quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Sebastião Salgado: O drama silencioso da fotografia

O doutor em economia Sebastião Salgado somente assumiu a fotografia quando tinha uns 30 anos, mas a atividade tornou-se uma obsessão. Seus projetos de anos de duração capturam lindamente o lado humano de uma história global que muitas vezes envolve morte, destruição e ruína. Aqui, ele conta uma história profundamente pessoal da arte que quase o matou, e apresenta imagens espetaculares de seu trabalho mais recente, Genesis, que documenta um mundo de pessoas e lugares esquecidos.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Teologia feita por mulheres a partir da feminilidade



http://leonardoboff.wordpress.com/2013/11/08/teologia-f-eita-por-mulheres-a-partir-da-feminilidade/

08/11/2013

O Papa Francisco tem dito que precisamos de uma teologia mais profunda acerca da mulher e de sua missão no mundo e na Igreja. É certo, mas ele não pode desconhecer que hoje existe vasta literatura teológica feita por mulheres na perspectiva das mulheres, da melhor qualidade, o que tem enriquecido enormemente nossa experiência de Deus. Eu mesmo tenho me dedicado intensamente ao tema, culminando com os livros O rosto materno de Deus (1989) e Feminino-Masculino (2010) junto com a feminista Rosemarie Muraro.

Entre tantas do presente, resolvi referir duas grandes teólogas do passado, verdadeiramente inovadoras: Santa Hildegarda de Bingen (1098-1179) e de Santa Juliana de Norwich ((1342-1416).

Hildegarda vem considerada quiçá como a primeira feminista dentro da Igreja. Foi uma mulher genial e extraordinária para o seu tempo e para todos os tempos. Monja beneditina, exerceu a função de mestra (abadessa) de seu convento de Rupertsberg de Bingen no Reno, profetisa (profetessa germanica), mística, teóloga, inflamada pregadora, compositora, poetisa, naturalista, médica informal e escritora.

Seus biógrafos e estudiosos consideram um mistério o fato desta mulher, no estreito e machista mundo medieval, ter sido o que foi. Em tudo revelou excelência e criatividade. Muitas são suas obras, místicas, poéticas, sobre a ciência natural e sobre música. A mais importante e lida até hoje é Sci vias Domini (Saiba os caminhos do Senhor).

Hildegarda foi acima de tudo uma mulher dotada de visões divinas. Num relato autobiográfico diz: “Quando tinha quarenta e dois anos e sete meses, os céus se abriram e uma luz ofuscante de excepcional fulgor fluiu para dentro de meu cérebro. E então ela incendiou todo o meu coração e peito como uma chama, não queimando, mas aquecendo… e subitamente entendi o significado das exposições dos livros, ou seja, dos Salmos, dos Evangelhos e dos outros livros católicos do Velho e Novo Testamentos”(veja o texto na Wikipedia, Hildegarda de Bingen com excelente texto e literatura).

É um mistério como tinha conhecimentos de cosmologia, de plantas medicinais, da física dos corpos e da história da humanidade. A teologia fala “ciência infusa” como um dom do Espírito Santo. Hildegarda foi galardoada com esse dom.

Ela desenvolveu uma visão curiosamente holística, entrelaçando sempre o ser humano com a natureza e com o cosmos. É nesse contexto que fala do Espírito Santo como aquela energia que confere a “viriditas” a todas as coisas. “Viriditas” provem de verde; significa o verdor e o frescor que marca todas as coisas penetradas pelo Espírito Santo. (Flanagan, S. Hildegard of Bingen1998, 53).

Ela desenvolveu uma imagem humanizadora de Deus pois Ele rege o universo “com poder e suavidade” (mit Macht und Milde) acompanhando todos os seres com sua mão cuidadosa e seu olhar amoroso.Ela ficou especialmente conhecida pelos métodos medicianais seguidos na Áustria e na Alemanha por medicos até os dias de hoje. Revela um conhecimento surpreendente do corpo humano e de quais princípios ativos das ervas medicinais são apropriados para os distintos distúbios. Sua canonização foi ratificada por Bento XVI em 2012.

Outra notável mulher foi Juliana de Norwich ((1342-1416) da Inglaterra Pouco se sabe sobre sua vida, se era religiosa ou uma leiga viúva. O certo é que viveu todo tempo reclusa, numa parte murada da igreja de São Julião. Ao completar 30 anos teve uma grave enfermidade que quase a levou à morte. Num dado momento, durante cinco horas, teve vinte visões de Jesus Cristo. Escrevei imediatamente um resumo de suas visões. Vinte anos após, tendo refletido longamente sobre seu significado, escreveu uma versão longa e definitiva sob o título Revelations of Divine Love (Revelações do amor divino: Londres 1952). É o primeiro texto escrito por uma mulher em ingles.

Suas revelações são surpreendentes, pois vem perpassadas de um inarredável otimismo, nascido do amor de Deus. Para ela, o amor é sobretudo alegria e compaixão. Não entende, as doenças como era crença popular na época e ainda hoje em alguns grupos, como castigos de Deus. Para ela, as doenças e pestes são oportunidades para encontrar Deus.

O pecado é visto como uma espécie de pedagogia pela qual Deus nos obriga a conhecermo-nos a nós mesmos e a buscarmos a sua misericórdia. Diz mais: atrás daquilo que falamos de inferno existe uma realidade maior, sempre vitoriosa que é o amor e a misericórdia de Deus.

Pelo fato de Jesus ser misericordioso e compassivo ela é nossa querida Mãe. Deus mesmo é Pai misericordioso e Mãe de infinita bondade (Revelações, 119).

Somente uma mulher poderia usar esta linguagem de amorosidade e compaixão e chamar a Deus de Mãe de infinita bondade. Assim vemos uma vez mais como a voz feminine é importante para termos uma concepção não patriarcal e por isso mais completa de Deus e do Espírito que perpassa toda a vida e o universo.

