sexta-feira, 31 de agosto de 2012

A Lua Azul da Abundância



Mirella Faur

Acredita-se que a Lua Azul começou a ser cultuada, inicialmente, entre os egípcios, com a substituição do calendário lunar - que marcava o tempo usando as fases da lua - pelo solar - que introduziu o conceito do mês de trinta dias.


Lua Azul é o nome que se dá à segunda lua cheia dentro do mesmo mês. Um fenômeno que acontece, em média, uma vez a cada dois anos e sete meses, sete vezes a cada dezenove anos e trinta e seis vezes no século.

Desde a Antiguidade, a Lua Azul é considerada um acontecimento de muita força magnética e poder espiritual, reforçando o sentido de plenitude da lua cheia.

A Lua Azul nos proporciona uma oportunidade a mais de tocar o divino, um aumento da consciência diante das forças sobrenaturais, reforçando, assim, o intercâmbio com os outros planos, reinos e dimensões. Por ser considerada um tempo entre os tempos, um momento raro - e por isso, muito mais poderoso e mágico - fica mais fácil alcançar o mundo entre os mundos por meio dela. É uma lua de abundância, que permite colher muito mais do que plantamos. Os encantamentos têm maior poder e os resultados são mais rápidos. Pensamentos e desejos tornam-se mais intensos e, assim, qualquer ritual exige maior cautela em relação aos objetivos e pedidos. Mais do que nunca vale a advertência: cuidado com o que pedir, pois você pode conseguir!

Com o surgimento do calendário juliano, no início do cristianismo, o culto à Lua Azul passou a ser reprimido por ser considerado uma exacerbação da simbologia lunar, do poder feminino e do culto às deusas, assuntos perseguidos e proibidos. Mesmo assim, permaneceu sua aura romântica e poética, e a Lua Azul passou a ser associada à crença de que era propícia ao romance e ao encontro de parceiros. Surgiu o termo inglês blue moon, significando algo muito raro, impossível, dando origem a inúmeras músicas e poemas melancólicos ou esperançosos.

(...) A Lua Azul é regida pela Matriarca da Décima Terceira Lunação. Ela é aquela que se torna a visão, a guardiã de todos os ciclos de transformação, a mãe das mudanças. Essa Matriarca nos ensina a importância de seguir nosso caminho sem nos deixar desviar por ilusões que possam vir a interferir em nossas visões. Cada vez que nos transformamos, realizando nossas visões, uma nova perspectiva e compreensão se abrem, permitindo-nos alcançar outro nível na eterna espiral da evolução do espírito. A última visão a ser alcançada é a decisão de simplesmente SER. Sendo tudo e sendo nada, eliminamos os rótulos e definições que limitam nossa plenitude. (...)"

Fonte: http://teiadethea.org/?q=node%2F165

terça-feira, 28 de agosto de 2012

OS PODEROSOS ANJOS DA ATUAL TEMPESTADE SOLAR CLASSE X


Imagem por Ute Posegga-Rudel, Copyright ©2012
Mensagem transmitida por UTE 
em 13 de julho de 2012

Transmissão dos Poderosos Anjos, contatando a Terra:

Nós participamos de um processo maior. A informação que agora estamos passando, junto com seu aspecto inato de energia poderosa, trata do processo claro e inegável de ampliação da nova era a ser estabelecida em seu mundo. O que vocês experimentam agora com a nossa chegada não é exclusivo da Terra, vocês participam de um processo maior que inclui todo o seu universo.

O anúncio de sua nova era é, em primeiro lugar, uma mudança de seu nível vibracional e aumento fundamental da luz da Terra. O que, então, afinal, pode sobreviver e continuar vivendo e existindo no seu planeta deve naturalmente vibrar com o mesmo nível das novas vibrações entrantes, assim que elas estiverem estabelecidas.

Ainda há uma fase de ajustes e mudança, pois estas vibrações e forças da luz são novas e não estão totalmente estabelecidas em seu reino. É por isso que as mudanças maiores que vocês estão esperando ainda não aconteceram. Para isto acontecer, elas devem estar integral e vibracionalmente integradas na Terra como um campo coerente.

Assim que isto ocorrer, o que exige que forças maiores e mais poderosas entrem em seu espaço de vida, o tempo das mudanças tangíveis e radicais terá chegado.

Até lá estejam preparados para suportar e aceitar um tempo de instabilidades e de mudanças geralmente menores, e nós recomendamos que vocês cultivem a paciência e concordem com as atuais circunstâncias.

Assim, é importante que vocês sempre tenham no coração e na mente o quadro maior, que transcende sua atual experiência e já abraça o novo mundo galáctico chegando com as leis divinas, para transformar seu mundo em beleza, alegria, abundância, como uma expressão de amor.

Portanto, não se preocupem com os detalhes constantemente ruindo e insatisfatórios da atual estabilidade de seu mundo ou até valorizem!

Elevem-se acima do peso e da densidade de seu velho mundo e permitam seu coração já fluir livremente no novo mundo. 

Não deixem de aproveitar as forças de luz atualmente entrando e permitam que elas os informem com a visão do seu novo mundo. Criem espaços de beleza para convidar as novas energias e permitam que elas se instalem. Deste modo vocês já estão criando pontos de ancoragem para o novo mundo.

Reúnam-se agora para criar grupos-semente de futuras formas possíveis de uma nova sociedade humana enquanto praticam amor e perdão.

Como Um Coração juntos sintam a nossa poderosa Presença de Luz que deseja entrar em seus corações e corpos. Sintam como essa Luz é preciosa, como é plena e poderosa e ao mesmo tempo gentil e amável. E são vocês que permitem que essa força se expresse como amor.

Ela é a Cura que agora chega de seu passado, ela permite que vocês façam as pazes, em seu coração, com tudo que vocês já sofreram!

Esta paz é o fator de criação de seu novo mundo. Deixem-na se espalhar por todas as células de seus corpos e então desperte todos os outros corpos, que juntos formam o corpo único da humanidade.

Nós viemos lhes trazer esta mensagem com uma alegria indescritível!



