segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Eckhart Tolle


Eckhart Tolle nasceu na Alemanha, onde viveu até aos treze anos. Licenciou-se pela Universidade de Londres e trabalhou como investigador na Universidade de Cambridge. Aos vinte e nove anos, uma profunda transformação espiritual mudou radicalmente a sua vida. Nos anos que se seguiram dedicou-se a compreender, integrar e aprofundar essa transformação, que marcou o início de uma intensa caminhada interior. Nos últimos anos tem trabalhado como conselheiro e mestre espiritual a título particular e com pequenos grupos, tanto na Europa como nos Estados Unidos. Vive em Vancouver, no Canadá, desde 1996. Para além do best-seller internacional O Poder do Agora (Pergaminho, 2001), que conta com milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, Eckhart Tolle é também autor de A Prática do Poder do Agora(Pergaminho, 2002) e de A Voz da Serenidade (Pergaminho, 2003).


Quando criamos um problema criamos um sofrimento, não importa o que aconteça, não vou mais criar problemas nem sofrimento para mim. Se vc alguma vez esteve numa situação emergência sabera que isso não foi um problema. A mente não teve tempo para se distrair e transformar a situação em problema.

O prazer é sempre derivado de algo fora de você, ao passo que a alegria surge de dentro.O passado não tem poder sobre o momento presente. Você não pode encontrar-se, indo para o passado. Você pode encontrar a si mesmo, vindo para o presente.

Perceba profundamente que o momento presente é tudo que você tem. Faça AGORA o foco principal da sua vida.Conhecer a si mesmo como a consciência por trás da voz é a liberdade.

As soluções sempre aparecem quando saímos do pensamento e ficamos em silêncio, absolutamente presentes, ainda que seja só por um instante.

Nós fortalecemos tudo aquilo que combatemos, enquanto todas as coisas a que resistimos persistem.

Quando cada célula do seu corpo estiver tão presente que você a sente vibrar de vida, e quando sentir cada momento dessa vida como sendo a alegria do Ser, então poderá dizer que está livre do tempo.O problema não são as contas de amanhã. A morte do corpo físico não é um problema. A perda do Agora é que é o problema, ou antes, a ilusão central que transforma uma mera situação, um simples acontecimento ou uma emoção, num problema pessoal e num sofrimento. A perda do Agora é a perda do Ser. Estar livre do tempo é estar livre da necessidade psicológica do passado para formar a sua identidade e do futuro para atingir a sua realização pessoal.O melhor indicador do seu nível de consciência é a maneira como lida com os desafios da vida quando eles surgem.

domingo, 4 de outubro de 2015

CONHECENDO ECKHART TOLLE




Conheça um pouco mais de ECKHART TOLLE, autor dos renomados O Poder do Agora, Praticando O Poder do Agora, Um Novo Mundo - O Despertar de Uma Nova Consciência, O Poder do Silêncio , O Segredo da Felicidade. Leia sua entrevista à norte-americana Jenny Simon.

CONHECENDO ECKHART TOLLE

Por: João Carlos Marcuschi

Faço esta apresentação porque considero os ensinamentos, dele, alinhados àqueles que são abordados nas palestras de Krishnamurti; entretanto, a linguagem é mais acessível ao leitor ainda não acostumado com esta linha de leitura. Certamente, servirá para esclarecer muitos pontos, que as vezes não captamos lendo Krishnamurti.

Eckhart Tolle é um mestre espiritual ocidental, porém profundamente alinhado com a tradição meditativa do Oriente. Hoje mundialmente conhecido pelo livro O Poder do Agora, durante muitos anos ele compartilhou sua experiência de realização interior apenas com um número muito reduzido de buscadores.

Nos textos que transcrevemos a seguir, Eckart fala a respeito destes primeiros tempos e como o estado de iluminação impactou radicalmente sua vida. Avalia, também, o processo mais amplo de transformação da consciência humana e seus possíveis reflexos no futuro do planeta.

O material foi extraído de uma entrevista concedida por Eckhart à norte-americana Jenny Simon. O encontro aconteceu em Vancouver, no Canadá, onde o mestre (alemão??) atualmente vive.

Jenny Simon - As pessoas ao seu redor devem pensar que você é um pouco lunático. Em sua experiência interior, você nunca questionou o que aconteceu?

Eckhart - Não. Era tão claro e não havia nenhuma pergunta sobre uma realidade que era tão óbvia. Uma vez eu disse que mesmo se tivesse encontrado o Buda e ele me apontasse “não, não é isso”, eu diria - “que interessante, mesmo Buda pode estar errado”. Isto não é algo do ego, é só para deixar claro como essa realidade é tão óbvia que nenhuma questão mental, nenhuma pergunta adiantaria. Por exemplo, se alguém me desse uma maçã e dissesse “não, não é uma maçã”, eu diria “não, eu sei que é”.

Jenny Simon - Você aponta que seu estado de consciência implicou numa redução de 80% na atividade de sua mente pensante. Isso criou alguma espécie de carência ou algo parecido?

Eckhart- Bem, não tanto para mim, mas para as pessoas ao meu redor (risos). Isso é certo, pois as pessoas que me conheciam, especialmente a família, pais, alguns amigos, pensaram que algo errado tinha acontecido comigo - isto porque por algum tempo, após a mudança, eu prossegui com as estruturas externas de minha vida. Apenas prosseguia como se nada houvesse acontecido, porque ainda havia um “momentum” e continuei seguindo-o durante três ou quatro anos. Então percebi que essas estruturas externas estavam totalmente fora do alinhamento com meu ser - no mundo acadêmico totalmente dominado pela mente, o ego dominado completamente. Então aconteceu um momento em que deixei tudo para trás...

Foi aí que as pessoas pensaram que eu estava realmente louco - abandonado uma promissora carreira acadêmica e indo sentar-me em um banco do parque, sem fazer mais nada. Era bem estranho, porque eu não tinha nenhuma orientação espiritual, ninguém para dizer-me “você não precisa viver no banco do parque, você pode continuar funcionando no mundo”. Eu defini isso por mim mesmo. E isso levou bastante tempo, para que então eu pudesse de novo continuar funcionando no mundo. Por uns tempos, o estado da presença, do ser, era tão satisfatório, belo e completo que perdi todo o interesse no futuro... quanto mais ter ambição ou viver para adquirir isto ou aquilo. Se o momento presente era tão preenchedor, por que precisaria do futuro? Mas naturalmente, no nível prático o futuro ainda opera, e saber disso às vezes ajuda. Você precisa tomar um avião daqui a alguns dias, ou aprender algo que leva certo tempo, aprender uma língua, ou o que quer que seja. Mas, eu não mais necessitava do futuro, internamente, e passaram-se anos antes que eu começasse a ser capaz de lidar com o mundo novamente, sem necessitar dele - era quase como uma forma de brincadeira. Iniciar coisas, fazer coisas e, miraculosamente, também um bom tanto de coisas vinham a mim... Mesmo enquanto estava sentado no banco do parque, com quase nada em meu bolso, geralmente no último momento alguma coisa ocorria ou alguém vinha e novamente eu tinha algo com que viver, por enquanto. Milagrosamente isso sempre acontecia, e gradualmente, então, eu comecei a funcionar no mundo de novo.

Devo dizer que duas ou três vezes tentei voltar às estruturas do mundo, sentia que meu tempo no banco do parque estava terminando, então me dizia: “Ok, é melhor eu fazer alguma coisa”. Uma vez me candidatei a um emprego, e isso é bem engraçado, um emprego num banco mercantil na cidade de Londres (riso). Durante a entrevista, ouviram-me com interesse, mas não me deram o lugar. Depois candidatei-me a um emprego acadêmico e houve outra entrevista, só que devo ter dito algo, embora tenha procurado evitar a linguagem espiritual, mas... havia seis ou sete professores ao meu redor e ao final da entrevista um deles me perguntou: o que você realmente quer fazer? (riso). E na realidade não havia nada que eu realmente quisesse fazer, então essa foi a minha última entrevista - eu percebi que na realidade não queria voltar às estruturas do mundo.

Foi então que gradualmente as pessoas vieram e passaram a me fazer perguntas, começando com situações de ensino informal. Algo um pouco mais estruturado surgiu e então eu me tornei um professor espiritual aos olhos do mundo (risada), foi isso que aconteceu. Não ganharia um emprego se colocasse no meu currículo “não mais preciso pensar”, mas realmente é o que acontece. O próprio poder de ensinar vem desse estado, da consciência. Não sou eu, e sempre que começo a falar tenho essa sensação de que não tenho nada, absolutamente nada, a dizer. Assim, não é realmente esta pessoa que está fazendo qualquer coisa. Todo o ensinamento que tem causado um certo impacto no mundo vem desse estado de não-pensamento, não tem nada a ver com esta pessoa aqui... (riso)

Jenny Simon - Eu ouvi você várias vezes citar o mestre indiano Ramana Maharshi. Como se mede o progresso espiritual? É pela ausência do pensamento? Você acredita nisso realmente?

Eckhart - Sim, sim. No grau da ausência de pensamento, sim, está certo. É simples, muito simples.

A mente pode dizer: “ok” - mas isto significa que não fiz nenhum progresso, porque estou pensando o tempo todo. Talvez você não saiba que já há ausência de pensamento em si, talvez algum breve momento, mas não importa... Você respondeu à beleza? Deve haver ausência de pensamento em você, porque de outra forma não veria a beleza. Esse momento é ausência de pensamento. Pode haver muitos momentos de ausência de pensamento - de repente você percebe: “Gente, há ocasiões em que o pensamento está ausente”. Ou você pode exclamar: “Oh! Eu não estou pensando!” (riso). E você já está pensando de novo. Algumas vezes você sabe que não está pensando e ainda não está pensando (riso). Mas é bom não tentar provocar esse estado, porque poderia ser um esforço muito grande. A forma mais rápida de tornar-se livre de pensamento é ainda render-se ao momento, aceitar este momento como ele é, porque se você observa o processo de pensar compulsivo, descobre que sempre está associado à não-aceitação. A não-aceitação é a característica essencial do estado egóico criado na mente - a não-aceitação do agora.

E toda a compulsão realmente é uma fuga, é o negar da beleza e da vida do agora. Quando você vê a verdade disso, pode aceitar este momento como ele é. É um estado de grande força - não de fraqueza, como a mente pode dizer-lhe, exceto que há um efeito colateral dessa aceitação, a mente deixada de fora, porque quando você não está lutando com o que é, a compulsão para pensar cessa.