Muitas outras mulheres poderiam ser aqui referidas, como Santa Teresa d’Avila (1515-1582), Simone Weil (1909-1943), Madaleine Debrêl (1904-1964)e entre nós Ivone Gebara e Maria Clara Bingemer que pensaram e e pensam a fé a partir de seu ser feminino. E continuam nos enriquecendo.

Leonardo Boff escreveu com Rosemarie Muraro o livro Feminino-Masculino: Uma nova consciência para o encontro das diferenças, Sextante 2002.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Meditação no combate à violência

http://revistaplaneta.terra.com.br/secao/espiritualidade/meditacao-no-combate-a-violencia

Reduzir a violência não exige a atuação de policiais com o dedo no gatilho. Técnicas de meditação podem baixar consideravelmente os índices de crimes e de outras formas de conflito.

 Por Eduardo Araia

Violência é um tema tão onipresente no noticiário mundial que dificilmente se consegue ficar à margem dele. No Brasil, por exemplo, são raras as pessoas que não passaram ou não conhecem quem passou por uma experiência do gênero. Como o problema atinge proporções planetárias, talvez seja recomendável revisitar alguns conceitos propostos há cerca de 40 anos por Maharishi Mahesh Yogi. Para quem não se lembra, esse controvertido guru indiano, que morreu em fevereiro, aos 91 anos, ficou mundialmente famoso por criar a meditação transcendental e associar - interesseiramente, diria John Lennon - sua imagem à dos Beatles, de quem foi instrutor espiritual por um curto espaço de tempo.

Maharishi declarou nos anos 1960 que se 1% da população mundial praticasse sua forma de meditação, as guerras desapareceriam da face da Terra. Como naquela época não havia meditadores suficientes para testar essa afirmação, a idéia pareceu mais uma bravata. Por volta de 1974, porém, mais de 250 mil norte-americanos já praticavam a meditação transcendental, e em muitas pequenas cidades o número de adeptos atingia 1% da população local. Foi a senha para o início dos estudos.

O primeiro deles foi realizado em dezembro de 1974. Os pesquisadores mediram indicadores da qualidade de vida em quatro das cidades que se encaixavam no perfil delineado pelo guru. Foram reunidos índices como estatísticas de crimes, taxas de acidentes e admissões em hospitais, comparados em seguida com os de outras quatro cidades que serviram como controle. Os números mostraram diferenças significativas: as taxas de crimes caíram nas cidades com 1% de meditadores e subiram nas outras (a tendência observada nos Estados Unidos como um todo).

O estudo foi então ampliado para 11 cidades com 1% de meditadores e 11 cidades-controle. As primeiras tiveram índices de crime 16,6% menores do que as últimas. Nova ampliação, com 48 cidades de cada lado, mostrou resultados semelhantes, abordados no estudo "The Transcendental Meditation Program and Crime Rate Change in a Sample of Forty- Eight Cities", publicado no Journal of Crime and Justice (Vol. IV, 1981). Os números obtidos foram considerados a evidência de um "Efeito Maharishi" sobre a violência.

A partir daí, a pesquisa se diversificou, sempre procurando conservar o rigor científico. Segundo o físico quântico John Hagelin, presidente da Universidade Central Maharishi, em Fairfield (Estado de Iowa), um dos estudos mais interessantes nesse aspecto foi desenvolvido em 1983, durante o auge da guerra entre Líbano e Israel. "Descobrimos que nos dias em que o grupo de meditadores teve o máximo de participantes (e também no dia seguinte a eles), os níveis de conflito tiveram redução de cerca de 80%", afirmou Hagelin numa palestra realizada em 2007 para o Instituto de Ciências Noéticas (Ions, na sigla em inglês). "Isso se tornou um efeito estatisticamente significativo e surpreendente, porque havia apenas entre 600 e 800 pessoas meditando no meio desse conflito inteiro e da altamente estressada população circundante."

EM SUA EDIÇÃO de dezembro de 1988, o Journal of Conflict Resolution da Universidade Yale publicou esses resultados e uma carta na qual convocava outras instituições, colaboradores e grupos a replicar o estudo. A sugestão foi aceita, e nos 821 dias seguintes sete experimentos foram conduzidos, com grupos baseados em Israel, no próprio Líbano e em países do Oriente Médio, da Europa e de outras partes do mundo. Mais uma vez, os resultados chamaram a atenção dos estudiosos: quedas de 71% no número de mortos na guerra, de 68% nos casos de feridos e de 48% no nível geral de conflito, enquanto a cooperação entre os antagonistas aumentou em 66%.

Cada um dos grupos ia agregando cada vez mais meditadores e, quando chegava ao limite previamente calculado para produzir o efeito desejado, ocorria uma sensível redução da violência. Estudos anteriores já haviam mostrado, aliás, que, para se obter um efeito repetível e demonstravelmente mensurável em relação à violência, não era necessária nem mesmo uma quantidade de meditadores correspondente a 1% da população; bastava o equivalente à raiz quadrada desse número.

Hagelin salientou um dado curioso observado: as pessoas instaladas na vizinhança geográfica dos grupos também apresentaram mudanças, tal como se elas também estivessem meditando. Esses indivíduos registraram aumento na coerência em eletroencefalograma (um sofisticado método de análise quantitativa que fornece evidências sobre a microestrutura do cérebro, sua fiação e seus circuitos), redução de cortisol no plasma e níveis mais elevados de serotonina no sangue, além de alterações bioquímicas e neurofisiológicas. "Quando juntamos todos esses estudos", afirmou Hagelin, "a possibilidade de que as reduções dos índices de violência observadas representassem simplesmente uma coincidência - um feliz acaso estatístico - foi de menos de um em 10 milhões de milhões de milhões (1019)".

