domingo, 29 de abril de 2012

BUDHA

BUDHA (sânscrito-devanagari: बुद्ध, transliterado Buddha, que significa Desperto, Iluminado, do radical Budh-, "despertar") é um título dado na filosofia budista àqueles que despertaram plenamente para a verdadeira natureza dos fenômenos e se puseram a divulgar tal redescoberta aos demais seres. "A verdadeira natureza dos fenômenos", aqui, quer dizer o entendimento de que todos os fenômenos sãoimpermanentes, insatisfatórios e impessoais. Tornando-se consciente dessas características da realidade, seria possível viver de maneira plena, livre dos condicionamentos mentais que causam a insatisfação, o descontentamento, o sofrimento (todos gerados pelo apego aos fenômenos e sensações materiais).

Do ponto de vista da doutrina budista clássica, a palavra "Budha" denota não apenas um mestre religioso que viveu em uma época em particular, mas toda uma categoria de seres iluminados que alcançaram tal realização espiritual (como os mestres ascencionados da Fraternidade Branca). Pode-se fazer uma analogia com a designação "Presidente da República" que refere-se não apenas a um homem, mas a todos aqueles que sucessivamente ocuparam o cargo. As escrituras budistas tradicionais mencionam pelo menos 24 Budas que surgiram no passado, em épocas diferentes.

O budismo reconhece três tipos de Buda, dentre os quais o termo Buda é normalmente reservado para o primeiro tipo, o Samyaksam-buddha (Pali: Samma-Sambuddha). A realização do Nirvana é exatamente a mesma, mas um Samyaksam-buddha expressa mais qualidades e capacidades que os outros dois tipos.

Atualmente, as referências ao Buda referem-se em geral a Siddhartha Gautama, mestre religioso e fundador do Budismo no século VI antes de Cristo. Ele seria, portanto, o último Budha de uma linhagem de antecessores cuja história perdeu-se no tempo. Conta a história que ele atingiu a iluminação durante uma meditação sob a árvore Bodhi, quando seu nome foi mudado para Budha, que quer dizer "O iluminado".
Existe uma passagem nas escrituras [Anguttara Nikaya (II, 37)] - a qual é freqüentemente interpretada de maneira superficial - na qual o Budha nega ser alguma forma de ser sobrenatural, mas esclarece:

"Brâhmane, assim como uma flor de lótus azul, vermelha ou branca nasce nas águas, cresce e mantém-se sobre as águas intocada por elas; eu também, que nasci no mundo e nele cresci, transcendi o mundo e vivo intocado por este. Lembre-se de mim como aquele que é desperto."

Com isso ele rejeitava qualquer possibilidade de ser tomado como um Deus, mas reafirmava a característica transcendente da sua vivência espiritual e do caminho de libertação que oferecia para os demais seres. Nesse sentido, o Buda exerceu um papel importante de democratização da religião na Índia que, até então, estava sujeita ao arbítrio da casta dos brâmanes.


Para Siddhartha Gautama  não há intermediários entre a humanidade e o divino, entre o homem/mulher e Deus; deuses distantes também estão sujeitos ao karma em seus paraísos impermanentes. O Buda é apenas um exemplo, guia e mestre para os seres sencientes que devem trilhar o caminho por si próprios. Dentre as religiões mundiais, a maioria das quais proclama a existência de um Deus criador, o budismo é considerado incomum por ser uma religião não-teísta. Para o Budha, a chave para a libertação é a pureza mental e a compreensão (sabedoria desenvolvida pelo conhecimento) correta, e por esse motivo ele rejeitou a noção de que se conquista a salvação implorando para uma deidade distante e externa ao ser humano.

De acordo com o Budha Siddhartha Gautama, a felicidade Desperta do Nirvana que ele atingiu está ao alcance de todos os seres, porém na visão ortodoxa é necessário ter nascido como um ser humano. No Tipitaka - as escrituras budistas mais antigas - fala-se dos numerosos Budas do passado e suas vidas, bem como sobre o próximoo Bodhissatva que é chamado de MAITREYA. (Bodhissatva é um termo do budismo que designa seres de sabedoria elevada, que seguem uma prática espiritual que visa a remover obstáculos e beneficiar todos os demais seres. A expressão significa, em tradução literal do sânscrito, "ser (sattva) de sabedoria (bodhi)". Os bodisatvas são chamados de mahaiana (mahayana, "grande veículo").

Em homenagem ao Buda:

A tradição atribui ao próprio Budha a instrução sobre a forma de lhe prestarem homenagem. Pouco antes de morrer, ele viu seu fiel assistente Ananda, chorando. O Buda o aconselhou a não chorar, mas para compreender a lei universal de que todas as coisas condicionadas (incluindo até mesmo seu próprio corpo) devem desintegrar-se, pois são transitórias. Ele aconselhou a todos para não chorarem sobre a desintegração do corpo físico, mas a considerar os seus ensinamentos, como seu professor a partir de então, porque só a verdade do Dhammapada é eterna e não estão sujeitos à lei da mudança. A data normalmente é comemorada na Lua Cheia de Touro, no mês de Maio. Ele também enfatizou que a forma de prestar homenagem a ele não seria apenas através da oferta de flores, incenso, e luzes das velas, mas por verdadeira e sinceramente se esforçando para seguir seus ensinamentos. Assim é como se espera que os budistas celebrem o Vesak, Vesākha (WESAK): usar a oportunidade para reiterar sua determinação de levar uma vida nobre, para desenvolver sua mente, para a prática da bondade amorosa e trazer paz e harmonia à humanidade.