Isso é algo que requer continuidade da prática espiritual. Muitas vezes você não aceita o que é e então percebe que está novamente negando o agora. E essa percepção está certa, quando você vê a não-aceitação, já está livre dela. Quando você não vê a não-aceitação, então fica novamente preso em todo o ruído mental, porque não está aceitando o que é.

Assim, a mais poderosa prática espiritual é aceitar este momento como ele é. Aceitação descomprometida deste momento como ele é. É por isso que grandes mestres às vezes parecem tão aterradores, embora sejam gentis internamente, na realidade. Olhando velhos retratos ou fotos de grandes mestres, seus olhos são tão aterradores. Sim, descompromissado agora, sim, não movendo, estando aberto. E este estado é tanto gentil quanto aterrador, ambos ao mesmo tempo. Então essa é a prática espiritual mais poderosa e é realmente a única prática espiritual que não lhe dá tempo (riso). Há tantas práticas espirituais que lhe concedem tempo para tornar-se um bom adepto, praticar mais e mais, gradualmente. Mas aceitar este momento como ele é, você só pode fazê-lo agora.

Jenny Simon - Freqüentemente temos ouvido você falar sobre a nova consciência que está emergindo e como esse estado está disponível cada vez para um número maior de pessoas. Mas, honestamente, não estou convencida de que isso não seja uma projeção de sua experiência. Não tenho dúvida de que você floresceu como ser humano, mas não vejo evidência, ao meu redor, de que muitas pessoas passarão por isso. Pergunto: você tem alguma premonição de que isso vai acontecer em 5, 10, mil anos? Como isso realmente transformará o mundo?

Eckhart - Certo. Admito que pareço estar no epicentro da onda de transformação porque isso é o que eu faço e as pessoas chegam para estar em contato comigo. Todos que encontro estão sofrendo transformações e às vezes, quando ligo a televisão, sou repentinamente lembrado - “Oh! Não está acontecendo com todo mundo”. Por causa de minha posição peculiar, admito que certas vezes parece, para mim, que o mundo inteiro está se transformando. Ao mesmo tempo, recebo mesmo imensa massa de correspondência de pessoas que estão relatando mudanças na consciência e enorme diminuição do sofrimento, etc. Isso eu vejo em toda parte; porém não, não tenho uma escala do tempo, tudo que eu sei é que há uma aceleração de algo. Também sinto que o planeta provavelmente não sobreviverá outros cem anos se a velha consciência predominar por muito tempo no planeta, com tudo que isso significa.

É impossível que a natureza do planeta possa suportar isso. Assim, pela primeira vez na história humana essa transformação tornou-se uma necessidade, até mesmo para a sobrevivência da espécie. E talvez seja somente assim, em qualquer evolução e transformação, talvez seja apenas quando a espécie alcança um ponto crítico em que a sobrevivência fica ameaçada se ela continuar sem transformar-se - aí então essa transformação acontece em nível coletivo. Eu acredito - e posso dizer que é quase um fato - que se os velhos padrões de fazer as coisas continuarem por mais cem anos, e naturalmente esses padrões ficarão ainda mais ampliados, os meios de destruição serão maiores e o planeta não será mais capaz de sustentar a vida humana por mais cem anos.

Assim, pela primeira vez na história humana chegamos a um ponto em que a transformação da consciência não é mais um luxo. Talvez tenha havido no tempo de Buda os primeiros florescimentos, também no tempo de Jesus, já apontando para algo novo, uma maneira de ver o que estava acontecendo. Os primeiros sinais disso e depois algumas flores aqui e ali, mas nunca tinha sido uma necessidade para a sobrevivência do planeta e o fim da loucura humana. Mas depois veio a tecnologia, veio a ciência - sim, também manifestações de grande inteligência -, e ainda assim ampliaram a loucura em larga escala. Antes as pessoas tinham sorte se conseguiam matar uns poucos, agora podem matar centenas, milhões com um só aparelho (riso). Não há mudanças, simplesmente amplia-se o efeito da inconsciência. E é uma boa coisa, porque vemos mais claramente que nunca.

É chocante para as pessoas que a primeira guerra criou armas poderosas de destruição, provindas da tecnologia, e aí pensamos: o que foi que fizemos? Milhões e milhões de jovens morrendo nas trincheiras inutilmente - Oh, meu Deus - foi uma abertura da visão da loucura, lá no começo do século XX. Mas agora sabemos também o que aconteceu no restante do século.

Está em seu rosto agora, é tão óbvio. Eu sei que o trabalho que faço, qualquer que seja, é uma manifestação da nova consciência e há muitas pessoas atravessando isso. Para salvar o planeta? Eu não sei, talvez não.

Jenny Simon - Então, pode-se dizer que você é uma espécie de necessidade da evolução, de certa forma?

Eckhart - Sim, na realidade é isto que está acontecendo. É quase como se a espécie estivesse se tornando algo novo, uma nova espécie está evoluindo da velha. E, novamente, não é algo do ego, dizendo eu sou da nova espécie, e você não (riso). Mas sim, é bem como se uma nova espécie estivesse chegando, e está chegando porque a velha espécie não é mais capaz de sobreviver, a menos que mude (riso).

Jenny Simon - E você pode descrever a nova espécie, quais seriam suas características?

Eckhart - A nova espécie não necessita de inimigos, drama ou conflito para dar-lhe um sentido de identidade e assim, torna-se livre, em grande escala, do conflito e do sofrimento causado pelo homem, que é uma característica da velha consciência. Buda teve uma bela perspectiva disso, quando disse, para descrever o estado de consciência da liberação, que ela é livre do sofrimento - você não sofre mais. Pode ainda haver dor, porque enquanto houver corpo físico haverá dor, você pode ter uma dor de dente. Mas o sofrimento psicológico é causado pela entidade do eu na cabeça. Você não mais causará sofrimento para si próprio através das estruturas do pensamento. E quando você não mais causa sofrimento para si, não mais causa sofrimento para outros. A interação entre seres humanos não será mais coberta pelo medo, como é agora - o medo e o desejo, dois movimentos de estado inconsciente.

A interação humana será caracterizada pelo amor e compaixão. E o amor não será do tipo “preciso de você, não ouse abandonar-me, porque eu não sei o que vou fazer se você me deixar”, o amor da chamada velha consciência. Amor é simplesmente reconhecer o outro como sendo você próprio, o reconhecimento da unidade é amor. E todas as interações, quando se reconhece o outro como você próprio, não mais acontecem através da formação de uma imagem, uma identidade da forma, de quem aquela pessoa é. E porque você vai além da identificação da forma em si própria, não mais constrói pequenas armadilhas e pequenos conceitos de outras pessoas... então o amor reina.

Não se pode conceber o que seria o mundo se uma grande parte da humanidade vivesse nesse novo estado de consciência. Eu não faço, geralmente, considerações sobre esse fato. Minha suposição sobre isso é de que não seria possível reconhecer a estrutura da natureza humana. Seria muito diferente. Potencialmente este planeta poderia ser o paraíso - é um paraíso, mas as pessoas se esforçam muito para torná-lo um inferno, contudo ainda é um belo paraíso. Não estou dizendo que no nível da forma não haverá limitação, sim, as formas ainda vêm e vão. Mas ainda assim a harmonia é possível, viver em harmonia com a natureza. Viver em um estado de amor, amando a essência de cada forma, pois a vida se manifesta através de milhões de formas de vida. Amando uma vida da qual milhões de formas são manifestações temporárias, amando-as como a si próprio, sendo elas - esse é o novo estado de consciência.

Por: João Carlos Marcuschi



©2013 Solange Christtine Ventura
http://www.curaeascesao.com.br
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domingo, 20 de setembro de 2015

Ciclos da Vida: Praticando o Poder do Agora

Por Equipe Despertar Coletivo:
transformation

Existem ciclos de sucesso, como quando as coisas acontecem e dão certo, e ciclos de fracasso, quando elas não vão bem e se desintegram. Você tem de permitir que elas terminem, dando espaço para que coisas novas aconteçam ou se transformem.

Se nos apegamos às situações e oferecemos uma resistência nesse estágio, significa que estamos nos recusando a acompanhar o fluxo da vida e que vamos sofrer. É necessário que as coisas acabem, para que coisas novas aconteçam. Um ciclo não pode existir sem o outro.

O ciclo descendente é absolutamente essencial para uma realização espiritual. Você tem de ter falhado gravemente de algum modo, ou passado por alguma perda profunda, ou por algum sofrimento, para ser conduzido à dimensão espiritual. Ou talvez o seu sucesso tenha se tornado vazio e sem sentido e se transformado em fracasso.

O fracasso está sempre embutido no sucesso, assim como o sucesso está sempre encoberto pelo fracasso.

No mundo da forma, todas as pessoas “fracassam” mais cedo ou mais tarde, e toda conquista acaba em derrota. Todas as formas são impermanentes. Você pode ser ativo e apreciar a criação de novas formas e circunstâncias, mas não se sentirá identificado com elas. Você não precisa delas para obter um sentido do eu interior. Elas não são a sua vida, pertencem a sua situação de vida.

Um ciclo pode durar de algumas horas a alguns anos e dentro dele pode haver ciclos longos ou curtos. Muitas doenças são provocadas pela luta contra os ciclos de baixa energia, que são fundamentais para uma renovação.

Enquanto estivermos identificados com a mente, não poderemos evitar a compulsão de fazer coisas e a tendência para extrair o nosso valor pessoal de fatores externos, tais como as conquistas que alcançamos. Isso torna difícil ou impossível para nós aceitarmos os ciclos de baixa e permitirmos que eles aconteçam. Assim, a inteligência do organismo pode assumir o controle, como uma medida auto-protetora, e criar uma doença com o objetivo de nos forçar a parar, de modo a permitir que uma necessária renovação possa acontecer. Enquanto a mente julgar uma circunstância “boa”, seja um relacionamento, uma propriedade, um papel social, um lugar ou o nosso corpo físico, ela se apegará e se identificará com ela. Isso faz você se sentir bem em relação a si mesmo e pode se tornar parte de quem você é ou pensa que é.

Mas nada dura nessa dimensão, onde as traças e a ferrugem devoram tudo. Tudo acaba ou se transforma: a mesma condição que fez você feliz agora faz você infeliz. A prosperidade de hoje se torna o consumismo vazio de amanhã.

O casamento feliz e a lua-de-mel se transformam no divórcio infeliz ou em uma convivência infeliz.