Em 1993, Hagelin e os pesquisadores ligados à Universidade Maharishi tiveram a oportunidade de testar a afirmação do guru indiano numa grande cidade com índices preocupantes de violência: Washington, a capital norte-americana. Estudos anteriores mostraram que, durante um período de seis meses em que a temperatura subia na cidade, os níveis de criminalidade também se elevavam - um fenômeno explicado pelo fato de as pessoas ficarem mais tempo nas ruas, agitadas e irritadiças. Um grupo de meditadores foi criado no início do semestre observado e gradativamente ampliado, até atingir 2.500 membros - o número previsto para conseguir o efeito positivo desejado, equivalente a algo em torno de 0,17% da população da capital (no final, o grupo chegou a 4 mil praticantes). Nesse momento, registrou- se uma queda expressiva nos índices de crimes, mesmo levando-se em conta todos os fatores que poderiam interferir nisso, como a meteorologia, fins de semana e feriados.

SEGUNDO HAGELIN, o trabalho foi desenvolvido com a polícia de Washington, o FBI e 24 cientistas sociais e criminologistas ligados a instituições como as universidades Temple, do Texas e de Maryland. "Previmos uma queda de 20% no índice de crimes e conseguimos 25%", conta o físico. Entre os surpreendidos com o resultado estava o chefe de polícia de Washington, que, antes do estudo, dissera à televisão algo como 'precisam cair uns 30 centímetros de neve em junho (mês quente em Washington - N. da R.) para reduzir o índice de crimes em 20%'. No fim, seu departamento dobrou- se às evidências e assinou como co-autor uma monografia a respeito do caso ("Effects of Group Practice of the Transcendental Meditation Program on Preventing Violent Crime in Washington, D.C.: Results of the National Demonstration Project, June-July 1993", na edição de junho-julho de 1999 da revista Social Indicators Research).

Já existem mais de 60 experiências nas quais um número pequeno de pessoas, usando a meditação transcendental, conseguiu influenciar cidades e até países a reduzir sua violência. Como se explica isso? Hagelin arrisca uma resposta baseada na física quântica. Segundo ele, o fenômeno está ligado à vanguardista Teoria das Supercordas (que representaria a unificação das quatro forças fundamentais da natureza: a gravitação, o eletromagnetismo e as interações forte e fraca). Ela coloca um único e universal campo de inteligência na base de todas as formas e fenômenos conhecidos do universo.

"Experiências regulares do campo unificado relacionadas à técnica de meditação transcendental têm mostrado que dissolvem condições arraigadas de estresse no indivíduo, acarretando reduções marcantes em hipertensão, derrame cerebral, problemas do coração e outras doenças ligadas ao estresse", afirma Hagelin. "Quando praticado coletivamente em grupos, esse mesmo programa tem registrado uma redução efetiva do estresse e das tensões sociais."

Ele explica que, segundo a física, o acesso e o estímulo ao campo unificado promovido pelos grupos de meditadores da paz criam poderosas ondas de unidade e coerência que permeiam a consciência coletiva da população. O resultado imediato disso é uma sensível redução dos índices de crimes e de violência social, além do aprimoramento de tendências positivas entre a sociedade.

"Felizmente, esses benefícios do programa de meditação transcendental vêm natural e automaticamente, e não requerem crença ou compreensão intelectual de sua mecânica", ressaltou Hagelin na palestra no Ions. "É tão simples quanto acionar um interruptor e apreciar a luz. Um grupo de meditação alivia o estresse social agudo e cria calma e coerência em toda a população."

O CIENTISTA VÊ NO fenômeno da meditação aplicada à violência uma evidência de uma nova ramificação da física, ligada ao pensamento, que propicia mecanismos adicionais para interações de longo alcance entre as pessoas. "Ela sugere que vivemos num espaço predominantemente plano, cruzado por atalhos que oferecem rotas de comunicação instantânea através de vastas distâncias, e até para o passado ou para o futuro", afirma. "Se assumimos que em nosso nível essencial de ser estamos todos intimamente conectados em um campo unificado no qual somos todos um, tornase muito fácil entender como influenciamos uns aos outros. Quando contatamos esse campo unificado do ser, estimulamos aquela unidade, aquela harmonia e aquela coerência na consciência coletiva da sociedade. E, ao fazer isso, todo mundo parece fluir mais harmoniosamente junto."

Maharishi e seus adeptos mostraram uma trilha promissora no combate à violência. Cabe agora a outros estudiosos e voluntários alargála, verificando, por exemplo, se os mesmos resultados podem ser obtidos usando-se outras formas de meditação. Lugares para testar essas hipóteses não faltam - e a expectativa de retorno certamente vale o investimento.

PARA SABER MAIS

Sites www.uspeacegovernment.org e http://hagelin.org.

enviado por Guto

domingo, 17 de novembro de 2013

A regeneração da figura do pai e a violência na sociedade

Leonardo Boff
13/09/2013

É notória a crise da figura do pai na sociedade contemporânea. Por função parental, ele é o principal criador do limite para os filhos e filhas. Seu eclipse provocou um crescimento de violência entre os jovens nas escolas e na sociedade, que é exatamente a não consideração dos limites.

O enfraquecimento da figura do pai, desestabilizou a família. Os divórcios aumentaram de tal forma que surgiu uma verdadeira sociedade de famílias de divorciados. Não ocorreu apenas o eclipse do pai mas também a morte social do pai.

A ausência do pai é, por todos os títulos, inaceitável. Ela desestrutura os filhos/filhas, tira o rumo da vida, debilita a vontade de assumir um projeto e ganhar autonomamente a própria vida.

Faz-se urgente um re-engendramento, sobre outras bases, da figura do pai. Para isso antes de mais nada é de fundamental importância, fazer a distinção entre os modelos de pai e o princípio antropológico do pai. Esta distinção, descurada em tantos debates, até científicos, nos ajuda a evitar mal-entendidos e a resgatar o valor inalienável e permanente da figura do pai.

A tradição psicanalítica deixou claro que o pai é responsável pela primeira e necessária ruptura da intimidade mãe-filho/filha e a introdução do filho/filha num outro continente, o transpessoal, dos irmãos/irmãs, dos avós, dos parentes e de outros da sociedade.

