muitas pessoas estão perguntando o que vai realmente acontecer em 2012. Os lucros relacionados ao fim do mundo estão especialmente em alta, não é? Alguns dos seus especuladores encontraram um terreno particularmente fértil nessa área, criando medo em torno de colisões de cometas, asteróides, reversão cataclísmica dos pólos e colapso econômico.

Queridos, a Ascensão ocorrerá, e foi a humanidade que a tornou possível. Está na hora de abandonar a velha energia, o MEDO, e todos vocês que se encontram hoje nesta sala devem ser líderes neste processo através do exemplo.

Mestres, as mudanças planetárias ocorrerão, mas são apropriadas, e o cataclismo global que alguns videntes previram NÃO vai acontecer. O planeta Ascenderá e a humanidade o acompanhará. No nível da sua consciência superior, aquele nível acima do medo, vocês não apenas estão conscientes disto… mas o programaram. Então lhes dizemos, “Muito Bem! Parabéns!”

Mas, estejam cientes de que de fato haverá a limpeza do planeta, a elevação da frequência, mas isto ocorrerá num nível regional, e é para o bem mais elevado. Nós lhes asseguramos que, apesar de devastadores, se não fossem os terremotos, tremores, ventanias e ondas que estão ocorrendo em determinadas regiões, inevitavelmente haveria cataclismos numa escala bem maior. Isto não acontecerá justamente porque a mudança está sendo gradual. Faz sentido, não é?

ABANDONANDO A VELHA ENERGIA

Queridos, mais uma vez lhes dizemos que a Ascensão ocorrerá, e que foi a humanidade que a tornou possível. Está na hora de abandonar a velha energia, o MEDO.

O medo está profundamente programado, mas é um registro repetitivo. Muitas das suas religiões estão repletas de dogmas, advertências e restrições que incorporam medo e controle. Elas programam vocês com o conceito errôneo de “pecado original”, votos de pobreza e se concentram no que não se deve fazer. Seus controles baseados no medo fundamentam-se em punições para os infratores, criando grupos de formas-pensamentos para aprisioná-los. Isto encoraja o fanatismo e o excesso de zelo. Gera o falso moralismo e ameaças de represália; “tem que ser à nossa maneira”. Isto é energia velha, é medo. Mestres, vocês nunca podem voltar para estados de menos consciência; vida é expansão.

Com a Nova Terra vem um papel mais importante na co-criação da realidade à sua volta. Mas esta é uma responsabilidade que evoluirá através do amor, não do medo. Embora vocês sejam de fato responsáveis por suas ações, essa responsabilidade é em relação a si mesmos. Cada um de vocês é uma centelha soberana do Divino.

ACESSO MAIOR À CRIATIVIDADE

Então, o que acontecerá em 2012? A resposta resumida é que haverá um maior acesso à sua criatividade divina. A Terra se amplificará para 12 dimensões, e ao terem acesso a esses campos cristalinos, vocês empregarão essa capacidade maior para criarem com responsabilidade.

Ao entrarem na Ascensão, a Grade Cristalina substituirá a grade magnética que vem dominando o fluxo e refluxo da Terra há éons. Como resultado a polaridade da terceira dimensão se restringirá, de um modo mais eficiente, a uma matriz energética mais estabilizada.

“O que isto significa, Metatron?” – vocês perguntam. Significa que o arco do balanço da dualidade vai diminuir gradualmente. É um processo gradual que ocorrerá no tempo certo.

E nós lhes dizemos que isto já começou. É justamente por isto que as resistências ligadas à velha energia estão sendo atraídas para fora da sombra, para que todos possam vê-las. À medida que a luz se torna mais brilhante, os insetos são atraídos para ela. Mas os acontecimentos não podem mais ser distorcidos para esconderem a verdade. Vejam o que está acontecendo no Norte da África. Mudanças positivas estão ocorrendo, e lhes garantimos que ainda há muito mais por vir.

AS NAÇÕES UNIDAS

Então, dizemos a todos vocês que estão reunidos aqui, que a SEAT tem um papel importante, talvez mais importante ainda do que vocês imaginam. Pois vocês são a voz daqueles que não podem falar, e vocês têm os ouvidos daqueles que escutarão. E muitos que fazem parte das delegações ouvirão vocês. Portanto não se desencorajem, pois reconhecemos a sua importância, mesmo que outros não a reconheçam.

Nós lhes dizemos que em qualquer momento a metade do mundo está na luz e a metade na escuridão da noite, pois este é um mundo de polaridade. E que muito mais da metade da humanidade está na sombra da consciência, ainda por despertar para a luz da sabedoria. A iluminação ocorrerá em um coração de cada vez. Portanto, os portadores da luz nunca devem perder a fé, devem sempre brilhar intensamente, pois até uma pequena onda de fóton produz uma iluminação transicional. Assim é e assim deve ser com vocês que aqui estão hoje.

AS NAÇÕES DE PRIMEIRO MUNDO

Alguns dirão que as nações proeminentes – as que vocês consideram de primeiro mundo, aquelas economicamente dominantes e poderosas – parecem mais corporações do que países; corporações baseadas em lucros, cujos habitantes são tratados mais como empregados do que cidadãos, especialmente nos Estados Unidos; que o abismo entre “os que têm” e “os que não têm” está se tornando cada vez maior. Alguns diriam que as massas em geral, nos Estados Unidos, são controladas e manipuladas pela mídia, intoxicadas pela quantidade e escravizadas pela dívida; que a soberania do indivíduo se perdeu. Entretanto, uma luz ainda brilha, e está ficando cada vez mais intensa. Uma nova geração em todo o planeta está chegando ao poder, e acelerará a mudança.

Nós lhes dizemos que está chegando o tempo em que as pessoas despertarão para o conhecimento de que não é o fato de estarem sobrecarregadas de dívidas que as prende às suas crenças, mas suas crenças é que as algemam ao peso da dívida. O sistema econômico global vai mudar, mas não despencará e quebrará irreparavelmente provocando um caos planetário, pois isto não serviria ao que está por vir. Ao contrário, esse sistema será forçado a mudar, a mudar drasticamente, e surgirão elementos positivos que possibilitarão a melhor maneira de fazer isso.

A Nova Terra, os Novos Seres Humanos não podem e não criarão um futuro melhor simplesmente descartando o passado. A mudança virá através do aprendizado do passado e da adaptação ao presente, passo a passo. Os novos Humanos das gerações que estão chegando ao poder nesta próxima década escolherão um novo padrão como uma obra em andamento, e essa mudança econômica ocorrerá.

O PODER DO AMOR

Mestres, dissemos antes e vamos dizer de novo que quando o amor ao poder for substituído pelo poder do amor, a humanidade dará um salto quântico; mas saibam que o amor sem força é incompleto. Amor sem força não é AMOR integral.

As mudanças que as próximas 15 gerações da humanidade farão vão criar o florescimento da Ascensão. As mudanças estão ocorrendo por todo lado, e não é difícil percebê-las. Observem o que aconteceu e ainda está acontecendo no Norte da África e no Oriente Médio. E vejam como a mudança começou. Foi preciso força, foi preciso vontade, foi preciso coragem… É isto que queremos dizer quando falamos que o AMOR integral requer força; e essa força foi uma realização de grande vontade e coragem.

A FORÇA DO AMOR

Um jovem corajoso da Argélia decidiu que bastava, que já era o suficiente, e que ele não aceitaria mais a injustiça da corrupção da tirania. Ele extinguiu sua vida com uma chama e esse fogo queimou na face da tirania… e ainda está queimando… Um cadinho purificador. Vejam o que a ação de uma única alma pura criou; ela gerou uma revolução que ainda está girando as engrenagens e mudando o mundo.
A energia do planeta está mudando, e a “velha guarda” do poder político sobre o amor simplesmente não pode mais se manter no novo paradigma. As nações que governam através da força bruta estão caindo, um tirano, um governo corrupto de cada vez. Portanto dizemos a todos os órgãos governamentais que, se a mudança não vier de cima, ela será intimada a surgir de baixo, e isto se dará de uma forma poderosa.

UMA NOVA RESPONSABILIDADE

Os Governos devem ser do povo e pelo povo. Os governos devem cuidar de toda a sua população e não ser o modelo do jogo de poder para a ganância e astúcia. O coração e o amor são a nova energia, a nova maneira de ser. Esta é a nova responsabilidade.

Os Governos não podem sentar-se em tronos e assistir negligentemente seus cidadãos lutarem para sobreviver. As nações de primeiro mundo devem elevar as de terceiro. Mas não através de meios militares, não através da manipulação corporativa, mas através do compartilhamento; através do entendimento de que uma vida humana não pode ser medida em ouro e nem menosprezada por ineficiência devido à falta dele.
E a economia? Observem o que vem acontecendo nos últimos 5 anos. Queridos, o Espírito não é pobre. Existem meios para que todos tenham abundância. É necessário que cada alma tenha a oportunidade de vida. E a verdade não pode ser escondida; a sombra está sendo removida. Manipulação é manipulação e corrupção é corrupção, mesmo se por um curto prazo elas se ocultem sob a sombra de legalidades e dissimulações. Com o tempo, o sistema econômico atual se transformará num outro modelo.

O CAMINHO DO MEIO

Com o tempo, o caminho do meio entre o que vocês chamam de capitalismo e socialismo será alcançado, e provará ser o mais sustentável. A vida diz respeito a ganho, mas ganho nem sempre se refere a lucro financeiro. Entretanto, aprender a criar faz parte do seu quebra-cabeça no plano da Terra, na dualidade, e terão que experienciar todo o caminho ao longo da estrada que leva à solução para o compartilhamento dos recursos planetários.

GUERRA E CONFLITO

Ao se aproximar o ano de 2012, a humanidade está cansada de guerra, mas não tem poder suficiente para forçar seus líderes a detê-la. No passado, as guerras eram formadas em cortes reais e templos políticos. Nos tempos atuais, as guerras são criadas nas salas de reunião de corporações militares e executivas. As vítimas são apenas uma breve citação nos noticiários da noite, ao lado de relatórios sobre o mercado de ações. Raramente os países decidem ir à guerra por maioria absoluta, mas aceitam cegamente os líderes que as declaram. Se vocês abrissem as cortinas da sua História oculta, saberiam que a maioria dos conflitos de guerra do seu planeta não acontece por casualidade, mas é estrategicamente escolhida. Não existem inimigos contra os quais é preciso se defender, mas estratégias para encher contas bancárias e aumentar o alcance do poder.

A guerra é um aspecto da polaridade que só terminará quando a Terra e a Humanidade se elevarem acima dela. O ódio à guerra nunca vai dar um fim a ela. O amor à paz acabará com a guerra, ao criar a paz.
Queridos, tantas coisas estão mudando… vocês conseguem perceber que está havendo uma grande mudança? Isto poderia ser o que vem sendo chamado de Ascensão?

Então, o que é esta Ascensão de 2012? O que acontecerá em 2012?