No dia do Vesākha (WESAK), seguidores e budistas devotos são igualmente esperados e solicitados para frequentarem seus vários templos antes do amanhecer para o cerimonial em honra ao mestre, para içamento da bandeira budista e o canto de hinos em louvor da sagrada jóia tríplice: o Buddha, o Dharma (a Lei, os seus ensinamentos), e a Sangha (os seus discípulos). Os devotos podem trazer oferendas simples de flores, velas e incenso de varetas para colocar aos pés de seu instrutor. Estas ofertas são simbólicas para lembrar aos seus seguidores que, assim como as flores que murcham depois de um tempo curto e as velas e incenso de varetas logo se queimam, assim também é a vida material sujeita à decadência, envelhecimento e destruição. 

Os devotos são intimados a fazer um esforço especial para se abster de matarem seres vivos de qualquer tipo. Em alguns países, nomeadamente no Sri Lanka , dois dias são reservados para a celebração do Vesākha (WESAK) e todas as lojas de bebidas e casas de abate são fechadas por decreto do governo durante os dois dias do feriado.  Também pássaros, insetos e animais são liberados aos milhares no que é conhecido como um "ato simbólico de liberação", de dar liberdade para aqueles que estão em cativeiro, presos, torturados ou detidos contra sua vontade. Alguns budistas devotos vão usar um vestido branco simples e passar o dia inteiro em templos com renovada determinação para observar os oito preceitos.

Alguns templos também exibem uma pequena imagem do Buda bebê em frente ao altar em uma pequena bacia cheia de água e decorada com flores, permitindo que os devotos derramem água sobre a estátua, é um simbolismo da limpeza de um carma ruim dos praticantes, e para reviver os acontecimentos após o nascimento do Buda, quando devas e espíritos celestes fizeram oferendas a ele. Os devotos são esperados para ouvirem palestras proferidas por monges. Neste dia os monges recitam versos proferidos pelo Buda vinte e cinco séculos atrás, para invocar a paz e a felicidade para o Governo e todas as pessoas. Os budistas são relembrados para viverem em harmonia com pessoas de outras religiões e respeitar as crenças religiosas dessas pessoas como o próprio Buda ensinou.


enviado por Vera

terça-feira, 24 de abril de 2012

Festival de Wesak Dia 6 de maio de 2012 -



Festival da lua cheia de maio.
Horario: 0:35 às 3:35

Agora, as energias das bênçãos anuais de Wesak estão se formando, os Mestres iluminados se reunindo e se conectando com a humanidade. Os grandes, como Buda, Cristo e Kuan Yin, estarão com vocês de forma mais tangível novamente nesta temporada. Nas celebrações de Wesak em todo o mundo, vocês serão capazes de sentir a presença deles e de receberem a sua sabedoria.
As semanas que levam à Wesak e as que se seguem, mantêm tradicionalmente uma potência muito elevada. Se vocês ficarem em silêncio e pedirem as bênçãos, poderão senti-las mesmo agora. Durante 2012, as bênçãos auspiciosas de Wesak estão ampliadas. Há também o tema de uma energia diferente neste ano, pois este Junho é o momento do trânsito de Vênus – um ciclo planetário que tipicamente precede grandes mudanças na consciência.
O Trânsito de Vênus em Junho de 2012, é parte de uma longa progressão catalisando o retorno do feminino divino na Terra. O retorno do feminino é vital para o nascimento de um novo tipo de mundo baseado no amor. O mundo convencional em que vocês vivem agora, enraizado nos modos do velho paradigma, é baseado no medo. Este mundo está se desintegrando – rapidamente.
Estes tempos são o auge de uma jornada muito longa para a humanidade. Durante este ano, vocês terão uma oportunidade de ver os frutos de seus constantes esforços. A partir de todos os treinamentos que vocês tiveram em tempos passados... de todas as lutas pelas quais passaram... de toda a sua dedicação ao caminho da transformação espiritual. A partir destas coisas vocês começarão a ver uma mudança notável. Quando vocês se tornam pessoalmente mais amorosos e alegres, elevam a todos a sua volta. Quando compreendem e vivem verdadeiramente a sua unidade, vocês ajudam a toda a humanidade a fazer o mesmo.
Vocês estão no meio de um empreendimento revolucionário, participando de um despertar em massa da humanidade, em todo o planeta. Vocês vieram para ser um participante fundamental – um Criador de Mudanças Divino. Isto não seria uma pequena tarefa, mas vocês tiveram os preparativos e estavam dispostos a assumir os riscos para se juntarem a este experimento. Uma parte sábia de vocês sabia que em pontos cruciais ao longo do caminho, vocês se conectariam com reforços de energia divina, ajudando-os a eliminar os obstáculos e verem a sua existência com clareza. Vocês sabiam que Wesak seria um destes momentos em que poderiam se conectar com um nível expandido do combustível espiritual.
Permitam-se conectar com as bênçãos de Wesak neste ano. Definam a sua intenção para receberem plenamente a partir desta temporada. Envolvam-se com outros que, como vocês, estão no caminho da iluminação. Decidam hoje que irão aproveitar as oportunidades para acelerar o seu despertar – uma abertura a tudo o que vocês possam ser e ajudando a criar um mundo amoroso.
Enquanto vocês continuam a jornada da descoberta de sua natureza divina, nós os envolvemos com o nosso amor e bênçãos.
Nós somos O Conselho dos 12.
enviado por Vera