A mente não consegue aceitar quando uma situação à qual ela tenha se apegado muda ou desaparece. Ela vai resistir à mudança. É quase como se um membro estivesse sendo arrancado do seu corpo. Isso significa que a felicidade e a infelicidade são, na verdade, uma coisa só. Somente a ilusão do tempo as separa. Não oferecer resistência à vida é estar em estado de graça, de descanso e de luz. Nesse estado, nada depende de as coisas serem boas ou ruins. É quase paradoxal, mas, como já não existe mais uma dependência interior quanto à forma, as circunstância gerais de sua vida, as formas externas, tendem a melhorar consideravelmente.

As coisas, as pessoas ou as circunstâncias que você desejava para a sua felicidade vêm agora até você sem qualquer esforço, e você está livre para apreciá-las enquanto durarem. Todas essas coisas naturalmente vão acabar, os ciclos virão e irão, mas com o desaparecimento da dependência não há mais medo de perdas.

A vida flui com facilidade. A felicidade que provém de alguma coisa secundária nunca é muito profunda. É apenas um pálido reflexo da alegria do Ser, da paz vibrante que encontramos dentro de nós ao entrarmos no estado de não-resistência.

O Ser nos transporta para além das polaridades opostas da mente e nos liberta da dependência da forma. Mesmo que tudo em volta desabe e fique em pedaços, você ainda sentirá uma profunda paz interior.

Você pode não estar feliz, mas vai estar em paz.

(por Eckhart Tolle em Praticando o Poder do Agora)

- Veja mais em: http://despertarcoletivo.com/ciclos-da-vida-praticando-o-poder-do-agora/

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

AS FLORES QUE PLANTEI...

As flores que plantei por um longo tempo germinaram, lindas e perfumadas…

Mas em algum momento sem prévio aviso, começaram a adoecer e secaram.

Neste momento pensei : Teriam as flores desistido do meu jardim?

– Quanto engano de minha parte; eu que esqueci de acariciá-las quando precisaram de mim;
eu que esqueci de regá-las quando tiveram sede; eu que esqueci de podá-las em seu tempo certo; eu que esqueci de conversar alguns instantes do meu dia, quando precisavam ouvir a minha voz. E assim meu jardim se foi…

Mas hoje tendo a real noção de minhas falhas, resolvi replantar o meu jardim
só que desta vez sem deixar de fazer a minha parte. E assim é a vida, um ir e vir de jardins que florescem e secam, porque ainda deixamos muito por fazer, nos esquecendo das nossas obrigações e deixamos tudo para depois.

Plantemos as flores em nossa vida e cuidemos do nosso jardim a fim de não deixá-lo secar.

ARISTEU
Médium: Nelson Teixeira

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

COMO ESTÃO OS NOSSOS PASSOS?


Como estão os nossos passos? Para onde estamos dirigindo
o nosso corpo e o nosso espírito diariamente?
Muitas vezes vamos aos mesmos lugares e fazemos as mesmas coisas
durante muitos anos da nossa existência e mesmo que já não faça
mais sentido para nós continuamos a repetir essa mesma rotina,
rotina do corpo e do espírito.
Por que fazemos tanta coisa de forma tão mecânica? Vamos parar
agora e pensar. Será que isso acontece comigo? Por quê?
Preciso mudar algo na minha vida, ou melhor, eu quero mudar alguma coisa?
Por mais simples que essa coisa seja a mudança mexerá conosco.
Vamos pensar, pensar e pensar. Parar por uns poucos minutos
e escutar o que o nosso coração tem a nos dizer, a nos mostrar.
Parece tão difícil parar nessa velocidade que vivemos,
mas não é impossível. Temos sede de paz, de silêncio, de harmonia.
E isso depende exclusivamente de cada um de nós.
Vamos experimentar esse silêncio e descobriremos que mergulhar em nós
mesmos é muito rico e encontraremos lá dentro de nós Deus, Nosso Pai.
Não basta dizermos que Ele está dentro de nós,
é preciso Senti-lo na nossa essência.
Paremos de correr atrás da felicidade lá fora de nós, lá longe do
alcance das nossas mãos e mergulhemos no oceano de nós mesmos
e lá encontraremos Deus.
Vamos refletir sobre isso.

Fonte: http://www.gotasdepaz.com.br/passos-2b/

terça-feira, 9 de junho de 2015

Auxílio no Auxílio


Livro: Mais Perto
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

"Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar-nos uns aos outros". - João - I João, 4:11.

Há quem pergunte como auxiliar aos outros sem possuir recursos materiais.

E, dentre as muitas formas de amparar sem apoio amoedado, falar para o bem é uma delas.

Recorda o tesouro das boas palavras que transportas contigo.

Basta ligar os dispositivos da memória e o verbo edificante se te derramará da boca, à feição de uma torrente de luz.

Ajuda aos que ajudam, em benefício do próximo, criando o clima do otimismo e da esperança indispensável à sustentação da alegria e da paz.

Não pronuncies a frase de pessimismo ou desencanto, reprovação ou amargura.

A dificuldade estará presente, mas se forjamos a confiança na força espiritual que nos é característica, de modo a transpô-la ou desfazê-la, conseguiremos liquidá-la muito mais facilmente, de vez que estaremos mobilizando o poder da cooperação.

A enfermidade estará golpeando fundo no irmão que a suporta, no entanto, se exteriorizamos, em favor dele, um pensamento de reequilíbrio ou de fé, será essa a medida providencial que o habilite, por fim, a iniciar a marcha mental para a justa restauração.

Não desencorajes, seja a quem seja.

Feridas reviradas agravam o sofrimento.

Erros comentados estendem a sombra.

Cada consciência é um mundo por si, com obstáculos e problemas próprios.

Cada qual de nós - os espíritos em evolução na Terra - temos qualidades nobres que acumulamos e imperfeições de que nos devemos desvencilhar.

Lembremo-nos do auxílio que podemos aditar ao auxílio daqueles que se consagram a auxiliar para o bem dos semelhantes.

Se nos propomos a colaborar, na edificação do Reino de Deus, comecemos pela caridade silenciosa de não complicar e nem desanimar a ninguém.

enviado por Ricardo

terça-feira, 26 de maio de 2015

Nascer e humanizar


"A principal tarefa na vida de um homem é a de dar nascimento a si próprio” (Erich Fromm).

Nascemos, biológica e psicologicamente, com duas muitas possibilidades: o humano é potência, é possibilidade quase infinita de vir-a–ser! Mas esse desenvolvimento requer muito empenho, trabalho, disposição e abertura ao divino, pois outra dimensão humana é a espiritualidade. O humano é arvore que estende seus galhos e ramos na direção do sol e do céu!

Somos parte de uma história, construímos a história da humanidade e, ao mesmo tempo, somos parte dela. E quanto mais nos humanizarmos, mais estaremos dignificando a própria humanidade. Lembre-se: o verdadeiro amor é uma expressão da produtividade interna e compreende solicitude, respeito, responsabilidade e conhecimento... Então, mãos à obra!

Tenha um ótimo, iluminado e abençoado dia!

Frei Paulo Sérgio, ofm

enviado por Stella

sexta-feira, 24 de abril de 2015

O que você quer?


O que você quer?
Eu quero paz.
Medite no sol poente.
Medite no topo de uma montanha.

O que você quer?
Eu quero felicidade.
Medite numa criança adorável.
Medite no vôo de um pássaro.

O que você quer?
Eu quero autoconfiança.
Medite no sol resplandecente do meio-dia.
Medite numa figueira-da-india.

O que você quer?
Eu quero pureza.
Medite na lua sonhadora, de preferência a lua cheia.
Medite na alvorada florescente.

O que você quer?
Eu quero beleza.
Medite nas chamas ascendentes das velas.
Medite numa criança sorridente.

O que você quer?
Eu quero poder.
Medite nas vagas indomáveis do oceano.
Medite num leão rugindo.

O que você quer?
Eu quero humildade.
Medite na grama adormecida.
Medite nos olhos de um santo.

O que você quer?
Eu quero sinceridade.
Medite no coração de um santo.
Medite no choro de uma criança faminta.

O que você quer?
Eu quero sabedoria.
Medite na mente que quer desaprender.
Medite na fragrância do jardim do coração.

O que você quer?
Eu quero amor.
Medite no ninho de um pássaro.
Medite num avô e num neto.

O que você quer?
Eu quero gratidão.
Medite em seu coração pleno de lágrimas.
Medite nos seus próprios olhos devotados.

O que você quer?
Eu quero compaixão.
Medite nos pés protetores de uma árvore.
Medite na cegueira de um ser humano.

O que você quer?
Eu quero paciência.
Medite numa estrada extremamente longa.
Medite no coração de um Mestre espiritual.

O que você quer?
Eu quero silêncio.
Medite na vastidão do mar.
Medite no desamparo da noite.

O que você quer?
Eu quero perfeição.
Medite no sopro que vem do Paraíso e entra em você.
Medite no sopro que retorna de você para o Paraíso.

O que você quer?
Eu quero esperança.
Medite numa semente sob o solo.
Medite numa planta tenra e adorável.

O que você quer?
Eu quero harmonia.
Medite na vida pacífica das incontáveis e diferentes flores de um jardim.
Medite numa árvore com flores, folhas e frutos.

O que você quer?
Eu quero força interior.
Medite no auto-sacrifício de uma mãe compassiva.
Medite em chamas ascendentes.

O que você quer?
Eu quero boa saúde.
Medite numa horta.
Medite em uma criança que dança.

O que você quer?
Eu quero força exterior.
Medite numa parede sólida.
Medite num lutador.

O que você quer?
Eu quero luz interior.
Medite nos batimentos do seu coração.
Medite nas lágrimas do seu coração.

O que você quer?
Eu quero doçura.
Medite num pequeno carneiro e sua mãe.
Medite numa criança em seu berço, balançado pela mãe.


SRI CHINMOY

Fonte: http://br.srichinmoycentre.org/meditacao/mediteem

enviado por Gabriel


quarta-feira, 22 de abril de 2015

Estrelas e flores orvalhadas



Se você ama uma pessoa, aos poucos a forma dessa pessoa desaparece e você fica mais em contato com o interior dela. E se você for mais fundo, até mesmo o interior da pessoa amada some e abre-se o além.

Essa pessoa era apenas uma porta, e através dela você encontrou o Divino.

Quando a gente não consegue amar, precisa de provas e rituais. Mas o ser amado está sempre próximo, é só deixá-lo revelar-se.

Sempre nos parece difícil estar em contato permanente com o Universal, ele não tem começo nem fim, ele é imenso. Mas o caminho para chegar até Ele é sempre através de uma pessoa.

Ame, portanto.

E que o amor não seja uma competição, mas uma profunda aceitação do outro. Convide-o então, ao amor, para que penetre e mergulhe em você, sem qualquer condição.