A ASCENSÃO PLANETÁRIA

Queridos, para a maioria do planeta, o dia 21 de dezembro chegará e partirá e o mundo dirá que nada mudou. Se vocês estão ouvindo estas palavras na esperança de que as frases finais desta conversa trarão uma conclusão do seu agrado, não se decepcionarão. Mas lhes dizemos que, embora o modelo da expansão vá ocorrer em 2012, a iluminação em massa da humanidade não o acompanhará por vários séculos. 2012 apenas lhes dará mais ferramentas com as quais trabalhar.

Nós, do reino Angélico não estamos aqui para solucionar seus problemas, mas para encorajá-los no seu caminho para a solução. E embora a humanidade não vá atingir a massa crítica da iluminação no Plano da Terra antes de alguns séculos, é importante manter-se presente e positivo, porque ela ocorrerá, um dia de cada vez, um coração de cada vez.

Todos vocês têm a oportunidade de serem impecáveis todos os dias. O momento no qual vocês reconhecerem suas próprias falhas, seus próprios conflitos com integridade será o dia em que atingirão a Maestria, e esta é realmente uma longa jornada. Da mesma forma, no dia em que se mantiverem na sua própria verdade, dispostos a reconhecer a verdade de outra pessoa, nesse dia vocês abraçarão a integridade. Isto também se aplica às nações. Isto se aplica ao macro e ao micro.

O Espírito fala de AMOR. O Espírito não ataca. Todas as religiões atuais da Terra têm suas verdades e distorções. O discernimento é a chave. É indispensável que vocês decidam o que é verdade e o que não é, com base no coração e NÃO NO MEDO. Nenhuma expressão sagrada verdadeira limita sua verdade e sua beleza a um único grupo.

Queridos, escolham viver livremente, escolham liberar a preocupação e o medo, e criar seu próprio bem-estar. Respeitem e cuidem uns dos outros e acolham o AMOR, pois ele é a ciência e a frequência de Deus. É assim que a Nação da Humanidade vai se UNIR.
Eu sou Metatron e compartilho estas VERDADES com vocês. Vocês são Amados.
E assim é.

Os direitos autorais desta canalização pertencem a http://www.earth-keeper.com/  A publicação em sites da web é permitida, desde que seja apresentada em sua totalidade, sem alterações, e que os créditos do autor e seu site sejam incluídos. Este material não pode ser publicado em jornais, revistas, Youtube e nem re-impresso sem a expressa autorização do autor. Para a devida e necessária autorização, escreva para Tyberonn@hotmail.com.

Tradução de Vera Corrêa veracorrea46@ig.com.br, enviado por Luiz Otávio.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Livro ‘Palavras de Poder’, de Lauro Henriques Jr.


Abaixo, você confere um dos capítulos do livro ‘Palavras de Poder’, de Lauro Henriques Jr. Neste e no segundo volume, o autor entrevista nomes de peso do autoconhecimento e da espiritualidade. No caso abaixo, entrevista com a Monja Coen.

Na sabedoria popular, encontramos a história de dois irmãos que, após décadas de vida harmoniosa em fazendas vizinhas, brigaram feio. Tudo por um simples mal-entendido que culminou em discussões violentas e no rompimento da relação. Meses depois, numa manhã, o mais velho recebeu a visita de um carpinteiro atrás de trabalho. Era a chance de se vingar. Ele disse: “Vê a fazenda do outro lado do riacho? É de meu irmão, e hoje somos inimigos. Pegue esta pilha de madeira e construa uma cerca imensa, para que eu nunca mais veja a casa dele”. Tendo entendido o caso, o carpinteiro se pôs a trabalhar, e o fazendeiro foi até a cidade. Já era quase noite quando o patrão voltou e, perplexo, viu a cena inacreditável: em vez da cerca, o carpinteiro havia construído uma ponte ligando as duas margens do rio. O homem ficou indignado, mas, pela estrutura, já vinha seu irmão, emocionado com o gesto pacificador, e os dois se abraçaram no meio da ponte. O construtor, então, começou a partir. “Espere, fique”, pediu o fazendeiro. E o carpinteiro disse: “Eu adoraria, mas tenho muitas pontes para construir”.

Essa mesma tarefa foi abraçada por Cláudia Dias Batista de Souza, a Monja Coen. Liderança mais conhecida do budismo no país hoje, ela foi ordenada monja em 1983, deixando para trás uma vida agitada, em que trabalhou como jornalista e se envolveu em atividades políticas e da contracultura. A virada se deu em 1978, ao conhecer o zen-budismo quando vivia nos EUA. Após a ordenação, passou 12 anos em mosteiros no Japão, antes de voltar ao Brasil. Aqui, em 1997, foi a primeira pessoa de origem não japonesa, e mulher, a presidir a Federação das Seitas Budistas do Brasil e, em 2001, fundou a Comunidade Zen Budista, em São Paulo. Aos 63 anos, segue manifestando a essência de seu nome de batismo religioso. O termo Coen é composto de dois caracteres chineses: co, que significa “só”; e en, que pode ser traduzido por “algo completo”. Ou seja, a Monja Coen é alguém que vive “só e completa”. Com um detalhe: estar plena consigo mesma não a impede de, dia a dia, se dedicar ao próximo. “Temos que nos tornar uma ponte que auxilia os outros em sua travessia do mar de sofrimento para o espaço de comunhão e compreensão superior”, diz.

PARA COMEÇARMOS COM CALMA E TRANQUILIDADE, NO LIVRO FACES OCULTAS, O PINTOR SALVADOR DALÍ CITA A INSTRUÇÃO QUE O SOBERANO ESPANHOL FILIPE II COSTUMAVA DAR AO CRIADO NA VÉSPERA DE EVENTOS IMPORTANTES: “VISTA-ME DEVAGAR, POIS ESTOU COM MUITA PRESSA”. O QUE A SENHORA ACHA DISSO?

Bonito, e verdadeiro. Só quando estamos realmente presentes ao que fazemos – que é o significado desse “vista-me devagar” –, é que podemos ser mais eficazes. Se a mente está atribulada, pensando nisso ou naquilo, nossa atenção fica bipartida, não nos concentramos, e, com isso, a ação acaba sendo malfeita. E, se é malfeita, precisará ser refeita, tomando mais tempo ainda. Ou seja, é preciso reduzir essa correria do pensamento, trazendo a atenção absoluta para o momento. Com isso, trabalho com rapidez, me movo com rapidez, mas meu coração e minha mente estão em paz. Essa é a proposta do zen, o treino da presença absoluta.

MUITAS PESSOAS VIVEM HOJE EM MEIO À CORRERIA DOS GRANDES CENTROS URBANOS, ENVOLTAS COM AS QUESTÕES DE TRÂNSITO, DE EXIGÊNCIAS NO TRABALHO, ETC. NESSE SENTIDO, COMO TREINAR A PRESENÇA EM MEIO A ESSE CAOS DA CIDADE GRANDE?

Pode soar como um paradoxo, mas as grandes cidades são espaços maravilhosos para o aprendizado da presença, da paciência, pois o treinamento é incessante. Somos instigados o tempo todo por situações que exigem nosso retorno ao eixo de equilíbrio. Caso contrário, entramos na confusão, na briga, no desacato. Uma coisa importante é exercitar o olhar, a observação. No trânsito, por exemplo, em vez de ficar ansiosa por ter que chegar a tal lugar, em tal horário, percebo que o próprio caminho pode ser belíssimo. É algo que minha superiora no Japão sempre repetia: “Aprecie o caminho”. Em outras palavras, não brigue com a realidade, querendo mudar as circunstâncias – saiba adequar-se a elas. E vamos com calma, observando, pois o que importa é o que está aqui, afinal, nem sei se vou chegar lá.

AGORA, TER CALMA NÃO QUER DIZER SER UM “MOSCA-MORTA”, NÃO É? PERGUNTO ISSO PORQUE, MUITAS VEZES, A PALAVRA ZEN É USADA PEJORATIVAMENTE PARA DIZER QUE ALGUÉM É MUITO PASSIVO, QUE NÃO FAZ NADA.

Com certeza. A busca da paz interior não tem nada a ver com a apatia diante da realidade; pelo contrário, nós estamos interconectados a tudo o que existe. E há uma necessidade efetiva de atuação de cada um, pois a transformação não é pessoal, mas coletiva. Essa ideia de que alguém pode se isolar, ficar meditando, que o mundo não lhe diz respeito, é falsa. Mesmo que a meditação exija um isolamento momentâneo, sua função é nos tornar conscientes de que estamos interligados com o todo, para que daí venha a ação adequada. E a ação adequada sempre é a ação amorosa, que transforma a realidade, pois tudo o que acontece no mundo tem a ver comigo. A questão do meio ambiente, por exemplo. É essencial que cada pessoa se perceba como a manifestação da vida na Terra. A Terra é o nosso corpo comum. O corpo físico não vive sem todos os elementos que constituem o grande corpo da Terra. Se não cuidar do que está à sua volta, você, no fundo, não está cuidando de si mesmo.

EM RELAÇÃO A ISSO, NO BUDISMO CONTA-SE QUE, NO MOMENTO DE SUA ILUMINAÇÃO, BUDA TERIA EXCLAMADO: “EU E TODOS OS SERES DO CÉU E DA TERRA, SIMULTANEAMENTE, NOS TORNAMOS O CAMINHO”. O QUE ELE QUIS DIZER AO USAR A PALAVRA “SIMULTANEAMENTE”?
É a consciência de que o caminho iluminado é o caminho da não separação. A experiência vivida por todos os grandes místicos é esta consciência da não separação, de que estamos todos interligados. Essa é a percepção que faz de alguém um Buda, um ser iluminado. Quando se percebe isso, nossa capacidade de relacionamento muda na hora. Em vez de ver o outro como algo externo, como um inimigo, começamos a nos perguntar: “Por que não me relaciono bem com esta pessoa? Como posso melhorar isso? Qual é a verdadeira necessidade deste ser? Qual é a minha verdadeira necessidade?”. Sabe por que Sidarta Gautama se torna o Buda? Porque ele não briga mais, não tem necessidade de provar que está com a razão. Certo dia, um sábio foi até ele e disse: “Eu vim discutir a verdade com o senhor”. E Buda respondeu: “Que bom, então não haverá discussão”. É óbvio. Se vamos falar da verdade, como pode haver discussão? Se não sou separado do outro, como posso discutir com ele? Com essa compreensão, chegamos a uma acolhida verdadeira em relação às pessoas.

IMAGINO QUE ESSA ACOLHIDA SEJA NECESSÁRIA, INCLUSIVE, EM RELAÇÃO AO ESTÁGIO DE COMPREENSÃO NO QUAL CADA PESSOA SE ENCONTRA.

