domingo, 31 de março de 2013

Crucificação e Ressureição, UCEM


Entendam a palavra Expiação como o retorno a casa do Pai, ou o retorno ao Céu, através do desfazer de todos os enganos e ilusões que criamos através do ego neste mundo. O caminho da Expiação já foi traçado a muito tempo por Deus para seus filhos, desde o momento em que houve a separação (a crença errônea de que estamos separados de Deus), e este caminho é provido pelo Espírito Santo, que é a ponte entre Deus e seus filhos perdidos no mundo da ilusão.

Cap. 3 - A Percepção Inocente
Expiação sem sacrifício

1. Um outro ponto tem de estar perfeitamente claro antes que qualquer medo residual, ainda associado aos milagres, possa desaparecer. A crucificação não estabeleceu a Expiação, mas a ressurreição sim. Mui-tos cristãos sinceros compreenderam isto erradamente. Ninguém que esteja livre da crença na escassez poderia cometer este equívoco. Se a crucificação é vista de uma perspectiva invertida, parece que Deus permitiu e até mesmo encorajou um dos seus Filhos a sofrer porque era bom. Esta interpretação particularmente desafortunada, surgida da projeção, tem levado muitas pessoas a sentirem amargamente o medo de Deus. Tais conceitos anti-religiosos entram em muitas religiões. No entanto, o cristão real deve-ria fazer uma pausa e perguntar: «Como poderia ser assim?» É provável que o próprio Deus fosse capaz de um tipo de pensamento que as Suas Próprias palavras claramente declararam como indigno do Seu Filho?

2. A melhor defesa, como sempre, é não atacar a posição do outro mas, em vez disso, proteger a verdade. Não é sábio aceitar qualquer conceito se tens de inverter todo um quadro de referências de modo a justificá-lo. Este procedimento é doloroso em aplicações de menor importância e genuinamente trágico numa escala mais ampla. A perseguição frequentemente resulta numa tentativa de «justificar» a terrível percepção errada de que Deus perseguiu o Seu próprio Filho em prol da Salvação. Estas palavras em si mesmas não têm significado. Tem sido particularmente difícil superar isto porque, embora este erro não seja mais difícil de corrigir do que qualquer outro, muitos se têm recusado a desistir dele por causa do seu proeminente valor como defesa. Em formas mais brandas, um pai diz: «Isto fere-me mais a mim do que a ti» e sente-se desculpado por bater numa criança. Acreditas realmente que o nosso Pai pense deste modo? É tão essencial que todos estes pensamentos sejam dissipados, que nós não podemos deixar de estar seguros de que nada deste tipo permaneça na tua mente. Eu não fui «punido» porque tu foste mau. A lição total-mente benigna que a Expiação ensina está perdida se, de alguma forma, for manchada com este tipo de distorção.

3. A declaração «A mim pertence a vingança, diz o Senhor» é uma percepção errada através da qual a pessoa atribui o seu próprio passado «mau» a Deus. O passado «mau» nada tem de ver com Deus. Ele não o criou e não o mantém. Deus não acredita em retribuir o mal com o mal. A Mente Dele não cria deste modo. Ele não guarda os teus feitos «maus» contra ti. É provável que os tivesse guardado contra mim? Certifica-te de que reconheces como esta suposição é completamente impossível e como surge inteiramente da projeção. Este tipo de erro é inteiramente responsável por um batalhão de erros relacionados com isto, incluindo a crença de que Deus rejeitou Adão e o forçou a deixar o Jardim do Éden. É também por isso que, de tempos a tempos, podes acreditar que estou a dirigir-te erradamente. Tenho feito um esforço para usar palavras que quase não têm possibilidade de serem distorcidas, mas é sempre possível distorcer símbolos, se tu o desejas.

4. O sacrifício é uma noção totalmente desconhecida de Deus. Ele só surge do medo, e pessoas assustadas podem ser perversas. O sacrifício, sob qualquer forma, é uma violação da injunção segundo a qual deverias ser misericordioso tal como o teu Pai no Céu é misericordioso. Tem sido difícil para muitos cristãos reconhecer que isto se aplica a eles próprios. Bons professores nunca aterrorizam os seus alunos. Aterrorizar é atacar, e isso resulta na rejeição do que o professor oferece. O resultado é o fracasso da aprendizagem.

5. Referiram-se corretamente a mim como o «cordeiro que tira os pecados do mundo», mas aqueles que representam o cordeiro manchado de sangue não compreendem o significado do símbolo. Corretamente compreendido, é um símbolo muito simples que fala da minha inocência. O cordeiro e o leão deitados lado a lado simbolizam que a força e a inocência não estão em conflito, mas naturalmente vivem em paz. «Bem aventurados os puros de coração, porque verão Deus» é outra maneira de dizer a mesma coisa. Ela não confunde destruição com inocência porque associa inocência com força, não com fraqueza.

6. A inocência é incapaz de sacrificar qualquer coisa porque a mente inocente tem tudo e só se esforça por proteger a sua integridade. A mente inocente não pode projetar. Só pode honrar as outras mentes porque a honra é o cumprimento natural dos verdadeiramente amados para outros que são como eles. O cordeiro «tira os pecados do mundo» no sentido que o estado de inocência ou de graça é aquele no qual o significado da Expiação é inteiramente sem ambiguidades. É perfeitamente clara porque existe na luz. Só as tentativas de amortalhá-la na escuridão têm feito com que a Expiação seja inacessível àqueles que não escolhem ver.

7. A Expiação em si não irradia nada além da verdade. Portanto, é o epítome de tudo o que é incapaz de causar dano e dela apenas bênçãos se irradiam. Não poderia fazer isso se não surgisse de qualquer coisa que não fosse a perfeita inocência. A inocência é sabedoria porque não está ciente do mal e o mal não exis-te. Todavia, está perfeitamente ciente de tudo o que é verdadeiro. A ressurreição demonstrou que nada pode destruir a verdade. O bem pode resistir a qualquer forma de mal assim como a luz elimina todas as formas de escuridão. A Expiação é, portanto a lição perfeita. É a demonstração final de que todas as outras lições que demonstrei são verdadeiras. Se podes aceitar esta única generalização agora, não haverá nenhuma necessidade de aprenderes outras lições menores. Tu és libertado de todos os erros se acreditas nisso.

8. A inocência de Deus é o verdadeiro estado da mente do Seu Filho. Nesse estado, a tua mente conhece Deus, pois Deus não é simbólico, é um Facto. Conhecendo o Filho Dele tal como é, reconheces que a Expiação, não o sacrifício, é a única dádiva apropriada para o altar de Deus, onde nada excepto a perfeição deve estar. A compreensão do inocente é a verdade. É por isso que os seus altares são verdadeiramente radiantes.

Cap. 6 – A Mensagem da Crucificação
As lições de amor

9. Escolhi, para o teu bem e o meu, demonstrar que a agressão mais ultrajante segundo o julgamento do ego não importa. Segundo o julgamento do mundo sobre essas coisas, mas não segundo o conhecimento de Deus, eu fui traído, abandonado, espancado, rasgado e finalmente morto. Estava claro que isso somente aconteceu devido à projeção de outros sobre mim, já que eu não causei dano a ninguém e curei a muitos.

10. Ainda somos iguais como aprendizes, embora não seja necessário que tenhamos experiências iguais. O Espírito Santo fica contente quando consegues aprender com as minhas e ser re-despertado através delas. Esse é o seu único propósito e esse é o único modo no qual eu posso ser percebido como o caminho, a verdade e a vida. Quando ouves apenas uma Voz, nunca és chamado para o sacrifício. Ao contrário, por seres capaz de ouvir o Espírito Santo nos outros, podes aprender com as suas experiências e ganhar por meio delas, mesmo sem vivenciá-las diretamente. Isso acontece porque o Espírito Santo é um e qualquer pessoa que escute é inevitavelmente conduzida a demonstrar o Seu caminho para todos.

11. Tu não és perseguido e nem eu fui. Não te é pedido que repitas as minhas experiências porque o Espírito Santo, a Quem compartilhamos, faz com que isso seja desnecessário. Porém, para usares as minhas experiências construtivamente, ainda tens que seguir o meu exemplo na forma de percebê-las. Os meus irmãos e os teus estão constantemente engajados em justificar o injustificável. A minha única lição, que eu tenho que ensinar como aprendi, é que nenhuma percepção que esteja em desacordo com o julgamento do Espírito Santo pode ser justificada. Eu assumi mostrar que isso foi verdadeiro em um caso extremo, meramente porque dessa forma serviria como um bom recurso de ensino para aqueles cuja tentação de se entregar à raiva e à agressão não seria tão extrema. Minha vontade unida à de Deus é que nenhum de Seus Filhos sofra.