Você vai ver: de repente o outro desaparecerá e Deus estará presente. Por que, se o amado não puder tornar-se Divino, então nada no mundo poderá tornar-se Divino e toda religião será absurda.

Isso pode acontecer em relação a uma criança e até a um cão, por exemplo. Se você estiver mergulhado num relacionamento profundo com alguém ou com alguma coisa, essa coisa se tornará Divina. A chave básica é deixar que o outro penetre no seu âmago. As pessoas se aborrecem umas com as outras e sempre ficam esperando algo de bom ou mau da outra pessoa.

Não espere nada de ninguém, tente apenas encontrar no outro aquilo que está oculto.


de Allahur Akbar, enviado por Viviane

domingo, 19 de abril de 2015

ATITUDE AFETA A SAÚDE E A LONGEVIDADE

"Um estudo da Mayo Clinic seguiu 447 pessoas por 30 anos, e demonstrou: aquelas com atitude otimista eram mais saudáveis física e mentalmente. Ser otimista é focar sempre a atenção no melhor cenário possível. 

Não é preciso ter saúde nem estar feliz para ser otimista: o estudo mostrou que indivíduos com atitude otimista apresentaram menos restrições das atividades quotidianas em consequência de problemas de saúde, tanto física quanto emocional; tiveram menos dor; mais energia; mais facilidade de enfrentar desafios na esfera social; mais sensação de calma, alegria e paz em relação a indivíduos sem atitude otimista. [Mayo Clinic Proceedings, vol. 77, no. 8, págs 748-753] 

Um estudo anterior, que havia seguido 800 pessoas por 30 anos, já havia demonstrado que pessoas com atitude otimista vivem por mais tempo em comparação a pessimistas. [Mayo Clinic Proceedings, vol. 75, no.2, págs. 140-143] 

Pesquisadores da Universidade de Yale (EUA) acompanharam 660 pessoas com mais de 50 anos por um período de 23 anos e descobriram que aqueles com atitude positiva com relação ao envelhecimento viveram mais de 7 anos a mais que aqueles com atitude negativa sobre envelhecer. A atitude teve mais influência na longevidade que pressão arterial, tabagismo, massa corporal e nível de atividade física." 


enviado por Leise

sexta-feira, 3 de abril de 2015

MENSAGEM DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS

(psicografada por Chico Xavier)

O Calvário do Mestre não se constituía tão somente de secura e aspereza...

Do monte pedregoso e triste jorravam fontes de água viva que dessedentaram a alma dos séculos.

E as flores que desabrochavam no entendimento do ladrão e na angústia das mulheres de Jerusalém atravessaram o tempo, transformando-se em frutos abençoados de alegria no celeiro das nações.

Colhe as rosas do caminho no espinheiro dos testemunhos...

Entesoura as moedas invisíveis do amor no templo do coração...

Retempera o ânimo varonil, em contato com o rocio divino da gratidão e da bondade!...

Entretanto, não te detenhas. Caminha!....

É necessário ascender.

Indispensável o roteiro da elevação, com o sacrifício pessoal por norma de todos os instantes.

Lembra-te, Ele era sozinho! Sozinho anunciou e sozinho sofreu. Mas erguido, em plena solidão, no madeiro doloroso por devotamento à humanidade, converteu-se em Eterna Ressurreição.

Não temos outra diretriz senão a de sempre:

Descer auxiliando para subir com a exaltação do Senhor.

Dar tudo para receber com abundância.

Nada pedir para nosso Eu exclusivista, a fim de que possamos encontrar o glorioso NÓS da vida imortal.

Ser a concórdia para a separação.

Ser luz para as sombras, fraternidade para a destruição, ternura para o ódio, humildade para o orgulho, bênção para a maldição..

Ama sempre.

É pela graça do amor que o Mestre persiste conosco, os mendigos dos milênios derramando a claridade sublime do perdão celeste onde criamos o inferno do mal e do sofrimento.

Quando o silêncio se fizer mais pesado ao redor de teus passos, aguça os ouvidos e escuta.

A voz Dele ressoará de novo na acústica de tua alma e as grandes palavras, que os séculos não apagaram, voltarão mais nítidas ao círculo de tua esperança, para que as tuas feridas se convertam em rosas e para que o teu cansaço se transubstancie em triunfo.

O rebanho aflito e atormentado clama por refúgio e segurança.

Que será da antiga Jerusalém humana sem o bordão providencial do pastor que espreita os movimentos do céu para a defesa do aprisco?

É necessário que o lume da cruz se reacenda, que o clarão da verdade fulgure novamente, que os rumos da libertação decisiva sejam traçados.

A inteligência sem amor é o gênio infernal que arrasta os povos de agora às correntes escuras e terrificantes do abismo.

O cérebro sublimado não encontra socorro no coração embrutecido.

A cultura transviada da época em que jornadeamos, relegada à aflição ameaça todos os serviços da Boa Nova, em seus mais íntimos fundamentos.

Pavorosas ruínas fumegarão, por certo, sobre os palácios faustosos da humana grandeza, carente de humanidade, e o vento frio da desilusão soprará, de rijo, sobre os castelos mortos da dominação que, desvairada, se exibe sem cogitar dos interesses imperecíveis e supremos do espírito.

É imprescindível a ascensão.

A luz verdadeira procede do mais alto e só aquele que se instala no plano superior ainda mesmo coberto de chagas e roído de vermes, pode, com razão, aclarar a senda redentora que as gerações enganadas esqueceram. Refaz as energias exauridas e volta ao lar de nossa comunhão e de nossos pensamentos.

O trabalhador fiel persevera na luta santificante até o fim.

O farol no oceano irado é sempre uma estrela em solidão. Ilumina a estrada, buscando a lâmpada do Mestre que jamais nos faltou.

Avança.... Avancemos...

Cristo em nós, conosco, por nós e em nosso favor é o Cristianismo que precisamos reviver à frente das tempestades, de cujas trevas nascerá o esplendor do Terceiro Milênio.

Certamente, o apostolado é tudo. A tarefa transcende o quadro de nossa compreensão.

Não exijamos esclarecimentos.

Procuremos servir.

Cabe-nos apenas obedecer até que a glória Dele se entronize para sempre na alma flagelada do mundo.

Segue, pois, o amargurado caminho da paixão pelo bem divino, confiando-te ao suor incessante pela vitória final.

O Evangelho é o nosso Código Eterno.

Jesus é o nosso Mestre Imperecível.

Agora é ainda a noite que se rasga em trovões e sombras, amedrontando, vergastando, torturando, destruindo...

Todavia, Cristo reina e amanhã contemplaremos o celeste despertar.


Esta Mensagem foi psicografada por Francisco Cândido Xavier dirigida a Pietro Ubaldi, em 17 de agosto de 1951, na residência de Dr. Rômulo Joviano em Pedro Leopoldo, MG, na presença de doze pessoas.

Enviado por Gabriel

sábado, 28 de março de 2015

Os Grupos de Diálogo de David Bohm como caminho para superação de conflitos

http://jornalggn.com.br/noticia/os-grupos-de-dialogo-de-david-bohm-como-caminho-para-superacao-de-conflitosQUI, 26/03/2015 - 06:58

Ruben Bauer Naveira

Pode-se falar da vida de David Bohm (1917-1992) pelo prisma acadêmico (um dos maiores físicos quânticos de todos os tempos) ou político (foi perseguido pelo macarthismo), mas prefiro enaltecê-lo como o grande humanista que foi. Bohm deixou como legado para a Humanidade a sua metodologia dos grupos de Diálogo, ainda não compreendida decorridos mais de trinta anos, e necessária mais do que nunca nesses tempos tormentosos que atravessamos.

“Diálogo”, no senso comum, significa conversa, mas no sentido que Bohm o emprega (nota: usaremos a palavra Diálogo, inicial maiúscula, somente no sentido de Bohm) é um modo específico de conversação que a imensa maioria das pessoas não emprega... nunca. Ou seja, se poderia dizer que se trata um modo anti-natural de conversação – na medida em que “natural” seja somente o nosso modo habitual de conversarmos uns com os outros, que fazemos instintivamente e tomamos como o único possível.

Senão, vejamos: o que acontece quando, ao conversarmos, nos é dito algo de que discordamos? Continuamos a ouvir? Não. Nós ou interrompemos para de pronto manifestar nossa discordância, ou então começamos a ensaiar mentalmente uma contra-argumentação para quando chegar a nossa vez de falar – só que aí direcionamos nossa atenção para a nossa própria “voz interior” (o nosso pensamento), não mais para aquilo que continua a ser dito. Interromper, ou começar a pensar naquilo que iremos falar enquanto o outro ainda está falando, nos são coisas tão instintivas, tão naturais, que quase ninguém conseguiria não fazê-las mesmo se assim o quisesse.

Se assim é, não se poderia então dar instruções às pessoas sobre como conversar por esse modo específico que Bohm chama de Diálogo? Não, não se pode. O Diálogo não tem como ser descrito ou explicado, porque somente pode ser aprendido na experiência. Só se aprende a dialogar dialogando.

O Diálogo pode ser empregado em toda e qualquer conversação. Bohm, contudo, o viu como ferramenta para uma superação construtiva dos conflitos, por mais graves que sejam. Por exemplo, os chamados Acordos de Oslo entre palestinos e israelenses foram obtidos em grupos de Diálogo (ainda que tais acordos tenham sido posteriormente destruídos por aqueles que não tomaram parte no Diálogo). Ou ainda, o seguinte artigo discorre sobre os processos (estes, bem-sucedidos) de conciliação nacional na África do Sul e na Guatemala (ainda que o autor enfatize um outro instrumento, os cenários; no caso da Guatemala, o Diálogo está melhor abordado neste outro artigo).

O Diálogo é especialmente indicado para o tratamento de problemas complexos, porque problemas complexos são necessariamente considerados de formas diferentes pelas diferentes pessoas envolvidas, e assim os inevitáveis choques entre essas múltiplas perspectivas são também uma espécie de conflito, mesmo que inexistam animosidades de natureza pessoal.

O Diálogo acontece por meio de uma paulatina “dissolução” das individualidades na coletividade, com surgimento de um “ser” coletivo (o grupo). Essa dissolução conduz não a uma cessação dos conflitos mas, paradoxalmente, ela leva a um aprofundamento desses conflitos. Isso porque o conflito já não é mais entre as individualidades daquelas pessoas, e sim apenas entre os pensamentos delas (é isso mesmo: o método propicia uma dissociação entre as pessoas e os seus pensamentos). A partir daí, a exploração dos conflitos permite tomá-los comodiversidade, a ser aproveitada pelo grupo como um rico manancial para a construção de soluções inovadoras. No final das contas, aquele que “descobre” a inovação que solucionará o problema não será ninguém em particular, mas o grupo como um todo.