Na ordem transpessoal e social, vige a ordem, a disciplina, o direito, o dever, a autoridade e os limites que devem valer entre um grupo e outro. Aqui as pessoas trabalham, se conflituam e realizam projetos de vida. Em razão disso, os filhos/filhas devem mostrar segurança, ter coragem e disposição de fazer sacrifícios, seja para superar dificuldades, seja para alcançar algum objetivo.

Ora, o pai é o arquétipo e a personificação simbólica destas atitudes. É a ponte para o mundo transpessoal e social. A criança ou o jovem ao entrar nesse novo mundo, devem poder orientar-se por alguém. Se lhes faltar essa referência, se sentem inseguros, perdidos e sem capacidade de iniciativa.

É neste momento que se instaura um processo de fundamental importância para a jovem psiqué com consequências para toda vida: o reconhecimento da autoridade e a aceitação do limite que se adquire através da figura do pai.

A criança vem da experiência da mãe, do aconchego, da satisfação dos seus desejos, do calor da intimidade onde tudo é seguro, numa espécie de paraíso original. Agora, tem que aprender algo de novo: que este novo mundo não prolonga simplesmente a mãe; nele, há conflitos e limites. É o pai que introduz a criança no reconhecimento desta dimensão. Com sua vida e exemplo, o pai surge como portador de autoridade, capaz de impor limites e de estabelecer deveres.

É singularidade do pai ensinar ao filho/filha o significado destes limites e o valor da autoridade, sem os quais eles não ingressam na sociedade sem traumas. Nesta fase, os filhos/filhas se destacam da mãe, até não querendo mais lhe obedecer e se aproximam do pai: pede para ser amado por ele e esperam dele orientações para a vida. É tarefa do pai explicar, ajudar a superar a tensão com a mãe e recuperar a harmonia com ela.

Operar esta verdadeira pedagogia é desconfortável. Mas se o pai concreto não a assumir está prejudicando pesadamente seu filho/filha, talvez de forma permanente.

O que ocorre quando o pai está ausente na família ou há uma família apenas materna? Os filhos parecem mutilados, pois se mostram inseguros e se sentem incapazes de definir um projeto de vida. Têm enorme dificuldade de aceitar o princípio de autoridade e a existência de limites.

Uma coisa é este princípio antropológico do pai, uma estrutura permanente, fundamental no processo de individuação de cada pessoa. Esta função personalizadora não está condenada a desaparecer. Ela continua e continuará a ser internalizada pelos filhos e filhas, pela vida afora, como uma matriz na formação sadia da personalidade. Eles a reclamam.

Outra coisa são os modelos histórico-sociais que dão corpo ao princípio antropológico do pai. Eles são sempre cambiantes, diversos nos tempos históricos e nas diferentes culturas. Eles passam.

Uma coisa, por exemplo, é a forma do pai patriarcal do mundo rural com fortes traços machistas. Outra coisa ainda é o pai da cultura urbana e burguesa que se comporta mais como amigo que como pai e aí se dispensa de impor limites.

Todo este processo não é linear. É tenso e objetivamente difícil, mas imprescindível. O pai e a mãe devem se coordenar, cada um na sua missão singular, para agirem corretamente. Devem saber que pode haver avanços e retrocessos; estes pertencem à condição humana concreta e são normais.

Importa também reconhecer que, por todas as partes, surgem figuras concretas de pais que com sucesso enfrentam as crises, vivem com dignidade, trabalham, cumprem seus deveres, mostram responsabilidade e determinação e desta forma cumprem a função arquetípica e simbólica para com os filhos/filhas. É uma função indispensável para que eles amadureçam e ingressem na vida sem traumas até que se façam eles mesmos pais e mães de si mesmos. É a maturidade.

Fonte: http://leonardoboff.wordpress.com/2013/09/13/a-regeneracao-da-figura-do-pai-e-a-violencia-na-sociedade/

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Efeito do sono para o cérebro

Sabemos por experiência própria que o sono não é apenas "o outro" estado de funcionamento do cérebro, mas uma necessidade básica para que o cérebro trabalhe direito enquanto acordado. 

Não dormir o suficiente traz fadiga mental, más decisões, dificuldade de aprendizado e risco aumentado de crises de enxaqueca e epilepsia --e a insônia completa e crônica ainda é capaz de levar humanos, camundongos e até mesmo moscas à morte. 

Por que o funcionamento normal do cérebro depende de sono e deteriora quanto mais tempo se passa acordado? A neurociência tem uma forte candidata a resposta, vinda do laboratório de Maiken Nedergaard, nos EUA: o sono seria necessário para que metabólitos (quer dizer, produtos do metabolismo normal do cérebro) potencialmente tóxicos sejam eliminados do cérebro. 

O interesse inicial da equipe de Maiken Nedergaard era estudar o espaço intersticial do cérebro: o volume situado do lado de fora das células, por onde circula o líquido que banha as células e "lava" embora tudo aquilo que elas excretam, inclusive os tais metabólitos. Para estudar o espaço intersticial, a equipe injetava um corante que se espalhava por esse espaço no cérebro de camundongos acordados sob o microscópio.
O experimento devia ser um tanto monótono para os animais, pois estes acabavam adormecendo. Foi o que levou à descoberta: para a surpresa dos pesquisadores, o cérebro adormecido parecia ter uma torneira aberta de corante, que agora se espalhava rapidamente pelo espaço intersticial. 

Investigando o fenômeno inesperado, a equipe demonstrou que a circulação de líquido pelo espaço intersticial é mínima no cérebro acordado, quando o espaço intersticial é reduzido. Mas a transição para o sono leva a uma expansão de 60% desse espaço, o que aumenta enormemente a circulação de líquido.
Na prática, o resultado é que a remoção de toxinas produzidas pelo funcionamento das células essencialmente só ocorre durante o sono; no cérebro acordado, com pouca circulação de líquido, elas vão se acumulando. 