Copyright©. Todos os direitos reservados: Ute Posegga-Rudel, 2012.
http://radiantlyhappy.blogspot.com
Compartilhar esta mensagem somente é permitido em conjunto com esta
informação e sem quaisquer alterações. Se você tiver perguntas sobre o
compartilhamento, por favor, contate-me via transformation33@gmail.com
Obrigada, Ute.
Tradução: SINTESE para os Blogs Sintese e De Coração a Coração
http://blogsintese.blogspot.com 
http://stelalecocq.blogspot.com/
Por favor, respeite os créditos e mantenha a imagem original.

domingo, 26 de agosto de 2012

AMAZING GRACE- A própria canção se faz esplendorosa, uma graça divina.


Todo mundo, ou quase todo mundo já ouviu, pelo menos uma vez, a canção
Amazing Grace (algo como Surpreendente Graça), que é uma música
tradicional britânica. O que a maioria não sabe (eu não sabia) é que
essa canção foi composta por um cidadão britânico de nome Johnn
Newton, no século dezoito, depois de uma conversão religiosa.

Ele havia começado uma carreira na Marinha Real, mas abandonou aquilo
para tornar-se traficante de escravos. Conta-se que, em uma de suas
viagens, seu navio foi atingido em mar alto por uma tempestade.
Newton, então, deu-se conta de que só a Graça Divina o salvaria e orou
fervorosamente a Deus.

A graça aconteceu: ele conseguiu escapar são e salvo com o seu navio.
Movido por aquilo, Johnn começou a ler o clássico cristão Imitação de
Cristo, de Thomas Kempis, e ainda tocado pela Luz que o havia
despertado interiormente, mudou a sua vida, libertou todos os escravos
que venderia e passou a ser um lutador anti-escravagista. Compôs,
então, a canção Amazing Grace, como agradecimento e um testemunho do
que havia se passado com ele, em seu encontro com
Deus.

É esta canção que você ouve (e vê) no vídeo anexo, que mostra uma
apresentação da mesma pelos meninos do incrível grupo vocal Il Divo,
interpretando essa canção emocionante em pleno Coliseu, em Roma, onde,
no passado, tantas pessoas perseguidas, maltratadas e escravizadas
(inclusive cristãos), encontraram um fim trágico e cruel.

Conhecendo a história, podemos apreciar ainda mais Amazing Grace e a
sua interpretação única dos talentosos Il Divo... e ver como uma
admirável graça pode estar nos procurando sem que a percebamos, sem
que nos abramos sinceramente a ela, sejamos cristãos ou não.

enviado por Leise

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O Efeito Sombra, o filme

Vejam o filme e leiam o livro de Debbie Ford: O Lado Sombrio dos Buscadores da Luz. É realmente libertador! Como o livro está difícil de achar nas livrarias, peça na editora www.pensamento-cultrix.com.br

domingo, 19 de agosto de 2012

A ALEGRIA ABSOLUTA DO RETORNO AO SEU ESTADO NATURAL DIVINO



Jesus através de John Smallman 
Em 19 de agosto de 2012

Seu despertar é negócio feito. 
Nada pode impedir de ele ocorrer exatamente como divinamente planejado.
Muitos de vocês estão ansiosos, perguntando-se quando verão algumas indicações positivas no ambiente físico da inevitável chegada deste importante evento. 
Todos vocês estão acostumados ao drama - terremotos, enchentes, revoluções, guerras, acidentes - e podem muito bem esperar que seu despertar seja igualmente dramático, possivelmente precedido por revelações chocantes ou surpreendentes através de sua mídia principal.

Esta não é a forma divina! 
Deus é Amor, Paz, Compaixão, Alegria, Felicidade e qualquer outra Realidade amorosa que vocês percebem ou sentem - e cada um Deles é experimentado dentro de vocês. 
O mundo exterior é ilusório; a Realidade é interior. Está dentro de vocês que vocês experimentarão o despertar, e quando o fizerem, será incrível
Olhar para fora é uma distração porque é um ambiente imaginário formado pela sua consciência humana coletiva. 
Quando despertarem, ele desaparecerá!

Despertar é conhecer a si como um - com cada um dos outros e com Deus.
Em seu presente estado de sonho, que parece cheio de distrações fascinantes e sedutoras e com bilhões de seres individuais, é impossível para vocês conceberem a maravilha que os aguarda no despertar. 
Atualmente vocês somente concebem situações e eventos que vocês experimentam através dos seus sentidos físicos e as extensões deles que sua ciência e tecnologia têm proporcionado.

Quando vocês despertarem, nenhum desses meios de pensar, ver, ouvir, sentir, saborear ou cheirar, será necessário porque vocês saberão e experimentarão diretamente o Tudo Que É, Deus, a Criação, a Realidade - nenhuma intermediação de qualquer tipo é necessária.

É muito difícil para vocês entenderem isto porque estão totalmente aclimatados e acostumados para lidar com os outros, indivíduos ou grupos -entidades separadas em corpos
Na Realidade não há separação: o que um sabe, todos sabem. 
E ainda  a identidade, na medida em que todos são aspectos de um Deus amoroso, criando e comungando juntos.

É impossível lhes descrever a alegria absoluta do retorno ao seu estado natural divino. 
Ela precisa ser experimentada diretamente. 
Alguns de vocês pressentem o que isto significa quando leem sobre as experiências extáticas de místicos ao longo das eras que tentaram expressar em palavras como é, e uns poucos de vocês tiveram seus próprios encontros breves com a brilhante Luz do Amor de Deus por vocês em seus estados alterados de consciência ou durante experiências de quase morte. 
Mas essas experiências são apenas provocações, cutucões, chamadas para direcioná-los para seu despertar permanente.

Aqueles de vocês que tiveram essas experiências foram tomados pelo Amor, pelo êxtase, pela sensação da Presença de Deus; e apesar de saberem no momento que vocês nunca são julgados, e sim, infinitamente amados, vocês também souberam que aquele não era o momento para retornarem ao Lar permanentemente, pois vocês ainda tinham trabalho para fazer, justamente por permanecer entre suas irmãs e irmãos que estão se esforçando para encontrar a saída da ilusão.

Entretanto, sua experiência retirou todo o medo da morte; de fato, ela removeu todo medo - e vocês foram preenchidos com um amor permanente e constante por toda a humanidade. 
Esse amor se irradia de vocês constantemente, afetando a todos com quem vocês interagem de alguma forma, e seu dever, sua tarefa, como vocês estão bem conscientes, é continuar compartilhando esse amor indiscriminadamente o tempo todo.