Essa transição do individual para o coletivo é tudo menos abrupta: de uma forma sutil – e que necessariamente toma tempo – o próprio processo do dialogar vai aos poucos “assumindo controle”, como se dotado de vida própria fosse. É quando os resultados começam a ser colhidos pelo grupo como se espontaneamente brotassem.

Ouvir mais, Falar menos

A chave para essa passagem consiste na instauração de uma primazia do ouvir (a coletividade como referência última para a conversação) com arrefecimento do falar (as individualidades, e sua expressão, como as referências para a conversação).

O nosso modo costumeiro de conversação é tomado como o único possível porque nós já nos encontramos tão condicionados à primazia do falar sobre o ouvir que sequer imaginamos que poderia ser o contrário. Mas, ao longo da História, foi o contrário, com essa primazia do falar tendo se firmado apenas mais recentemente.

Pensemos na vida numa aldeia medieval. O que era o “mundo” para o aldeão? Era sua aldeia, sua família, seus costumes e tradições, a natureza circundante... e mais nada. A individualidade do aldeão (sua vida interior) provinha por completo desse seu mínimo mundo exterior. Ele não necessitava de muita autonomia, mesmo porque não teria para onde expandi-la, lhe faltariam referenciais para tanto.

Eis que surge um novo personagem, o comerciante medieval, que necessitava viajar para comprar mais barato e vender mais caro os seus artigos. Ao se deslocar, ele entrava em contato com novas realidades, mundos desconhecidos, onde costumes estranhos lhe pareciam desprovidos de sentido e de história. Ele necessitava encontrar meios de se “encaixar” nesse novo mundo, no qual, para ser bem sucedido, a sua individualidade e a sua autonomia lhe seriam cada vez mais preciosas. Ia ele assim se dissociando das suas raízes, sem tampouco fincá-las nesse seu “mundo novo”, um mundo que lhe parecia cada vez mais neutro e exterior: uma emancipação da individualidade. Cada vez mais o seu referencial de vida seria buscado interiormente, na sua individualidade singular.

Nas sociedades atuais o significado da vida de cada um provém de dentro, dessa sua individualidade singular. É devido a isso que, nas conversações, somos movidos muito mais pela necessidade de nos expressar perante os demais do que pelo desejo de ouvi-los.

Diálogo, no fundo, não é a descoberta de algo inédito, mas o resgate de uma sabedoria do viver humano há muito tempo esquecida, e que hoje em dia somente subsiste em sociedades tribais:



Obviamente ninguém advogará por uma regressão à vida tribal. Mas podemos (re)aprender a dialogar, algo que se encontra enclausurado na nossa natureza mais profunda – desde que nos disponhamos a uma reconexão com ela.

Conexão e Física Quântica


Conexão é uma ideia cara a Bohm. Numa obra até hoje referencial para a Física Quântica, A Totalidade e a Ordem Implicada, Bohm estabeleceu uma teoria do Universo que distingue duas realidades, a “ordem implicada” (no sentido de implícita) e a “ordem explicada” (no sentido de explícita). A ordem implicada é o mundo quântico das partículas subatômicas, ao qual não temos acesso. Já a ordem explicada é a realidade tal qual a conhecemos, com pessoas, árvores, bichos, pedras, estrelas, planetas etc. etc.

A ordem implicada abrange a Totalidade (Wholeness) do Universo – por isso o título do livro. Ao nível das partículas subatômicas, tudo no Universo é completamente interconectado, não existindo nada que possa ser chamado de uma “parte independente”: cada partícula pode, potencialmente, deter informação a respeito de todas as demais partículas, ainda que à distância de galáxias.

A Totalidade é descrita por Bohm como um todo indivisível, dotado de total coerência, preenchido por completo por campos de energia e informação que se movem em fluxo perpétuo e que, nesse movimento, compõem infinitas formas. Tomemos como analogia o fluxo de um rio, em que também há infinitas formas: ondulações, torvelinhos, respingos etc. Cada uma dessas “partes” não existe em si, elas somente existem com relação à totalidade do fluxo d’água do rio.

A ordem explicada (a realidade que se manifesta perante os nossos sentidos) são essas formas constituídas pelo fluxo da ordem implicada, ou seja, das partículas subatômicas. Com efeito, tudo no Universo é composto de partículas subatômicas. Um dia todos nós iremos morrer, nossos corpos irão se decompor, mas as partículas que nos constituem não irão desaparecer, elas tomarão parte em novas formas. O mesmo ocorre com as estrelas, as montanhas, os animais, as plantas e com tudo o mais no Universo. Tudo isso são variadas formas que, em relação à Totalidade (a ordem implicada), contam com uma autonomia apenas relativa (apesar da nossa ilusão de que cada um de nós seja estanque, separado, uma unidade em si e por si). As partículas que constituem tais formas, que são para nós as “partes” do mundo, ciclicamente se dissolvem na ordem implicada e se re-cristalizam como novas formas de autonomia relativa.

Como nós não temos acesso ao mundo das partículas subatômicas, nós não temos como verificar nada disso – a não ser em casos extremamente raros e considerados inexplicáveis, como o do cachorro que, no exato momento em que sua dona, a quilômetros de distância, toma a decisão de regressar para casa, invariavelmente “fica sabendo” disso e se desloca até a porta para esperá-la (conforme documentado neste vídeo, legendado em inglês).

Bohm teve o seu insight ao assistir na TV a um experimento da BBC britânica: dois cilindros de vidro concêntricos eram colocados um dentro do outro e o espaço entre eles preenchido com glicerina, que é um fluido translúcido e muito viscoso. Uma gota de tinta insolúvel era então pingada na glicerina. Ao ser girado o cilindro externo, a gota de tinta ia aos poucos sendo “esticada” tomando o formato de um fio cada vez mais fino até finalmente desaparecer da visão – como se houvesse sido diluída na glicerina. Mas, ao se girar de volta o cilindro, a tinta (que sempre esteve lá, apenas não podia mais ser vista), reaparecia na forma de linha fina que ia aos poucos "encurtando" e ganhando espessura, até voltar ao seu formato original de gota na exata posição em que fora pingada.

Aquela gota de tinta havia sido “envolta” (enfolded) e depois “des-envolta” (unfolded) pela glicerina. Bohm então compreendeu que o movimento perpétuo de fluxo da ordem implicada, ciclicamente, envolve e des-envolve “partes” que, quando des-envoltas, constituem a ordem explicada. Cada uma das “partes”, a um só tempo, por um modo des-envolto expressa sua autonomia e afirma a sua individualidade singular, enquanto que por um modo implicado opera como parte integrada e dependente do Universo na sua totalidade.

Diálogo e Pensamento Coletivo

Para um físico quântico não é difícil conceber os pensamentos como configurações de interrelacionamentos entre partículas subatômicas (já um neurofisiologista é capaz de descrever em termos físicos um dado estado mental, por exemplo um pensamento, como uma reconfiguração das interconexões nas redes de neurônios do cérebro).

Ademais, as partículas subatômicas podem ser descritas tanto como entes materiais quanto como manifestações energéticas – imateriais, assim como os pensamentos.

Bohm chegou ao Diálogo ao ver os pensamentos individuais (aos quais se tem acesso) como as “partes” da ordem explicada, com autonomia apenas relativa – ou seja, dependentes – em relação a sucessivos níveis implicados de “pensamento coletivo” (aos quais não se tem acesso). O Diálogo seria então um método para a investigação e descoberta desse pensamento coletivo, oculto a nós mas que condiciona os nossos pensamentos individuais.

Vamos a um exemplo, a mobilidade urbana. Em cada grande metrópole do planeta, o perfil da mobilidade urbana resulta das escolhas dos indivíduos daquela sociedade para sua locomoção (lógico que uns têm maior poder de escolha do que outros). Esse perfil varia bastante conforme a sociedade em questão, ou seja: ele varia conforme a incidência dos condicionamentos culturais locais (pensamento coletivo) sobre as escolhas (pensamentos) individuais.

A figura a seguir reúne flagrantes do perfil de mobilidade urbana na Alemanha (onde há maior consciência ecológica), China (onde há maior subordinação dos indivíduos aos ditames da sociedade), Estados Unidos (onde se espera que todo mundo tenha carro) e Brasil (onde o transporte individual por carro é símbolo de distinção social). O leitor seguramente não necessita de legendas para distinguir cada um deles:


A cultura, que condiciona o comportamento (e o pensamento) das pessoas, compõe assim o pensamento coletivo. Ocorre que, como não detemos consciência da maior parte dos condicionamentos culturais a que estamos submetidos, nós somente conseguimos discernir aquelas características mais evidentes da cultura (como por exemplo essas sobre mobilidade urbana). Algo como a “ponta do iceberg”:


Todas as convivências humanas geram acomodações comportamentais coletivas – ou seja, culturas – que passam a incidir sobre o pensar das pessoas. Mesmo uma relação afetiva a dois gera uma micro‑cultura (o “casal”) que afeta a ambos (isso é facilmente percebido sempre que uma pessoa encerra um relacionamento e ingressa em outro). O mesmo se pode dizer das famílias, e assim por diante. Cada um de nós, imerso em uma multiplicidade de convivências (família nuclear, família expandida, ambiente de trabalho, empresa, círculos de amizades, redes sociais na web, vizinhança, cidade, país etc.) não tem como se manter à margem dos efeitos desses pensamentos coletivos.

O Diálogo é um modo de conversação em grupo voltado à investigação e descoberta de pensamento coletivo, num esforço que requer perseverança e tempo. Somente quando trazido à tona, ou seja, tornado consciente no grupo, o pensamento coletivo se aperfeiçoa, com reforço dos seus aspectos positivos e reversão dos seus aspectos deletérios. É quando os conflitos são transcendidos de forma inovadora, trate-se de conflitos derivados das diferentes leituras de um problema complexo pelas diferentes pessoas, trate-se de conflitos propriamente ditos.


O processo do Diálogo é gratificante porém árduo, na medida em que demandará engajamento psíquico dos participantes. Mas o principal obstáculo ao sucesso de um grupo de Diálogo reside em como as pessoas se relacionam com o tempo. Se a minha experiência ao longo de vinte anos como facilitador de grupos de Diálogo me mostrou algo foi que pessoas incapazes tanto de relaxar o controle que elas acreditam poder exercer sobre o tempo, quanto de, ao contrário, permitir-se deixar o tempo agir sobre elas, acabarão por se mostrar também incapazes de suportar o processo do Diálogo pelo tempo necessário a auferir seus resultados.