domingo, 22 de abril de 2012

São Jorge



Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal. 


Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem ao meu corpo chegarem, cordas e correntes se arrebentarão sem ao meu corpo amarrarem.

sábado, 21 de abril de 2012

Pesquisa revela poder da energia liberada pelas mãos

Energia liberada pelas mãos consegue curar malefícios, afirma pesquisa da USP
A missionária Marta Brisa transmite as técnicas de Johrei em Ana Paula Politi
(Foto: Lucas Mamede/Da Gazeta de Ribeirão)

Um estudo desenvolvido recentemente pela USP (Universidade de São Paulo), em conjunto com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), comprova que a energia liberada pelas mãos tem o poder de curar qualquer tipo de mal estar.

O trabalho foi elaborado devido às técnicas manuais já conhecidas na sociedade, caso do Johrei, utilizada pela igreja Messiânica do Brasil e ao mesmo tempo semelhante à de religiões como o espiritismo, que pratica o chamado “passe”. 


Todo o processo de desenvolvimento dessa pesquisa nasceu em 2000, como tema de mestrado do pesquisador Ricardo Monezi, na Faculdade de Medicina da USP.

Ele teve a iniciativa de investigar quais seriam os possíveis efeitos da prática de imposição das mãos.

“Este interesse veio de uma vivência própria, onde o Reiki (técnica) já havia me ajudado, na adolescência, a sair de uma crise de depressão”, afirmou Monezi, que hoje é pesquisador da Unifesp. 



Segundo o cientista, durante seu mestrado foram investigado os efeitos da imposição em camundongos, nos quais foi possível observar um notável ganho de potencial das células de defesa contra células que ficam os tumores.

“Agora, no meu doutorado que está sendo finalizado na Unifesp, estudamos não apenas os efeitos fisiológicos, mas também os psicológicos”, completou. 




A constatação no estudo de que a imposição de mãos libera energia capaz de produzir bem-estar foi possível porque a ciência atual ainda não possui uma precisão exata sobre esse efeitos.

“A ciência chama estas energias de ‘energias sutis’, e também considera que o espaço onde elas estão inseridas esteja próximo às frequências eletromagnéticas de baixo nível”, explicou. 




As sensações proporcionadas por essas práticas analisadas por Monezi foram a redução da percepção de tensão, do stress e de sintomas relacionados a ansiedade e depressão.

“O interessante é que este tipo de imposição oferece a sensação de relaxamento e plenitude. E além de garantir mais energia e disposição.” 




Neste estudo do mestrado foram utilizados 60 ratos.
Já no doutorado foram avaliados 44 idosos com queixas de stress. 


O processo de desenvolvimento para realizar este doutorado foi finalizado no primeiro semestre deste ano.

Mas a Unifesp está prestes a iniciar novas investigações a respeito dos efeitos do Reiki e práticas semelhantes a partir de abril do ano que vem.

Fonte:

enviado por Vera

quinta-feira, 19 de abril de 2012

ANENCEFALIA


Joanna de Ângelis
(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na reunião mediúnica da noite de 11 de abril de 2012, quando o Supremo Tribunal de Justiça, estudava a questão do aborto do anencéfalo, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.)
Nada no Universo ocorre como fenômeno caótico, resultado de alguma desordem que nele predomine. O que parece casual, destrutivo, é sempre efeito de uma programação transcendente, que objetiva a ordem, a harmonia.


De igual maneira, nos destinos humanos sempre vige a Lei de Causa e Efeito, como responsável legítima por todas as ocorrências, por mais diversificadas apresentem-se.


O Espírito progride através das experiências que lhe facultam desenvolver o conhecimento intelectual enquanto lapida as impurezas morais primitivas, transformando-as em emoções relevantes e libertadoras.


Agindo sob o impacto das tendências que nele jazem, fruto que são de vivências anteriores, elabora, inconscientemente, o programa a que se deve submeter na sucessão do tempo futuro.


Harmonia emocional, equilíbrio mental, saúde orgânica ou o seu inverso, em forma de transtornos de vária denominação, fazem-se ocorrência natural dessa elaborada e transata proposta evolutiva.


Todos experimentam, inevitavelmente, as consequências dos seus pensamentos, que são responsáveis pelas suas manifestações verbais e realizações exteriores.