Na ilusão vastas mudanças estão acontecendo por todo o mundo, pois o campo de Amor Divino envolvendo vocês penetra em todos os corações que estejam um pouquinho dispostos a permitir Sua entrada. 
Nunca na história humana houve tal efusão de amor e compaixão dos humanos pelos humanos. Antes, a quantidade de amor verdadeiramente compartilhado era pequena, mas, com o passar do tempo, as sementes indestrutíveis que ele plantou brotaram, cresceram e agora estão florindo vibrantemente, pois se envolvem no campo de Amor Divino de Deus abraçando o planeta.

Estas mudanças permanecem quase totalmente não noticiadas pela mídia oficial, mas o Amor está fluindo ruidosa, efervescente e irrepreensivelmente por todo o mundo - todos serão alcançados por Ele. 
E conforme Ele se tornar a energia principal e todas as tentativas de manter atitudes e comportamentos desamorosos colapsarem, todos vocês experimentarão as mais maravilhosas mudanças interiores que Ele encoraja e promove.

Vocês não são indivíduos amedrontados, sozinhos e abandonados num ambiente terrível e ameaçador por um deus cruel e preconceituoso: vocês são seres divinos de imenso poder, criados no Amor por seu Pai, para a eterna alegria d'Ele e sua - e estão somente perdidos temporariamente num mundo imaginário de sua própria criação. 
Esta é a Vontade d'Ele e não será restringida de forma alguma. 
Continuem a compartilhar o Amor em que vocês estão envolvidos, esaibam que vocês jamais podem estar separados de Deus - com Quem vocês são eternamente um.

Seu amoroso irmão, Jesus.

Fonte: http://johnsmallman2.

wordpress.com/ Tradução: SINTESE http://blogsintese.blogspot.
com Respeite todos os créditos

enviado por Leonor

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Manas e Alaya


Texto de Ryotan Tokuda Igarashi
extraído do livro "Psicologia Budista"

Simplesmente parar, em vez de preencher
imediatamente o espaço, representa uma
experiência transformadora. Ao esperar,
começamos a nos conectar com a inquietação
básica, assim como com a amplidão fundamental.

Não causar o mal obviamente inclui não matar, roubar ou mentir. Inclui também não ser agressivo — com nossas ações, palavras ou mentes. Aprender a não causar mal a nós mesmos e aos outros constitui um ensinamento budista básico sobre o poder curativo da não-agressão.

A base de uma sociedade iluminada está em não causar mal a nós mesmos ou aos outros — como início, meio e fim. Dessa forma, poderia haver sanidade no mundo e esse processo começa com a sanidade de cada um de nós. Permanecer ignorante por não ter coragem e respeito de olhar para si mesmo com honestidade e brandura é a agressão mais básica, o mal mais fundamental que podemos causar a nos mesmos.

O terreno básico para não causar o mal está na atenção plena, a sensação de enxergar claramente, com respeito e compaixão por aquilo que vemos. E isso que a prática nos mostra. A atenção plena, entretanto, não se limita à meditação formal. Ela nos ajuda a nos relacionarmos com todos os aspectos da vida. Ajuda-nos a ver, ouvir e sentir cheiros, sem fechar nossos olhos, ouvidos ou nariz. Relacionar-se honestamente com a qualidade imediata de nossa experiência, com respeito suficiente para não julgá-la, é uma jornada para toda a vida.

À medida que nos tornamos mais empenhados nessa viagem de suave honestidade, chega a ser um choque perceber como nos tornamos cegos ao mal que causamos. Nosso modo de ser está tão enraizado que não conseguimos ouvir quando tentam nos dizer — gentil ou rudemente — que talvez estejamos causando algum mal com nossa maneira de ser ou de nos relacionarmos com os outros. Estamos tão habituados com nosso modo de agir que, de certa forma, achamos que os outros estão acostumados também.

É doloroso e leva um certo tempo admitir que causamos mal aos outros. Esse é um caminho que decorre de nosso compromisso com a suavidade e a honestidade, de nosso compromisso com permanecer despertos e conscientes. A atenção plena nos mostra nosso desejo e agressividade. nosso ciúme e ignorância. Não reagimos a esses estados —apenas observamos. Sem atenção plena, não poderíamos reconhecê-los.

O próximo passo consiste em conter-se. A atenção plena é a base, conter-se é o caminho. Contenção é uma dessas palavras rígidas, que soam repressivas. Pessoas energéticas, provocantes e interessantes certamente não se contêm. As vezes, talvez, mas não como estilo de vida. Neste contexto, entretanto, o método para tornar-se uma pessoa dármica consiste principalmente em conter-se — que significa não nos agarrarmos a qualquer distração ao mais leve sinal de tédio. É a prática de não preencher imediatamente o espaço apenas porque surgiu uma lacuna.

Certa vez, aprendi uma interessante prática de meditação que combinava atenção plena e contenção. Quando nos sentíamos desconfortáveis, devíamos apenas observar nossos movimentos físicos. Comecei a perceber que, quando sentia desconforto, puxava a orelha, coçava a cabeça ou
o nariz — mesmo sem estar sentindo coceira — ou endireitava a gola. Quando sentia que estava perdendo terreno, fazia pequenos movimentos, nervosos e inquietos. Nossa instrução dizia para não tentarmos mudar nada nem sermos críticos em relação ao que fazíamos, mas simplesmente observar.

Perceber como tentamos evitar essa observação é uma forma de entrar em contato com a absoluta falta de apoio. Conter-se — não reagir por hábito ou impulso — relaciona-se com deixar de lado a disposição para a distração. Por meio da contenção vemos que existe algo entre o surgimento do desejo compulsivo — da agressão, solidão, ou do que quer que seja — e a atitude que tomamos em resposta. Nesse ponto, existe em nós algo que não queremos experimentar e que, de fato, nunca experimentamos, pois reagimos rapidamente.

Subjacente à nossa vida comum, às nossas conversas, movimentos e a todos os pensamentos que nos vêm à mente existe uma absoluta falta de apoio. Ali está ela, borbulhando o tempo todo. Nós a sentimos sob a forma de inquietação e irritação. Nós a sentimos sob a forma de medo. Ela motiva em nós paixão, agressividade, ignorância, ciúme e orgulho, mas nunca vamos até sua essência.