12. A crucificação não pode ser compartilhada porque é o símbolo da projeção, mas a ressurreição é o símbolo do compartilhar porque o redespertar de cada Filho de Deus é necessário para que a Filiação seja capaz de conhecer a sua integridade. Só isso é conhecimento.

13. A mensagem da crucificação é perfeitamente clara:
Ensina só amor, pois é isso que tu és.

UCEM - Um Curso em Milagres

quinta-feira, 28 de março de 2013

A Sabedoria de Não Ter Saída


O texto faz parte do livro “A Sabedoria de Não Ter Saída” (tradução livre de The Wisdom of No Escape and The Path to Loving-Kindness), publicado pela primeira vez em 1991.
“Meditação é ver claramente o corpo que temos, a mente que temos, a situação doméstica que temos, o trabalho que temos, e as pessoas que estão em nossas vidas. É ver como reagimos a todas essas coisas. É ver nossas emoções e pensamentos simplesmente como são agora, neste exato momento, neste exato lugar, neste exato assento. Não tem a ver com tentar fazer algo ir embora, nem tentar se tornar melhor do que somos, mas ver claramente com precisão e gentileza. (…) 
Isso não é um projeto de aprimoramento; não é uma situação em que você tenta ser melhor do que você é agora. Se você tem um temperamento ruim e você sente que agride a si mesmo e aos outros, você pode pensar que sentando em meditação por uma semana ou um mês fará seu temperamento ruim acabar — que você será aquela pessoa doce que você sempre quis ser. Que nunca mais uma palavra dura irá sair dos seus lábios de lírio branco. O problema é que o desejo de mudar é fundamentalmente uma forma de agressão contra si mesmo. O outro problema é que nossos curtos circuitos, felizmente ou infelizmente, contém nossa riqueza. Nossas neuroses e nossa sabedoria são feita do mesmo material. Se você jogar fora sua neurose, você também vai jogar fora sua sabedoria. Alguém que é muito agressivo também tem muita energia; aquela energia é o que enriquece. É a razão pela qual as pessoas amam aquela pessoa. O objetivo não é tentar se livrar da sua raiva, mas de fazer as pazes com ela, de ver claramente com precisão e honestidade, e também de ver com gentileza. Isso significa não julgar você mesmo como uma pessoa má, mas também não forçar a si mesmo dizendo que “é bom que eu esteja com raiva deles” o tempo todo. A gentileza envolve não reprimir a raiva mas também não atuar com ela. É algo muito mais sutil e mais coração aberto do que isso. Envolve aprender como, assim que você perceber totalmente o sentimento de raiva e o conhecimento de quem você e do que você faz, de soltar e deixar ir. Você pode se soltar da rotineira historinha ridícula que acompanha a raiva e pode começar a ver claramente como você mantém a coisa toda acontecendo. Por isso, seja raiva ou desejo ou ciúme ou medo ou depressão – o que quer que seja – a idéia não é de tentar se livrar disso, mas de fazer amizade com isso. Significa conhecer isso completamente, com um tipo de suavidade, e aprender como, uma vez que você experimentou isso inteiramente, deixar ir.” 
~ Pema Chödrön, em “The Wisdom of No Escape and The Path to Loving-Kindness”, 1991 (pags 18 e 19)
enviado por Leise 

quarta-feira, 27 de março de 2013

Introdução Básica a Um Curso em Milagres de Kenneth Wapnick.



Esta é a transcrição de uma palestra com a duração de um dia que eu dei em Madison, Connecticut, USA em de maio de, como parte de um retiro de dias dirigido por Tara Singh. Nós a estamos publicando agora em resposta a múltiplos pedidos para que fizéssemos uma apresentação breve dos princípios de Um Curso em Milagres e especificamente para transcrevermos a dita palestra.

HISTÓRIA DE UM CURSO EM MILAGRES

Uma das coisas mais interessantes a propósito de como Um Curso em Milagres chegou a ser escrito é que o próprio processo da sua transcrição e a história em torno disso nos dão um exemplo perfeito do que são os princípios básicos do Curso. A mensagem central do Curso é que a salvação vem a qualquer momento que duas pessoas se unem para compartilhar um interesse comum, ou trabalhar para uma meta comum. Isso sempre envolverá algum aspecto do perdão, sobre o qual falaremos mais adiante.

As duas pessoas responsáveis por Um Curso em Milagres foram Helen Schucman, que morreu em fevereiro de e William Thetford, o Bill, que morreu em julho de Ambos eram psicólogos no Columbia Presbyterian Medical Center em New York City, USA. Bil tinha chegado primeiro, em, e era diretor do departamento de psicologia. Helen se uniu a ele poucos meses depois. Durante os primeiros sete anos de seu relacionamento eles tiveram muitas dificuldades um com o outro. Suas personalidades eram totalmente opostas. Ainda que trabalhassem bem juntos em certo nível, a nível pessoal havia muita tensão e ambivalência. Não só tinham dificuldades em sua relação pessoal como também com outros membros do departamento, com outros departamentos dentro do Medical Center e em seu trabalho com outras disciplinas em outros centros médicos. Essa era a atmosfera típica de uma grande universidade ou centro médico, e Columbia não era diferente de nenhum outro lugar.

O ponto crucial aconteceu durante um dia de primavera em quando Helen e Bill tinham que atravessar a cidade para ir ao Corneil Medical Center onde assistiriam a uma reunião interdisciplinar da qual participavam regularmente. Em geral, essas eram reuniões desagradáveis, cheias de competitividade e rivalidade, ainda algo muito comum em meios universitários. Helen e Bill também participavam de tudo isso, sendo muito críticos e julgando outras pessoas. Mas nesse dia, exatamente antes de sair para a reunião, Bill, que era um homem calado e despretensioso, fez algo muito fora do normal para ele. Em um discurso passional ele disse a Helen que tinha que haver um jeito melhor de se lidar com essas reuniões e com os tipos de problemas que lá surgiam. Ele sentia que ambos deveriam ser mais capazes de aceitar e de amar em vez de estarem tão preocupados em competir e criticar.

A resposta de Helen foi igualmente inesperada e fora do comum para ela. Não apenas concordou com ele como também se comprometeu a ajudá-lo a encontrar esse outro jeito. Esse acordo não condizia com a sua maneira de ser habitual, pois os dois tendiam a se criticar mutuamente e tinham dificuldade de aceitar as opiniões um do outro. Essa união de ambas as partes foi um exemplo do que o Curso chama de um instante santo e, como eu disse no início, o instante santo é o meio da salvação.

Em certo nível do qual nenhum dos dois tinha consciência, aquele instante foi o sinal que abriu a porta para uma série de experiências que Helen começou a ter quando estava desperta e também em sonhos. Vou mencionar algumas que têm muita força tanto psiquicamente quanto em seus aspectos religiosos, pois a figura de Jesus começa a aparecer de forma cada vez mais regular. O que toma isso inesperado é a postura que Helen tinha assumido a essa altura de sua vida. Ela estava vivendo a dezena dos cinqüenta e tinha adotado o papel de uma ateísta militante, disfarçando com astúcia o seu amargo ressentimento contra um Deus que, na sua opinião, não havia agido bem com ela. Assim sendo, ela era agressiva diante de qualquer tipo de pensamento que julgasse duvidoso, ambíguo, ou impossível de ser estudado, medido e avaliado. Ela era uma excelente psicóloga, fazia pesquisa e investigações e tinha uma mente lógica, analítica, e aguda, sem nenhuma tolerância para qualquer ideia que se desviasse disso.

Desde pequena, Helen tinha uma certa capacidade psíquica de ver coisas que não estavam presentes. No entanto, ela nunca prestou muita atenção a isso, pensando que acontecia com todo mundo. Ela teve uma ou duas experiências místicas bastante impressionantes muito cedo, às quais também não deu atenção. De fato, ela praticamente nunca tinha mencionado essas coisas a ninguém até aquele momento. Assim, quando começou a ter essas experiências, foi tudo muito surpreendente. As experiências além disso também a assustavam, pois parte dela tinha medo de estar enlouquecendo. Essas não eram coisas normais em sua vida, e se Bill não tivesse estado lá, eu acredito que ela teria parado com todo o processo.