Sentindo, intimamente, a presença de Deus, a convivência social e as imposições educacionais, criam condicionamentos que, infelizmente, em incontáveis indivíduos dão lugar às dúvidas atrozes em torno da sua origem espiritual, da sua imortalidade.


Mesmo quando se vincula a alguma doutrina religiosa, com as exceções compreensíveis, o comportamento moral permanece materialista, utilitarista, atado às paixões defluentes do egotismo.


Não fosse assim, e decerto, muitos benefícios adviriam da convicção espiritual, que sempre define as condutas saudáveis, por constituírem motivos de elevação, defluentes do dever e da razão.


Na falta desse equilíbrio, adota-se atitude de rebeldia, quando não se encontra satisfeito com a sucessão dos acontecimentos tidos como frustrantes, perturbadores, infelizes...


Desequipado de conteúdos superiores que proporcionam a autoconfiança, o otimismo, a esperança, essa revolta, estimulada pelo primarismo que ainda jaz no ser, trabalhando em favor do egoísmo, sempre transfere a responsabilidade dos sofrimentos, dos insucessos momentâneos aos outros, às circunstâncias ditas aziagas, que consideram injustas e, dominados pelo desespero fogem através de mecanismos derrotistas e infelizes que mais o degrada, entre os quais o nefando suicídio.


Na imensa gama de instrumentos utilizados para o autocídio, o que é praticado por armas de fogo ou mediante quedas espetaculares de edifícios, de abismos, desarticula o cérebro físico e praticamente o aniquila...


Não ficariam aí, porém, os danos perpetrados, alcançando os delicados tecidos do corpo perispiritual, que se encarregará de compor os futuros aparelhos materiais para o prosseguimento da jornada de evolução.


É inevitável o renascimento daquele que assim buscou a extinção da vida, portando degenerescências físicas e mentais, particularmente a anencefalia.


Muitos desses assim considerados, no entanto, não são totalmente destituídos do órgão cerebral.


Há, desse modo, anencéfalos e anencéfalos.


Expressivo número de anencéfalos preserva o cérebro primitivo ou reptiliano, o diencéfalo e as raízes do núcleo neural que se vincula ao sistema nervoso central…


Necessitam viver no corpo, mesmo que a fatalidade da morte após o renascimento, reconduza-os ao mundo espiritual.


Interromper-lhes o desenvolvimento no útero materno é crime hediondo em relação à vida. Têm vida sim, embora em padrões diferentes dos considerados normais pelo conhecimento genético atual...


Não se tratam de coisas conduzidas interiormente pela mulher, mas de filhos, que não puderam concluir a formação orgânica total, pois que são resultado da concepção, da união do espermatozoide com o óvulo.


Faltou na gestante o ácido fólico, que se tornou responsável pela ocorrência terrível.


Sucede, porém, que a genitora igualmente não é vítima de injustiça divina ou da espúria Lei do Acaso, pois que foi corresponsável pelo suicídio daquele Espírito que agora a busca para juntos conseguirem o inadiável processo de reparação do crime, de recuperação da paz e do equilíbrio antes destruído.


Quando as legislações desvairam e descriminam o aborto do anencéfalo, facilitando a sua aplicação, a sociedade caminha, a passos largos, para a legitimação de todas as formas cruéis de abortamento.


...E quando a humanidade mata o feto, prepara-se para outros hediondos crimes que a cultura, a ética e a civilização já deveriam haver eliminado no vasto processo de crescimento intelecto-moral.


Todos os recentes governos ditatoriais e arbitrários iniciaram as suas dominações extravagantes e terríveis, tornando o aborto legal e culminando, na sucessão do tempo, com os campos de extermínio de vidas sob o açodar dos mórbidos preconceitos de raça, de etnia, de religião, de política, de sociedade...


A morbidez atinge, desse modo, o clímax, quando a vida é desvalorizada e o ser humano torna-se descartável.


As loucuras eugênicas, em busca de seres humanos perfeitos, respondem por crueldades inimagináveis, desde as crianças que eram assassinadas quando nasciam com qualquer tipo de imperfeição, não servindo para as guerras, na cultura espartana, como as que ainda são atiradas aos rios, por portarem deficiências, para morrer por afogamento, em algumas tribos primitivas.


Qual, porém, a diferença entre a atitude da civilização grega e o primarismo selvagem desses clãs e a moderna conduta em relação ao anencéfalo?


O processo de evolução, no entanto, é inevitável, e os criminosos legais de hoje, recomeçarão, no futuro, em novas experiências reencarnacionistas, sofrendo a frieza do comportamento, aprendendo através do sofrimento a respeitar a vida…


Compadece-te e ama o filhinho que se encontra no teu ventre, suplicando-te sem palavras a oportunidade de redimir-se.


Considera que se ele houvesse nascido bem formado e normal, apresentando depois algum problema de idiotia, de hebefrenia, de degenerescência, perdendo as funções intelectivas, motoras ou de outra natureza, como acontece amiúde, se também o matarias?


Se exercitares o aborto do anencéfalo hoje, amanhã pedirás também a eliminação legal do filhinho limitado, poupando-te o sofrimento como se alega no caso da anencefalia.