Conter-se é o método para chegar a conhecer a natureza dessa inquietação e medo. É um método para acomodar-se na falta de base. Se nos distrairmos imediatamente, falando, agindo, pensando — se não há nunca uma pausa —jamais seremos capazes de relaxar. Estaremos sempre correndo pela vida. Estaremos sempre presos ao que meu avô chamava de uma bela crise de nervos. Conter-se é uma maneira de fazer amizade consigo mesmo, no mais profundo nível possível. Podemos começar a nos relacionar com o que está abaixo das borbulhas, arrotos e gases. Com tudo aquilo que aparece e se manifesta sob a forma de comportamento controlador, rígido e manipulador, ou como quer que o chamemos. Subjacente a tudo isso, existe algo muito suave, muito tenro, que experimentamos sob a forma de medo ou inquietação.

Era uma vez uma jovem guerreira. Seu mestre lhe disse que deveria combater o medo. Ela não queria fazê-lo, pois isso lhe parecia agressivo demais, assustador e hostil. O mestre, entretanto, insistiu e deu-lhe instruções para essa batalha. O dia da luta chegou. A aluna ficou de um lado, e o medo, do outro. Ela se sentia muito pequena e o medo parecia grande e furioso. Cada um deles possuía suas armas. A jovem guerreira tomou coragem, caminhou na direção do medo, fez três prostrações e perguntou: "Tenho sua permissão para lutar contra você?". O medo respondeu:

Obrigado por mostrar tanto respeito, a ponto de me pedir permissão". A jovem guerreira disse: "Como posso derrotar você?". O medo, então, retrucou: "Minhas armas consistem em falar rápido e chegar bem perto do seu rosto. Com isso, você fica completamente amedrontada e faz tudo o que eu mando. Se você não me obedecer, não tenho poder. Você pode me ouvir e sentir respeito. Posso até convencê-la. Mas se não fizer o que eu mando, não tenho nenhum poder". Dessa forma, a jovem guerreira aprendeu a vencer o medo.

Na verdade, é assim mesmo que funciona. É preciso haver um certo respeito pela crise de nervos, alguma compreensão pelo poder que nossas emoções têm de nos deixar frenéticos. Essa compreensão nos ajuda a descobrir como aumentamos nossa dor e confusão, como causamos mal a nós mesmos. Possuímos bondade, sabedoria e inteligência Fundamentais. Por isso, podemos parar de causar mal a nós mesmos e aos outros. Com a atenção plena, vemos aquilo que surge. Pela compreensão, deixamos de sustentar a reação em cadeia que faz com que os fatos passem de minúsculos a imensos. Permitimos que sejam minúsculos e permaneçam assim, não se expandindo até a 3a Guerra Mundial ou explodindo em violência na família. Tudo isso decorre de aprender a parar por um momento, de aprender a não repetir continuamente as mesmas atitudes impulsivas. Simplesmente parar, em vez de preencher imediatamente o espaço, representa uma experiência transformadora. Ao esperar, começamos a nos conectar com a inquietação básica, assim como com a amplidão fundamental.

Como resultado, paramos de causar o mal. Começamos a nos conhecer completamente e a nos respeitar. Não vamos nos assustar diante do que surge, do que entra em nossa casa, do que está sentado no sofá da sala. Já fomos inteiramente preparados pelo fato de chegarmos a nos conhecer, inteiramente preparados por essa atenção plena, honesta e suave.

O fruto desse processo será a satisfação de não causar o mal — que vem a ser o bem-estar fundamental de nosso corpo, fala e mente. O bem-estar do corpo pode ser comparado a uma montanha. Muita coisa acontece a uma montanha. O vento sopra, há granizo, chuva e neve. .0 sol fica muito quente, as nuvens passam e os animais, assim como as pessoas, urinam e defecam sobre ela. Algumas pessoas deixam ali seu lixo e outras vêm limpar. As coisas vêm e vão, e ela simplesmente está ali. Quando nos percebemos completamente, surge uma tranqüilidade corporal semelhante à da montanha. Não precisamos mais ficar sobressaltados, coçar o nariz, puxar as orelhas, bater em alguém, sair correndo da sala ou cair de tanto beber. Um ótimo relacionamento conosco mesmos resulta em aquietar-se, o que não quer dizer que vamos deixar de correr, pular e dançar. Quer dizer que não existe compulsão. Paramos de trabalhar demais, comer demais, fumar demais e seduzir demais. Em resumo, paramos de causar o mal.

O bem-estar da fala assemelha-se a um alaúde sem cordas. Mesmo sem cordas, esse instrumento anuncia a si mesmo. Essa é uma imagem para a quietude de nossa fala. Não significa controle, rigidez ou um duro esforço para não dizer a coisa errada. Significa que nossas palavras são diretas e disciplinadas. Não começamos a despejá-las apenas porque ninguém está falando e isso nos deixa nervosos. Não tagarelamos como gralhas ou corvos. Já ouvimos de tudo. Já fomos insultados e enaltecidos. Sabemos o que é estar em uma situação em que todos estão zangados ou em que todos estão tranqüilos. Estamos em casa no mundo porque nos Sentimos em casa conosco mesmos. Não precisamos recorrer às palavras por nervosismo ou por nosso padrão habitual. Nossa fala é, então, domesticada e, quando falamos, conseguimos nos comunicar. Não desperdiçamos o dom da palavra expressando nossa neurose.

O bem-estar da mente assemelha-se a um lago nas montanhas, imóvel em sua superfície. Tudo pode ser visto quando não há ondulações no lago. Quando a água está turva. não podemos ver nada. O lago inalterável, tranqüilo, é a imagem para nossa mente sem ansiedade — tão plena de ilimitada amizade por todo o lixo acumulado no fundo que não sentimos necessidade de agitar a água apenas para não ver o que está lá.
Para não causar o mal é preciso permanecer desperto e isso implica, em parte, diminuir o ritmo o suficiente para perceber o que falamos e fazemos. Quanto mais presenciamos nossas reações emocionais em cadeia e compreendemos como funcionam, mais fácil é conter-se. Permanecer desperto, diminuir o ritmo e observar transforma-se em estilo de vida.

Na raiz de todo o mal que causamos encontra-se a ignorância. Isso é o que começamos a desfazer por meio da meditação. Perceber que não temos atenção plena, que raramente nos contemos e que temos pouco bem-estar não significa confusão, mas o início da clareza. À medida que a vida passa, nossa capacidade de sermos cegos, surdos e mudos já não funciona tão bem. É interessante observar que, em vez de nos tornar mais rígidos, esse processo nos liberta, e essa libertação surge naturalmente, quando estamos totalmente aqui, sem ansiedade diante de nossas imperfeições.

enviado por Francisco Ulisses

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Cuidado com a memória de sua casa


 
Por Franco Guizzetti 

O padrão vibratório de uma casa "tem relação direta com a energia e o estado de espírito de seus moradores." Tudo o que pensamos e fazemos, as escolhas, os sentimentos, sejam bons ou ruins, são energias. O resultado "reflete nos ambientes, pessoas e situações." 