É muito importante reconhecer o quanto a ajuda e a união constante com Bill foram essenciais. De outro modo, Um Curso em Milagres nunca teria sido transcrito. Portanto, vocês estão vendo um outro exemplo do princípio básico do Curso em si mesmo expressado uma e outra vez, de muitas formas diferentes: “A salvação é um empreendimento de colaboração” (T-VI.:), “Na arca da paz só entram dois a dois” (T-.IV.:), “Ninguém pode entrar no Céu por si mesmo” (L-pl.:), e “juntos ou absolutamente não o fareis” (T-IV-D.:). Sem a união de Helen e Bill neste empreendimento, o Curso não existiria e nós não estaríamos reunidos aqui hoje falando sobre ele.

Helen teve uma série de experiências durante o verão, quase como um seriado. Essas vieram a ela em segmentos diferentes quando estava acordada, não foram sonhos. A série começou com ela andando por uma praia deserta e achando um barco na areia. Ela compreendeu que deveria colocar o barco na água. Mas não havia possibilidade de conseguir fazer isso, já que o barco estava encalhado na areia. E eis que um estranho apareceu e ofereceu-se para ajudá-la. No fundo do barco Helen então notou um instrumento antigo projetado para dar e receber mensagens. Ela disse ao estranho: “Talvez isso nos ajude”. Mas ele lhe disse: “Você ainda não está pronta para isso. Deixe isso de lado”. Mas ele tirou o barco da areia e o colocou na água. Sempre que surgiam problemas e mares tempestuosos, este homem aparecia para ajudá-la. Depois de algum tempo, ela reconheceu que o homem era Jesus, embora não se parecesse com a imagem que as pessoas usualmente associam a ele. Estava sempre ali para ajudá-la quando a coisa ficava feia.

Finalmente, na ultima cena desta série, o barco chegou à sua destinação no que parecia ser um canal, onde tudo estava calmo, sereno, e cheio de paz. Havia uma vara de pesca no fundo do barco e no fim da linha, no fundo do mar, havia uma arca do tesouro. Helen viu a arca e ficou toda excitada, pois naquele momento da sua vida ela gostava muito de jóias e de todo tipo de coisas bonitas. Ela estava querendo muito descobrir o que havia na arca. Ergueu a arca, mas ficou muito desapontada quando a abriu e viu um velho livro preto. Isto era tudo o que havia na arca. Na lombada do livro estava escrito o nome Aesculapius, o deus da cura dos gregos. Naquele momento Helen não reconheceu o nome. Só muitos anos depois, quando o Curso já estava todo datilografado e colocado em um fichário preto, ela e Bill se deram conta de que parecia ser exatamente igual ao livro que ela tinha achado na arca. Ela viu a mesma arca outra vez, mas desta vez havia um colar de pérolas em volta dela. Alguns dias depois, ela teve um sonho no qual havia uma cegonha sobrevoando algumas cidadezinhas e no seu bico um livro preto com uma cruz dourada em cima. E uma voz lhe disse: “Este é o seu livro”. (Isso foi antes da vinda do Curso.)

Helen teve uma outra experiência muito interessante na qual ela se viu entrando em uma gruta. Era uma gruta muito antiga e no chão havia algo que se parecia com um pergaminho da Tora com duas varas, em tomo das quais o pergaminho estava enrolado. (A Tora é a primeira parte do Antigo Testamento.) Era muito antigo. De fato, o pequeno barbante que o amarrava caiu e se desintegrou assim que Helen o apanhou. Ela olhou para o pergaminho e o desenrolou e no painel central estavam as palavras “DEUS É”. Ela pensou que aquilo era muito bonito. Então ela o desenrolou um pouco mais e havia um painel em branco à esquerda e outro painel em branco à direita. E essa voz lhe disse: “Se olhar para a esquerda, você será capaz de ler tudo o que jamais se passou no passado. E se olhar para a direita, será capaz de ler tudo o que se passará no futuro”. Mas ela disse: “Não, eu não estou interessada nisso. Tudo o que eu quero é o painel central”.

Ela então enrolou de novo o pergaminho de forma que a única coisa visível eram as palavras: “DEUS É”. Neste momento a voz lhe disse: “Obrigado. Desta vez você conseguiu”. Ela reconheceu então que havia tido sucesso em certo tipo de teste no qual obviamente tinha falhado antes. O que isso realmente exprimia era que ela tinha expressado o desejo de não usar equivocadamente a habilidade que possuía; em outras palavras, não usá-la para conquistar poder ou satisfazer a curiosidade. A única coisa que ela queria realmente era o presente, onde Deus é encontrado.

Há uma lição no livro de exercícios que diz: “Dizemos:”Deus é” e então deixamos de falar”, porque não há nada mais a ser dito além dessas duas palavras (L-pI.l:). Eu penso que essa passagem se refere à experiência da gruta. O Curso enfatiza muito as idéias de que o passado não existe mais e de que não devemos nos preocupar com o futuro, que também não existe. Só devemos nos preocupar com o presente, já que este é o único lugar em que podemos conhecer a Deus.

Uma última estória: Helen e Bill estavam indo para a Mayo Clinic em Rochester, Minnesota, para passar um dia estudando como os psicólogos de lá faziam suas avaliações psicológicas. Na noite anterior, Helen viu em sua mente o retrato perfeito de uma igreja que identificou em primeiro lugar como católica e depois percebeu que era luterana. Ela a viu tão claramente que a desenhou. Como estava olhando para baixo em sua visão, Helen se convenceu de que ambos, Bill e ela, a veriam quando seu avião estivesse descendo em Rochester. Essa igreja, nesse momento, passou a ser um símbolo importante e indicativo da sua própria sanidade, já que nesse período ela tinha dúvidas disso e realmente não entendia todas essas experiências internas. Sentia que se pudesse ver essa igreja teria mais confiança em não ter enlouquecido. Quando aterrissaram, no entanto, eles não viram a igreja. Helen ficou muito assustada e Bill então alugou um táxi para levá-los a todas as igrejas em Rochester. Acho que havia vinte e seis igrejas na cidade, mas eles não encontraram a igreja de Helen. Helen estava muito aborrecida, mas não havia nada mais a fazer naquela noite.

O dia seguinte foi muito ocupado e naquela noite eles voltavam para New York. Enquanto esperavam no aeroporto, Bill, que sempre tinha sido muito bom nesse tipo de coisa, comprou acidentalmente um livro sobre Rochester que ele imaginou que o marido de Helen, Louis, gostaria de ver. Esse livro incluía a história da Mayo Clinic e paginando-o ele viu uma foto exatamente igual à igreja que Helen tinha descrito. A igreja se situava no antigo terreno da Mayo Clinic, já que tinha sido demolida para a construção da clínica. Helen tinha olhado para baixo para vê-la porque ela já não se encontrava lá; ela estava olhando para baixo no tempo. Isso a fez sentir-se um pouco melhor, mas não foi o fim da estória.

Helen e Bill tinham que mudar de avião em Chicago. Já era tarde da noite e eles estavam muito cansados. Estavam sentados no terminal e Helen viu uma mulher sentada do outro lado da sala de espera, sem perturbar ninguém. Helen sentiu que a mulher estava muito aborrecida, apesar de não existirem razões aparentes que demonstrassem isto. Ela se dirigiu à mulher, uma coisa que normalmente não era do feitio de Helen; no entanto ela se sentiu compelida a fazê-lo. Não havia dúvida, a mulher estava mesmo muito perturbada. Ela tinha acabado de fugir de seu marido e de seus filhos e estava indo para New York, onde jamais estivera. Só tinha trezentos dólares, que ia usar para ficar em um hotel em New York e, finalmente, estava apavorada pois nunca havia viajado de avião. Helen foi amiga e trouxe-a para perto de Bill e, juntos, ambos cuidaram dela no avião. Ela sentou-se entre os dois e num determinado momento disse a Helen que planejava ficar na igreja luterana, já que era luterana. Helen, então, ouviu uma voz interior dizendo: “E essa é a minha verdadeira igreja”. Helen entendeu que Jesus queria lhe dizer que uma igreja verdadeira não é um edifício, mas ser capaz de ajudar e se unir a uma outra pessoa.