Aprende a viver dignamente agora, para que o teu seja um amanhã de bênçãos e de felicidade.


enviado por Marcia

quinta-feira, 12 de abril de 2012

EU NÃO VI A LUZ MAS SEI QUEM VIU


 

O jornalista mineiro Lauro Henriques Jr. passou dois anos entrevistando alguns dos maiores nomes da espiritualidade e do autoconhecimento de todo o mundo. Nas páginas a seguir, ele revela o que há em comum entre tantas tradições – e como essa experiência mexeu com sua vida.



Certa vez, um sábio imperador convocou os pintores mais talentosos do mundo e lançou o desafio: daria um prêmio fabuloso àquele que fizesse o melhor retrato da paz. Mãos à obra, o resultado foi uma série dos quadros mais incríveis jamais vistos. Dentre eles, o monarca selecionou dois finalistas. No primeiro, via-se um lago cristalino, que refletia as montanhas verdejantes à sua volta e os pássaros voando no céu azul. Já no segundo, um despenhadeiro erguia-se sob um céu negro, cortado por relâmpagos, enquanto uma cachoeira desabava morro abaixo junto da tempestade. Todos se maravilhavam ao ver a primeira obra, já prevendo a sua vitória; afinal, a outra era o oposto da paz.
Porém, para assombro geral, foi justamente a segunda a escolhida pelo imperador, que explicou sua decisão: “Vocês não observaram o detalhe mais importante da pintura. Reparem ali”. Todos, enfim, notaram: atrás da cachoeira, saindo das ranhuras da rocha, havia um pequeno arbusto e, nele, um ninho de passarinho – nesse ninho, alheio ao caos reinante, a mãe passarinho chocava seus ovos em paz. “Estar em paz não significa estar onde não há confusão ou dificuldades”, disse o imperador. “A verdadeira paz acontece quando, mesmo em meio a tudo isso, você permanece calmo em seu coração.”
A lenda desse vernissage imperial ilustra um ponto fundamental comum às mais diversas tradições espirituais, e que talvez sirva como um bom ponto de partida para o assunto dessas páginas, iluminação. Ela ensina que, assim como estar em paz não implica estar onde não há confusão, ser uma pessoa espiritualizada, ou “iluminada”, não significa estar isolado das demandas e questões do cotidiano.
Durante as conversas que renderam meu livro, Palavras de poder: entrevistas com grandes nomes da espiritualidade e do autoconhecimento no Brasil e no mundo (Editora Leya), entre tantas tradições e linhas de pensamento, uma coisa ficou bastante clara: a prática espiritual não é algo que se faça, necessariamente, em um templo, uma mesquita, uma sinagoga ou, quem sabe, em cavernas nos Himalaias. Os espaços sagrados, ou os retiros e as jornadas, são importantes e valorizados, mas todos aqueles entrevistados insistiam que o contato com o divino se dá, especialmente, no dia a dia, na banalidade do cotidiano, sem precisar de grandes aparatos para isso.
Uma das minhas entrevistadas, a budista Monja Coen, por exemplo, fala de como até uma simples caminhada pode ser um grande exercício de meditação. Você não precisa sentar-se numa almofada de estampas indianas, cruzar as pernas e fechar os olhos. Se, ao caminhar, alguém respira com tranquilidade, prestando atenção aos sons à sua volta, já está em meditação. Simples como isso.