O corpo é nossa primeira morada e nossa casa, sua extensão. É ela que nos acolhe, protege e guarda nossa história. Da mesma forma que limpamos, nutrimos e cuidamos da vibração de nosso corpo, devemos estender esses cuidados e carinhos ao lar. Mais que escolher o imóvel e enfeitá-lo com móveis e objetos - muitas vezes guiados apenas por modismos ou pura praticidade -, a elaboração da atmosfera de um ambiente é importante porque reflete a personalidade de seu dono, dando pistas sobre seus gostos, estilo de vida, história e sonhos. 


Há quem acredite que, colocando cristais, sinos de vento, fontes, espelhos, instrumentos do feng shui, é possível atrair bons fluídos e equilíbrio para dentro de casa. "'Mas, é muito pouco, pois a personalidade de um ambiente vai além. Ela é conseguida dia após dia, não apenas com técnicas, mas com pequenos atos de carinho e com muita energia boa." 


Além de atrair bons fluídos para nosso lar, temos todas as condições de criá-los no interior do próprio ambiente. O conjunto de pensamentos, sentimentos, estado de espírito, condições físicas, anseios e intenções dos moradores fica impregnado no ambiente, criando o que se chama de egrégora. 
Você, com certeza, já esteve em uma residência ou ambiente onde sentiu um profundo bem-estar e sensação de acolhimento, independe da beleza, luxo ou qualquer outro fator externo. Essa atmosfera gostosa, sem dúvida, era dada principalmente pelo estado de espírito positivo de seus moradores. Infelizmente, hoje em dia, é muito mais corriqueiro entrarmos em ambientes que nos oprimem ou nos dão a sensação de falta de paz e, às vezes, até de sujeira, mesmo que a casa esteja limpa. A vontade é ir embora rapidamente, "ainda que sejamos bem tratados". 


O que "poucos sabem" é que as paredes, objetos e a atmosfera da casa têm memória e registram as energias de todos os acontecimentos e do estado de espírito de seus moradores. Por isso, quando pensar na *saúde energética de sua casa, tome a iniciativa básica e vital de impregnar sua atmosfera apenas com bons pensamentos e muita fé. Evite brigas e discussões desnecessárias. "Observe seu tom de voz: nada de gritos e formas agressivas de expressão." Não bata portas e tente assumir gestos harmoniosos, cuidando de seus objetos e entes queridos com carinho. 


Não pense mal dos outros. Não pense no negativo! Pragas, nem pensar! 

Selecione muito bem as pessoas que vão freqüentar sua casa. Festas, brindes e comemorações alegres são bem-vindas porque trazem alegria e muita energia, mas cuidado com os excessos.. Nada de bebedeiras e muito menos uso de drogas, que atraem más energias... 


Se você nutre uma mágoa profunda ou mesmo um ódio forte por alguém, procure ajuda para limpar essas energias densas de seu coração. Lembre-se que sua casa também pode estar contaminada e contaminando as pessoas que moram com você! 


Aprenda a fazer escolhas e determine o que quer para sua vida e ambiente onde mora. Alegria, amor, paz, prosperidade, saúde, amizades, beleza já estão bons para começar, não é mesmo? 


Reflita sobre como você vive em sua casa, no que pensa, como anda seu humor e reclamações do seu dia-a-dia. 'Tudo isto interfere no seu astral'. 

"Compartilhar mensagens positivas é colaborar com a disseminação da luz, abrindo corações, despertando consciências, contribuindo assim, para a transformação planetária."
 

Isso aplica-se também em empresas, consultórios, escritórios.
 

domingo, 12 de agosto de 2012

Ecologia interior


 
 Por Frei Beto

Por um minuto, esquece a poluição do ar e do mar, a química que contamina a terra e envenena os alimentos e medita: como anda o teu equilíbrio eco-biológico? Tens dialogado com teus órgãos interiores? Acariciado o teu coração? Respeitas a delicadeza de teu estômago? Acompanhas mentalmente teu fluxo sanguíneo? Teus pensamentos são poluídos? As palavras, ácidas? Os gestos, agressivos? Quantos entulhos - mágoas, ira, inveja - se amontoam em teu espírito?

Examina a tua mente. Está despoluída de ambições desmedidas, preguiça intelectual e intenções inconfessáveis? Teus passos sujam os caminhos de lama, deixando um rastro de tristeza e desalento? Teu humor intoxica-se de raiva e arrogância? Onde estão as flores do teu bem-querer, os pássaros pousados em teu olhar, as águas cristalinas de tuas palavras? Por que teu temperamento ferve com frequência e expele tanta fuligem pelas chaminés de tua intolerância? Não desperdiça a vida queimando a tua língua com as nódoas de teus comentários infundados sobre a vida alheia. Preserva o teu ambiente, investe em tua qualidade de vida, purifica o espaço em que transitas. Limpa os teus olhos das ilusões de poder, fama e riqueza, antes que fiques cego e tenhas os passos desviados para a estrada dessinalizada dos rumos da ética. Ela é cheia de buracos e podes enterrar o teu caminho num deles.

Tu és, como eu, um ser frágil, ainda que julgues fortes os semelhantes que merecem a tua reverência. Somos todos feitos de barro e sopro. Finos copos de cristal que se quebram ao menor atrito: uma palavra descuidada, um gesto que machuca uma desconfiança que perdura. Graças ao Espírito que molda e anima o teu ser, o copo partido se reconstitui, inteiro, se fores capaz de amar. Primeiro, a ti mesmo, impedindo que a tua subjetividade se afogue nas marés negativas. Depois, a teus semelhantes, exercendo a tolerância e o perdão, sem jamais sacrificar o respeito e a justiça. Livra a tua vida de tantos lixos acumulados.

Atira pela janela as caixas que guardam mágoas e tantas fichas de tua contabilidade com os supostos débitos de outrem. Vive o teu dia como se fosse a data de teu renascer para o melhor de ti mesmo - e os outros te receberão como dom de amor. Pratica a difícil arte do silêncio. Desliga-te das preocupações inúteis, das recordações amargas, das inquietações que transcendem o teu poder.