Quando chegaram a New York, Helen e Bill puseram sua nova amiga em um hotel e, de forma curiosa, encontraram-se com ela por acaso algumas vezes nos dias seguintes. Acho que Bill a encontrou uma vez no Bloomingdale’s, uma grande loja de departamentos em New York, e Helen convidou-a para jantar uma ou duas vezes. A mulher eventualmente acabou voltando para sua família, mas continuou a manter contacto com Helen, enviando-lhe cartões de Natal, etc. Uma ocasião, ela telefonou quando eu estava lá. Essa estória é importante para demonstrar que não é o fenômeno psíquico que conta e sim o propósito espiritual subjacente, nesse caso a meta de ajudar uma outra pessoa.
Um dia em meado de outubro, Helen disse a Bill: “Acho que vou fazer algo muito inesperado”. Naquele momento, Bill lhe sugeriu que comprasse um caderno e anotasse todas as coisas que lhe viessem à cabeça, ou coisas que ouvisse, ou sonhos que tivesse. Helen começou a fazer isso. Ela conhecia taquigrafia e podia escrever com muita rapidez. Uma noite, umas duas semanas depois disso, ela ouviu essa voz lhe dizer: “Esse é um curso em milagres. Por favor, tome nota”. Ela foi tomada de tal pânico que ligou para Bill e lhe disse: “Essa voz não para de me dizer essas palavras. O que você acha que eu devo fazer?” Bill disse algo pelo qual as gerações futuras o chamarão de bem-aventurado. Ele disse:

“Por que você não faz o que a voz lhe diz?” Helen fez. Ela começou a tomar nota do ditado e sete anos depois isso veio a constituir os três livros a que chamamos Um Curso em Milagres.

A experiência de Helen com a voz foi como se ela tivesse um gravador interno. Podia ligar e desligar a voz quando quisesse. No entanto, não podia desliga-la por muito tempo ou ficava aborrecida. Podia anotar o que a voz lhe dizia apesar da rapidez da fala. Nisso, a sua taquigrafia lhe foi muito útil. E ela fazia aquilo totalmente consciente. Essa não era uma escrita automática; ela nunca entrava em transe ou coisa alguma desse tipo. Podia estar escrevendo e o telefone tocava; ela soltava a caneta, ia tomar conta do telefonema e depois voltava e acabava o que estava escrevendo Muitas vezes, era capaz de recomeçar de onde havia parado. O que passa a ser ainda mais impressionante quando se pensa que muito do Curso é escrito em verso (pentâmetros iâmbicos) e que Helen conseguia fazer esse tipo de coisa sem perder a métrica ou o sentido daquilo que a voz lhe dizia.

Talvez a coisa mais assustadora de todas para Helen nessa experiência era que essa voz se identificava como Jesus. Um boa parte do curso é escrita na primeira pessoa, onde Jesus fala bastante sobre a sua crucificação. O Curso, no entanto, diz que não é necessário que se acredite que essa é a voz de Jesus para que se consigam benefícios com o que Um Curso em Milagres diz. Eu acho que facilita quando se acredita, pois não é necessário fazer ginástica mental enquanto se lê o material. Mas não é necessário acreditar nisso para praticar os princípios do Curso. O próprio Curso diz isto. Há um capítulo sobre Jesus no manual que diz que não é preciso que o aceitemos em nossas vidas, mas que ele poderia nos ajudar muito mais se nós o permitíssemos. 

Não havia dúvida na mente de Helen de que essa fosse a voz de Jesus, e esse fato tornava tudo muito mais assustador. Não era uma experiência feliz para ela. Ela o fazia porque, de algum modo, acreditava que era isso o que tinha que fazer. Num dado momento, ela se queixou amargamente a Jesus: “Porque você me escolheu? Porque não escolheu uma boa freira ou alguém assim? Eu sou a última pessoa no mundo que deveria estar fazendo isso.” E ele respondeu: “Não sei porque você está dizendo isso, porque afinal de contas você está fazendo.” Ela não pôde discutir com ele, pois, de fato, já estava mesmo fazendo e obviamente era uma escolha perfeita.

Ela anotava as palavras do Curso todos os dias no seu caderno de estenografia. No dia seguinte, sempre que havia tempo em suas agendas super ocupadas, ela ditava a Bill o que tinha sido ditado a ela e ele então o datilografava. Bill brincava dizendo que ele precisava ter um braço em volta de Helen para ampará-la, enquanto datilografava com o outro. Helen tinha mesmo grande dificuldade para ler o que havia escrito. Foi assim que Um Curso em Milagres veio a ser transcrito. Repetindo, o processo ocorreu por um período de sete anos.

O Curso consiste em três livros, como a maioria de vocês sabe: um texto, um livro de exercícios para estudantes e um manual para professores. O texto, que é o mais difícil dos três para ser lido, contém a teoria básica do Curso. O livro de exercícios consiste em lições, uma para cada dia do ano, e é importante como uma aplicação prática dos princípios do texto. O manual de professores é um livro muito mais curto e é o mais fácil dos três livros para ser lido, pois contém respostas para algumas das perguntas mais comuns que uma pessoa possa ter. De fato, é um bom sumário de muitos dos princípios do Curso. Quase como um apêndice é o capítulo que trata do esclarecimento de termos, que foi feito alguns anos depois de Um Curso em Milagres ter sido terminado. Essa foi uma tentativa de definir algumas das palavras que são usadas. Helen e Bill não fizeram correções. Os livros como vocês os têm agora estão essencialmente tais quais foram transmitidos. As únicas mudanças que foram feitas ocorreram porque o texto veio inteiro e não estava dividido em partes ou capítulos. Não havia pontuação nem parágrafos. Helen e Bill fizeram o trabalho inicial de estruturar o texto e, quando eu apareci em, Helen e eu revisamos todo o manuscrito. Todos os capítulos e títulos, portanto, foram definidos por nós. O livro de exercícios não era problema porque veio com as lições e o manual de professores veio com as perguntas e respostas. Basicamente era só no texto que o problema existia, mas quase sempre o material foi ditado em seqüências lógicas, de forma que dividí-lo em partes e capítulos não foi difícil. Ao longo de todo o trabalho, sentimos que estávamos agindo de acordo com a orientação de Jesus de modo que tudo fosse como ele queria.

Logo que o Curso começou, havia muita coisa pessoal para Helen e Bill, para ajudá-los a compreender o que estava acontecendo e como poderiam se ajudar mutuamente. Isso incluía muita coisa apenas para ajudá-los a aceitar o que lhes estava sendo dado. Já que Helen e Bill eram psicólogos, havia comentários sobre Freud e outras pessoas para ajudá-los a fazer uma ponte entre o que eles conheciam e o que o Curso estava lhes dizendo. Jesus instruiu Helen e Bill para retirarem esse material por razões óbvias, já que não era pertinente ao ensinamento básico do Curso. O único problema que isso causou foi ter deixado alguns buracos em termos do estilo da língua. Nesses casos, algumas vezes nós acrescentamos uma ou duas frases, não devido ao conteúdo, mas para suavizar a transição de um tópico para outro. Isso só ocorreu bem no início.

O estilo dos primeiros quatro capítulos sempre foi um problema para nós. São algumas das passagens mais difíceis de ler. Eu acho que isso se deve ao material que foi suprimido, tornando o fluir da leitura um pouco fracionado. Nós tentamos fazer o melhor possível para facilitar o problema. Também vale a pena mencionar que, logo no início, Helen estava tão assustada com o que estava acontecendo que apesar de ser capaz de escutar o significado do que lhe estava sendo dito, o estilo e o fraseado eram prejudicados freqüentemente.

Bem no início, por exemplo, as palavras ‘Espírito Santo’ não foram usadas. Helen estava com tanto medo desse termo que Jesus usou uma expressão chamada o ‘Olho Espiritual’. Isso mais tarde foi substituído por o ‘Espírito Santo’ por instrução de Jesus. A palavra ‘Cristo’ também não foi usada no início pela mesma razão, mas foi ditada mais tarde. Contudo, depois de um ou dois meses Helen se sentia mais tranqüila, e a partir do Capítulo o Curso está agora virtualmente como foi dado.
Uma outra coisa que não foi posta foram as letras maiúsculas. A tendência de Helen para usar letras maiúsculas para qualquer palavra remotamente ligada a Deus passou a ser a praga da minha existência: que palavras seriam maiúsculas, que palavras não seriam. Certas palavras, no entanto, Jesus insistiu para que o fossem a fim de ajudar na compreensão.