Para os interessados em orientações metodológicas recomenda-se a leitura dos textos de William Isaacs, do MIT (Massachusetts Institute of Technology).

Ruben Bauer Naveira tem 52 anos, é pai de dois filhos, tricolor de coração e cidadão brasileiro.


sexta-feira, 20 de março de 2015

O MOMENTO DA GRANDE VIRADA!

O MOMENTO DA GRANDE VIRADA!



O Sublime mês de Março de 2015 e o caminho evolutivo da Humanidade!!!
Por Claudia Lazzarotto
Astróloga Kármica.


Este Mês de Março nos traz tantos aspectos raros e fortíssimos que precisamos ser muito cautelosos ao analisa-los...

Temos em 16/03/15 a Quadratura exata em15° entre Plutão em Capricórnio e Urano em Áries, em conjunção com os Nódulos Lunares (regentes do Plano Divino), aspecto tido por muitos como explosivo, mas com certeza muito renovador.

Temos a entrada do ano Astral de 2015 em 20/3/15 a noite.

E temos ainda entre estes dois eventos temos um fortíssimo e gigantesco eclipse Solar total também no dia 20/03/2015 de manhã.


Este eclipse faz parte de um fenômeno chamado Tétrade, que é composto por quatro eclipses Lunares Totais com um eclipse Solar total no meio deles. Veja a imagem.

Este fenômeno não é comum, mas, também não é absurdamente raro. Historicamente, o que o diferencia, é quando os Eclipses Totais nas Luas cheias caem em datas importantes para os Judeus, como já ocorrido em outros momentos que marcaram um redirecionamento na história mais recente da humanidade, mais especificamente na Era de Peixes, que se dá a partir do nascimento de Jesus Cristo em nosso planeta.

A Tétrade de 2014/2015, no entanto, tem um enfoque bem diferente das que ocorreram na última Era, por que já nos encontrarmos na vibração da Era de Aquário, apesar de o eclipse ocorrer ainda em 29° de Peixes. Isto porque, ele marca o encerramento da Era anterior e efetiva a transição entre as Eras de Peixes e Aquário. O que quer dizer isto?

Que agora a Lei Divina, a Lei da Justiça Divina atuará sem meio termo, que como já vimos dizendo a tempos, a verdade será absoluta e o livre arbítrio inexorável. A energia fluirá em abundância e cada um a sentirá conforme sua faixa vibratória e seu estágio evolutivo.

A boa notícia é os que desejarem ardentemente elevar seu padrão terão esta oportunidade, desde que seja visceralmente verdadeira.

Não que isto, estes seres, estarão isentos de sua consciência Divina, e não que anulará a lei de causa e feito, mas que dará suporte para compreendê-la com sabedoria o que acelerará o processo evolutivo.

Então devemos esperar tempos difíceis ou maravilhosos??
Ambos eu diria.

Nem tudo que é maravilhoso é fácil não é mesmo??
Tudo depende de como cada um se coloca.

Uma mãe por exemplo quase morre de dor no parto e este sempre será o momento mais lindo de sua vida. Então é nesta ótica que devemos focar, não será horrível, mas haverão alguns horrores, aqui e ali, mas, infelizmente já estamos acostumados a eles. Fazem parte da separação de ajuste vibratório que se faz necessária.

O que muda é que desta vez tudo será com objetivo libertário evolutivo, estará sob uma energia de retorno à Luz, de bênçãos em amor e evolução.

Este processo todo nos trará mudanças, mas, mudanças decisivas. Não podemos sentir pesar, ou pelo menos, precisamos em alguns casos, senti-lo com sabedoria e consciente de que cada um estará efetiva e rigidamente onde deve estar para sua efetiva libertação e evolução.

É necessário nos comprometermos com a Luz e sempre que necessário nos atermos a ela sem questionamentos.

No momento do Eclipse, as 9:35h do Fuso 0 em Londres e 6:36h do Brasil (no plenilúnio de Lua Nova) teremos a conjunção de Quiron (Ferida Kármica) com Sol e Lua a 29°27’ de Peixes, o último suspiro da era da dor aquele último minuto de sufocamento e tensão onde falta o ar e que é seguido por alivio anímico, que tudo enfim se solta de maneira abrupta, mas libertadora e então relaxa respira e suspira de novo, mas desta vez prazer, de pura emoção!!!

Teremos neste aspecto diretamente oposto ao Sol o Planeta Terra a 29°27’ de Virgem que fala de cura e de escravidão, então, estaremos nos curando de todas as feridas kármicas e nos libertando de todas as escravidões da alma.

Ainda neste mesmo minuto se dará a equinócio de Outono no Hemisfério Sul e de Primavera no Hemisfério Norte, um momento muito forte energeticamente na natureza, que desde a mais remota antiguidade são cultuados por influenciarem as colheitas e plantios, responsáveis pela fartura ou falta dela para a humanidade.

Logo depois, atingindo o ápice energético, teremos a entrada do Ano Astral de 2015 quando o Sol ingressa no signo de Áries nos trazendo a força da vida nova, do primeiro respiro de um nascimento, a força vital. Este é um ano regido por Marte o que enfatizará a energia deste astral em nossas vidas e em nosso Planeta.

Não é por acaso que temos no mesmo dia um eclipse Solar total tão importante, compondo uma Tétrade, e a entrada de um ano astral !!!

Este é um marco de virada, um sinal dos Céus, como já mencionado por tantos Avatares, Mestres, e até mesmo na Bíblia.

O Ano Astral de 2015 entra as 19:45h (horário do Brasil) em fortíssimo aspecto de Sol conjunto a Nódulo Sul, Terra conjunta a Nódulo Norte e Lua conjunta a Urano, que por sua vez esta quadrado a Plutão.

Considerando que os Nódulos Lunares representam o Plano Divino, de onde viemos e para onde iremos, temos aqui, marcado por eles, um sinal claríssimo do redirecionamento do Plano Divino da Humanidade. Até mesmo o incrível acumulo planetário (como pode-se ver no Mapa) nos signos de Peixes e Aries, marcando este momento de transição.

Teremos um novo brilho a partir daí, funcionará como uma imensa e incomensurável explosão de luz, quase que comemorativa pois estaremos entrando efetivamente na Era da Luz!!

Como esta incrível aspectação se dá no eixo de Áries e Libra, (do Eu e do Outro) colocando em destaque os relacionamentos humanos, pois, é sempre na maneira de nos relacionarmos que nos colocamos no mundo, e isto também depende diretamente de como nos relacionamos com nós mesmos.

O relacionamento implica inclusive nos acertos do relacionamento entre os povos de nosso Planeta. Então a energia abrangerá a tudo e a todos, sendo que a verdade é sempre a melhor maneira de nos colocarmos, não é mesmo???

Além disto a Lua estará conjunta a Urano, trazendo a libertação dos registros de nosso emocional, onde ficam todos os registros de tudo que vivemos. E Urano estando quadrado com exatidão a Plutão, culminamos na energia magistral do renascimento absoluto.

Este é realmente um momento único de uma grandeza indescritível, devemos ter o coração em jubilo e o espirito em paz, para absorvermos ao máximo a magnitude desta energia que nos é enviada do Plano Divino no Cosmos.

Vamos caminhar na Luz por este ano de 2015 e por toda o futuro, mas estejamos cientes, que serão necessários ajustes transitórios e que nos atermos à nossa mais verdadeira essência e focados na Luz e no Amor é a única maneira de acompanharmos este fluxo evolutivo.

Lembremos que tudo isto se dá no signo de áries, num ano regido por Marte, que tudo nos sugere ação. Deixando claro que, a lei da ação e reação será ainda mais inexorável e que toda a atenção do livre arbítrio será imprescindível por que agora as intenções serão colocadas em foco e as consequências quase que imediatas!!

E ... que venha a luz a cada um e a todos nós!!!

Por favor, respeite os créditos ao compartilhar
http://stelalecocq.blogspot.com/2015/03/o-momento-da-grande-virada.html
Claudia Lazzarotto – Astróloga Kármica
https://www.facebook.com/claudia.lazzarotto.1

quinta-feira, 19 de março de 2015

TEMPOS PASSADOS, REALIDADES FUTURAS


Relatório da Energia Astrológica de Março de 2015

Em 16/17 de março Urano e Plutão formam sua última quadratura exata desde que iniciaram sua aliança em 2012. Esta culminação de um processo de destruição e renascimento para tantas pessoas, e ainda em andamento para inúmeras outras, destila a sabedoria deste longo e desafiador processo de mudança.

Neste ponto, a clareza nos é oferecida, se optarmos por aceitá-la; a oportunidade de enxergarmos através de um olhar totalmente novo e puro, como o de uma criança que observa a vida sem a atitude de pressuposição aborrecida das idades mais avançadas.

Esta quadratura final nos revela o que tudo isso significou, e pode muito bem não ser o que pensávamos! No lampejo de percepção que ela traz, vemos desmoronar mais edifícios de um eu cansado e de uma vida ultrapassada e não mais necessária. Deixemos que desabem, independentemente do barulho ou da nuvem de poeira que se eleve dos destroços.

A torre derrubada é apenas a do ego calcificado, agora libertado para viver de uma nova maneira, depois de levado ao solo pela ação demolidora de Urano/ Plutão. Neste ato final de poder, eles dão adeus um ao outro e se preparam para seguir adiante em seus caminhos separados e distintos.

Em 18 de março, numa demonstração de misericórdia cósmica, Netuno e o Nodo Norte formam uma aliança que continua até o início de junho. Aqui encontramos o bálsamo para nossos ferimentos resultantes da demolição, se não nos importarmos de receber seu toque curativo.

Netuno, o coração compassivo e sem limites, revela o caminho para a totalidade e um futuro que promete ser diferente da repetição de um passado doloroso. Independentemente do que Urano e Plutão exigiram de nós nos últimos anos, Netuno nos estende a mão agora para nos guiar de volta à totalidade, lembrando-nos que resistir à vida é resistir ao nosso próprio ser, pois nós e a vida somos um só. Ela não acontece para nós, mas através de nós. Nós somos ela, e a própria vida é o ar que nós respiramos.

Netuno dissolve tudo o que separa, tudo o que inclui qualquer conceito que sugira que não somos completos do jeito que somos. Ele nos convida a descansar na segurança da certeza de que, independentemente de como a vida se manifeste, nós somos inteiros em nossa essência e uma parte viva, vibrante de Tudo O Que É, da mesma forma que Tudo O Que É vive inteiro e completo dentro de nós.