Sem dúvida. As pessoas estão em níveis diferentes de compreensão, e cada uma tem o seu prazo, o seu limite, a sua maturidade. É como a história de que não se deve forçar a lagarta a virar borboleta, senão
vai nascer uma borboleta toda frágil. No zen, costumamos dizer que o relacionamento do mestre com o discípulo deve ser como o da galinha com o pintinho. A galinha fica lá, chocando seu ovo e, de vez em
quando, dá uma bicada na casca para ver se já pode abrir. Enquanto o pintinho não responde com uma batidinha, a galinha não quebra a casca do ovo. O mestre age da mesma forma. Ele nunca abre a casca do discípulo antes da hora, pois é preciso que haja uma resposta de dentro. É muito importante respeitar o tempo de cada um, sem querer forçar ou exigir nada de que o outro ainda não dê conta, para que o próprio processo de crescimento espiritual não seja mais uma causa de sofrimento.

ALIÁS, UM DOS PILARES DO BUDISMO É A AFIRMAÇÃO DE BUDA DE QUE, NA VIDA, “TUDO É SOFRIMENTO”, POIS ESTARÍAMOS SEMPRE ATRÁS DE COISAS INALCANÇÁVEIS. AO MENOS À PRIMEIRA VISTA, ESSE SOFRIMENTO TEM UMA CONOTAÇÃO NEGATIVA. MAS GOSTARIA DE LEMBRAR UM POEMA DE ADÉLIA PRADO, EM QUE A DOR APARECE COM UMA FUNÇÃO POSITIVA: “DOR NÃO TEM NADA A VER COM AMARGURA./ ACHO QUE TUDO QUE ACONTECE / É FEITO PRA GENTE APRENDER CADA VEZ MAIS, / É PRA ENSINAR A GENTE A VIVER”. OU SEJA, EM VEZ DE “TUDO É SOFRIMENTO”, PODEMOS DIZER “TUDO É APRENDIZADO”?

Sim, podemos. Buda fala sobre a questão do sofrimento quando discorre sobre as “quatro nobres verdades” e, após analisar a natureza da dor, ensina o caminho para cessar o sofrimento. E o primeiro passo nesse caminho é a memória correta acerca do que é a realidade. Por exemplo, tinha uma música antiga que dizia: “Ame a pessoa com quem você está”. Isso é memória correta. Em vez de reclamar que as pessoas à sua volta não prestam, procure ver a realidade. Perceba que há muita beleza nessas pessoas, que elas também têm qualidades, que você pode amá-las. Assim, em vez de querer o que está distante, o inalcançável, aprecie o que acontece agora em sua vida. Com esse tipo de postura, o que era sofrimento torna-se uma oportunidade de aprendizado da vida, em vida.

NESSE PROCESSO TODO DE APRENDIZADO, TALVEZ O MAIS SOFRIDO SEJA O DA EXPERIÊNCIA DA MORTE, SOBRETUDO A DE ENTES QUERIDOS. COMO A SENHORA VÊ ISSO?

É uma experiência das mais difíceis, sem dúvida. Há pouco, perdi meu pai, que faleceu aos 94 anos, após um sofrido processo de doença. E toda a nossa família sofreu junto. Existe a dor, não há como fugir. Por mais que alguém diga: “Já sou uma pessoa consciente, iluminada, não vou sentir nada”, é mentira, é falso. Não há como ficar indiferente, pois nos toca, dói. Agora, ao mesmo tempo, é essencial não se apegar a essa dor – não se apegar à pessoa que parte nem à dor que fica.Da mesma forma, quem parte não deve se apegar ao que deixa para trás, aos limites do corpo. Embora seja fundamental cuidar do corpo, pois ele é a vida que está em nós, quando chega a hora de morrer, é preciso deixar que esse corpo se feche em harmonia. De novo, isso não é fácil, dói, mas temos que nos preparar. É algo que insistimos no zen. Todas as noites, após a última meditação antes de dormir, lemos este texto: “Vida e morte são de suprema importância, o tempo rapidamente se esvai, e a oportunidade se perde. Cada um deve esforçar-se por acordar, despertar. Cuidado, não desperdice esta vida”. Ou seja, é nesta vida, e não em outra, que temos a grande responsabilidade de atingir a iluminação, a sabedoria suprema, que se manifesta em compaixão, cuidado, ternura, alegria.

EM RELAÇÃO A ISSO, NUM TRECHO DO LIVRO PORTA PARA O INFINITO, DO CARLOS CASTANEDA, O MESTRE DOM JUAN ENSINA QUE “HÁ MUITOS MEIOS DE DIZER ADEUS, O MELHOR MEIO TALVEZ SEJA CONSERVANDO UMA RECORDAÇÃO ESPECIAL DE ALEGRIA”. ESSE RECORDAR AMOROSO, OU, COMO A SENHORA FALOU ANTES, ESSA MEMÓRIA CORRETA, SERIA UMA FORMA DE SUPERAR A DOR DA PERDA?

Quando alguém que amamos se vai, parece que um pedaço de nós morre com essa pessoa, mas, na verdade, uma parte dela também fica em nós, vive em nós. O essencial é dar vida a esta vida em nossa vida. Que qualidades tinha este ser que eu amava? Será que, em minha vida, consigo manifestar essas qualidades para os outros? Isto é muito importante: aprender a manifestar esse ser no relacionamento com os outros. Assim, a pessoa que se foi não desaparece, pois continua viva em nós. É o que sempre procuro fazer, como agora, em relação a meu pai. Em vez de ficar lamentando sua morte, tento ver de que forma posso dar vida à vida dele em minha vida. Por exemplo, dando continuidade à capacidade de cuidado que ele tinha. Assim, não há um rompimento, ele segue vivo em mim. Existe a dor? Existe. Mas cuido para que as coisas que aprendi com ele sejam vivenciadas em minha vida, e não apenas em memória. Eu me lembro dele, mas a minha lembrança é a manifestação da vida dele em mim, e não um apego ao que se foi.

QUANTO A ESSA COISA DO APEGO, NUM DOS TEXTOS ESTUDADOS NO ZEN, O MONGE DOGEN ZENJI ESCREVE: “REFLITA SOBRE SUA MENTE COMUM – COMO ESTÁ EGOISTICAMENTE APEGADA À FAMA E AO LUCRO”. E ELE CONCLUI COM UMA PERGUNTA CRUA: “VOCÊ SE ATREVE A DIZER QUE NÃO ESTÁ AGINDO DE MANEIRA EQUIVOCADA?”. FICO IMAGINANDO SE, DE FATO, UM DIA SERÁ POSSÍVEL ALGUÉM RESPONDER “SIM, ME ATREVO” A ESSA PERGUNTA…

Essa questão é fundamental, pois, de fato, estamos sempre atrás do que ele chama de fama e lucro. Isso ocorre em vários níveis. Pode ser num nível mais grandioso, em que a pessoa quer virar uma estrela da música, do cinema, do futebol; ou busca ter uma fama espiritual, ser um mestre famoso. Mas isso também pode se dar entre amigos ou dentro do próprio lar. É quando, ao se relacionar, o sujeito sempre se pergunta: “Mas o que eu ganho com isso? O que levo em troca? Será que vão me admirar?”. Tudo isso são armadilhas que nos desviam do caminho verdadeiro. O caminho do Buda é aquele em que a pessoa faz o bem e não espera retorno por isso. Como dizia minha mestra no Japão: “Temos que nos tornar uma ponte”. E que ponte é essa? É uma ponte que auxilia os outros em sua travessia do mar de sofrimento e ilusão em que estamos mergulhados para o espaço de comunhão e compreensão superior. É como ocorre com uma ponte comum. As pessoas podem passar por cima dela e dizer: “Que beleza de estrutura, muito obrigado”; ou podem cuspir e urinar nela enquanto passam. Mas nada disso importa. A ponte não deixa de ser ponte pelo fato de ser elogiada ou desprezada. Esse é o propósito que devemos ter. Eu não faço algo pelo outro porque ele vai me achar maravilhosa por isso, faço porque é bom fazer, porque é bom ajudar. E isso podemos praticar dia a dia, em cada atitude nossa.

ALIÁS, NO ZEN, ATIVIDADES CORRIQUEIRAS, COMO TRABALHAR, COMER OU MESMO CAMINHAR, SÃO USADAS COMO INSTRUMENTOS DE MEDITAÇÃO. O MESTRE INDIANO OSHO TEM ATÉ UMA FRASE SOBRE ISSO: “SÓ O QUE O ZEN PEDE É QUE VOCÊ VIVA (…) COM ESPONTANEIDADE. E AÍ O MUNDO SE TORNA SAGRADO. O GRANDE MILAGRE DO ZEN ESTÁ NA TRANSFORMAÇÃO DO MUNDANO EM SAGRADO”. COMO SE DÁ ESSA RITUALIZAÇÃO DO COTIDIANO?

Através da presença absoluta. Se você está presente, qualquer lugar se torna um local sagrado; e o que quer que você faça fica carregado de espiritualidade, se torna a coisa mais importante que existe, pois é onde está toda a sua vida naquela hora. Por exemplo, nós estamos conversando agora. Isso significa que toda a nossa vida está aqui, agora. Se algum de nós não estivesse presente, pensando no que vai fazer depois, nossa conversa perderia todo o significado, pois estaríamos em outro lugar, e não aqui. E isso vale para tudo na vida. Você não precisa colocar uma música ou sentar em determinada posição para entrar em estado meditativo. Uma simples caminhada, quando é feita com atenção, ouvindo os sons da rua, dos pássaros, se torna uma meditação. Tudo pode se encaixar nesse estado meditativo, que é um estado de atenção plena. Daí, qualquer ação é uma ação maravilhosa.

E, NISSO TUDO, ONDE ENTRA O CAMINHO DO MEIO ENSINADO NO BUDISMO?

O caminho do meio é o que nos permite seguir pela vida sem apegos e, ao mesmo tempo, sem aversões. É a consciência obtida por Buda após ter experimentado dois extremos em sua vida: a opulência de um príncipe e, depois, a renúncia radical de um asceta, que nem comia. E Buda concluiu que tanto o caminho do excesso quanto o da aversão não levam a lugar nenhum, que é preciso trilhar o caminho do meio. E que caminho é esse? É o caminho da flexibilidade. Não nego minhas necessidades, mas, ao mesmo tempo, não busco satisfazer todas elas. Meu papel é perceber qual atitude é a mais adequada a cada momento, a cada circunstância. Isso remete ao que falamos antes, sobre o quanto estamos interligados, de como é importante que cada ação nossa seja uma ação amorosa, que transforme a realidade. Há uma instrução de que gosto muito, parte das regras de São Bento, quando ele diz que é proibido resmungar, mesmo que não seja com a boca, mas só com o coração. Concordo. Afinal, para que ficar resmungando se, por meio da ternura, posso transformar a minha vida e a das pessoas com quem convivo? Diante de situações difíceis, procuro fazer algo que aprendi; eu me pergunto: “Como Buda veria essa situação?”. A resposta sempre vem sob a forma de mais amorosidade.