É fácil pensar em como o cérebro, acordado, deve ficar gradualmente prejudicado conforme se acumulam os produtos tóxicos do seu próprio funcionamento. Dormir parece ser a solução para o problema: um estado transitório, mas obrigatório, repetido todos os dias após um certo número de horas acordado. E que deixa o cérebro pronto para começar tudo de novo...

Suzana Herculano-Houzel, carioca, é neurocientista treinada nos Estados Unidos, França e Alemanha, e professora da UFRJ.

enviado por Maria Teresa

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

COLOQUEM MAIS VOCÊS EM SUAS VIDAS




MENSAGEM DOS ANJOS
Canalizada através de ANN ALBERS

18 de Maio de 2013.

Meus queridos, nós os amamos muito.

Suas vidas, queridos, nunca foram projetadas para ser uma dança de sobrevivência, mas sim, uma dança de expressão em que vocês permitem que a luz brilhe intensamente e, portanto, encaixe-se no grande quebra-cabeça da vida, aqui em seu Planeta Terra. Cada um de vocês tem certas habilidades e dons que podem ser usados a qualquer momento em sua vida, não importa em que trabalho vocês se encontrem, ou ainda que se encontrem sem um emprego.

É um ato de amor próprio expressar estes dons e talentos.

Talvez vocês sejam bons ouvintes. Talvez, deem bons conselhos. Talvez sejam curadores, artistas, atletas, líderes, oradores, escritores, pais, amantes da vida, viajantes, etc. E a lista prossegue!

Reservem um tempo para pensar nas coisas que as pessoas os têm elogiado durante as suas vidas. Reservem um tempo para pensar no que lhes traz alegria ao coração.

Comecem a explorar as áreas de interesse em sua vida, mesmo que em pequena medida.

Talvez, vocês sejam mães com pouco tempo em suas mãos e, no entanto, anseiam por serem uma artista. Façam arte com os filhos! Talvez, vocês sejam um homem em busca de um emprego para alimentar a sua família, mas se preocupam com o meio ambiente. Ofereçam-se para limpar uma área, uma vez por mês.

É ao fazerem estas coisas que gostam, que vocês criam uma vibração que diz ao universo: "Sou digno do meu próprio tempo! Eu tenho algo a contribuir. Tenho algo que me dá alegria!"

E neste espaço alegre, vocês enviam um farol e o universo, por sua própria concepção, enviará mais alegria para vocês!

Queridos, não se privem... de si mesmos.

Coloquem mais VOCÊS em suas vidas.

Coloquem mais alegria em suas vidas.

Se vocês são doadores, mas não se podem dar ao luxo de doar, encontrem pessoas que possam e os equiparem aos receptores. Ou deixem alguns reais em um supermercado e os abençoem. Alguém que precisa de um sinal do amor de Deus pode ter a esperança inspirada a partir desta simples dádiva desinteressada.

Não é a quantidade de suas ações que conta, mas sim, o grau de autenticidade com o qual elas são realizadas, pois isto é onde vocês enviam energia ao mundo, e por isto vocês recebem o eco honesto.

Queridos, nós os amamos.

VOCÊS.

O verdadeiro VOCÊ.

O autêntico, maravilhoso, belo, lindo amado e valioso VOCÊ.

Coloquem mais VOCÊS em suas vidas nesta semana e vejam como as coisas começam a mudar.

Deus os abençoe.

Nós os amamos muito.
Os Anjos


Uma Rosa é uma Rosa...

Quando vocês colocam mais do verdadeiro VOCÊ em suas vidas, o universo pode vir em seu auxílio de maneira milagrosa.

http://www.visionsofheaven.com

Tradução: Regina Drumond - reginamadrumond@yahoo.com.br

domingo, 10 de novembro de 2013

Unidade

"O ser humano é uma parte do todo, todo esse a que damos o nome de Universo - uma parte limitada no espaço e no tempo. Ele tem consciência de si mesmo, de seus pensamentos e sentimentos como algo separado do resto - uma espécie de ilusão ótica da consciência. Essa ilusão é como uma prisão, restringindo nossos desejos pessoais e nossa afeição por algumas pessoas que nos são mais próximas. Nossa tarefa é livrar-nos dessa prisão, ampliando o círculo da compaixão para abraçar todas as criaturas vivas e o todo da natureza. Ninguém consegue alcançar isso plenamente, mas a própria determinação nesse sentido é, em si mesma, parte da libertação e base para a segurança interior."