Helen, que revisava muito bem e compulsivamente quando revisava material para publicações de pesquisa científica, era sempre tentada a mudar certas palavras para que se adequassem às suas preferências estilísticas. Mas sempre lhe era dito que não fizesse isso, e ela obedecia, o que exigia uma boa dose de força de vontade. Em algumas ocasiões, ela mudou certas palavras, contudo, Helen tinha uma memória prodigiosa e se lembrava perfeitamente do que tinha feito. Acabava descobrindo duzentas ou trezentas páginas mais tarde que a razão pela qual determinada palavra tinha sido escolhida era porque seria citada e servia como referência para algo posteriormente. Assim sendo, ela sempre voltava atrás e mudava a palavra que tinha mudado antes.

Um Curso em Milagres foi terminado no outono de, e eu conheci Helen e Bill no inverno daquele mesmo ano. Um amigo mútuo, que era padre e psicólogo, fazia parte de seu treinamento sob a supervisão de Helen e Bill e sabia do Curso. Ele e eu nos tomamos amigos naquele outono. Nessa época eu estava a caminho de Israel, e poucos dias antes de minha partida ele insistiu para que eu conhecesse esses amigos seus. Nós passamos uma noite juntos, e esse livro sobre espiritualidade, que Helen tinha escrito, foi mencionado algumas vezes. Contudo, nada mais foi dito sobre o que era ou de onde tinha vindo.

Nós nos encontramos no apartamento de Bill e eu me lembro dele ter apontado para um canto onde havia uma pilha de sete grandes fichários que continham o Curso. Naquele ponto, eu não estava levando praticamente nada comigo para Israel e não achava que devia começar a colecionar bagagem com um daqueles volumes. Não obstante, eu estava intrigado com o que eles haviam dito, embora tivessem dito muito pouco. Mais tarde naquela noite, acompanhei o padre à sua residência, onde ele me disse que tinha uma cópia do livro, se eu tivesse interesse em vê-lo. Eu senti com muita força que não devia fazê-lo naquele momento, mas durante todo o tempo da minha estada em Israel fiquei pensando no livro. Eu tinha escrito uma carta a Helen dizendo-lhe que estava interessado em ver o seu livro quando voltasse. Ela mais tarde me disse que eu tinha escrito ‘Livro’ com um ‘L’ maiúsculo. Eu não tinha consciência de ter feito isso. Não costumo usar letras maiúsculas, mas evidentemente tinha acontecido.

Como disse antes, todo o tempo em Israel eu pensei nesse livro e achava que devia haver algo importante nele para mim. Voltei na primavera de, pretendendo ficar apenas algum tempo para visitar meus amigos e minha família e depois voltar para Israel para lá ficar em um monastério por período indeterminado. Mas eu estava muito interessado em ver o livro e era importante encontrar Helen e Bill. A partir do momento em que o vi, mudei de idéia a respeito da minha volta à Israel e me decidi a ficar em New York.

Do meu ponto de vista, Um Curso em Milagres é a melhor integração que eu jamais vi de psicologia e espiritualidade. Naquela época eu realmente não sabia que havia algo faltando na minha vida espiritual, mas quando vi o Curso compreendi que, de fato, era aquilo que eu estava buscando. Quando a gente acha o que está buscando, não larga mais.

Uma das coisas importantes a saber a respeito do Curso é que ele torna muito claro que esse não é o único caminho para o Céu. No início do manual de professores há uma passagem que diz que essa é apenas uma forma do curso universal, entre milhares de outras (M-l.: -). Um Curso em Milagres não é para todas as pessoas e seria um erro pensar o contrário. Nada serve para todas as pessoas. Eu penso que este é um caminho importante que foi introduzido no mundo, mas não é para todas as pessoas. Àqueles para quem este não é o caminho, o Espírito Santo dará uma outra coisa.

Seria um erro uma pessoa batalhar com o Curso, se não se sente confortável com ele, e então vivenciar isso como um fracasso. Isso iria contra tudo o que o Curso diz. O propósito do Curso não é tomar as pessoas culpadas! É o contrário. Mas, para aquelas pessoas que sentem que este é o seu caminho, essa batalha através do Curso vale a pena. 

terça-feira, 26 de março de 2013

Khan Academy em The Gates Notes


Conheçam a Khan Academy, mais de 4000 vídeos/aula abrangendo os assuntos das escolas de todo o mundo. Para todo mundo aprender, chame seus filhos, netos, sobrinhos e amigos e encontre uma nova forma de estudar!

quinta-feira, 21 de março de 2013

SINAIS NO MUNDO DO NASCIMENTO DA NOVA TERRA.


Uma mensagem de Patrícia Diane Cota-Robles

21 de Março de 2013.


O NOVO PAPA, ASTERÓIDES, METEOROS, COMETAS, EJEÇÕES DE MASSA CORONAL DO SOL, O EQUINÓCIO DA PRIMAVERA (DO OUTONO NO HEMISFÉRIO SUL), E O DIA INTERNACIONAL DA FELICIDADE.

Desde o Nascimento da Nova Terra e da Mudança das Eras, que experienciamos no Solstício de Dezembro, em 2012, as pessoas têm se perguntado o que está acontecendo no mundo. Tenho encorajado a todos vocês a prestar atenção e observar os eventos do mundo exterior que indicam que passamos por uma mudança quântica da consciência. É importante observar que realmente, mudanças poderosas estão ocorrendo diariamente. Os sinais indicam que as coisas estão mudando em grande velocidade. Se vocês refletirem sobre o que aconteceu nos primeiros três meses de 2013, irão se surpreender. Este ano foi anunciado como o ano dos Novos Inícios, e, definitivamente, esta declaração está sendo confirmada.

SAIBAM que vocês são um Filho desperto de Deus. Por favor, abram o seu coração e mente e contemplem a seguinte informação através dos “novos olhos e novos ouvidos”, do seu verdadeiro Eu Divino, de sua Presença EU SOU. Quando vocês verem a grande cena deste nível superior de consciência, tudo irá fazer sentido.

Até agora neste ano, temos experienciado um influxo anormal de meteoros, asteroides cometas e explosões solares, extremamente poderosos. Isto pode parecer apenas uma coincidência, mas nada está acontecendo por acaso. O Reino Elemental é a Inteligência Divina que atrai a substância primordial da Luz nas matrizes que formam toda a matéria física, incluindo os asteroides meteoros, cometas e explosões solares. O que o Reino Elemental cria, é sempre um reflexo da consciência da Humanidade. Momento a momento, enquanto a Humanidade expressa os nossos pensamentos, palavras, ações, sentimentos e crenças, o Reino Elemental os traz à forma manifesta em perfeita Ordem Divina.

O reflexo dos pensamentos e sentimentos positivos da Humanidade se manifesta como experiências positivas de melhoria de vida em nossas vidas. Os pensamentos e sentimentos negativos da Humanidade se manifestam como condições meteorológicas adversas e mudanças cataclísmicas na Terra. Mas, é importante compreender que mesmo durante o evento mais catastrófico, não há uma folha de relva ou um grão de areia que seja movido sem a intenção deliberada do Reino Elemental. Assim, por que os asteróides, os meteoros, os cometas e extremas explosões solares estão bombardeando a atmosfera deste planeta, desde o Nascimento da Nova Terra?

Bem, o plano astral físico é um mar de negatividade que envolve a Terra. Este campo de força de energia muito densa e opressiva foi formado através dos pensamentos, palavras, ações, sentimentos e crenças negativos que a Humanidade expressou desde a nossa queda da Graça há eons. Este campo de força muito negativo das criações errôneas humanas da Humanidade é o “túnel escuro” que as pessoas relatam consistentemente que elas atravessam quando passam por uma experiência de quase morte. Este é o “véu da ilusão”, ou o “véu de maia”, que é frequentemente falado nas escrituras sagradas.