A SENHORA É PRIMA DE SÉRGIO DIAS E ARNALDO BAPTISTA, QUE INTEGRARAM A BANDA OS MUTANTES, AO LADO DE RITA LEE. NA MÚSICA BALADA DO LOUCO, UMA DAS MAIS BELAS DO CONJUNTO, ELES CANTAM: “DIZEM QUE SOU LOUCO POR PENSAR ASSIM / MAS LOUCO É QUEM ME DIZ, E NÃO É FELIZ (…) / EU JURO QUE É MELHOR NÃO SER O NORMAL / SE EU POSSO PENSAR QUE DEUS SOU EU”. A SENHORA CANTARIA JUNTO ESSE REFRÃO?

Cantaria, e muito! Nós somos cocriadores do mundo em que vivemos, da nossa realidade. E por que não ser feliz? Por que não optar por um estado de bem-aventurança? Mesmo em meio à dor, podemos encontrar uma grande alegria nesta experiência única que é a vida humana, com as múltiplas vivências por que passamos. O que devemos é acolher toda essa riqueza de experiências sob a ótica que você colocou antes, do aprendizado e do crescimento. Assim, em vez de resmungar pelo fato de as coisas não serem como eu gostaria que fossem, eu as acolho como são. E essa acolhida me dá uma tranquilidade e uma compreensão enormes, para que eu possa agir de forma transformadora. Às vezes, funciona, às vezes, não. Mas, quando não funciona, tentamos de novo. A ideia é esta: cair sete vezes e levantar-se oito!

MELHOR DE TRÊS: O FILÓSOFO FRIEDRICH NIETZSCHE1 DIZIA QUE UMA ESPÉCIE DE ORAÇÃO DE CADA PESSOA AO INICIAR O DIA DEVERIA SER UM PENSAMENTO DO TIPO: “HOJE VOU DAR ALEGRIA A ALGUÉM”. EM SUA OPINIÃO, QUAL DEVE SER A ORAÇÃO DE CADA PESSOA PARA COMEÇAR O DIA?

Gosto muito do estado de mente no qual me mantenho aberta ao que quer que o dia me traga, no qual vou procurar fazer o meu melhor e despertar esse melhor em cada pessoa que eu encontrar. Temos todos os ingredientes da vida à nossa disposição, não podemos desperdiçar isso, deixar para amanhã, pois não existe amanhã, existe apenas o agora. E é nesse agora que devemos ser o nosso melhor, ser capazes de servir, de ajudar, de cuidar. Assim, uma forma de oração para começar o dia é colocar-se nesse estado de abertura, em que acordo e digo: “O que quer que este novo dia me traga, vou fazer o meu melhor, de forma amorosa, atenta, a mim e ao outro. E, se eu me desviar, vou rapidamente retornar ao meu melhor, que é o sagrado em mim”.

O QUE É UMA PESSOA VIRTUOSA?

Uma pessoa virtuosa é aquela que faz o bem pelo bem. Não porque isso vá trazer algum ganho pessoal, mas porque fazer o bem é gostoso, é prazeroso, é o que dá sentido à vida. Tem uma frase do Millôr Fernandes de que gosto muito, que diz que o maior altruísta é o grande egoísta. Por quê? Porque ele percebeu que, quando faz o bem aos outros, ele mesmo fica bem. O que é verdade. Todas as ações benéficas que fazemos e que elevam as pessoas nos elevam junto. Ou seja, façamos o bem, pelo bem.

ATÉ HOJE, QUAL FOI O SEU MAIOR APRENDIZADO NA VIDA?

Às vezes, quando eu ficava triste, chorando, meu pai se aproximava e dizia: “Lave esse rosto, minha filha. Venha até a janela comigo, olhe para o céu, veja que beleza de imensidão”. Sinto que um dos maiores aprendizados que tive foi este: a consciência da imensidão da vida. Foi perceber que não podemos deixar que as situações, por mais difíceis que sejam, acabem nos limitando, definhando, mas, sim, que devemos nos perceber como parte da vida do universo, e o quanto essa vida é imensa, incessante, luminosa.

MESA-REDONDA

José Ângelo Gaiarsa pergunta: “MONJA COEN, EU A CONHECI AINDA NA ÉPOCA DE SUAS ATIVIDADES POLÍTICAS, ANTES DE SER MONJA. AO LONGO DOS ANOS, NOS VIMOS POR ACASO DUAS OU TRÊS VEZES, E VOCÊ FOI MUITO SIMPÁTICA, TEM UMA INFANTILIDADE RECONQUISTADA. ASSIM, GOSTARIA DE FAZER UMA PERGUNTA PESSOAL, QUE FAÇO COM UM SORRISO ESTAMPADO NO ROSTO: VOCÊ AINDA ME AMA?”

Profundamente, dr. Gaiarsa. O senhor é uma pessoa muito amada, que teve um papel muito importante em minha vida. O senhor é uma dessas pessoas que abrem nossos portais de percepção, que nos ajudam a sair do casulo, das ideias preconcebidas sobre isso ou aquilo, para que nos tornemos seres realmente livres. Isso eu devo ao senhor, uma liberdade de pensamento, de descoberta de mim mesma e do mundo.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A luta entre o bem e o mal tem a mulher como eixo


por:Bruno J. Gimenes

Assim como há uma dança constante de partículas movimentando-se em todo o universo, na crosta terrestre paira um incrível movimento de forças opostas se equiparando.

Do astral superior flui a mais elevada intenção de paz e equilíbrio emocional para os seres humanos. O veículo chave para transição dessa força é a alma da mulher. Deus identifica na essência da mulher a porta de acesso para um universo com maior harmonia em todos os sentidos.

Por outro lado, do astral inferior, segue a fluir constantes de ondas nocivas de desejos nefastos, interessados na desordem moral, que também percebem na mulher, a capacidade para densificar os sentimentos mais sublimes da alma humana.

Do astral obscurecido e nefasto, vazam grandes quantidades de forças grosseiras que avançam no sentido da densificação da energia das mulheres.

Eis então a essência do feminino como o eixo de convergência de energias de uma disputa de forças na Terra.

E qual é "cartada" maior das trevas?  A ruptura definitiva da moral e da doçura "velada" da mulher. Qual é o trunfo das forças sublimes? O estímulo ao recobrar de consciência, para que toda mulher lembre da sua responsabilidade moral, social, espiritual.

A mulher tem diante de si grande desafio que transita na atmosfera dos seus interesses pessoas mais íntimos, porque permeiam a amplitude que vai da beleza física a espiritual, portanto passível de grandes confusões. Tudo aconteceria de forma tranquila se a mulher não estivesse passando por uma crise silenciosa de identidade.

A mulher com a essência ruborizada pela raiva, vaidade excessiva e descrença no seu propósito divino, pende a balança para a margem sombria da força. A mulher consciente de seu papel, sintonizada com sua espiritualidade, que é a verdade de seu espírito, reposiciona a balança para o nível angelical da sintonia. E assim duas forças opostas continuam a duelar entre si, tendo a mulher como eixo.

Mulher, não se distraia, pois saiba que na sua futilidade, ilusoriamente justificada por sua necessidade de se manter "bela" e "absoluta", está instalada a via de acesso para as sombras penetrarem no núcleo do nosso Planeta. Sim, está nas suas mãos a chave para a harmonia ou o caos na Nova Era. O traçado que o destino do universo vai transitar está ainda indefinido. Pode ser uma linha reta ou tortuosa, tudo depende do centramento que você mulher precisa encontrar em sua força interior.

Não perca mais tempo com as cobranças externas, sociais, superficiais. Entregue-se ao projeto que fará a sua alma cintilar o mais lindo brilho celeste, pois a proposta de expansão que vem do alto, tem você mulher como a força propulsora para empurrar a evolução da humanidade, sintonizada nas mais elevadas e sublimes forças da natureza, que podem permear por uma única e especial via: o seu coração!

Mensagem de Astrimm recebida espiritualmente por Bruno J. Gimenes.

QUEM É ASTRIMM?

Astrimm é risonho, livre e leve de alma. Está sempre a serviço do Criador. Se diz um ser estelar, de consciência cósmica. Trabalha com elevada tecnologia espiritual destinada a preparar a Terra para ancorar as energias sutis da Nova Era.

Esse texto faz parte do novo Livro do autor: Mulher - A essência que o mundo precisa de Bruno J. Gimenes.

Professor e palestrante, atua desde 2003 ministrando cursos e palestras pelo Brasil. Sua especialidade é o desenvolvimento da consciência com bases no desenvolvimento da espiritualidade e na missão de cada um. Autor de 6 livros. Criador da Fitoenergética e co-fundador do Luz da Serra.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O medo de se encontrar a Deus


            O Divino em nós é um chamado que clama há muito tempo. Mas muitos vivem alheios a este chamado, na escuridão do caminho, e nem se perguntam da existência de Deus, do significado de Deus em suas vidas. Muitos podem ter uma idéia confusa e limitada de Deus, mas não cogitam em esclarecê-la, se satisfazem com o pouco, como se satisfazem com o pouco e limitado em suas vidas. Muitos têm uma idéia clara a respeito de Deus, e acreditam que assim é suficiente. Em suas mentes concebem Deus e assim O tem sob controle, não sabem que Deus não é uma idéia racional, mas que Deus é uma água a ser tomada, uma experiência a ser vivida, como um mergulho no mar com o qual tanto sonhamos. Deus não está presente em nossa mente racional, somente o coração pode concebê-LO em sua plenitude.
O que impede que conheçamos a Deus? Com certeza o esquecimento de nossa origem divina, e o medo. A presença de Deus em nós é transformadora, é um exercício de entrega e fé. É uma experiência apaixonante, além do nosso controle. Conhecer a Deus é entregar-se a Sua Presença em nós e permitir que esta Presença nos transforme. E é assim que acontece, conhecer a Deus implica em mudar nossos padrões, é abdicar das pequenas satisfações de nosso ego, é mudar nossos valores e ideais, é se deparar e aceitar a dor que carregamos. É ter coragem de nos vermos como nos apresentamos no mundo, é ter coragem de vencer o medo e nos conectar com nossa dor. E quantos de nós estamos dispostos a esta transformação? Muitas vezes preferimos ver Deus ao longe, não dobrar aquela esquina que nos levará a Ele e, inevitavelmente, às mudanças interiores que intimamente tememos. Estes estão a um passo de Deus, a um passo de, em um instante, deixarem de lado suas mentes racionais, seu pensamento lógico e tenaz, e se entregarem neste mergulho nas águas da Vida, do Universo, de Deus.