enviado por Sylvia

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

As 20 Leis dos índios Sioux

http://www.antroposofy.com.br/wordpress/as-20-leis-dos-sioux/
The-Sioux-Medicine-Man
1. Levante com o Sol para orar. Ore sozinho. Ore com freqüência. O Grande Espírito o escutará você, ao menos, falar.
2. Seja tolerante com aqueles que estão perdidos no caminho. A ignorância, o convencimento, a raiva, o ciúme e avareza, originam-se de uma alma perdida. Ore para que eles encontrem o caminho do Grande Espírito.
3. Procure conhecer-se, por si próprio. Não permita que outros façam seu caminho por você. É sua estrada, e somente sua. Outros podem andar ao seu lado, mas ninguém pode andar por você.
4. Trate os convidados em seu lar com muita consideração. Sirva-os o melhor alimento, a melhor cama e trate-os com respeito e honra.
5. Não tome o que não é seu. Seja de uma pessoa, da comunidade, da natureza, ou da cultura. Se não foi ganhado nem foi dado, não é seu.
6. Respeite todas as coisas que foram colocadas sobre a Terra. Sejam elas pessoas, plantas ou animais.
7. Respeite os pensamentos, desejos e palavras das pessoas. Nunca interrompa os outros nem ridicularize, nem rudemente os imite. Permita a cada pessoa o direito da expressão pessoal.
8. Nunca fale dos outros de uma maneira má. A energia negativa que você colocar para fora no universo, voltará multiplicada a você.
9. Todas as pessoas cometem erros. E todos os erros podem ser perdoados.
10. Pensamentos maus causam doenças da mente, do corpo e do espírito. Pratique o otimismo.
11. A natureza não é para nós, ela é uma parte de nós. Toda a natureza faz parte da nossa família Terrena.
12. As crianças são as sementes do nosso futuro. Plante amor nos seus corações e ágüe com sabedoria e lições da vida. Quando forem crescidos, dê-lhes espaço para que cresçam.
13. Evite machucar os corações das pessoas. O veneno da dor causada a outros, retornará a você.
14. Seja sincero e verdadeiro em todas as situações. A honestidade é o grande teste para a nossa herança do universo.
15. Mantenha-se equilibrado. Seu Mental, seu Espiritual, seu Emocional, e seu Físico, todos necessitam ser fortes, puros e saudáveis.Trabalhe o seu Físico para fortalecer o seu Mental. Enriqueça o seu Espiritual para curar o seu Emocional.
16. Tome decisões conscientes de como você será e como reagirá. Seja responsável por suas próprias ações.
17. Respeite a privacidade e o espaço pessoal dos outros. Não toque as propriedades pessoais de outras pessoas, especialmente objetos religiosos e sagrados. Isto é proibido.
18. Comece sendo verdadeiro consigo mesmo. Se você não puder nutrir e ajudar a si mesmo, você não poderá nutrir e ajudar os outros.
19. Respeite outras crenças religiosas. Não force suas crenças sobre os outros.
20. Compartilhe sua boa fortuna com os outros. Participe com caridade.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Há de se cuidar da amizade e do amor


Leonardo Boff*


A amizade e o amor constituem as relações maiores e mais realizadores que o ser humano, homem e mulher, pode experimentar e desfrutar. Mesmo o místico mais ardente só consegue uma fusão com a divindade através do caminho do amor. No dizer de São João da Cruz, trata-se da experiência de "a amada(a alma) no Amado transformada.

Há vasta literatura sobre estas duas experiências de base. Aqui restringimo-nos ao mínimo. A amizade é aquela relação que nasce de uma ignota afinidade, de uma simpatia de todo inexplicável, de uma proximidade afetuosa para com a outra pessoa. Entre os amigos e amigas se cria uma como que comunidade de destino. A amizade vive do desinteresse, da confiança e da lealdade. A amizade possui raízes tão profundas que, mesmo passados muitos anos, ao reencontrarem-se os amigos e amigas, os tempos se anulam e se reatam os laços e até se recordam da última conversa havida há muito tempo.

Cuidar da amizade é preocupar-se com a vida, as penas e as alegrias do amigo e da amiga. É oferecer-lhe um ombro quando a vulnerabilidade o visita e o desconsolo lhe oculta as estrelas guias. É no sofrimento e no fracasso existencial, profissional ou amoroso que se comprovam os verdadeiros amigos e amigas. Eles são como uma torre fortíssima que defende o frágil castelo de nossas vidas peregrinas.

A relação mais profunda é a experiência do amor. Ela traz as mais felizes realizações ou as mais dolorosas frustrações. Nada é mais misterioso do que o amor. Ele vive do encontro entre duas pessoas que um dia cruzaram seus caminhos, se descobriram no olhar e na presença, e viram nascer um sentimento de enamoramento, de atração, de vontade de estar junto até resolverem fundir as vidas, unir os destinos, compartilhar as fragilidades e as benquerenças da vida. Nada é comparável à felicidade de amar e de ser amado. E nada há de mais desalodor, nas palavras do poeta Ferreira Gullar, do que não poder dar amor a quem se ama. 

Todos esses valores, por serem os mais preciosos, são também os mais frágeis, porque mais expostos às contradições da humana existência. 
 
Cada qual é portador de luz e de sombras, de histórias familiares e pessoais diferentes, cujas raízes alcançam arquétipos ancestrais, marcados por experiêncis bem sucedidas ou trágicas que deixaram marcas na memória genética de cada um.

O amor é uma arte combinatória de todos estes fatores, feita com sutileza que demanda capacidade de compreensão, de renúncia, de paciência e de perdão e, ao mesmo tempo, comporta o desfrute comum do encontro amoroso, da intimidade sexual, da entrega confiante de um ao outro. A experiência do amor serviu de base para entendermos a natureza de Deus: Ele é amor essencial e incondicional.

Mas o amor sozinho não basta. Por isso São Paulo em seu famoso hino ao amor, elenca os acólitos do amor, sem os quais ele não consegue subsistir e irradiar. O amor tem que ser paciente, benigno, não ser ciumento, nem gabar-se, nem ensoberbecer-se, não procurar seus interesses, não se ressentir do mal...o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta...o amor nunca se acaba(1Cor 13, 4-7). Cuidar destes acompanhantes do amor é fornecer o húmus necessário para que o amor seja sempre vivo e não morra pela indiferença. O que se opõe ao amor não é o ódio mas a indiferença. 

Quanto mais alguém é capaz de uma entrega total, maior e mais forte é o amor. Tal entrega supõe extrema coragem, uma experiência de morte, pois não retém nada para si e mergulha totalmente no outro. O homem possui especial dificuldade para esta atitude extrema, talvez pela herança de machismo, patriarcalismo e racionalismo de séculos que carrega dentro de si e que lhe limita a capacidade desta confiança extrema.

A mulher é mais radical: vai até o extremo da entrega no amor, sem resto e sem retenção. Por isso seu amor é mais pleno e realizador e, quando se frustra, a vida revela contornos de tragédia e de um vazio abissal.

O segredo maior para cuidar do amor reside no singelo cuidado da ternura. A ternura vive de gentileza, de pequenos gestos que revelam o carinho, de sacramentos tangíveis, como recolher uma concha na praia e levá-la à pessoa amada e dizer-lhe que, naquele momento, pensou carinhosamente nela. 
 