Recolhe-te no mais íntimo de ti mesmo, mergulha em teu oceano de mistério e descobre, lá no fundo, o Ser Vivo que funda a tua identidade. Guarda este ensinamento: por vezes é preciso fechar os olhos para ver melhor. Acolhe a tua vida como ela é: uma dádiva involuntária. Não pediste para nascer e, agora, não desejas morrer. Faz dessa gratuidade uma aventura amorosa. Não sofras por dar valor ao que não merece importância. Trata a todos como igual, ainda que estejam revestidos ilusoriamente de nobreza ou se mostrem realmente como seres carcomidos pela miséria.

Faz da justiça o teu modo de ser e jamais te envergonhes de tua pobreza, de tua falta de conhecimentos ou de poder. Ninguém é mais culto do que o outro. O que existem são culturas distintas e socialmente complementares. O que seria do erudito sem a arte culinária da cozinheira analfabeta? Tua riqueza e teu poder residem em tua moral e dignidade, que não têm preço e te trazem apreço. Porém, arma-te de indignação e esperança. Luta para que todos os caminhos sejam aplainados, até que a espécie humana se descubra como uma só família, na qual todos, malgrado as diferenças, tenham iguais direitos e oportunidades.

E estejas convicto de que convergimos todos para Aquele que, supremo Atrator, impregnou-nos dessa energia que nos permite conhecer a abissal distância que há entre a opressão e a libertação. Faz de cada segundo de teu existir uma oração. E terás força para expulsar os vendilhões do templo, operar milagres e disseminar a ternura como plenitude de todos os direitos humanos. Ainda que estejas cercado de adversidades, se preservares a tua ecobiologia interior serás feliz, porque trarás em teu coração tesouros.

enviado por Viviane

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Estrelas e flores orvalhadas



Se você ama uma pessoa, aos poucos a forma dessa pessoa desaparece e você fica mais em contato com o interior dela. E se você for mais fundo, até mesmo o interior da pessoa amada some e abre-se o além.
Essa pessoa era apenas uma porta, e através dela você encontrou o Divino.

Quando a gente não consegue amar, precisa de provas e rituais. Mas o ser amado está sempre próximo, é só deixá-lo revelar-se.

Sempre nos parece difícil estar em contato permanente com o Universal, ele não tem começo nem fim, ele é imenso. Mas o caminho para chegar até Ele é sempre através de uma pessoa.

Ame, portanto.

E que o amor não seja uma competição, mas uma profunda aceitação do outro. Convide-o então, ao amor, para que penetre e mergulhe em você, sem qualquer condição.

Você vai ver: de repente o outro desaparecerá e Deus estará presente. Por que, se o amado não puder tornar-se Divino, então nada no mundo poderá tornar-se Divino e toda religião será absurda.

Isso pode acontecer em relação a uma criança e até a um cão, por exemplo. Se você estiver mergulhado num relacionamento profundo com alguém ou com alguma coisa, essa coisa se tornará Divina. A chave básica é deixar que o outro penetre no seu âmago. As pessoas se aborrecem umas com as outras e sempre ficam esperando algo de bom ou mau da outra pessoa.

Não espere nada de ninguém, tente apenas encontrar no outro aquilo que está oculto.

de Allahur Akbar, enviado por Viviane

terça-feira, 7 de agosto de 2012

MENSAGEM DOS ANJOS



Ann Albers

4 de Agosto de 2012.

Meus queridos amigos, nós os amamos muito.

Quando a vida lhes der limões, preparem uma limonada! Vocês já ouviram este ditado e verdadeiramente defendemos este princípio no céu, porque sabemos que cada aventura que vocês experienciam aí em seu planeta, é uma oportunidade de trazer mais amor, mais luz, mais verdade e maior inspiração em suas vidas. Cada desafio tem as suas bênçãos. Cada provação lhes dá mais força. Cada situação terrível é uma oportunidade para abraçar uma fé maior.

Quando não gostarem de onde estão na vida, aceitem onde estão. Digam: “Está bem, estou aqui!” Como faço para me tratar com bondade? Vocês têm uma tendência como seres humanos, de tentar atribuir a culpa a si mesmos ou aos outros, quando não estão felizes com a sua atual condição. Em vez de se preocuparem com o que fizeram de errado, ou com o que a outra pessoa lhes fez, é muito mais produtivo dizer: “Aqui estou. O que eu posso aprender? Como posso crescer? Qual é a maior verdade que posso compreender aqui e agora?”

Vocês não podem avançar em sua vida olhando para trás. Não podem mudar a sua realidade, iludindo-se com decisões passadas. Vocês não podem encontrar o seu poder dado por Deus se responsabilizarem os outros por suas situações. Em vez disto, queridos, reconheçam o poder que Deus lhes deu aqui e agora. Digam para si mesmos: “Eu sou amado além da razão. Apenas me esqueci.” “Eu sou abençoado com tudo o que sempre irei precisar. Eu apenas tentei administrar a vida por minha conta.” “Estou ligado a tudo e a todos que existem. Eu percebo apenas a solidão.” “Minha alma é íntegra e saudável. Escolho aceitar esta realidade.” Pouco a pouco, enquanto compreenderem estas verdades eternas, dentro do seu próprio ser, sua realidade exterior começará a se ajustar também.

Queridos, vocês são extremamente poderosos. Vocês podem criar uma graça surpreendente em sua vida, ou podem criar desafios incríveis. Não importa onde se encontrem, vocês têm sempre oportunidades de criar mais amor, trazer mais a luz de Deus e a verdade a qualquer situação. Escolham o amor, meus queridos... não importa o quê. Isto transformará toda a sua existência.

Deus os abençoe! Nós os amamos muito.

Os Anjos

enviado por Francisco Ulisses

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Amor e meditação


 
http://www.istoe.com.br/

colunas-e-blogs/coluna/205461_AMOR+E+MEDITACAO

por Ana Paula Padrão

O amor se apresenta em muitas formas. Inclusive para os que, como eu,
sempre tiveram medo dele.

Não acredito e não confio. É da minha natureza nunca abdicar do raciocínio e preservar emoções para raríssimos momentos de relaxamento. Sou fraca. Freud explica: Como fica forte uma pessoa quando está segura de ser amada! O amor não está no meu alicerce emocional. Tudo que sei sobre ele fui aprendendo ao longo da vida. Conheci muitos que amaram incondicionalmente. Eles conhecem o amor, têm com ele um grau invejável de intimidade. Comigo sempre foi muito mais difícil.