A energia distorcida que está fervendo no plano astral mental de todas as criações errôneas da Humanidade foi originalmente a nossa Força Vital – o nosso Dom da Vida de nosso Deus Pai/Mãe. Tragicamente, a Humanidade recebeu este precioso Dom da Vida e o distorceu em mutações grosseiras através do abuso de nossas faculdades criativas do pensamento e do sentimento, e do uso errôneo de nosso livre arbítrio. Agora somos responsáveis pela transmutação desta energia, novamente para a Luz. Isto deve ser feito antes que os padrões de perfeição para a Nova Terra possam se manifestar de forma tangível no plano físico.

Os Seres de Luz nos Reinos da Verdade Iluminada nos disseram que tem sido muito difícil para a Humanidade transmutar a energia no plano astral e mental, porque é muito denso. A fim de tornar mais fácil este processo de transmutação, a Humanidade desperta esteve invocando o auxílio do Reino Elemental. Sempre que um asteroide um meteoro, um cometa ou uma labareda solar passa perto da Terra, ou entra na atmosfera, isto literalmente abala os éteres e despedaça a energia densa no plano astral e mental. Então, quando os Trabalhadores da Luz invocam a Chama Violeta Transmutadora, ela pode facilmente ser inflamada dentro, através e ao redor da energia negativa e transmutá-la novamente para a Luz.

Isto deve ser um esforço cooperativo. O Reino Elemental está sacudindo os éteres e despedaçando as formas-pensamento e os padrões de comportamento densos no plano astral e mental. Entretanto, são os Trabalhadores da Luz encarna

dos que devem invocar a Chama Violeta Transmutadora, a fim de remover estes padrões e transmutar a energia associada a eles novamente para a Luz. Somente então, os padrões de perfeição para a Nova Terra se manifestarão fisicamente na Terra. Desnecessário dizer, é o momento para que todos nós redobremos os nossos esforços em invocar a Chama Violeta Transmutadora.

O PAPA

Outro sinal no mundo exterior que ocorreu após o Nascimento da Nova Terra foi a renúncia do Papa Bento XVI em 11 de Fevereiro de 2013. Este evento sem precedentes chamou a atenção de todo o mundo e criou um cálice coletivo na consciência da Humanidade, através do qual a Companhia do Céu poderia intensificar a purgação do abuso do poder, da corrupção, da perversão, do engano, da manipulação, da ganância, da repressão das mulheres e da separação e dualidade associadas a todas as religiões do mundo.

Este evento envolveu especificamente a Igreja Católica Romana, mas se recuarmos para vermos a grande cena, compreenderemos que esta igreja está servindo como um representante para a purificação de toda a distorção associada a cada religião organizada. Enquanto os padrões de perfeição para a Nova Terra se infiltram na consciência da Humanidade, sabemos claramente que qualquer religião que funcione a partir de uma consciência de separação e dualidade, não está refletindo a Verdade profunda da Unidade da Humanidade e de Reverência por TODA a Vida. Esta Verdade foi originalmente a base de todas as religiões mundiais.

Ao longo da História, no início de cada Nova Era, a Sabedoria Sagrada que eventualmente formou as várias religiões mundiais, foi projetada nos estratos mentais e emocionais da Terra pelo nosso Deus Pai/Mãe. Isto foi feito a fim de ajudar a Humanidade em nosso processo evolutivo. O problema é que nunca foi a intenção de nosso Deus Pai/Mãe que estas ondas da Verdade e da Orientação Divina fossem cristalizadas em religiões mundiais divisoras que estamos experienciando hoje. A Intenção Divina foi que este Conhecimento Sagrado progressivo do Alto intensificasse o progresso evolutivo da Humanidade, Era após Era, assim como o nosso progresso através de nosso sistema de ensino terreno se destina a nos educar.

Então, como é que a eleição de um Papa reflete o Nascimento da Nova Terra? Bem, basta olhar para o homem que foi eleito Papa e os sinais de mudança que ele tem demonstrado até agora. Jorge Mario Bergoglio é um Católico conservador, assim ele irá apoiar alguns dos antigos e certamente obsoletos arquétipos por algum tempo, mas observem os sinais de mudança no mundo exterior.

A coisa mais trágica que aconteceu quando começamos a qualificar erroneamente a nossa Força Vital e a criarmos os padrões de dor e de sofrimento, é que fechamos o nosso Chacra Cardíaco para que não sentíssemos tanta dor. Esta decisão fatídica bloqueou o portal através do qual o Amor de nosso Deus Mãe entrou no plano físico da Terra. Isto forçou o Aspecto Feminino de Deus a retrair o seu Amor a um mero gotejamento de sua influência original em nossas vidas. Este evento trágico resultou que a Humanidade se esqueceu de que até tivemos uma Mãe Divina. Aceitamos erroneamente que ainda que fôssemos Filhos de Deus, tínhamos somente um pai e este pai era masculino, nosso Deus Pai. Bem, que filho já nasceu sem uma Mãe? Lembrem-se: “Como é acima, é abaixo.” Sem o amor e a consciência de nosso Deus Mãe, caímos em frequências maiores de caos e de confusão. Começamos a usar o nosso poder masculino sem o equilíbrio de nosso amor feminino, o que nos impulsionou para o desequilíbrio patriarcal que está refletido em quase todas as religiões mundiais neste dia.

A Terra é um organismo vivo e ela também reflete as polaridades masculinas e femininas de Deus. A polaridade masculina entra na Terra como um tremendo raio de Luz na área das Montanhas do Himalaia, no Tibete. A polaridade feminina entra na Terra como um raio de Luz na área do Lago Titicaca, na Bolívia. Quando a Humanidade fechou os nossos corações, o portal através do qual o nosso Deus Mãe entrava na Terra se tornou praticamente inativo também.

Durante milênios, a Companhia do Céu esteve ajudando a despertar a Humanidade para lembrar da existência de nosso Deus Mãe, e para abrir os nossos Chacras Cardíacos. A maneira com que a maioria das pessoas se re-conectou com o Amor de nosso Deus Mãe, é através do Espírito Santo. Por causa de sua consciência patriarcal, as religiões mundiais nos ensinaram erroneamente que o Espírito Santo é um aspecto masculino de nosso Deus Pai, mas agora a Companhia do Céu revelou a Verdade. O Espírito Santo é nosso Deus Mãe, o Aspecto Feminino da Divindade. A Santíssima Trindade representa o nosso Deus Pai – o Pai, o Filho e a Filha de Deus – o Cristo, e o nosso Deus Mãe – o Espírito Santo. Soubemos sempre que o Espírito Santo era a Natureza Amorosa de Deus e o Santo Consolador, mas agora sabemos que o Espírito Santo representa o nosso Deus Mãe.

Desde a nossa queda da Graça há eons, a Companhia do Céu esteve trabalhando com a Humanidade desperta para reabrir o Portal do Feminino Divino na América do Sul. Com o foco na Virgem de Guadalupe nos últimos 500 anos, e a atenção que foi dada à América do Sul durante os últimos 25 anos por causa da conclusão do ciclo de 5.125 anos do Calendário Maia, milhões de pessoas viajaram aos locais sagrados que cercam o Portal de nosso Deus Mãe, acrescentando a sua Luz e Amor a este processo de reabertura. Em 12 de Dezembro de 2012, no décimo segundo dia do décimo segundo ano do novo milênio – 12/12/12 – o dia celebrado como o Dia da Festa da Virgem de Guadalupe, o Portal de nosso Deus Mãe foi finalmente aberto amplamente.

Jorge Mario Bergoglio nasceu e foi criado na Argentina. Apesar da postura patriarcal da Igreja, sua missão tem sido mais iluminada pelo Espírito Santo. O Cardeal Bergoglio dedicou o seu serviço aos auspícios de Mãe Maria e vive uma vida de compaixão e de Amor. Ele renunciou à pompa e circunstância de um Cardeal Católico a fim de servir aos pobres e àqueles que mais precisam dele. Recusou-se a viver no Palácio dos Cardeais e alugou um pequeno apartamento para si mesmo. Ele preparava as suas próprias refeições e recusou o carro com motorista atribuído a um Cardeal, em troca de viajar de ônibus para o trabalho.

Quando o Cardeal Bergoglio foi eleito Papa, ele escolheu o nome de Francisco, após São Francisco de Assis. Para compreender o significado desta escolha, precisamos observar rapidamente a vida de São Francisco. São Francisco nasceu em uma família rica, mas rejeitou a sua riqueza para servir aos pobres. Uma vez, Francisco estava em uma velha igreja, e enquanto ele orava diante do crucifixo no altar, ele ouviu o que ele percebeu como a voz de Deus. Deus dizia: “Francisco, reconstrua a minha igreja.” Inicialmente, Francisco pensou que Deus estivesse lhe pedindo que reconstruísse a velha igreja em que ele estava, mas logo compreendeu que a Igreja de Deus não é um edifício luxuoso, A IGREJA DE DEUS É O POVO.