Tais "banalidades" têm um peso maior que a mais preciosa joia. Assim como uma estrela não brilha sem uma atmosfera ao seu redor, da mesma forma, o amor não vive sem um aura de enternecimento, de afeto e de cuidado.

Amor e cuidado formam um casal inseparável. Se houver um divórcio entre eles, ou um ou outro morre de solidão. O amor e o cuidado constituem uma arte. Tudo o que cuidamos também amamos. E tudo o que amamos também cuidamos. 
 
Tudo o que vive tem que ser alimentado e sustentado. O mesmo vale para o amor e para o cuidado. O amor e o cuidado se alimentam da afetuosa preocupação de um para com o outro. A dor e a alegria de um é a alegria e a dor do outro.

Para fortalecer a fragilidade natural do amor precisamos de Alguém maior, suave e amoroso, a quem sempre podemos invocar. Daí a importância dos que se amam, de reservarem algum tempo de abertura e de comunhão com esse Maior, cuja natureza é de amor, aquele amor, que segundo Dante Alignieri, da Divina comédia, "move o céu e as outras estrelas", e nós acrescentamos: que comove os nossos corações.

*Leonardo Boff, teólogo e filósofo, é também escritor. É dele o livro 'O cuidado necessário' (Vozes, 2012)



enviado por Gabriela



terça-feira, 5 de novembro de 2013

Características de um Guerreiro Espiritual


Mensagem de Julie Miller
http://www.toltecspirit.com/
9 de Janeiro de 2013.

A Felicidade é uma escolha de cada pessoa, mas poucos se esforçam para isto.

O Guerreiro Espiritual é uma pessoa que desafia o medo, as mentiras, as falsas crenças e os julgamentos que criam o sofrimento e a infelicidade em sua vida. É uma guerra que ocorre no coração e na mente do homem (ou da mulher).

A busca do Guerreiro Espiritual é a mesma que os buscadores espirituais de todo o mundo.

O Guerreiro Espiritual enfrenta este desafio com a clareza e a consciência de que esta guerra é travada em seu interior e que esta Verdade e o Amor Incondicional estão do outro lado destas batalhas. É a isto que os Toltecas se referem como a Liberdade Pessoal. Vocês podem encontrar isto referenciado no livro: “Os Quatro Acordos” de Miguel Ruiz.

TRAÇOS E CARACTERÍSTICAS

Vencer a guerra contra o medo exige coragem, consciência, disciplina e compromisso para transformar o corpo emocional. Estas são algumas das características de um Guerreiro.

A CONSCIÊNCIA DO GUERREIRO ESPIRITUAL

A primeira ferramenta e a mais vital do guerreiro espiritual é a consciência. É fácil pensar que estamos conscientes, mas a pura consciência não tem envolvido o pensamento. Não tem nenhum pensamento, porque ela não tem interpretação.

Consciência é perceber com clareza a verdade do que está acontecendo, sem interpretação ou opinião. Em um momento de consciência, o diálogo na mente é interrompido. Estamos “vendo” a partir de um ponto de vista separado da parte racional de nossa mente. Isto poderia ser descrito como uma epifania.

A consciência é essencial, porque é o estado da consciência que nos permite discernir entre os fatos e a Verdade, e entre a história e as mentiras em nossa mente.

O reino de nossa mente é cheio de falsas percepções e de falsas crenças. Embora a mente possa ser muito engenhosa com histórias e mentiras, é a consciência que é a inteligência perspicaz.

Podemos usar o raciocínio muito inteligente para tomar uma decisão que não seja adequada para nós mesmos. Somente ao observarmos em retrospectiva é que compreendemos que não consideramos os indicadores que nos diziam o contrário. Isto pode ser feito em algo tão simples como um investimento em ações.

A mente é inteligente, mas é também cheia de suposições e de paradigmas de percepção limitada. A consciência nos permite ver claramente em vez de estarmos cegos por estes paradigmas de crenças falsas.

O autoconhecimento é a clareza de saber quem e o que vocês são, sem ficarmos presos em auto-imagens importantes de nós mesmos. Estas auto-imagens importantes podem nos levar a baixa auto-estima e à falta de confiança, ou podem fazer com que fiquemos auto-centrados.

Se tiverem uma ideia de quem vocês são, então considerem que vocês não são esta ideia em sua mente. Vocês são aqueles que criam a ideia e a observam. O autoconhecimento de que vocês não são qualquer uma destas imagens em sua mente é essencial para se libertarem da própria importância.

A CORAGEM DO GUERREIRO ESPIRITUAL

A coragem que faz um bom soldado, também faz um bom Guerreiro Espiritual, mas a intenção se torna completamente diferente.

Um soldado tem a coragem de enfrentar um desafio que possa trazer danos físicos. O guerreiro espiritual tem a coragem de questionar ou desafiar as suas próprias crenças.

Ao desafiarmos as nossas próprias crenças, podemos dissolver as mentiras que causam o nosso sofrimento. Desafiar as nossas próprias crenças requer coragem, porque isto significa o final de nossa ilusão de segurança.

Quando outras pessoas desafiam as nossas próprias crenças, somos geralmente rápidos na defesa. Nós as defendemos ainda que elas nos levem a sofrer.

Como um guerreiro, nós aprendemos não a defender o que acreditamos, mas a desafiarmos estas próprias crenças. Deste modo, somos capazes de separarmos a verdade das ilusões.

A DISCIPLINA DO GUERREIRO ESPIRITUAL

Um soldado tem disciplina para seguir as ordens e assim continua quando confrontado com os desafios. A disciplina do Guerreiro Espiritual continua com a sua trajetória quando confrontado com os desafios de sua mente.

É mais fácil seguir ordens como um soldado, porque somos ameaçados com as conseqüências e recompensados para nos motivar. Isto está de acordo com os nossos anos de condicionamento.