Eu deveria acreditar em alguma coisa maior que nos guia na tarefa da entrega ao amor. Mas minha fé no ser humano é comedida. Reticente. O outro trai. O outro é fraco. O outro, como nós, resvalará na avareza e, ainda que por amor, será egoísta. É da natureza humana. E entregar nossas réstias de dignidade a quem, um dia, nos apunhalará pelas costas é para poucos. E bons. Era assim que eu pensava. Ainda hoje sinto frio, muito frio, quando a lógica me diz que a única maneira de executar uma tarefa é entregar meu coração – e principalmente minha mente – inteiramente a ela. Assim como no mercado financeiro, sigo a regra da diversificação.

Por isso comecei a ficar gelada assim que cheguei lá. Era um dia de temperatura baixa em São Paulo. Mas nada que justificasse aquela sensação de pés congelando, aquela umidade invadindo meus ossos, me impedindo de não pensar. Era um curso de meditação. Tudo que eu tinha que fazer era não pensar. E eu só conseguia pensar. Naquele frio absurdo, naquele incômodo, naquele desconforto. Quero minha cama quentinha! 

Fracasso total. Saí do primeiro dia de aula fria e incrédula. Dura. Decorei todas as técnicas. Primeiro exercícios físicos e de respiração compassada. Depois exercícios de visualização que empurram a agenda de compromissos e a lista de supermercado para fora da sua cabeça. Mas decorar não é sentir. E eu não senti nada. Só o frio. E ainda teria que voltar no dia seguinte. Era um curso de fim de semana.

Dormi bem naquela noite, no entanto. Meu marido me diz que até ronquei. Foi por ele que concordei com as aulas. Meu marido sabe amar. Foi com ele que entendi que o amor existe. E que é poderoso e transformador. O que, de alguma maneira, me salvou da solidão de ser apenas eu mesma a vida inteira, o que teria sido terrivelmente aborrecido.

Por isso voltei à aula no outro dia. Os mesmos alunos estavam lá, cheios de esperança. E eu parecendo uma esquimó, coberta de casacos e de medo. A técnica de meditação foi desenvolvida por uma grande guru indiana, considerada uma deusa viva. Ela se chama Amma, que significa mãe, em sânscrito. Tem milhões de seguidores que creem no poder do amor puro. Ela os abraça e eles choram, impregnados de amor. E eu, a pragmática, ali, deslocada. E foi quando se deu o parêntese na minha mediocridade.

Nesse segundo dia me concentrei no método. Respirei como a sequência de exercícios indicava. Me entreguei à técnica e confiei nela. Esqueci da fé e me agarrei ao que me era familiar. A disciplina. E minhas próprias barreiras me levaram a um estado de concentração profundo. Pude sentir cada etapa acontecendo no meu corpo, meus pés formigando e se aquecendo, minha mente livre de qualquer pensamento que não estivesse ligado ao agora. Será que isso é meditar?, pensei eu ao fim das quatro horas desse segundo dia. Me olhei no espelho. Estava serena, limpa, tranquila.

Voltei para casa e tomei uma taça de vinho, o que é definitivamente não recomendável. Amma há de me perdoar. Eu tinha que comemorar minha pequena vitória em direção ao equilíbrio. Um equilíbrio precário, mas que se parece comigo. E se há algo que desejo muito é ficar cada vez mais parecida comigo. Só que melhor. Essa Amma deve ser uma mulher muito esperta. Sabe que o amor se apresenta em muitas formas. Inclusive para os que, como eu, sempre tiveram medo dele.
enviado por Viviane

domingo, 5 de agosto de 2012

A diferença entre sentir pena e sentir compaixão




Frequentemente as pessoas me perguntam sobre esses dois sentimentos e qual seria a diferença entre eles. Já escrevi anteriormente sobre esse tema, mas não custa esclarecer novamente.Primeiro vou explicar sobre a pena.  Vemos alguém passando por algum tipo de situação difícil e isso acaba nos despertando uma sensação de sofrimento. Nos colocamos no lugar do outro e geramos dentro de nós um sentimento misto de tristeza e vontade de ajudar, somado ainda  as vezes ao sentimento de impotência por não podermos fazer nada.

O sentimento de pena pode acabar nos levando a tomar decisões equivocadas que atrapalham o crescimento do ser humano. Vou exemplificar. Atendi um senhor dono de uma empresa que precisava realizar algumas demissões para que a firma pudesse sobreviver e crescer. Ele vinha procrastinando essa decisão. Durante a sessão, a razão pela qual era tão difícil por em prática o que tinha que ser feito veio a tona rapidamente. Só de pensar em realizar as demissões surgia um intenso sentimento de pena acompanhado de pensamentos como "o que vai ser dessas pessoas..., como elas vão se virar depois..., tem fulano que é muito humilde...". Ao mesmo tempo, racionalmente ele sabia que não havia outra decisão a ser tomada, pois a manutenção daquelas pessoas comprometeria a empresa como um todo.

Ao realizarmos a aplicação da EFT, logo surgiram causas mais profundas que estavam alimentando a aquele sentimento de pena. Ele lembrou de um evento do passado onde o pai dele trabalhou com afinco em uma empresa e a mesma faliu, fazendo com que toda a família passasse uma época de tristeza. Depois surgiu mais uma lembrança onde o pai abriu uma firma com um sócio e a mesma veio também a falir.

Limpamos profundamente com a EFT todos os sentimentos que brotaram desses eventos: pena do pai, sentimento de impotência por não poder ajudar, tristeza e etc. Depois dessa limpeza pedi que ele pensasse novamente na situação da demissão dos funcionários. Os sentimentos de pena e tristeza em ter que fazer isso haviam diminuído consideravelmente. Isso ocorreu por que não havia mais a carga emocional inconsciente do passado. Trabalhamos mais até que ele sentiu que estava pronto para fazer o que tinha que ser feito, sem precisar mais adiar.

O sentimento de pena frequentemente esconde também uma culpa. Nesse caso que atendi, ele se sentia culpado em causar nos funcionários e suas famílias o mesmo sofrimento que seu pai e sua família haviam vivido no passado. Ver alguém em sofrimento pode nos despertar o sentimento de culpa, inconscientemente, por estarmos bem enquanto o outro não. Sendo assim nos colocamos imediatamente em sofrimento através do sentimento de pena.