Também a forma como fomos criados é um fator que favorece ou dificulta nosso encontro com Deus. Quantos de nós tivemos nossa infância marcada pela ausência da espiritualidade e pelo materialismo, pela crença de um Deus que castiga e pune Seus filhos cativos na carne? Quantos, ao contrário, tiveram a oportunidade de crer em um Deus de amor e bondade, que permite infinitas chances aos Seus amados filhos, que Se faz presente no céu infinito, no mar, nas nuvens, no vento, nas flores e nas dores de nosso viver? O amor de nossas mães e o conceito que passaram ou deixaram de passar a respeito de Deus, pode nos levar ao encontro desse manancial de amor que nos habita ou nos levar para longe deste encontro, de onde teremos que voltar lentamente.
Mas Deus não avisa a hora deste encontro, chega de imprevisto, nos surpreende com a delicadeza deste encontro, com a simplicidade deste momento e a intensidade de Seu amor. Para tal, é preciso que deixemos abertas as portas e as janelas de nosso coração, é preciso ter a “casa interior” arrumada e cheia de flores a espera deste inesperado Visitante...
           Intimamente eu sempre aguardei este encontro, sempre busquei a espiritualidade e a compreensão desta vida, o sentido de estar aqui. Sempre acreditei em um Deus de amor que se fazia presente em tudo ao meu redor, mas esta era ainda uma idéia intelectiva a respeito de Deus. Experimentar Deus, sentir-se parte de Deus, é algo muito diferente, é uma vivência pessoal a ser experimentada por cada um de nós, não importa o caminho escolhido para tal. Deus está disponível para todos que querem acolhê-LO, que querem banhar-se em Suas águas de amor e plenitude, e que abrem espaço às transformações profundas em seu ser.

Do livro De Volta à Casa do Pai, Ana Liliam

sábado, 24 de setembro de 2011

Canalização de Christine Day em 27/08/2011



Meus queridos,

Há uma grande mudança vindo para seu plano terreno, com as energias do 11/11/11 perto de ancorar em seu planeta, e essa energia vai abrir novos caminhos para vocês seguirem; isso vai movê-los para uma perspectiva diferente com relação àquela que vivem agora mesmo, de modo que não estarão mais vendo as coisas da mesma forma como estão vendo agora. Vocês são solicitados nesta época para se abrirem e viverem através do centro cardíaco; é através do coração que vão começar a entender seu verdadeiro caminho e serão capazes de entender essa nova perspectiva de viver simplesmente sendo. É através do coração que vocês chegarão a uma realização da verdade.

A verdade daquilo que é importante em suas vidas, e vocês vão se voltar uns para os outros com uma nova compreensão do amor. Quando falamos de amor, falamos sobre autenticidade e integridade de ação consigo mesmos, e que vocês tragam essa mesma ação uns para os outros, soltando os pensamentos mesquinhos da mente do ego, que criam separação. Já passou o tempo de se agarrar a velhas rivalidades, mágoas e egos inflados.

Não há competição aqui, somente um caminhar juntos e um compartilhar do amor. Movendo-se juntos na consciência, como uma onda em movimento. Chegou o tempo de soltar a separação porque, na verdade, fora do ego, ela não existe. Chegou o momento de fazer uma declaração interna de não separação. Encontrem outros como vocês, que estejam preparados para se mover com essa onda de conexão, construam suas alianças e tragam sua consciência singular para a conexão do grupo. Honrem as diferenças que vocês trazem, abram seus corações e reúnam-se em unidade.

Com os tempos vindouros, vocês vão precisar dessas conexões; juntos vocês formam uma forte onda de luz, que fará uma enorme diferença em seu planeta. Reúnam-se em círculos, e permitam que a energia de seus círculos expanda e cresça em consciência. É importante permitir que seus círculos cresçam em número de participantes, não fechem seus círculos para os demais, recebam cada recém chegado como precioso aspecto da luz, que traz uma frequência singular para a energia de seus círculos.

Lembrem-se que são humanos, e que não são perfeitos, de modo que erros serão cometidos, perdoem a si mesmos, conforme dão seus passos adiante e iniciam essa aliança uns com os outros. Abram-se ao auto-perdão e ao perdão dos demais. Soltem e se abram a essa grande oportunidade que está diante de vocês!

Com muito amor,
Os Pleiadianos

Canalização de Christine Day (de Frequências de Brilho), enviada por Francisco Ulisses

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Sadana da primavera



Vamos todos juntos no dia da entrada da primavera e por três dias consecutivos fazer uma visualização em beneficio desta estação tão linda e que traz tantas flores para  embelezar nossos corações.

Sente-se por 13  minutos e repita a afirmação ‘’todo mundo é família’’ enquanto imagina  o planeta com a mãe Divina no polo sul e o pai Divino no polo norte. Você sai do coração da Mãe e sobe em espiral ( sentido horário) em torno do planeta.


 Enquanto mantra vá imaginando rosas brancas sendo derramadas por todos os continentes e por todos os povos.

Ao chegar ao polo norte entre no coração do pai Divino e saia por traz, descendo e distribuindo flores de lotos.  Faça este trajeto mental quantas vezes forem necessárias até concluir o tempo de 13 minutos.
Depois envie energia positiva de intenção para o planeta e para todas as espécies que habitam esta TERRA.

Ao enviar energia pode mantrar ‘’EU SOU A MANIFESTAÇÃO DO AMOR DIVINO’’
Lembrem que a união faz a diferença e que a nossa mente cria nossa realidade.

Meditação de Izabel Otto, imagem de Maria Teresa, enviada por Maria Teresa

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Conexão ao Eu Superior


Coloque uma música suave e um incenso, se possível. Sente-se confortavelmente numa cadeira ou poltrona.

Feche os olhos e respire profundamente três vezes.

Sinta uma luz entrar pela cabeça, e invadir demoradamente todo o corpo: garganta, ombros, braços mãos e dedos, peito, barriga, quadris, pernas e pés.

Vai visualizar uma paisagem. Um local muito bonito, muito tranquilo, onde se sinta muito bem. Agora o Sol vai subir como se fosse meio dia e vai fazer chover uma chuva de raios solares. A chuva começa a diminuir e aparece um arco-íris.

Vai subir o arco-íris, deixe-se elevar. Quando chegar ao topo do arco-íris, vai ver um santuário. É o seu santuário. Deixe que ele tenha a forma que tiver, aceite só. E aí vai estar o guardião do santuário, o seu Eu Superior. Pode ser o que for, aceite. Dê-lhe um abraço.

Pergunte ao seu Eu Superior qual é a mensagem que ele tem para si hoje, e receba a resposta com o seu coração. Senão perceber o que ele diz, peça-lhe para ele lhe mostrar uma imagem do que ele quer dizer. Peça para ver.

Brinque com ele. Agora dê-lhe a mão e peça-lhe para que ele a leve a passear. Deixe-se ir.

Agora devagar peça para que o Eu Superior o traga de volta ao topo do arco-íris. Agradeça a experiência. Despeça-se. E vai descer o arco-íris até à paisagem, devagar.

Vai trazer a sua consciência até à sala onde está, vai respirar profundamente pelo nariz, vai mexer as mãos, as pernas, vai espreguiçar-se e, quando se sentir preparado, pode abrir os olhos.



http://www.alexandrasolnado.com/index.php?location=12&lang=pt&exercises=4

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Um Curso em Milagres


Livre arbítrio não significa que podes estabelecer o currículo. Significa apenas que podes escolher o que queres aprender em determinado momento. O curso não tem por objetivo ensinar o significado do amor, pois issoo está além do que pode ser ensinado. Ele objetiva, contudo, remover os bloqueios à consciência da presença do amor, que é tua herança natural."

Como veio a existir:
UM CURSO EM MILAGRES começou com a decisão repentina de duas pessoas de se unirem com uma meta comum. Seus nomes eram Helen Shucman e William Thetford, professores de psicologia médica na Faculdade de Medicina e Cirurgia da Universidade de Columbia na cidade de Nova York. Quem eram eles não importa, exceto que a história mostra que com Deus todas as coisas são possíveis. Eles eram tudo, menos pessoas interessadas no espiritual. O seu relacionamento era difícil e frequentemente tenso e eles estavam preocupados com o nível de aceitação pessoal e profissional em suas vidas e com status. Em suma, tinham investido de forma considerável nos valores do mundo. As suas vidas dificilmente estavam de acordo com qualquer coisa que o curso advoga. Helen, que recebeu o material, descreve a si mesma nestes termos:

Psicóloga, educadora, teoricamente conservadora e ateísta em minhas crenças, eu estava trabalhando num ambiente altamente acadêmico e de muito prestígio. De repente algo aconteceu que desencadeou uma série de eventos que eu nunca poderia ter previsto. O chefe do meu departamento inesperadamente anunciou que ele estava cansado dos sentimentos raivosos e agressivos que as nossas atitudes refletiam, e concluiu dizendo que "tem que haver um outro jeito." Como se eu estivesse esperando esse sinal, concordei em ajudar a achá-lo. Aparentemente, esse Curso é o outro jeito.

Apesar das suas intenções serem sérias, eles tiveram muita dificuldade em iniciar o seu empreendimento conjunto. Mas tinham dado ao Espírito Santo "um pouco de boa vontade" que, como o Curso enfatiza uma e outra vez, é suficiente para capacitá-lo a usar qualquer situação para os Seus propósitos, suprindo-a com o Seu poder.

Continuando o relato de Helen, feito na primeira pessoa:

Três meses estarrecedores precederam o manuscrito em si, durante os quais Bill sugeriu que eu anotasse os sonhos altamente simbólicos e as descrições das estranhas imagens que vinham a mim. Apesar de já ter aprendido a me acostumar mais ao inesperado naquela altura, eu me surpreendi muito quando escrevi: "Esse é um curso em milagres." Essa foi a minha apresentação à Voz. Ela não tinha som, mas parecia estar me dando um tipo de ditado interno e rápido que eu anotava num caderno de taquigrafia. O ato de escrever nunca era automático. Podia ser interrompido a qualquer momento e depois continuava daquele ponto. Isso me deixava muito desconfortável mas nunca me ocorreu seriamente parar. Parecia ser um projeto especial que eu tinha aceito de alguma forma, em algum lugar. Ele representava um empreendimento feito em colaboração verdadeira entre Bill e eu, e muito da sua significação, eu tenho certeza, está nisso. Eu anotava o que a Voz "dizia" e lia para ele no dia seguinte, ele então datilografava o que eu lhe ditava. Eu imagino que ele tenha dito o seu projeto especial também. Sem o seu apoio e encorajamento, eu nunca teria sido capaz de realizar o meu. Todo o processo levou aproximadamente sete anos. O Texto veio primeiro, depois o Livro de Exercícios e finalmente o Manual dos Professores. Apenas algumas modificações de somenos importância foram feitas. Os títulos dos capítulos e subtítulos foram inseridos no Texto e algumas das referências mais pessoais que ocorreram no início foram omitidas. Exceto isso, o material não sofreu modificações substanciais.~
 
Os nomes dos colaboradores na transcrição do Curso não aparecem porque o Curso pode e deve se manter por si próprio. Não se pretende que ele venha a ser a base para outro culto. O seu único propósito é suprir um caminho no qual algumas pessoas serão capazes de encontrar o seu próprio Professor Interno.

do site http://www.milagres.org/

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Trancoso, trecho do livro Missão Terra


A senhora Mireille Junot estava recostada em uma espreguiçadeira de madeira. Vestia um bonito maiô branco de bolinhas pretas, que contrastava com a pele, que ganhara um raro bronzeado. Óculos escuros e o grande chapéu de palha lhe protegiam o rosto. Olhou de longe o marido na beira do mar e fechou os olhos para um breve cochilo.