São Francisco estava bem ciente do Reino Elemental e trabalhava lado a lado com os animais e a natureza. Ele nunca foi ordenado para o sacerdócio Católico, mas ele é uma das figuras religiosas mais veneradas da História. Em 16 de Julho de 1228, Francisco foi declarado santo pelo Papa Gregório IX. Ele é conhecido como o santo patrono dos animais e do meio ambiente.

O Papa Francisco é o primeiro Papa a escolher ser nomeado após Francisco de Assis. Quando ele foi apresentado como o Papa para a multidão de pessoas reunidas na Praça do Vaticano, a primeira coisa que ele fez foi se curvar e pedir que as pessoas o abençoassem. Então ele fez as três preces que ele conhecia e que cada criança e adulto Católico conheciam. Ele escolheu estas preces de modo que as pessoas ao redor do mundo pudessem orar com ele. A primeira prece foi a Ave Maria, a segunda foi o Glória ao Pai e a terceira foi a Oração do Senhor, ou Pai Nosso.

No dia seguinte, a primeira coisa que ele fez antes de se dirigir à reunião de Cardeais como o novo Papa, foi ir até a Capela sozinho, onde ele orou por 30 minutos à Mãe Maria, pedindo as suas bênçãos e a Intervenção Divina em sua missão.

Quando o Papa Francisco se dirigiu aos Cardeais, em vez de se sentar no trono branco do Papa, ele ficou entre os cardeais como seu irmão e recebeu as suas bênçãos. Ele disse: “Estou pedindo a todos vocês que me ajudem a reconstruir a igreja de Deus.”

O Papa Francisco escolheu realizar a sua primeira missa no Dia da Festa de São José, em 19 de Março de 2013. São José é o santo padroeiro da Igreja Universal. A Companhia do Céu revelou à Humanidade há muito tempo que José, que foi o pai de Jesus e o marido de Mãe Maria, foi uma das encarnações de Saint Germain. Saint Germain é o Guardião da Chama Violeta da Perfeição Infinita de Deus. Este Fogo Sagrado, que é o 7º Aspecto Solar da Divindade, será a influência predominante no planeta, durante a Era de Aquário. Como é apropriado que o primeiro Papa após o Nascimento da Nova Terra comece a sua missão sob os auspícios de Saint Germain!

Suas palavras na primeira missa foram também profundas na Luz deste Momento Cósmico e das mudanças da consciência que estão ocorrendo. Quando ele falou às 300.000 pessoas que se reuniram na Praça do Vaticano e trilhões de pessoas sintonizadas ao redor do mundo, ele disse:

“Estou pedindo a todos vocês que assumam o papel de protetores. Todos nós somos protetores da Criação, protetores do Plano de Deus que está escrito na Natureza. Somos protetores uns dos outros e do meio ambiente. Mas não é permitido que sinais de destruição e de morte acompanhem a nossa jornada neste mundo.”

Enquanto eu concluo este segmento do meu artigo sobre o Papa Francisco, gostaria de compartilhar com vocês a Oração de São Francisco de Assis. Eu tive esta oração pendurada em meu escritório por 40 anos.

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa , que eu leve o perdão,
Onde houver discórdia, que eu leve a união,
Onde houver dúvida, que eu leve a fé,
Onde houver erro, que eu leve a verdade,
Onde houver desespero, que eu leve a esperança,
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria,
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais
consolar que ser consolado;
compreender que ser compreendido,
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe
é perdoando que se é perdoado
e é morrendo que se nasce para a vida eterna...

A Oração de São Francisco de Assis:

http://www.youtube.com/watch?v=Sn-HxbSgPo4


O EQUINÓCIO VERNAL

20 de Março de 2013 é o início da Primavera no Hemisfério Norte e o Início do Outono no Hemisfério Sul. Mas, o mais importante, é o momento do ano em que o dia e a noite estão igualmente equilibrados. Este alinhamento celestial cria a oportunidade para um tremendo influxo de Luz. Neste Equinócio Vernal, o primeiro desde o Nascimento da Nova Terra, a Companhia do Céu e os Trabalhadores da Luz em todo o mundo estão se unindo para abrir o caminho para a transformação física deste abençoado Planeta. Pessoas de toda parte estão ancorando os padrões de perfeição para a Nova Terra, através de seus pensamentos, palavras, ações, sentimentos e crenças. Este é o primeiro dos muitos influxos da Luz que ocorrerão durante os próximos três anos que transformarão a vida na Terra de maneira gloriosa. Nossa missão durante o Equinócio é permanecermos focado na Luz, trabalharmos com o Reino Elemental e a Companhia do Céu, fortalecermos os padrões de perfeição para a Nova Terra, e imaginarmos a vida que queremos co-criar para nós mesmos, nossas famílias e toda a Vida nesta doce Terra.

O PRIMEIRO DIA INTERNACIONAL DA FELICIDADE

Estamos recebendo uma oportunidade adicional que ajudará a todos nós a cumprirmos as metas as quais estamos nos esforçando para atingir durante este momento muito especial na Terra. As Nações Unidas declarou 20 de Março de 2013, o Primeiro Dia Internacional da Felicidade. Neste dia, pessoas em todo o mundo estarão capacitando visões de Felicidade e co-criando oportunidades para a Felicidade própria e dos seus entes queridos. A Felicidade é um Atributo Divino de nosso Deus Pai/Mãe. Invoquem a Felicidade em sua vida, e através do seu coração e mente, tornem-se a Felicidade que querem experienciar no mundo.

Estes são tempos milagrosos, sigamos para frente e acima! Deus abençoe a TODOS VOCÊS!

Patrícia Diane Cota-Robles

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Traduzido por: Regina Drumond –reginamadrumond@yahoo.com.br

quarta-feira, 20 de março de 2013

ORAÇÃO CELTA EM NOVA VERSÃO


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Bendito seja o anseio que te trouxe aqui e que aviva a tua alma com assombro.
Que tenhas a coragem de acolher o teu anseio eterno.
Que aprecies a companhia crítica e criativa da pergunta “Quem sou eu?” e que ela ilumine o teu anseio.
Que uma secreta Providência Divina guie o teu pensamento e proteja o teu sentimento.
Que a tua mente habite a tua vida com a mesma certeza com que teu corpo se integra ao mundo.
Que a sensação de algo ausente amplie a tua vida.
Que a tua alma seja livre como as sempre renovadas ondas do mar.
Que vivas perto do assombro.
Que te integres ao amor com o arrebatamento da Dança.
Que saibas que estás sempre incluído no benévolo círculo de Deus.

enviado por Irene, desconheço o autor

segunda-feira, 11 de março de 2013

NOVO HOMEM!

Por OSHO

... Esta é uma crise muito grande. Se tomarmos o desafio, esta é uma oportunidade para criar o novo..... vocês estão vivendo em uma das mais belas eras - porque o velho está desaparecendo... e um caos é criado. E é só a partir do caos que grandes estrelas nascem.

Vocês têm a oportunidade de criar um novo Cosmos.
Esta é uma oportunidade que só acontece de vez em quando - muito rara.

Vocês têm sorte de estarem vivos nestes momentos críticos.
Usem a oportunidade de criar o novo homem.
E para criar o novo homem, vocês têm que começar consigo mesmos.

O novo homem será um místico, um poeta, um cientista - todos já ao mesmo tempo.
Ele não vai olhar a vida através de divisões podres.
Ele será um místico, porque ele vai sentir a presença da Fonte.

Ele vai ser um poeta, porque ele vai comemorar a presença da Fonte.
E ele vai ser um cientista, porque ele irá procurar essa presença através de metodologia científica.

Quando um homem é todos os três juntos, ele é um todo.
Esse é o meu conceito de um homem santo.

O velho homem era repressivo, agressivo.
O velho estava fadado a ser agressivo, porque a repressão sempre traz a agressão.

O novo homem será espontâneo, criativo.

O velho homem viveu ideologias; o novo homem não viverá através de ideologias, não viverá através de moralidades, mas através da consciência.