Outro aspecto que também fica escondido por trás da pena, é o sentimento de que os outros não são capazes o suficiente para dar um jeito em seus problemas, que não são capazes de superar as adversidades e que por isso precisam da nossa ajuda.  Isso nos trás uma sensação de que somos muito importantes. Acabamos então por alimentar uma situação de dependência onde ajudamos o outro não para vê-lo crescer e ficar independente, e sim para que a gente se sinta importante. Inconscientemente ficam as duas parte sabotando o crescimento um do outro nessa relação co-dependente.

Vou exemplificar melhor. No caso em que relatei,  a pena que o empresário sentia era um sinal de que ele não confiava que cada funcionário que seria demitido teria a capacidade de se reerguer. Lá no fundo isso trazia para ele a sensação de ser muito importante. Como se o ego dissesse "essas pessoas precisam de mim e não conseguem se virar sozinhas." Logicamente isso é falso. Por mais difícil que seja uma situação, todos tem a capacidade de dar a volta por cima. Todos eles poderiam perfeitamente encontrar até um trabalho melhor.

Se temos plena confiança que as pessoas são capazes ou que tem o seu potencial, vamos fazer o que tem que ser feito, como por exemplo:  demitir um funcionário;  acabar um relacionamento; não emprestar um dinheiro a alguém; parar de fazer tudo pelos filhos... Deixamos que cada um siga o seu caminho. Mesmo sabendo que as pessoas vão passar um determinado sofrimento, entendemos que isso é parte do seu crescimento. A não fazer o que tem que ser feito atrasamos o aprendizado do outro.

O que parece ser um ato de bondade e generosidade acaba sendo na verdade um ato egoísta pois a suposta ajuda apenas alimenta o nosso ego e acaba impedindo o outro de crescer. Certa vez um aluno falou pra mim que ele ouviu de um amigo que a pior coisa para o protegido é o protetor. Ele falava isso admitindo que seu excesso de proteção e ajuda para com sua esposa alimentava a dependência dela e a impedia de crescer. Ela, por uma séria de questões emocionais negativas, buscava alguém que suprisse um papel de pai protetor. Já não era mais criança e precisava na verdade crescer enfrentando a vida. Ele cumpria o papel do protetor excessivamente, para se sentir importante, e com isso impedia que ela crescesse.

Em casos como esses é muito comum que uma separação possa ajudar os dois a crescer, já que a relação doente  que alimenta a dependência mútua seria desfeita. A não ser que ela encontrasse novamente um outro protetor (ela terá uma forte tendência a ir buscar um) e ele busque suprir a necessidade de sentir importante buscando outra protegida.

Já o sentimento de compaixão é completamente desprovido de qualquer tipo de culpa, tristeza pelo outro, impotência, dependência. Também não há o sentimento de que o outro não é capaz de superar as dificuldades. A compaixão é então desprovida de negatividade. Ela brota lá do fundo da nossa essência e vem acompanhada por uma paz interior. Nesse estado iremos reconhecer o sofrimento de outra pessoa mas sem nos arrastar para sofrer junto com ela. Entenderemos que aquilo faz parte do seu aprendizado e que ela tem capacidade para superar.

Em alguns casos será possível oferecer alguma ajuda. Quando a ajuda é baseada pela compaixão, ela será verdadeira e trará o real crescimento do outro, pois nossa ação não estará mais contaminada com a necessidade de ser importante que causa dependência. Em outros casos não teremos como ajudar o outro. Ainda assim ficaremos em paz, não haverá a sensação de impotência.

Sempre que alguém está sentindo pena ou culpa pela situação de outra pessoa, seja quem for, eu procuro aplicar EFT até dissolver completamente esses sentimentos. Brota então a compaixão. Assim a pessoa consegue agir da melhor forma possível tomando as atitudes que devem ser tomadas: colocar limites nos filhos, deixar que as pessoas se virem sozinhas, demitir alguém da empresa , ajudar na medida adequada e etc...

André Lima - Terapeuta EFT
enviado por Francisco Ulisses

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Que o amor prevaleça no seu coração


por Angela Jabor 
Aprenda a não se importar com as maldades que lhe são direcionadas. Nenhuma maldade poderá atingi-lo se seu coração estiver preenchido de amor.

Se você errou e não está sendo perdoado, siga em frente com a sua vida, não fique triste, pois há muitas outras pessoas necessitando do seu apoio, do seu carinho e da sua demonstração de amor. Perdoe aquela pessoa que não despertou para o real significado da vida, ela ainda precisa passar por algumas lições para chegar ao seu nível.


Vamos aprender a amar não somente os que estão próximos de nós, mas toda a humanidade. Amar não é uma questão de opção; mais do que nunca, tornou-se uma grande necessidade.


Todos nós precisamos de perdão, no mundo todos precisam de amor. A cada instante precisamos perdoar e amar, ser perdoados e ser amados.

Aprenda a ter e sentir compaixão pelas pessoas e revele a grandeza do seu ser, mesmo nas pequenas coisas. Muitas vezes, o que julgamos ser algo pequeno e insignificante pode não ser para muitos. Se você não puder fazer o bem, não faça o mal. Só o fato de você não fazer o mal, você já está praticando o bem, principalmente para você, pois a pior maldade que você pode lhe fazer é levar o mal para a vida das pessoas. Assim sendo, comece a ter compaixão por você mesmo, pois, quando isto você aprender, verá o quanto mais fácil é ter compaixão pelo seu próximo.

"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tivesse amor nada seria." - Coríntios, 13 


Do livro "Kuan Yin a Deusa dos Milagres". Ascend Editora.www.ascendeditora.com.br



enviado por Vera

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Relacionamentos



É apenas em nossos relacionamentos que podemos realmente conhecer a nós mesmos.
Somos um espelho para o outro.
O que damos aos outros - através de nossos pensamentos, sentimentos e atitudes - é o que damos a nós mesmos.
Nossos relacionamentos são o verdadeiro exercício, a sala de aula, o laboratório de aprendizagem da nossa vida.
Relacionamento não é simplesmente conviver com os outros, mas ter entendimento, construir, alimentar e cuidar.
Cada interação traz uma lição.
Quanto mais você conhecer a si mesmo no espelho de suas relações mais facilmente você será capaz de compreender os outros.
Brahma Kumaris

enviado por Francisco Ulisses
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