 
Evidentemente, o fato de algo ser simples não significa que seja fácil de ser colocado em prática. Do mesmo jeito que o complicado, e aquilo que nos parece difícil, não quer dizer que seja impossível de fazer – os dois anos que passei me dedicando ao livro mostraram exatamente isso.
Mão na massa
O projeto do Palavras de poder é fruto de minha própria trajetória, das várias linhas e tradições com as quais entrei em contato ao longo dos anos, cada uma à sua maneira gerando transformações positivas em minha vida. Na maioria das vezes conheci essas vertentes graças à minha curiosidade: buscando tal autor citado em uma nota de rodapé; assistindo a tal workshop de respiração aqui; certa palestra sobre taoísmo ali; uma jornada xamânica acolá. Porém, não havia um livro que apresentasse tudo isso no mesmo pacote. E minha ideia foi justamente esta: reunir a essência de todas essas linhas, de forma clara, acessível, para ajudar as outras pessoas em seu próprio caminho – decidi escrever a obra que gostaria de ter lido.
Mas colocar em prática essa ideia simples foi uma empreitada que consumiu quase dois anos de labuta, trabalhando três turnos por dia, sem direito a férias nem feriados. Afinal, se no jornalismo muitas vezes já é bastante difícil acessar alguma fonte específica, para marcar uma entrevista com 26 pessoas, quase metade delas estrangeiras e todas com agendas extremamente lotadas, realmente é preciso uma ajudinha lá de cima para a coisa dar certo.
Por exemplo, com algumas pessoas, como a astróloga pop americana Susan Miller, gastei praticamente um ano de negociações entre o primeiro contato e o dia em que, finalmente, conseguimos realizar a entrevista. Só essa parte de produção para agendar os encontros exigiu uma troca de, literalmente, milhares de e-mails e telefonemas – isso sem contar, claro, o trabalho intenso de apuração, elaboração, transcrição e edição das entrevistas.
Salve o prazer
Todo suor, organização mental, gigabytes armazenados, quilômetros rodados e jogo de cintura ficam pequenos perto do prazer, dos encontros gratificantes e da enormidade de causos para contar. Um dos melhores ocorreu durante o encontro com o psicoterapeuta José Ângelo Gaiarsa (1920-2010), considerado o maior especialista brasileiro em comunicação não verbal, um iconoclasta que já foi o “terror das mamães conservadoras” por sua postura irreverente e sem papas na língua em relação a temas como família, amor e sexualidade. Com um currículo desses, o doutor Gaiarsa até se espantou quando o convidei para participar do projeto. A princípio, ele me disse: “Mas, Lauro, o que eu vou fazer em um livro sobre espiritualidade? Meus deuses são a mulher, o corpo, a criança”. Expliquei, então, que o livro não era sobre religião, mas que incluía as várias formas pelas quais a espiritualidade pode se manifestar em nossa vida, como a consciência em relação ao nosso próprio corpo.
Foram horas e horas de uma conversa riquíssima, em que o doutor Gaiarsa ia pontuando toda sua exposição com histórias surpreendentes, como o caso de um monge budista que passou por anos de preparação até que lhe fosse permitido entrar no templo mais sagrado de uma cidade no Tibete. Então, quando o sujeito finalmente teve autorização para entrar no templo, o que foi que avistou lá, em cima de um altar? Ele viu uma escultura maravilhosa de um casal em plena relação sexual, com a mulher e o homem sentados de frente um para o outro, num abraço em que se entrelaçavam totalmente. “E por que essa imagem está num altar? Porque o encontro sexual não é uma ‘transa’, ele é o ato da criação”, concluiu o doutor Gaiarsa.
A essa altura, já estávamos os dois completamente sintonizados, em profunda empatia, quando ele me disse: “Lauro, estou amando nossa conversa. Dessa sua espiritualidade eu gosto!”. Gaiarsa morreu poucos meses depois da nossa conversa, aos 90 anos.
O bom equilibrista
Foi a história contada pelo psicoterapeuta que me chamou a atenção para o quanto as palavras “espiritualidade” ou “iluminação” são assustadoras para a maior parte das pessoas. Como se o despertar espiritual fosse algo reservado a poucos eleitos, um feito inalcançável para alguém que, como eu e você, tem contas a pagar e horário para entrar no trabalho.
Acontece que, por paradoxal que pareça, as diversas tradições são convictas em afirmar que a iluminação espiritual não é algo a que se deva chegar. Pelo contrário, a maior parte afirma que basta reconhecer que a luz já existe em nós.
“A iluminação é sempre súbita, porque não é uma conquista”, disse o mestre indiano Osho. “Você está iluminado, mas não tem consciência disso. [O que chamamos de iluminação, na verdade] é a conscientização de que aquilo já existe.” E essa luz se manifesta sob a forma de ação em benefício do próximo – seja uma pessoa, um animal ou uma árvore. Evidentemente, não adianta se julgar um iluminado se seus atos não o são. Ou, como dizia uma frase que circulou na internet, “pouco importa praticar yoga e meditação e não cumprimentar o porteiro de seu prédio”.