O doutor Phillippe Junot estava com a água fresca do mar até as canelas, mãos na cintura, vestindo um grande calção listrado e um chapéu de palha comprado a um dos ambulantes na praia.

Extasiava-se com a visão do mar verde e calmo, do céu azul riscado por delicadas nuvens, do morro coberto de vegetação encimado pela cruz da igrejinha, do barquinho vermelho do pescador na curva do delicado riozinho...

Poderia-se ficar uma vida inteira a contemplar a beleza, a paz e o colorido daquele lugar. Mas o doutor também reparava nas pessoas que iam e vinham passeando na beira d’água: estrangeiros como ele, nativos de pele morena e outros turistas.

Viu quando se aproximou em sua direção um belo casal. Ele muito alto, magro, cabelos castanhos e crespos, ela mais baixa, cabelos claros e pele bronzeada do sol, de uma beleza radiante. Estranhamente o rapaz lhe pareceu conhecido. O doutor era um excelente fisionomista, mas não se lembrava de onde podia conhecer o jovem.

Esperou que eles passassem ao seu lado, falavam português, talvez com uma pontinha de sotaque francês... Bobagem, de onde poderia conhecer o homem? De repente se lembrou e virou-se rapidamente na direção dos dois para interpelá-los.

— Monsieur, s’il vous plaît! C’est possible que nous sommes connu? Vous être français?

— Oui, Bien sûr! Je suis français.

— Oh, mon Dieu! Je suis le docter qui a témoigné votre accident de voiture! Je suis heureux de vous voir bien! Phillippe Junot, enchanté!*— Apresentou-se o simpático senhor estendendo a mão.

— Léonard Férmont e ça c’est Larissa de Miranda — respondeu surpreso Léo.

— Enchanté, mademoiselle.

— Moi aussi, enchanté!

Conversaram em francês por mais alguns instantes, até o doutor ouvir a voz de Mireille, chamando-o para almoçar na grande choupana de madeira e palha ali na beira da praia. Peixe e aipim fritos, acompanhados de arroz e salada. Nada mais simples e delicioso por aquelas bandas.

— Mirreille m’appele pour le déjeuner! Bonjour mademoiselle, monsieur!**


(*— Senhor, por favor! Será possível que nos conheçamos? Você é francês? — Sim, é claro. Eu sou francês. — Oh meu Deus! Eu sou o médico que testemunhou seu acidente de carro! Estou feliz em lhe ver bem! Phillippe Junot, prazer!

**— Mireille me chama para o almoço! Bom dia senhorita, senhor!)


Despediu-se o doutor, abraçando o casal, feliz e alvissareiro como um menino. Tinha ganho o dia. Saber que o jovem que presenciara quase morrer estava saudável e feliz em terras brasileiras o deixou extremamente satisfeito. O acidente que presenciara há mais de dois anos mudou sua vida: aposentara-se, sempre que podia viajava, aproveitava com qualidade seus dias ao lado da mulher.

— Simpático o doutor. Como ele lhe reconheceu? Que coincidência encontrá-lo aqui!

Falou Larissa. Mas Léo não a ouviu, sentiu um mal estar, como se seu segredo houvesse sido revelado. O encontro com o doutor lembrou-o de quem realmente era. Em breve ele deveria partir, deixar para trás tudo e todos a quem amava, que para ele haviam se tornado seu maior tesouro.

Estava tão feliz, desejava ser para sempre um homem comum, um terráqueo. Não o era, e a verdade era como um aguilhão que fincava em sua lembrança. Sua vida era falsa, apenas um álibi, um disfarce bem elaborado.

Disse para Larissa que entraria no mar. Na verdade desejava morrer, se afogar para esquecer de sua injusta verdade. Mas como morrer no mar, se este mais parecia uma gigantesca piscina cor de jade, de água deliciosamente tépida?

Mergulhou várias vezes, para tentar afogar sua mágoa, sua dor de amar e mentir para sua amada. A dor abraçava-lhe o peito, espicaçava seu coração, ferroava sua garganta que teimava em calar um terrível segredo.

Não era mesmo uma loucura? Ele era humano e igual a todos. Sofreu um acidente, perdeu a memória e sofreu uma alucinação naquelas horas em que transitou entre a vida e a morte. Desejava que esta fosse a verdade, a única verdade!

Por quê? Por que sua mente insistia em lhe lembrar de um outro planeta, outros seres, outra família? Fazia tanto tempo que acordara para a vida neste planeta, que todo o passado ficou distante e parecia somente uma ilusão, uma loucura qualquer...

Léo pouco falou, e seu semblante antes leve tornou-se tenso e sério. Seus olhos cinza-esverdeados tornaram-se mais cinzentos e sombrios, mesmo diante do verde oceânico. Disse a Larissa que estava cansado. Outra mentira, para encobrir a mentira maior.



domingo, 18 de setembro de 2011

CRIE A SUA VERSÃO DO CÉU

Uma mensagem do Arcanjo Uriel, canalizada por Jennifer Hoffman
18 de Julho de 2011.

O que você acha que seja o céu? O espaço ao qual a sua alma retorna quando o seu corpo morre? Um espaço onde finalmente pode estar em repouso, livre dos encargos da vida? Uma recompensa para uma vida bem vivida? O Céu é todas estas coisas e mais. É o espaço onde tudo está em paz, onde reinam a alegria e o amor incondicional, onde não há ódio, raiva ou medo. É um espaço onde você vive na perfeição com o conhecimento de que você é  a perfeição no corpo e onde se sente seguro e protegido. Mas o Céu não é um lugar para onde você vai, é algo que você carrega com você todos os dias de sua vida. Ele está aqui com você e está acessível a você agora, neste momento. Com a sua intenção e crenças, você cria a sua própria versão do Céu em sua vida, a cada dia.
À medida que o véu entre o mundo espiritual e material se eleva, é agora possível trazer o Céu à Terra, porque a Humanidade está começando a criar esta vibração neste planeta. Se o Céu é o lugar onde todas as bênçãos residem, então o Inferno é o lugar onde não há bênçãos. A Humanidade existia em algum espaço entre os dois, acreditando que o Céu estava somente disponível a alguns escolhidos após a morte. Isto não era verdade então e não é verdade agora. O Céu é um estado de ser, onde a humanidade co-existe com o mundo espiritual. E vocês se aproximam mais do Céu a cada dia, enquanto avançam em seu caminho espiritual e se entregam à possibilidade de serem os co-criadores de suas vidas.
Você vive no Céu ou até próximo a ele? Se isto não é como você descreveria a sua realidade, então saiba que ele está disponível a você. Uma vez que você decida que criará a sua própria versão do Céu, onde você vive em paz e harmonia com o propósito mais elevado de sua Alma, trabalha com a energia Universal e se entrega ao desejo de sua alma para uma parceria espiritual em sua jornada humana, isto se tornará uma realidade. Você cria a sua versão do Céu quando afirma a sua perfeição, pois tudo no Céu é perfeito, e vive com o conhecimento de que é poderoso e capaz de manifestar cada sonho. Você se afasta do Céu quando vive no medo e na dúvida, quando permite que o caos e o drama governem a sua vida e acredita que está desconectado da Fonte.
O véu entre o espiritual e o material continua a se elevar, enquanto mais a humanidade compreende a sua espiritualidade e permite que a vibração do Céu resida no planeta. Cada pessoa que eleva a sua vibração traz mais do Céu à Terra. Quando você cria a sua versão do Céu, auxilia neste processo. Nesta semana, defina como é a sua versão do Céu. O que você sente quando vive no Céu, o quão feliz você está? Saiba que quando você determina a sua intenção para que o seu Céu exista em sua vida, você cria a energia para que isto aconteça. Seu propósito é trazer a paz, a alegria e o amor incondicional a toda a humanidade, começando por você mesmo? Crie a sua versão do Céu agora e observe-o se manifestando em sua vida...
Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br

sábado, 17 de setembro de 2011

Gandhi



Perguntaram numa ocasião a Mahatma Gandhi quais são os fatores
que destroem o ser humano, ele respondeu assim:
"A Política sem Princípios, o Prazer sem Responsabilidade, a Riqueza sem Trabalho, a Sabedoria sem Caráter, os Negócios sem Moral, a Ciência sem Humanidade e a Oração sem Caridade. A vida tem ensinado a mim, que as pessoas são amáveis, se eu sou amável; que as pessoas estão tristes, se estou triste; que todos me querem bem, se eu quero bem a eles; que todos são maus, se eu os odeio; que há rostos sorridentes, se eu sorrio para eles; que há rostos amargurados, se estou amargurado; que o mundo é feliz, se eu sou feliz; que as pessoas tem nojo, se eu sinto nojo; que as pessoas são gratas, se eu tenho gratidão. A vida é como um espelho: Se sorrio, o espelho me devolve o sorriso. A atitude que tomo na vida, é a mesma que a vida tomará ante mim."

enviado por Francisco Ulisses

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Voo Sensitivo



EGITO – Monte Sinai
A partir do momento em que Jesus me pede para vir, sei que virei com Ele e que estarei protegida. E é nesta altura que resolvo entregar-me a Ele. Entrego-me a mim, ao meu medo e à minha impotência. Entrego a minha alma, o meu amor e o meu desespero. Entrego, mais uma vez, a minha vida. E naquela escuridão avassaladora do deserto, só com um camelo e um beduíno suspeito como companhia, renovo definitivamente o meu compromisso. Como Ele sempre disse: «Confia.» E eu decido, definitivamente, confiar.

Fecho os olhos e, nesta entrega absoluta, começo a ver, no céu, duas imagens. Primeiro, a de Moisés, com aquela energia ancestral, enorme, respeitosa e séria. Depois, ao lado, a de Jesus. Não aquele Jesus que os homens ainda celebram, todo sofredor e castigado. E sim o Jesus que me aparece, o da nova era, lindo, brilhante e liberto.

Fico muito emocionada com essa visão, e noto que as duas energias estão a comunicar. Parece que Jesus está a falar com Moisés, como se estivesse a trazer a boa-nova, vem aí um tempo de liberdade e de cura. Um tempo em que as pessoas vão poder curar as suas almas, tão massacradas que estão de tanta restrição. Um tempo em que as almas vão poder limpar -se de tanta dor, tanta violência e tanta miséria. Um tempo em que a humanidade finalmente vai poder libertar -se do jugo das religiões dogmáticas e castradoras e o homem finalmente vai poder asceder a energias mais sábias e poderosas, mais subtis e elevadas, e vai aprender por fim a crescer sozinho, sem necessitar da ajuda dos outros homens, às vezes menos evoluídos que ele próprio.