Quanto mais profundamente conseguirmos aceitar e acolher esta mensagem, melhor, pois a percepção de que somos separados do divino, sujeitos aos seus capricho e estados de espírito, é uma crença ultrapassada que precisa ser liberada agora. A chegada da Era Aquariana exige que tenhamos isto bem claro em nós, pois seu trabalho não pode ser feito sem a clareza da nossa natureza verdadeira brilhando.

O dia 20 de março traz um Eclipse Solar no último grau do Zodíaco – 30 graus de Peixes. Sempre que vemos esse grau ativado, estamos sendo notificados de um fim. Quando um Eclipse Solar cai nesse grau, esse fim queima as pontes e não há nenhum caminho de volta. Esta é a conclusão máxima!

Para alguns de nós, este eclipse e as semanas seguintes poderão trazer a percepção de que as oportunidades que estiveram disponíveis mas não foram aproveitadas estão perdidas para nós agora. O cosmos não pode esperar para sempre e há momentos em que ele fecha as portas para o bem, as quais nos recusamos a abrir o suficiente para passarmos por elas.

Embora essa percepção possa vir com tristeza e arrependimento, a conclusão inequívoca desse ciclo de possibilidades limpa o caminho para o início de um novo ciclo no devido tempo. Nossa tarefa é aprender com o passado, acolher totalmente nossos sentimentos no presente e seguir em frente com nossos olhos mais abertos para as mensagens da vida, que sempre nos mostram o caminho e momento do nosso florescimento.

É cada vez mais importante que aprendamos a ouvir profundamente a sabedoria inerente à própria essência de cada momento; que reconheçamos cada vez mais que não estamos aqui para criar mas para sermos criados, e o nosso papel é o de nos alinharmos com a criação que estamos nos tornando, a fim de vive-la plenamente, com integridade e alegria ilimitada, nascida não dos desejos satisfeitos, mas de um propósito maior cumprido através de nós; maior do que jamais poderíamos imaginar ou manifestar, se deixados por nossa própria conta.

Os dez últimos dias do mês nos encontrarão digerindo o que passamos nestas três semanas esclarecedoras. O passado despertado e a conclusão inequívoca de certos ciclos podem ser a receita para certa inquietação enquanto processamos seus impactos. Paciência é necessária para permitir que nossos corações e mentes se estabilizem e se ajustem ao “novo normal”.

Mas lembrem-se que Netuno e Nodo Norte estão ao nosso lado, revelando a sabedoria nascida da compaixão por nós mesmos e pelos outros, e uma oportunidade cada vez mais profunda de reconhecermos a presença tranquila, mas poderosa, que vive em nosso âmago. Esta é a presença para a qual devemos nos voltar e ouvir cada vez mais profundamente de agora em diante. Ela contém tudo o que precisamos saber.

Mercúrio conduz o mês de março ao seu final, cruzando o grau do eclipse solar do dia 20, enfatizando mais ainda a disponibilidade de informações, se prestarmos atenção do modo correto.

Não se trata de pensar no nosso caminho através das situações, planejando e esquematizando tudo para que as coisas deem certo, mas de voltar nossa atenção para o interior, de modo a ouvir nosso coração que não fala por palavras mas através de sentimentos e sensações – seja um conhecimento sutil ou uma vigorosa tomada de consciência do que é necessário no momento.

Esta sabedoria fala claramente agora para aqueles que têm ouvidos para ouvir, e enquanto março chega ao final, tudo que tivermos perdido começa a se remodelar e se transformar em algo totalmente novo.

Sua forma levará certo tempo para ser revelada e precisaremos ter paciência nesse ínterim, mas não importa quão convincentemente nossas mentes possam, às vezes, nos dizer que tudo está perdido, nossos corações respondem que este nunca pode ser o caso, pois todas as coisas descansam no Coração Universal, que nunca abandona nada nem ninguém.

Por favor, respeite todos os créditos ao compartilhar
http://stelalecocq.blogspot.com/2015/03/tempos-passados-realidades-futuras.html
©Sarah Varcas - Fonte: http://astro-awakenings.co.uk/march-2015-astro-energy-report
Tradução de Vera Corrêa veracorrea46@ig.com.br

Uma palavra de Viktor Emil Frankl para animar os desalentados


A seguir, o leitor vai encontrar palavras de Viktor Frankl, o famoso psiquiatra austríaco que passou quase três anos em campos de concentração (veja Como é possível sobreviver num campo de concentração?)

Sobre a arte de viver

• Não procurem o sucesso. Quanto mais o procurarem e o transformarem num alvo, mais vocês vão errar. Porque o sucesso, como a felicidade, não pode ser perseguido; ele deve acontecer, e só tem lugar como efeito colateral de uma dedicação pessoal a uma causa maior do que a pessoa, ou como subproduto da rendição pessoal a outro ser.
• A vontade de humor -- a tentativa de enxergar as coisas numa perspectiva engraçada -- constitui um truque útil para a arte de viver.
• Com o fim da incerteza chega também a incerteza do fim.
• Quem não consegue mais acreditar no futuro -- seu futuro -- está perdido num campo de concentração.
• O prazer é e deve permanecer efeito colateral ou produto secundário. Ele será anulado e comprometido à medida que se fizer um objetivo em si mesmo.
• O ser humano é um ser finito e sua liberdade é restrita.

Sobre o sentido da vida

• Ouso dizer que nada no mundo contribui tão efetivamente para a sobrevivência, mesmo nas piores condições, como saber que a vida da gente tem um sentido.
• O que o ser humano realmente precisa não é um estado livre de tensões, mas antes a busca e a luta por um objetivo que valha a pena, uma tarefa escolhida livremente. O que ele necessita não é a descarga de tensão a qualquer custo, mas antes o desafio de um sentido em potencial à espera de ser cumprido.
• O sentido de vida difere de pessoa para pessoa, de um dia para o outro, de uma hora para outra. O que importa, por conseguinte, não é o sentido da vida de um modo geral, mas antes o sentido específico da vida de uma pessoa em dado momento.
• O sentimento de falta de sentido cumpre um papel sempre crescente na etiologia da neurose.
• As pessoas têm o suficiente com o que viver, mas não têm nada por que viver; têm os meios, mas não têm o sentido.
• O niilismo não afirma que não existe nada, mas afirma que tudo é desprovido de sentido.

Sobre a arte de sofrer

• Se é que a vida tem sentido, também o sofrimento necessariamente o terá. Afinal de contas, o sofrimento faz parte da vida, de alguma forma, do mesmo modo que o destino e a morte. Aflição e morte fazem parte da existência como um todo.
• Precisamos aprender e também ensinar às pessoas em desespero que a rigor nunca e jamais importa o que nós ainda temos a esperar da vida, mas sim exclusivamente o que a vida espera de nós.
• Deus espera que não o decepcionemos e que saibamos sofrer e morrer, não miseravelmente, mas com orgulho!
• Ninguém tem o direito de praticar injustiça, nem mesmo aquele que sofreu injustiça.
• Quanto mais uma pessoa esquecer-se de si mesma -- dedicando-se a servir uma causa ou amar outra pessoa --, mais humana será e mais se realizará.
• Sofrimento, de certo modo, deixa de ser sofrimento no instante em que se encontra um sentido, como o sentido de um sacrifício.
• O sofrimento desnecessário é masoquismo e não ato heroico.

Sobre o “nem tudo está perdido”

• Se houve um dia na vida em que a liberdade parecia um lindo sonho, virá também o dia em que toda a experiência sofrida no passado parecerá um mero pesadelo.
• O ser humano é capaz de viver e até de morrer por seus ideais e valores.
• O passado ainda pode ser alterado e corrigido.
• Quando já não somos capazes de mudar uma situação, somos desafiados a mudar a nós próprios.
• Quando o paciente está sobre o chão firme da fé religiosa, não se pode objetar ao uso do efeito terapêutico de suas convicções espirituais.
• Uma das principais características da existência humana está na capacidade de se elevar acima das condições biológicas, psicológicas e sociológicas, de crescer para além delas.
• As pessoas decentes formam uma minoria. Mais que isso, sempre serão uma minoria. Justamente por isso, o desafio maior é que nos juntemos à minoria. Porque o mundo está numa situação ruim. E tudo vai piorar mais se cada um de nós não fizer o melhor que puder.

(Todas as frases foram retiradas do best-seller “Em Busca de Sentido”, publicado em alemão em 1945.)
http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/327/uma-palavra-de-viktor-emil-frankl-para-animar-os-desalentados

segunda-feira, 2 de março de 2015

Quem está treinando quem?


quem esta treinando quem


Quando eu era mais jovem, meu pai me ensinou a deixar os homens abrirem as portas para as mulheres. Sempre que íamos a algum lugar juntos e eu chegava na maçaneta da porta, educadamente ele fazia “hum-hum”, que era minha pista para dar um passo de lado e deixa-lo abrir a porta.

Ele me ensinou isso tão bem que eu tenho treinado alguns rapazes sobre como toda essa rotina funciona.

Pode parecer antiquado, mas é um pequeno gesto que tem muito significado para mim. Eu não sou cheia de qualidades femininas, mas dessa eu gosto.

Algumas vezes, porém, quando meu paquera era um aprendiz lento. Com esses caras, que não faziam isso naturalmente, eu deixava para lá. Eu levantava minhas mãos para o ar de modo frustrado e abria eu mesma minha porta boba.

Era eles me treinando.

Mas, eu sou teimosa com isso. Não importa quantas vezes eu tenha que ficar silenciosamente parada na porta esperando que ele perceba que é a vez dele se movimentar, às vezes com as sobrancelhas levantadas esperando-o, eu deixo que ele faça o que tem que fazer.


Por outro lado, meu gato, o Elvis, me treina bem para responder seus pedidos para entrar e sair de casa. Não importa se ele saiu há cinco minutos, se ele quer voltar eu tenho que me levantar e abrir a porta novamente. Quando ele quer sair, vinte minutos mais tarde, eu me levanto e abro a porta de novo.

Pois eu aprendi que, se eu não me levanto, o miado nunca cessa. E às vezes se transforma num mau comportamento. Imperativo dizer, ele tem me treinado bem.

Outro dia me ocorreu que nós temos um relacionamento similar com a realidade.

Eu percebi isso quando uma amiga que é coach me escreveu para dizer que ela começou o ano com esperanças altas de dobrar sua renda, mas não parecia que isso iria acontecer. (Hummm, alôôô, é Fevereiro?! Você já está desistindo?!).