.... O novo homem será responsável - responsável por si mesmo e pela existência.

O novo homem não será moral, no velho sentido, ele será amoral.
O Novo Homem traz um mundo novo com ele.

Neste momento o novo homem é obrigado a ser uma minoria mutante - mas ele é o portador de uma nova cultura, a semente.

Ajude-o!
Anuncie sua chegada sobre os telhados: essa é a minha mensagem para você.

O novo homem é aberto e honesto.
Ele é transparente, verdadeiro, autêntico e auto-revelado.

Ele não será um hipócrita.
Ele não vai viver através de metas, ele vai viver aqui e agora.
Ele conhecerá apenas um tempo, o agora e só um espaço, o aqui.
E através dessa presença, ele saberá o que é Deus.

Alegrem-se!
O novo homem está chegando, o velho está indo.
O velho já está na cruz e o novo já está no horizonte.

Alegrem-se!

Eu digo de novo e de novo, Alegrem-se!!!

sexta-feira, 8 de março de 2013

AS ENERGIAS DE MARÇO

Mensagem de Jennifer Hoffman
4 de Março de 2013

Qualquer mês que comece com o afastamento do Papa Católico e a hospitalização da Rainha da Inglaterra, promete ser interessante. Isto aconteceu nos três primeiros dias de Março e será um longo mês.

Em Janeiro nós nos adaptamos às energias pós 2012, cansados e um pouco desiludidos e desapontados.

Em Fevereiro, descobrimos todos os bloqueios que nos têm limitado, incluindo as feridas de nossa alma, os ciclos Cármicos, parceiros, crenças e distrações. Foi um mês difícil, pois processamos uma coisa após outra.

E agora, temos Março e ele definitivamente, será um misto de loucura e caos, com muita verdade, insights e validação.

Temos também a data mais poderosa do ano em Março, o dia 22, o que anuncia o final da 3D (pois a energia de apoio da 3D terminará).

Durante um mês estive escrevendo que o Equinócio de 22 de Março é o término da 3D, o que significa que é o final da polaridade e da separação da 3D. Estaremos ainda na 3ª dimensão, mas com acesso mais fácil às múltiplas dimensões e portais. 

Os véus se foram, agora podemos ver e ser tudo isto, sem restrições, a não ser aquelas que impomos a nós mesmos. 


O papa e a Rainha da Inglaterra representam a polaridade masculina e feminina da 3D, respectivamente. O Império Britânico é uma extensão do Império Romano (Londres foi uma capital Romana), e a Rainha possui 1/6 das terras do mundo (sim, é verdade), enquanto o papa possui um pouco menos (entre os dois, eles possuem quase metade das terras do mundo), e as implicações são enormes. E papas não renunciam. O último aconteceu há mais de 600 anos. Não há acasos, especialmente agora.

Nas Previsões de 2013, que vocês podem ler aqui, eu escrevi que 2013 era o ano do Poder Divino e da Verdade. A porta para a verdade começará a se abrir este mês e provavelmente não será muito agradável. Muitas pessoas ficarão raivosas, amedrontadas, confusas e desorientadas quando souberem de como estão instáveis os alicerces em que elas basearam as suas próprias verdades.

A 3D não se desdobrará em silêncio, como uma flor de lótus que se fecha. Ela está entrando em colapso sob o peso da ganância, do poder, da dominação e do controle que a sustentaram por eras. Não há mais energia para fortalecer este paradigma, isto terminará.

Enquanto ela cai, devemos estar preparados com nossos novos paradigmas de autocapacitação, intenções para um mundo construído sobre uma base de conexão (e, portanto, igualdade), amor, paz e alegria e o nosso próprio alinhamento com isto, como nosso paradigma pessoal. Este é um ótimo mês para começar isto, porque o colapso do paradigma da 3D está ganhando força a cada dia.

Por favor, não entrem no medo, pois tudo está sempre em ordem divina.

Março é o mês de nos integrarmos ao nosso Poder Divino, mas temos que seguir com muito cuidado aqui. Os antigos modelos de poder foram construídos nos princípios de “poder sobre” alguém ou algo. O paradigma de poder da 3D é um “vampiro de energia” que se alimenta do poder dos outros.

O poder divino é um conceito ascensionado que surge do interior, é fortalecido através de nossa conexão com a Fonte e é a expressão de nossa luz Divina. Ele não pode existir sem a nossa conexão com a Fonte e é expandido dentro de um equilíbrio de dar e receber. Não podemos tirá-lo de outra pessoa ou tê-lo retirado de nós. Se não o usamos, ele permanece adormecido, até que estejamos preparados para ele.

Mas não podemos trocar um déspota por outro. O poder divino não cuida de nós, nos sustenta. Ele não nos alimenta em troca da promessa de nosso poder: ele nos alimenta quando nos alimentamos através de nossa própria autocapacitação. Ele irá nos abençoar com o amor incondicional, mas não nos impedirá de nos ferirmos, se for isto que escolhermos fazer.

O poder divino não entrará apressadamente e cuidará dos caras “maus”, mas irá apoiar a nossa intenção para a alegria, a abundância, o amor e a paz no mundo, tudo aquilo que contribua para o colapso do paradigma da 3D.

Em Março nós receberemos uma grande dose da verdade, o que pode ser um remédio amargo às vezes, tanto pessoal quanto globalmente, e teremos oportunidades de experimentar o nosso Poder Divino. 

À medida que o paradigma da 3D entra em colapso, é nossa intenção coletiva para o que queremos ver e ser no mundo, que irá ajudar em uma transição mais ordenada do “velho’ mundo para o novo.

Evitem se concentrar no negativo, porque podemos perceber a negatividade somente quando a estamos observando a partir de um plano diferente. É uma razão para celebração, não para lágrimas de medo.

Estamos também nos preparando para a próxima quadratura Urano/ Plutão, em Maio, o que será fortalecido este mês com um Stellium em Áries (quando três ou mais planetas se encontram aglomerados em uma Casa astrológica e no mesmo signo). Todos vocês de Áries, estarão preparados para alguma ação.

Passamos os dois últimos meses em nossos porões espirituais escuros; agora podemos vir carregados com novas intenções, novas possibilidades e nova energia para podermos empreender uma ação capacitada.

O Equinócio em 22 de Março é um dos dias mais poderosos do ano e marca oficialmente o final da 3D, que pode ou não acontecer com um grande estrondo. 

Prestem atenção ao que acontece ao redor de vocês e respondam, ao invés de reagir, sejam imparciais e se lembrem de que as coisas mais importantes em sua vida, a sua Fonte de poder, nunca poderá ser tirada de vocês.

Sejam amorosos com vocês e para ajudá-los com as energias de Março, estou compartilhando com vocês a minha afirmação de poder favorita, um presente do Arcanjo Uriel:

“Sou divinamente guiado, conectado, seguro e protegido em todos os sentidos e em todas as coisas.”

Tenham um mês maravilhoso.

http://www.urielheals.com/
Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br
Grata Regina!

quinta-feira, 7 de março de 2013

A ascensão aconteceu

Por Robert Happé

A Ascensão aconteceu, mas poucos conseguem ver as mudanças e as oportunidades apresentadas.

Durante o impulso de luz no 21 de dezembro de 2012, nossa Terra deu os primeiros passos para a quarta densidade.


No entanto, muitos ainda estão decepcionados, até mesmo desanimados, pois não percebem as mudanças aparentes.


É quase como nascer novamente, você precisa se acostumar com as novas vibrações e suas qualidades.
A intensidade da luz agora em nosso mundo torna possível a todos se conectarem com suas habilidades inatas, e permitir que essas habilidades aflorem como ferramentas para ajudar a criar o mundo dos nossos sonhos, onde todos podem participar e tornarem-se criativamente envolvidos.


É recomendável não abusar da luz com a critica ou julgamento àqueles que você não entende, ao invés disso, ame aquilo que tem necessidade de sua luz.


Quando você se sente positivo, otimista e entusiasmado para participar na co-criação de um mundo justo, você dominou a difícil passagem para a quarta densidade, mesmo que muitos milhões ao seu redor ainda estejam entorpecidos de uma forma ou de outra.


Progresso, como sempre, é determinado pela consciência coletiva dos moradores de toda a Terra.
É para ajudar na restauração da harmonia e da saúde que todos nós estamos aqui.



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