 
Uma parte constante do aprendizado é se familiarizar com os erros. Somos humanos, falhos e sujeitos a cair. “O importante na vida não é ser uma pessoa equilibrada, mas ser um bom equilibrista” – mais uma das boas frases do doutor Gaiarsa. Assim, a questão não é ficar o tempo todo querendo ser “o equilibrado”, “o iluminado” (correndo, naturalmente, o risco de virar “o chato”), mas ter a consciência de que, se escorreguei aqui, se vacilei ali, posso retornar de novo a meu centro e, a partir daí, procurar agir da melhor forma da próxima vez. Como afirmou o rabino cabalista Yehuda Berg em nossa entrevista: “O trabalho do mal é nos manter para baixo, e o nosso trabalho é lutar para voltar para cima. Não se trata da queda em si, mas de ser capaz de se levantar de novo”.
Uma rapidinha?
Agora, em meio a todo esse eterno balança-mas-não-cai, nada melhor do que procurar manter a leveza. Isso é algo que foi destacado por vários de meus entrevistados, como o Lama Surya Das, um budista americano considerado pelo próprio Dalai Lama um de seus conselheiros. No caso da meditação, por exemplo, embora seus benefícios já estejam mais do que comprovados, pouquíssima gente tem a disciplina para meditar, nem que seja ao menos 20 minutos pela manhã. Bom, e qual é a sugestão do Lama Surya Das? Em vez de ficar se martirizando por não conseguir meditar, procure dar uma rapidinha – ou melhor, várias rapidinhas! “Rapidinha” é como o Lama se refere a pequenas meditações de um minuto, que qualquer pessoa pode fazer em vários momentos ao longo do dia. Pode ser enquanto espera o elevador, parado no trânsito, na fila do restaurante, no banheiro – oportunidades não faltam. Basta fazer uma respiração profunda, relaxar, ouvir os sons ao redor. Um minutinho apenas, e depois é tocar a vida adiante. Eu mesmo, enquanto escrevia o livro, fazia centenas de rapidinhas para dar conta do recado.
Aliás, em relação a meu encontro com o Lama Surya Das, aconteceu uma história bem bacana.
Encontrei o Lama perto de Boston, Estados Unidos, nas proximidades do lago Walden – o mesmo em cujas margens viveu o escritor Henry D. Thoreau e que o inspirou a batizar sua obra-prima de Walden ou A vida nos bosques. Caminhei por horas ao redor do lago antes de ir falar com ele, já entrando bem no clima. E, de fato, foi uma conversa de muitos insights e muita conexão. Terminado o papo, nos despedimos e, quando eu já saía pela porta, ele me chamou. Ao me virar, vi que ele vinha em minha direção, tirando o seu mala (espécie de terço de oração budista) do próprio pulso e colocando-o no meu. E ainda me contou que aquele era um presente que havia recebido do Dalai Lama em pessoa. Era mais do que uma pulseirinha, mas um instrumento que, para ele, representava toda uma linhagem à qual pertence. Foi naquele gesto que percebi o quanto o lama havia entendido a proposta do livro e me considerava digno de passar adiante as coisas sobre as quais havíamos conversado.
Tudo acontece como tem de ser
Susan e Donovan Thesenga, um casal de psicoterapeutas americanos, me deram uma grande lição sobre a aceitação plena da vida, como algo muito mais real e possível do que um amontoado de palavras edificantes. Passei uma semana com eles numa área rural ao sul de Washington D.C., onde vivem. Ao chegar à cidade, liguei para Susan, que educadamente me disse que eles teriam de viajar “para resolver uma urgência na família”, mas que falaria pessoalmente comigo.
Encontrei o casal logo depois daquela ligação; serenos, apesar de objetivos. Haviam organizado tudo para minha estadia. Até um celular haviam providenciado para mim. Nos despedimos e eles, ambos com mais de 70 anos, pegaram a estrada. Começamos as sessões de entrevista no dia seguinte quando, segundo Susan, “tudo estava resolvido”. Não quis ser inconveniente e não perguntei sobre qual havia sido a urgência na família.
Ao longo das conversas que tivemos naquela semana, um ponto destacado por ambos foi o valor da aceitação, de que tudo acontece como tem que ser. Uma postura que, diga-se de passagem, não tem nada a ver com resignação. Não é a pessoa cortar o pé, perder o emprego e dizer: “Que ótimo!”. Mas aceitar que aconteceu e buscar entender qual o melhor aprendizado trazido por aquela situação. Segundo eles, uma compreensão que só obtiveram após viver uma experiência extremamente difícil com a filha adotiva: ela passou dez anos viciada em heroína, com todo o inferno pessoal e familiar que uma situação dessas implica, até largar o vício. Mas realmente só tive a devida dimensão do que eles diziam sobre a aceitação no fim de minha estadia, quando, a convite do casal, participei de um workshop conduzido por eles. Nesse dia, Susan contou para o grupo que, no início da semana, haviam recebido uma denúncia de que a filha teria sucumbido à heroína de novo. Aquela era a urgência.
As pessoas que me receberam com toda a atenção quando cheguei eram as mesmas que, naquele dia, se deparavam com uma possível recaída da filha no vício. Só que, em vez de se descabelarem, estavam objetivamente fazendo o que precisava ser feito. E, felizmente, descobriram que a “denúncia” não era verdadeira. 
Dar vida a esta vida em nossa vida
Outra comprovação da possibilidade prática de uma ação iluminada, mesmo diante dos eventos mais difíceis, veio durante meu encontro com a Monja Coen. Como o budismo trata muito da questão do desapego, ela foi uma das únicas pessoas com quem abordei, diretamente, o tema da morte (com cada entrevistado, busquei levantar os temas mais pertinentes à sua linha específica). Já estávamos no meio de nossa conversa, que transcorreu de forma profunda, mas bem-humorada, quando perguntei sobre o melhor meio de lidar com a perda de um ente querido. Então, na mesma serenidade com que vínhamos conversando, ela me disse que, apenas dois dias antes, havia perdido o pai, após um sofrido processo de doença. E sua resposta foi esta: “É uma experiência das mais difíceis. Por mais que alguém diga: ‘Já sou uma pessoa consciente, iluminada, não vou sentir nada’, é mentira. Não há como ficar indiferente, pois nos toca, dói. Ao mesmo tempo, é essencial não se apegar a essa dor – não se apegar à pessoa que parte nem à dor que fica. Quando alguém que amamos se vai, uma parte dessa pessoa também fica em nós. O essencial é dar vida a essa vida em nossa vida. Que qualidades tinha este ser que eu amava? Será que, em minha vida, consigo manifestar essas qualidades para os outros? Isso é muito importante. Assim, a pessoa que se foi não desaparece, pois continua viva em nós”.
Isso é de uma beleza e profundidade enormes. Ainda mais quando é dito de forma serena, amorosa, por alguém que, dias antes, havia passado pela perda do próprio pai. Na verdade, quando se fala da iluminação espiritual, um denominador comum ao discurso de diversas linhas é a importância de nos lembrarmos de que a morte pode acontecer a qualquer momento. Vários textos tratam de como a pessoa iluminada é aquela que tem consciência de que pode morrer a qualquer momento. E por que ela é iluminada? Porque não desperdiça mais a vida.
Por exemplo, você nunca ouve alguém que está no leito de morte arrepender-se por não ter comprado um carro novo, por não ter usado determinado vestido numa festa, esse tipo de coisa. O que se ouve é a pessoa arrepender-se por causa das brigas que teve com a família, por não ter passado mais tempo com os amigos, por não ter feito o que realmente gostaria. Agora, a questão é esta: ninguém precisa esperar chegar ao leito de morte para ter essa consciência – ou a chamada “iluminação”.
Todos iguais
Depois de falar com tanta gente boa, de todo o trabalho envolvido para dar vida aos dois volumes de Palavras de poder, uma certeza que fica é esta: se meu intuito com o projeto era o de ajudar as pessoas, a primeira pessoa que acabei ajudando foi a mim mesmo. Ao longo do processo, minha vida foi ganhando em vários aspectos, como a certeza de que somos todos iguais, de que estamos aqui uns para ajudar os outros, uns para aprender com os outros. Pude comprovar isso claramente a partir de uma proposta que fiz aos entrevistados, a de que cada um elaborasse uma pergunta para ser respondida por outro. E o resultado dessa “mesa-redonda” foi surpreendente, com sacadas bem interessantes, em que todos se dispuseram, sinceramente, a aprender uns com os outros. O que mostra também que, apesar da diversidade de linhas e tradições, em essência, todas apontam para o mesmo ponto. É como no caso de uma orquestra, em que você tem vários instrumentos diferentes, mas todos tocando juntos para compor a mesma harmonia.
Por fim, se há um aprendizado que fica em relação ao despertar espiritual é este: a verdadeira iluminação é aquela que se manifesta de modo prático na vida, sob a forma de mais amor, mais generosidade, mais tolerância, mais amizade, mais alegria. E com a grande vantagem de que sempre se pode dar uma rapidinha!