Isso seria como eu pendurando as chuteiras por causa de um cara que foi lento para se lembrar que eu gosto que as portas sejam abertas para mim. Você sabe, esse cara pode precisar de algumas chances para ter essa rotina organizada. Mas, finalmente, ele vai ter. Todos têm!

Então, quem está treinando quem em sua vida? É a realidade que está lhe dizendo como é isso e você apenas aceita porque é muito difícil se focar de modo diferente, ou é você quem está dizendo à realidade como isso vai ser (através de sua vibração)?

Quando você se apega às suas armas tão bem quanto eu ao ficar em pé diante daquela porta fechada, e tão bem quanto Elvis faz com seu miado persistente – a realidade vai se curvar à sua vontade quando você mostra a ela o que você quer dizer.

E pode ser necessário mais do que um minuto para responder ao seu pedido. Essa é sua chance de se apegar rapidamente ao que você quer, ao invés de deixa-la dizer como vai ser.

Quando você quer uma mudança, você tem que se grudar nela. Você tem que ser o líder, disposto a dizer como vai ser. Caso contrário, a realidade simplesmente vai continuar fazendo a mesma coisa antiga – pois é isso o que a Lei da Atração entrega. Mais do mesmo.

Você quer algo novo? Você tem que significar isso, de novo e de novo novamente.

Saiba o que você quer, encontre aquela vibração e se apegue a ela. Não porque você precisa disso. Não porque sua felicidade depende disso. Não porque isso significa algo importante. Apenas porque você declarou assim. Porque você é um criador consciente, e você obtém qualquer coisa na qual se foque.

E você pode treinar o Universo para abrir qualquer porta para você.

Jeannette Maw
Tradução: Luciene Lima, São Paulo, SP, Brasil – para o Grupo Jardim Secreto

http://espacocriando.blogspot.com.br/2015/02/quem-esta-treinando-quem.html

domingo, 15 de fevereiro de 2015

A morada imutável

...Há um lugar em ti em que este mundo em sua totalidade foi esquecido, e no qual não ficam memórias de erros ou ilusões. Há um lugar em ti aonde o tempo desapareceu e aonde se escutam ecos da eternidade. Há um lugar de descanso aonde o silêncio é tão absoluto que não se escuta nenhum som, exceto um hino que se eleva ao céu pra brindar júbilo a Deus o Pai e ao Filho. E ali aonde ambos estão se encontra o céu e a paz. A infinitude da paz eterna te envolve docemente em seu terno abraço tão forte e serena tão tranquila que nada ode perturbar o Filho de Deus que se encontra em seu interior. A calma que te rodeia mora Nele e dessa quietude emanam os sonhos felizes de tua mente e seu coração...

De Um Curso em Milagres.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Desfazendo Equívocos – O CAMINHO DO MEIO -

     
Desfazendo Equívocos

Se você quer milagres, não procure o Budismo. O supremo milagre para o Budismo é você lavar seu prato depois de comer.

Se você quer curar seu corpo físico, não procure o Budismo. O Budismo só cura os males de sua mente: ignorância, cólera e desejos desenfreados.

Se você quiser arranjar emprego ou melhorar sua situação financeira, não procure o Budismo. Você se decepcionará, pois ele vai lhe falar sobre desapego em relação aos bens materiais. Não confunda, porém, desapego com renúncia.

Se você quer poderes sobrenaturais, não procure o Budismo. Para o Budismo, o maior poder sobrenatural é o triunfo sobre o egoísmo.

Se você quer triunfar sobre seus inimigos, não procure o Budismo. Para o Budismo, o único triunfo que conta é o do homem sobre si mesmo.

Se você quer a vida eterna em um paraíso de delícias, não procure o Budismo, pois ele matará seu ego aqui e agora.

Se você quer massagear seu ego com poder, fama, elogios e outras vantagens, não procure o Budismo. A casa de Buda não é a casa da inflação dos egos.

Se você quer a proteção divina, não procure o Budismo. Ele lhe ensinará que você só pode contar consigo mesmo.

Se você quer um caminho para Deus, não procure o Budismo. Ele o lançará no vazio.

Se você quer alguém que perdoe suas falhas, deixando-o livre para errar de novo, não procure o Budismo, pois ele lhe ensinará a implacável Lei de Causa e Efeito e a necessidade de uma autocrítica consciente e profunda.

Se você quer respostas cômodas e fáceis para suas indagações existenciais, não procure o Budismo. Ele aumentará suas dúvidas.

Se você quer uma crença cega, não procure o Budismo. Ele o ensinará a pensar com sua própria cabeça.

Se você é dos que acham que a verdade está nas escrituras, não procure o Budismo. Ele lhe dirá que o papel é muito útil para limpar o lixo acumulado no intelecto.

Se você quer saber a verdade sobre os discos voadores ou sobre a civilização de Atlântida, não procure o Budismo. Ele só revelará a verdade sobre você mesmo.

Se você quer se comunicar com espíritos, não procure o Budismo. Ele só pode ensinar você a se comunicar com seu verdadeiro eu.

Se você quer conhecer suas encarnações passadas, não procure o Budismo. Ele só pode lhe mostrar sua miséria presente.

Se você quer conhecer o futuro, não procure o Budismo. Ele só vai lhe mandar prestar atenção a seus pés, enquanto você anda.

Se você quer ouvir palavras bonitas, não procure o Budismo. Ele só tem o silêncio a lhe oferecer.

Se você quer ser sério e austero, não procure o Budismo. Ele vai ensiná-lo a brincar e a se divertir.

Se você quer brincar e se divertir, não procure o Budismo. Ele o ensinará a ser sério e austero.

Se você quer viver, não procure o Budismo, pois ele o ensinará a morrer.

(Monja Yvonette Silva Gonçalves)


Se você quer milagres, não procure o Budismo. O supremo milagre para o Budismo é você lavar seu prato depois de comer.

Se você quer curar seu corpo físico, não procure o Budismo. O Budismo só cura os males de sua mente: ignorância, cólera e desejos desenfreados.

Se você quiser arranjar emprego ou melhorar sua situação financeira, não procure o Budismo. Você se decepcionará, pois ele vai lhe falar sobre desapego em relação aos bens materiais. Não confunda, porém, desapego com renúncia.

Se você quer poderes sobrenaturais, não procure o Budismo. Para o Budismo, o maior poder sobrenatural é o triunfo sobre o egoísmo.

Se você quer triunfar sobre seus inimigos, não procure o Budismo. Para o Budismo, o único triunfo que conta é o do homem sobre si mesmo.

Se você quer a vida eterna em um paraíso de delícias, não procure o Budismo, pois ele matará seu ego aqui e agora.

Se você quer massagear seu ego com poder, fama, elogios e outras vantagens, não procure o Budismo. A casa de Buda não é a casa da inflação dos egos.

Se você quer a proteção divina, não procure o Budismo. Ele lhe ensinará que você só pode contar consigo mesmo.

Se você quer um caminho para Deus, não procure o Budismo. Ele o lançará no vazio.

Se você quer alguém que perdoe suas falhas, deixando-o livre para errar de novo, não procure o Budismo, pois ele lhe ensinará a implacável Lei de Causa e Efeito e a necessidade de uma autocrítica consciente e profunda.

Se você quer respostas cômodas e fáceis para suas indagações existenciais, não procure o Budismo. Ele aumentará suas dúvidas.

Se você quer uma crença cega, não procure o Budismo. Ele o ensinará a pensar com sua própria cabeça.

Se você é dos que acham que a verdade está nas escrituras, não procure o Budismo. Ele lhe dirá que o papel é muito útil para limpar o lixo acumulado no intelecto.

Se você quer saber a verdade sobre os discos voadores ou sobre a civilização de Atlântida, não procure o Budismo. Ele só revelará a verdade sobre você mesmo.

Se você quer se comunicar com espíritos, não procure o Budismo. Ele só pode ensinar você a se comunicar com seu verdadeiro eu.

Se você quer conhecer suas encarnações passadas, não procure o Budismo. Ele só pode lhe mostrar sua miséria presente.

Se você quer conhecer o futuro, não procure o Budismo. Ele só vai lhe mandar prestar atenção a seus pés, enquanto você anda.

Se você quer ouvir palavras bonitas, não procure o Budismo. Ele só tem o silêncio a lhe oferecer.

Se você quer ser sério e austero, não procure o Budismo. Ele vai ensiná-lo a brincar e a se divertir.

Se você quer brincar e se divertir, não procure o Budismo. Ele o ensinará a ser sério e austero.

Se você quer viver, não procure o Budismo, pois ele o ensinará a morrer.

(Monja Yvonette Silva Gonçalves)

enviado por Régis

sábado, 31 de janeiro de 2015

DESILUSÃO


Lamentavelmente, em geral, as ilusões são mais sedutoras que a libertadora capacidade de as desfazer.

Nunca fui procurado por alguém se sentindo feliz por ter se “desiludido” em relação a qualquer coisa.

Ao contrário, eles chegam invariavelmente amargurados por terem descoberto que o Fulano, ou a ideologia, ou o contrato, ou o antigo credo, ou o sócio… haviam traído sua boa-fé. Tais pessoas se espantam quando sugiro que festejem a “desilusão”.

Por que, quando por exemplo, morre um ser amado, o normal é o desespero e a depressão?

Só pode ser porque o ser amado, que era mortal, imprudentemente era visto como imortal. Pelo mesmo auto-engodo, entra em parafuso o indivíduo sem discernimento que confia na perenidade de suas tão idolatradas propriedades.

Por que tantos matam e se matam à caça de dinheiro? Porque se iludem, vendo o dinheiro como o fim maior de suas vidas, quando não é. O dinheiro não passa de um meio.

Enquanto a ilusão nos retém num ponto qualquer do caminho, a “desilusão” vem nos desencalhar, e só desencalhados conseguimos avançar. Então, por que lamentar? Não é melhor festejar o desencalhe?

Se nos deixamos iludir, o que nos resta é procurar identificar por que e como aconteceu.

Nada a lamentar.

Nada de amaldiçoar aquele que não correspondeu à nossa confiança.

E está na hora de reafirmar que perdoar é fantasticamente bom.

Às vezes, o que chamamos traição acontece porque estivemos, lamentavelmente, esperando colher flores de uma planta brava que só tinha espinhos para dar.

A culpa é da planta ou nossa? Temos sempre o que aprender da experiência desagradável.

E sempre temos de festejar a “desilusão”.

Isso nos ajuda a continuar caminhando no rumo da Verdade que liberta.

HERMÓGENES
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