Vem aí um novo tempo.

Noto que Moisés vai desfazendo aquela imagem tão rigorosa e vai relaxando. Noto que as duas energias se vão entender. Consoante o tempo vai passando, sempre em cima de um camelo no mais absoluto breu, vou vendo toda esta conversação acontecer.

Entretanto, as duas imagens começam a diluir-se. Já não é Jesus e Moisés que estão ali, mas duas energias, a do passado e a do futuro, a tentarem entender-se para trazer evolução ao mundo. É mesmo muito emocionante o que está a acontecer.

Percebo agora o que vim aqui fazer. Vim testemunhar a abertura de um portal energético. Talvez o maior portal da terra. O portal de Moisés. O portal do Sinai. É realmente uma bênção. É realmente uma das maiores bênçãos da terra.

***

Sinto que toda a experiência deste ano e meio a viajar sozinha me trouxe isto. Este estado que respeita na íntegra a energia da minha alma. Que me devolve um eu mais profundo e mais total. Que me devolve a mim própria, original e transparente.

***

Fico assim, quieta, a sentir o meu amor por Ele, que é a melhor maneira de O chamar. Não demora muito tempo. De uma das montanhas sai Jesus, enorme, imenso, lindo, a dançar. Fica ali a dançar muito tempo. Está feliz.

A partir desse momento, sinto um portal de luz a abrir-se e a energia jorra Sinai abaixo. Sinto o livro a acabar. Sinto aquela sensação fortíssima de ter conseguido. Ter conseguido fazer o que Ele me pediu, mas mais do que tudo – e por saber que o que Ele pede não é para Ele, de todo –, de ter conseguido transformar -me tanto como pessoa à luz destas experiências. Ele dança. Está feliz e sinto que me agradece. E as lágrimas que caem agora são de devolução desse agradecimento. Agradeço estar viva para poder ter a oportunidade de vivenciar todas estas experiências. Mas aproveito também para agradecer tudo o que Jesus tem feito pelas pessoas. Tem-nas feito ir ao limite delas próprias para que se descubram como almas vibrantes que são. E isso traz a alegria infinita.

do site de Alexandra Solnado

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Os sons do silêncio



Um rei mandou seu filho estudar no templo de um grande mestre com o objetivo de prepará-lo para ser um bem sucedido líder.

Quando o príncipe chegou ao templo, o mestre mandou-o sozinho para uma floresta. Ele deveria voltar um ano depois, com a tarefa cumprida de descrever todos os sons da floresta.

Quando o príncipe retornou ao templo, após um ano, o mestre pediu-lhe para descrever todos os sons que conseguira ouvir.

Então disse o príncipe: "Mestre, pude ouvir o canto dos pássaros, o barulho das folhas, o alvoroço dos beija-flores, a brisa batendo na grama, o zumbido das abelhas, o barulho do vento cortando os céus"... E, ao terminar seu relato, o mestre pediu que o príncipe retornasse à floresta, para ouvir tudo o mais que fosse possível. Apesar de intrigado, o príncipe obedeceu à ordem do mestre, pensando: "Não entendo, eu já distingui todos os sons da floresta..." Por dias e noites, ficou sozinho ouvindo, ouvindo, ouvindo... mas não conseguia distinguir nada de novo além daquilo que havia dito ao mestre. Porém, certa manhã, começou a distinguir sons vagos, diferentes de tudo o que ouvira antes. E, quanto mais prestava atenção, mais claros os sons tornavam-se. Uma sensação de encantamento tomou conta do rapaz. Pensou: "Esses devem ser os sons que o mestre queria que eu ouvisse"...

E, sem pressa, ficou ali ouvindo pacientemente. Queria ter certeza de que estava no caminho certo. Quando retornou ao templo, o mestre perguntou-lhe o que mais conseguira ouvir. Paciente e respeitosamente, o príncipe disse: Mestre, quando prestei atenção, pude ouvir o inaudível som das flores abrindo-se, o som do sol nascendo e aquecendo a terra e da grama bebendo o orvalho da noite. O mestre, sorrindo, acenou com a cabeça em sinal de aprovação e disse: ouvir o inaudível é ter a calma necessária para se tornar uma grande pessoa. Apenas quando se aprende a ouvir o coração das pessoas, seus sentimentos, seus medos não confessados e suas queixas silenciosas, uma pessoa pode inspirar confiança ao seu redor, entender o que está errado e atender às reais necessidades de cada um.

A morte de uma relação começa quando as pessoas ouvem apenas as palavras, pronunciadas pela boca, sem se atentarem no que há no interior das pessoas para ouvir os seus sentimentos, desejos e opiniões reais. É preciso, portanto, ouvir o lado inaudível das coisas, o lado não mensurado, mas que tem o seu valor, pois é o lado mais importante do ser humano.

"Os ventos que às vezes tiram algo que amamos, são os mesmos que nos trazem algo que aprendemos a amar. Por isso, não devemos chorar pelo que nos foi tirado, e sim aprender a amar o que nos foi dado, pois tudo aquilo que é realmente nosso, nunca se vai para sempre..."

enviado por Irene

O Chamado da Vida



Eis que surge uma Nova Terra

Setembro de 2011.

Julie Redstone

Toda a vida lhe acena na relação sagrada – as árvores, as ervas, os animais, as almas de todos que encontram. Toda a vida chega a vocês para a resposta do seu coração, para a resposta da sua sabedoria interior, para a resposta da sua verdade mais profunda.

A vida sagrada, a vida da Terra e tudo que existe dentro do vasto universo,os chama para reconhecê-la, honrá-la, celebrá-la e a ela se unirem. Somente a história da realidade tridimensional criou uma visão estreita. Ela criou uma visão do mundo como sólido. Criou a percepção da solidão.

Nada disto é verdade, amados. Nada disto corresponde à mais profunda sabedoria do seu coração. Seu coração sabe que é parte de algo grande e misterioso, algo que promove a vida e é vida. Seu coração sabe que o mundo é muito mais do que parece aos sentidos físicos. Ele sente o milagre do nascimento em todos os lugares – das crianças, das flores, dos animais, das estrelas. Ele reconhece o poder criativo por trás de todos estes nascimentos e sabe que a vida é contínua – ela vem de algum lugar e segue para algum lugar. É o fluxo.

A mente racional foi habilitada a definir a realidade de acordo com os sentidos físicos e os órgãos dentro do cérebro. Entretanto, a mente racional não é a fonte da sabedoria mais profunda. Seu ser interior, ao qual vocês estão sempre conectados, é a fonte do conhecimento mais profundo. Vocês estão sempre lá. Ele está sempre com vocês, apesar de oculto.

A celebração da vida não pode vir da mente racional. A celebração da vida pode somente vir do Mistério. Pode vir somente da percepção do poder da vida que se move de formas milagrosas para criar a novidade onde nada existia antes. A celebração testemunha o milagre. Testemunha a alegria que surge do seu próprio coração quando o seu próprio filho nasce. A celebração da vida vem do Mistério e permanece no Mistério, em sintonia com a Fonte de vida que é a Fonte do Mistério, seja reconhecido ou não.

Toda a vida lhes acena para que lhe respondam, para que se envolvam com ela, para que tenham um relacionamento com ela. Toda a vida os alcança, os chama, pede-lhes para que estejam presentes. O medo interrompe a capacidade de ouvir a este chamado. A autoproteção inibe o alcance de outros. E, entretanto, os “outros” estão continuamente chegando até vocês. Eles são os anjos e os guias, e os ajudantes em todos os níveis da realidade espiritual. Eles são os devas, os espíritos dos rios, os espíritos das árvores e da Terra. Deus chega até vocês também, diretamente, intimamente, nos indícios do seu próprio coração.

A bênção pode ser sentida por aqueles que percorrem o fluxo da sagrada vida, que reconhecem a vida que está em toda parte. A bênção pode ser sentida por aqueles que abrem os seus corações e pedem para sentir a unidade de tudo – que pedem um fim para a separação e para que sejam parte do Todo.

É uma questão de estender a sua mão, amados. Toquem as árvores com a sua mão. Toquem as folhas com os seus dedos. Toquem o ar com a sua respiração. Toquem o céu com a sua reverência e admiração.
Vocês já estão lá. Vocês já estão em casa. Você já fazem parte de Tudo O Que É.

Fonte: http://www.lightomega.org/Earth/ANC/The-Call-of-Life.html
Cure o Mundo -   http://www.youtube.com/watch?v=JRKIPhHmvhs
Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br
enviado por Francisco Ulisses

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O Eu Superior e Outras Lições de Vida


Excertos de O Eu Superior e Outras Lições de Vida

Quem vibra pelo amor já sabe que nós aqui em cima existimos. Mesmo que ainda não veja o seu "Eu Superior", sabe, instintivamente, que estamos aqui para ajudar nesta tarefa tão árdua que é a experiência na matéria.

Esse ser não faz tantas perguntas. Limita-se a Ser. Ser é juntar a mente ao coração. Ser é saber que o sentir determina tudo. Determina a missão, o foco e como chegar lá. Determina se estás no caminho certo ou se ainda não o encontraste. Ser é saber sentir. É utilizar a mente para dar vida ao que se sente. Mas para isso é preciso entregar-se, confiar. Acreditar que estamos sempre atentos, a enviar sinais e que estes só são compreendidos pelo coração. Os sinais que enviamos não são lógicos. Esses, os lógicos, só a mente entende. E o que a mente entende está camuflado pelo medo. Os sinais que enviamos têm leitura imediata no coração.
Jesus
 
O Eu Superior é a vossa metade que ficou cá em cima. É como se fosse um parceiro de percurso. É a vossa alma. O vosso espírito entrou no corpo ao encarnar, mas deixou a sua metade cósmica cá em cima.
Têm em comum um projecto de vida que planearam ao pormenor, antes de reencarnarem. Tudo foi analisado e verificado para que, nesta vida, se conseguisse limpar o maior número de karmas possível. Sempre respeitando o livre arbítrio, é claro.
A única questão importante que se põe agora é esta:
Quem é que está em condições de saber o que foi planejado?
Quem se lembra?
Não se lembrará.
A não ser... que consiga conectar-se com aquela metade que está lá em cima, essa metade acompanha-a e torce para que ela se lembre... para que ela honre o prometido.
Essas duas metades, alma e espírito, Eu Superior e Eu Inferior, quando se juntam, fazem explodir um mundo de energia. Esses dois, quando se juntam, fazem crescer a eternidade.
A alma (o Eu Superior) conhece o passado e o futuro, conhece o bem e o mal e as armadilhas inerentes. Conhece o caminho e sabe como chegar lá. É só perguntar. É só pedir para saber. Se pedires ajuda ao teu Eu Superior nas mais básicas actividades do quotidiano, vais ver a extensão que isto tem. Vocês os dois, juntos, vão até ao fim do mundo.
Jesus
Porque é tão importante a conexão com o Eu Superior?
Para ganhar autonomia. Para que nunca mais alguém faça algo porque "o outro disse" ou porque "alguém mandou". Os outros não sabem dar conselhos pura e simplesmente porque não conhecem a tua vida em pormenor. E porque não podem escolher por ti.
O teu Eu Superior pode ajudar porque conhece as vidas passadas, as frequências de futuro e ainda a missão que escolheram para esta vida.
Mas a escolha final é sempre tua.
Porquê tanto interesse na "autonomia"?
Nunca mais precisarás de aceitar que algo é bom para ti, sem o sentires. Quando há uma dúvida, vais ao Eu Superior e ele responde se algo é bom ou mau para ti, agora, neste tempo e nestas condições. E se é bom para te ajudar a cumprir a missão que planearam juntos.
Só ele tem essa resposta.
Para poderes ter todos os dados, para poderes utilizar bem o teu livre arbítrio.
Para escolher em prol do meu caminho...
Exato.
Para não atrair mais a perda...
Sim.
Para conseguir cumprir a minha missão...
E manter a tua evolução, limpar os karmas e tornar esta encarnação mais produtiva e brilhante.
Todo o ser humano tem uma estrela dentro de si. E, quando a encontra, todo ele brilha.
Decora isto.
Jesus