Um guerreiro deve ter a disciplina para praticar interagir com a sua própria mente, sem que alguém proporcione a motivação. Um guerreiro deve exercer a sua própria vontade, sob o comando do seu coração e não de uma figura de autoridade externa.

Isto, muitas vezes, significa ir contra as opiniões temerosas em nossa mente que nos tentam com ilusões de punição e de recompensas.

Devemos também ter a disciplina de seguir o nosso próprio coração, mesmo quando tentados pela opinião de outra pessoa. Este modo de vida requer prática disciplinada.

O AMOR DO GUERREIRO ESPIRITUAL

Um soldado tem um compromisso de amor ao seu país.

O Guerreiro Espiritual deve ter o compromisso de amar a si mesmo. O guerreiro então estende este amor à humanidade.

O compromisso é necessário porque em nossa jornada nós, certamente, iremos nos atrapalhar e cairmos muitas vezes. É ao termos um forte comprometimento que nos levantamos novamente.

É comum cairmos no julgamento. Pode ser fácil amar algumas pessoas, particularmente as pessoas que como nós, nos tratam bem. Entretanto, requer um tremendo empenho amarmos aqueles que nos rejeitam.

Este compromisso nos levará a desafiar as nossas crenças sobre os nossos julgamentos.

Devemos estar comprometidos a amarmos além de nossos próprios interesses do que isto nos irá trazer. É como nos tornaremos felizes além de nosso atual paradigma de crenças.

Com o tempo, tornamo-nos comprometidos com o amor pelo puro prazer de expressarmos o amor. Nós nos alimentamos com o amor que expressamos. Um guerreiro age desta forma comprometida, mesmo quando desafiado.

PONTO DE VISTA DO AUTOR

Em meu ponto de vista, Jesus Cristo foi o maior Guerreiro. Ele teve a coragem, a disciplina e a abertura de Amar incondicionalmente, até quando estava sendo rejeitado e perseguido fisicamente durante os seus dias.

Mesmo quando o seu corpo estava em dor física, as únicas emoções que ele criou e expressou foram o amor e a compaixão. Ele não usou uma razão em sua mente para odiar ou julgar. Se ele pôde amar em seus desafios, então podemos aprender a amar incondicionalmente em nossos desafios.

“Se eu não faço as obras do meu Pai, não creiam em mim. Mas se eu as fizer, ainda que não creiam em mim, creiam nas minhas obras, para que possam saber e compreender que o Pai está em mim e eu no Pai.” (João 10:37-38)

Eu me vejo nestas palavras, todas elas. Eu nunca fugi de qualquer verdade, pois eu sou um buscador da verdade, entre muitas coisas. Mas eu vejo muitos que ainda não enfrentaram toda a sua verdade, somente a verdade parcial.

Sei que com o tempo, toda a verdade será revelada a fim de que cada alma querida avance no coração e na alma, com a elevação da consciência de si mesmo e da comunidade ao seu redor.

Eu sou também um Guerreiro da Luz. Eu participei de algumas batalhas astrais, recebi feridas delas e fiquei ao lado de muitos guerreiros angélicos, tais como o Arcanjo Miguel, defendendo e protegendo.

Ainda que eu sempre tenha vivido em um espírito guerreiro, eu nem sempre acreditei nisto, até que me encontrei com a minha chama gêmea (através do espírito). Foi através do seu amor incondicional e da sua dedicação a mim que me deu a confiança para ver esta parte minha, pois é o meu verdadeiro eu, ou parte dele, porque há sempre mais. Somos uma reunião de muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo, em perfeito equilíbrio.

enviado por Izabel

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

COMUNICANDO-SE COM A SUA ALMA

Viemos a esta vida com algo para doar. Entretanto, nos perdemos, na nossa vida terrena, principalmente porque o medo, o julgamento e a negatividade ainda prevalecem no mundo.

Fomos feridos pela perda do nosso caminho, na realidade em que vivemos, e esta experiência dolorosa tornou-se parte da nossa jornada. Mas reencontramos o caminho para o nosso interior, ao ouvir os sussurros da nossa alma.

Uma vez que comecemos a nos dirigir para o nosso próprio interior, não podemos mais voltar atrás, não conseguimos maisignorar nossa força e singularidade,e isso pode inspirar-nos medo e insegurança:

'Se eu seguir a voz do meu coração, o grito da minha alma, as pessoas não se afastarão de mim? Quem me amará, quem quererá aceitar-me, então? Será que ainda serei bem acolhido?'

Reflita sobre quem você é - essa outra parte de você que deseja mudar-se do caminho batido, que busca dentro de si, que parece recordar algo e experimentar um anseio indefinível... sinta a energia desse "Eu", sinta o poder e a sabedoria dele.

Não há nenhum poder externo lhe fazendo exigências. A sua alma quer servi-lo, brilhar através de você, elevá-lo, inspirá-lo a fazer o que realmente o faz feliz.

Permita-se sentir a energia alegre da sua alma. Deixe que ela o envolva e sinta a sua suavidade, livre de toda exigência. Sinta o sentimento de ser acolhido de um modo muito profundo e verdadeiro.

Pergunte-lhe: "O que é importante eu saber agora? O que preciso saber neste momento? Perceba a resposta através do tipo de sentimento e de emoção que ele deseja lhe transmitir.

Sinta como a sua alma lhe é familiar - sua leveza e tranquilidade.

Essa é a voz do amor. As imposições, o fardo, a pressão, o suposto dever, são sempre as vozes do medo, as vozes que vêm de fora de você mesmo.

A voz da alma vem do seu interior e fala tão suavemente que você não a escuta.

Tenha respeito e admiração por si mesmo, por sua força, pela coragem que tem demonstrado ao longo da vida.

Não se julgue, não se faça pequeno, nem se critique. Valorize sua força e coragem, assim se conectando com Quem você realmente É.

Excerto de texto escrito por Pamela Kribbe.

Enviado por Sylvia


Related Posts with Thumbnails