domingo, 8 de junho de 2014

Huberto Rohden – Livro COSMOTERAPIA - 1989


Quando o homem se convence de que Deus (ATMA) é a Lei, Lei Única e Universal, que opera com infalível precisão e absoluto impersonalismo – então conquista ele uma posição segura, que o fará compreender o princípio da cosmoterapia.

Milhares de homens piedosos pensam que Deus tenha os seus favoritos, aos quais concede graças especiais, enquanto outros, não favorecidos, ficam esquecidos ou menos agraciados.

A diferença não vem da Lei – a diferença vem unicamente da ATITUDE que o homem assume em face da Lei. Uma plantinha no fundo dum subterrâneo não recebe os benefícios da irradiação solar, ao passo que outra planta, na superfície da terra, é beneficiada – mas a diferença não vem do Sol, e sim, da atitude diversa das duas plantas.

Quando um sábio abre a chave da luz elétrica acende-se a lâmpada – e a mesma luz também se acende quando um ignorante abre a chave.

Quando um santo aperta o botão do elevador, este sobe e pára no respectivo andar do edifício – e a mesmíssima coisa acontece quando um pecador aperta o botão.

O princípio da luz e força está na usina – e é aplicado tanto por sábios e santos como por ignorantes e celerados.

Quando um doente cristão, de qualquer Igreja ou seita, liga sua consciência individual com a Consciência Universal, recebe saúde – e quando um pagão, um judeu, um muçulmano estabelecem o mesmo contacto entre sua consciência individual e a Consciência Universal, recebem saúde.

A Lei Universal atua universalmente – basta que o indivíduo preencha certas condições para pôr em ação a Lei Universal.

Na natureza infra-humana, essas condições estão automaticamente preenchidas pelo instinto infalível, e por isso a Lei Universal não pode deixar de funcionar.

No homem, porém, a linha única da natureza se bifurcou em duas linhas, o estado neutro se converteu em positivo e negativo; o ser hominal, graças ao seu livre-arbítrio, pode harmonizar e pode não-harmonizar com a Lei Universal. É este o privilégio e o perigo do livre-arbítrio.

O homem pode estabelecer contacto com a Usina da Vida e Saúde – e pode também estabelecer descontato. Quando o homem estabelece contacto consciente e livre com a Fonte da Vida e Saúde, recebe luz, força e movimento – quando estabelece descontato, não recebe luz, força, nem movimento.

O homem-ego, nesta primeira fase, ainda imperfeita da sua humanidade, pode estabelecer esse contato com a Usina ou Fonte do Bem. E como o ego é visceralmente separatista, egocêntrico, a atitude comum do homem-ego é esse separatismo.

Dizemos “separatismo”, e não separação, para indicar que esse estado do ego é uma criação subjetiva, meramente ilusória, mas que o homem-ego considera como sendo a Verdade.

A VERDADE É UNIÃO.

A ILUSÃO O SEPARATISMO.

DA VERDADE VEM O BEM, A VIDA, A SAÚDE.

DA ILUSÃO VEM O MAL, A MORTE, A DOENÇA.

A doença nasce, pois, da ilusão do separatismo – e, enquanto persistir no homem essa ilusão, não pode haver uma cura radical, embora o ego possa tentar remover os sintomas do mal.

O homem-ego possui uma semi-consciência da Verdade, que o torna capaz de ilusão separatista, e da consequente doença – mas não possui a plena-consciência da Verdade, pela qual seria ele capaz de abolir a doença.

“Conheceis a Verdade, e a Verdade vos libertará” – nestas palavras de (Cristo-Budha Maytreia) o maior curador de todos os tempos vem enunciado o princípio básico de toda a terapia. Vida e saúde são compatíveis com a Verdade – e são incompatíveis com a ilusão.

A ilusão nos sujeita aos males.

A Verdade nos redime dos males.

“Eu e a Fonte somos um; a Fonte está em mim, e eu estou na Fonte” – quem é capaz de conscientizar intensamente esta verdade se liberta de todos os males, porque na Fonte não há males; e a conscientização “A FONTE ESTÁ EM MIM” faz fluir o conteúdo da Fonte através dos canais conscientizantes.

A semi-consciência do ego é uma intermitência de luz e trevas – mas a pleni-consciência do EU (Maior) é uma permanência de luz sem treva.

“O HOMEM É ASSIM COMO ELE PENSA EM SEU CORAÇÃO” – estas palavras da Sagrada Escritura definem exatamente a origem do bem e do mal: a vida do homem é o resultado dos seus pensamentos habituais, sobretudo quando esses pensamentos são “DO SEU CORAÇÃO”, isto é, onerados de emotividade, positiva ou negativa; quem pensa com temores em doença, cedo ou tarde ficará doente; quem pensar com amor em saúde, terá saúde.

O EU pleni-consciente afirma REALIDADE, VIDA, SAÚDE, PROSPERIDADE.

O ego semi-consciente oscila entre afirmação e negação, ora afirmando facticidade positiva (saúde), ora afirmando factividades negativas (doenças).

A estabilização definitiva da consciência na verdade redime o homem da oscilação instável entre luz e treva, verdade e ilusão, saúde e doença, firmando-o somente na saúde. Afirmar é firmar e confirmar.

“EU AFIRMO A SOBERANIA DO MEU EU DIVINO SOBRE TODAS AS TIRANIAS DOS MEUS EGOS HUMANOS”.

“EU JÁ VENCI O MUNDO”.

enviado por Régis

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