enviado por Luiz Otávio

sábado, 7 de abril de 2012

Páscoa!


 

Do desespero da solidão, do medo e da morte
Para uma nova esperança
Não há mal que nunca acabe, diz a sabedoria dos mais velhos
A situação de morte e de opressão, individual ou coletiva não pode perdurar parar sempre
Podemos encontrar a luz no fim do túnel
A vida e o bem são persistentes, insistentes, teimosos. Eles sempre mostram os seus sinais
Nesta noite santa recordamos a passagem
A vida é cheia de “passagens”... de mudanças...  de oportunidades...  de relembrar a misericórdia de um Deus amoroso ao longo da história
Os homens têm memória “curta”, esquecem com muita facilidade o dom de amor e da aliança do Pai com toda a Criação
Nesta Vigília é hora de relembrar o Amor do Criador
No fundo este é o significado do silêncio do Sábado Santo
O dia da espera... do aguardo dos raios luminosos que anunciam a cura de todos os males
O Sábado do anúncio da vitória do bem!
Do pecado de “Adão” que mereceu tanto amor
Da Fé num Deus libertador que levou seu povo do Egito
Esta é a noite da verdade, clara como o dia
Não há lugar para o medo
Deus caminha conosco
Por isso “exultem de alegria, dos anjos à multidão”
Repitam isto com a certeza de um coração livre e das provas dadas ao longo da história
“Deus está no meio de nós”
Tudo é relativizado...  a morte foi derrotada
Nós somos livres e ninguém poderá arrancar isto do coração do homem
Nada mais poderá escravizar o homem
Jesus em sua ressurreição!
Cesse toda contenda, toda dor e opressão
Nenhum homem tem mais poder sobre o outro
O Reino dos Céus chegou ao coração de cada homem
Que este sentimento nos transforme e faça-nos concretizar neste mundo a sua mensagem
Pois Ele veio para nos salvar de nós mesmos e dos grilhões que nos torna escravos de nossos conceitos e opressores dos irmãos
A liberdade traz a felicidade
A felicidade nos leva a repudiar os exclusivismos que geram a disputa
Ninguém é dono da verdade
A verdade brilha por si
Ninguém é “dono” de Deus ou dos seus dons
O Filho morreu para nos mostrar que ninguém poderá retê-lo, que nenhum “grupo” pode assenhorear-se da sua mensagem
O Espírito é livre, da mesma forma que o vento Ele sopra onde quer e apenas entra onde possa sair
A única condição é ter a coragem de dar o primeiro passo
Viva a plenitude da passagem dos acontecimentos até o dia feliz do Domingo da Ressurreição
Quem tem olhos, veja; quem tem ouvidos, ouça
A Vida está aí... E você?
Uma feliz Páscoa para todos e a que sua mensagem penetre nossos corações, fazendo-nos seres mais felizes, humanos e irmãos dos homens

enviado por Maria Jacinta
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