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Prece Irlandesa



Que a estrada se erga ao encontro do seu caminho
Que o vento esteja sempre às suas costas
Que o sol brilhe sobre a sua face
Que a chuva caia suave sobre seus campos
E até que nos encontremos de novo,
Que Deus o guarde na palma da sua mão.

enviado por Irene

domingo, 11 de setembro de 2011

O encontro do amor, do livro Missão Terra



... Olhavam-se nos olhos, encantados um com o outro. Não tinham vontade de se despedir, e não precisavam de palavras para dizer que se sentiam estranhamente ligados um ao outro. Como se conhecessem há muito tempo.

Por fim Larissa aproximou-se para abraçá-lo. Levantou-se nos pés para o feito, e beijou-lhe uma das faces ternamente. Era uma pena ter que soltá-la de seus braços, pensou Léo.

Mas a noite corria, e com acenos e abraços despediram-se de todos e partiram. Naquela noite Larissa dormiu com a blusa que fora ao encontro, e que trazia a lembrança de Léo ao seu lado. Abraçou-se a si mesma, enlevada do sentimento que sentia, como se o céu naquela noite houvesse descido ao seu encontro. Estava no paraíso.

Léo deitou-se na cama olhando a janela aberta que trazia ao seu encontro as estrelas do céu. Suspirou fundo, então era isto o amor, o que sentia por Larissa! Bem dito seja o amor, a ternura, o desejo que incendeia o corpo e o sexo. Uma vontade inexplicável de estar no outro, de ser um só, de acalentar este sentimento por toda a eternidade, de fazer o instante infinito.

Será que ela sentia o mesmo? Seus olhos diziam que sim, suas mãos diziam que sim, mas é tão delicado falar do amor, porque este é tão frágil e precioso, que as palavras não podem lhe traduzir o sentido. É melhor senti-lo, é melhor vivê-lo, mesmo que ele nos tire o sono, nos embriague o pensamento e entorpeça o corpo de desejos...

Ah! O amor! Lembrou Léo as palavras do poeta: “Não amar é sofrer, amar é sofrer mais...” Antes o amor, que o deserto árido dos que não sabem amar! Lembrou dos vaticínios de Vivarta e do vidente, o amor enfim se revelava a ele, e aonde o levaria? A que píncaros, a que montanhas perto do céu, a que abismos da alma...

Entre a paixão enlouquecida dos jovens e o amor sereno e sábio dos velhos, quantos matizes, quantos caminhos a percorrer em nome do amor. E ele não viera aqui para amar, para se apaixonar perdidamente, e agora estava feito, Léo encontrara o amor.

do livro Missão Terra, http://venturaanalivro1.blogspot.com/2010/07/20-lua-cheia.html

sábado, 10 de setembro de 2011

Quando faz frio no coração

 


Todo nosso eu é construído do emocional.
E a soma dos acontecimentos,
o tamanho deles,
a forma ou o momento em que
chegam criam barreiras entre
nós e os outros,
às vezes nós e o mundo.

Quando faz frio no coração,
nós nos afastamos
de tudo aquilo que poderá tocá-lo.
Criamos um muro invisível
para protegê-lo e proteger-nos,
duvidamos das pessoas,
da sinceridade delas,
das suas boas intenções.

Esses invernos rigorosos
da vida fazem com que nos
sintamos mais sós,
nos esquecemos de olhar um
pouco para fora e olhamos
muito para dentro.

E quando mais pensamos nas
nossas tristezas,
mais tristes nos sentimos,
o que cria esse círculo vicioso do
qual é difícil se livrar.

E quando esses períodos
de festas se aproximam em
que todos falam tanto de amor,
solidariedade,
perdão e compreensão,
o que possuem o coração apertado
o sentem mais pequenininho ainda.

Uma maneira de reverter essa situação,
é oferecer o que precisamos.
Mudando nossa mentalidade,
mudamos o mundo.
Para abrir o coração das pessoas,
precisamos abrir o nosso.

São nossas mãos que devem
derrubar as primeiras barreiras
que nos separam
das pessoas e da vida.

É a luz que possuímos que
deve ser a primeira a nos aquecer,
a iluminar nossos passos,
ninguém pode ver por nós,
caminhar por nós e menos
ainda sentir por nós.

Quando fazemos pelos outros,
estamos concentrando
nossas energias em algo externo
a nós e quando pensamos
menos na carga que carregamos,
ela parece mais leve,
mais suportável.

Quando faz frio no nosso coração,
devemos agasalhá-lo para que
ele passe melhor pelo inverno,
que passará,
como passam todas as outras estações.

Aquele que aprende a plantar uma flor,
planta muito mais que uma flor,
ele faz nascer a esperança no mundo.

 Letícia Thompson

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

FASES LUNARES, por Mônica Schwarzwald


Tanto do ponto de vista geocêntrico como do heliocêntrico, a Lua exerce especial influência sobre a Terra. É o corpo celeste mais próximo e, ao contrário dos outros astros analisados pela Astrologia, seu trânsito é ao redor da Terra. Estas características fazem da Lua o astro mais veloz do Sistema Solar, permanecendo um pouco mais que dois dias em cada Signo. Quase não percebemos sua influência pelo seu trânsito no nosso mapa natal, mas seu movimento com relação à Terra é evidente nas análises mais panorâmicas e genéricas, porém não menos importantes.

São mais conhecidas 4 fases lunares: Nova, Quarto-Crescente, Cheia e Quarto-Minguante. Para efeito de programação sincrônica e ritualística, existem outras 4 “sub-fases” : Crescente, Corcunda, Divulgadora e Balsâmica.

Este ciclo com 8 etapas comanda a energia psíquica mundial, num nível macro e microcósmico e vale a pena estar conectado ao longo dos 28 dias de duração. Nos favorece um equilíbrio emocional, psíquico e energético, alinhando nossos corpos físico-mental-áurico-emocional. Esta conexão é estabelecida através das práticas ritualísticas, das escolhas que fazemos nos momentos propícios e atividades mais indicadas para o momento.
 
Lua Nova = momento de conjunção exata do Sol com a Lua, em um determinado grau de um Signo. A energia lunar dissolve-se na potente radiação solar. O inconsciente pode vir à tona, pois está em simbiose com o consciente. Sonhos e fluência emocional. Até Jung preferia tratar seus clientes nesta fase, já que é mais fácil analisar os conteúdos inconscientes.

Lua Crescente = Ocorre, aproximadamente, 3 dias após a Nova. Após este contato íntimo com nosso inconsciente, estamos prontos para dar vazão a impulsos criativos através de “insights” indicativos de novos planos e sonhos.

Quarto-Crescente = 6 a 7 dias depois da Lua Nova. É uma quadratura (ângulo de 90º) entre o Sol e a Lua no próximo signo com a mesma qualidade (cardinal, fixo ou mutável), mas de elemento incompatível, ou seja, a quadratura só ocorre entre os seguintes elementos:
Água x Ar
Ar x Terra
Fogo x Terra
Fogo x Água
Concretização através da superação de obstáculos, investimento em nossos projetos. Plantio e fertilização.
Corcunda = Ocorre, aproximadamente, 3 dias após o Quarto-Crescente. Fase de revelações. Devemos estar atentos aos sinais que nos indicarão se estamos no rumo certo para nossos planos.

Lua Cheia = Oposição exata entre o Sol e a Lua (ângulo de 180º). Lua e Sol em signos opostos e complementares, de mesma qualidade e elementos harmônicos. A Lua reflete a luz solar, os resultados são expostos, assim como fortes emoções e vontades, até exageradas. Vemos os resultados dos nossos investimentos.

Divulgadora = Ocorre, aproximadamente, 3 dias após a Lua Cheia e, como o nome já diz, é momento de promover e mostrar nossas idéias e projetos concretizados para atrair adeptos energeticamente compatíveis.

Quarto-minguante = 6 a 7 dias depois da Lua Cheia. É uma quadratura (ângulo de 90º) entre o Sol e a Lua no próximo signo com a mesma qualidade (cardinal, fixo ou mutável), mas de elemento incompatível. Análise, correção, transformação ou eliminação daquilo que não se concretizou, que não deu certo. Por isto é uma fase excelente para banimento de energias mal vindas. Por isto é uma boa fase para arrancar “ervas daninhas”.

Balsâmica = Aproximadamente, 3 dias antes da Lua Nova. Momento de transição, recolhimento, reflexão. Meditação e silêncio são as melhores práticas. Reposição das energias para um novo ciclo.
Ontem, 15 de junho de 2011, a partir das 17:13, um eclipse total da Lua terá início aos 24º do signo de Sagitário, por ocasião da Lua cheia, ou seja, a oposição entre a Lua em Sagitário e o Sol em Gêmeos.
Antigamente, o eclipse era visto como mau augúrio, péssimo presságio. Em termos astrológicos, significa que o Sol e a Lua estarão ocupando o mesmo paralelo na Eclíptica, daí a sombra. O eclipse solar afeta os países que estão astrocartograficamente sob sua influência total, numa análise de Astrologia Mundial. O eclipse lunar pode afetar sutilmente, chamar à atenção na gradação correspondente ao mapa natal dentro do universo microcósmico, individual. Por exemplo: Se 24º de Sagitário está inserido na primeira casa do mapa natal individual, deve-se ter mais cuidado com saúde, atitudes irracionais, decisões e ações impulsivas até o próximo eclipse. Isto é apenas um alerta, um cuidado, uma chamada de atenção. Não significa uma doença ou qualquer fatalismo, pois a Astrologia não é fatalista, mas um instrumento divino de auto-conhecimento e conexão com o Cosmo.

Este texto é “inaugural” da página “Fases Lunares” do meu website http://www.templodeminerva.com/. As outras análises sobre próximas fases lunares serão postadas no mesmo.
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