sábado, 28 de março de 2015

Os Grupos de Diálogo de David Bohm como caminho para superação de conflitos

http://jornalggn.com.br/noticia/os-grupos-de-dialogo-de-david-bohm-como-caminho-para-superacao-de-conflitosQUI, 26/03/2015 - 06:58

Ruben Bauer Naveira

Pode-se falar da vida de David Bohm (1917-1992) pelo prisma acadêmico (um dos maiores físicos quânticos de todos os tempos) ou político (foi perseguido pelo macarthismo), mas prefiro enaltecê-lo como o grande humanista que foi. Bohm deixou como legado para a Humanidade a sua metodologia dos grupos de Diálogo, ainda não compreendida decorridos mais de trinta anos, e necessária mais do que nunca nesses tempos tormentosos que atravessamos.

“Diálogo”, no senso comum, significa conversa, mas no sentido que Bohm o emprega (nota: usaremos a palavra Diálogo, inicial maiúscula, somente no sentido de Bohm) é um modo específico de conversação que a imensa maioria das pessoas não emprega... nunca. Ou seja, se poderia dizer que se trata um modo anti-natural de conversação – na medida em que “natural” seja somente o nosso modo habitual de conversarmos uns com os outros, que fazemos instintivamente e tomamos como o único possível.

Senão, vejamos: o que acontece quando, ao conversarmos, nos é dito algo de que discordamos? Continuamos a ouvir? Não. Nós ou interrompemos para de pronto manifestar nossa discordância, ou então começamos a ensaiar mentalmente uma contra-argumentação para quando chegar a nossa vez de falar – só que aí direcionamos nossa atenção para a nossa própria “voz interior” (o nosso pensamento), não mais para aquilo que continua a ser dito. Interromper, ou começar a pensar naquilo que iremos falar enquanto o outro ainda está falando, nos são coisas tão instintivas, tão naturais, que quase ninguém conseguiria não fazê-las mesmo se assim o quisesse.

Se assim é, não se poderia então dar instruções às pessoas sobre como conversar por esse modo específico que Bohm chama de Diálogo? Não, não se pode. O Diálogo não tem como ser descrito ou explicado, porque somente pode ser aprendido na experiência. Só se aprende a dialogar dialogando.

O Diálogo pode ser empregado em toda e qualquer conversação. Bohm, contudo, o viu como ferramenta para uma superação construtiva dos conflitos, por mais graves que sejam. Por exemplo, os chamados Acordos de Oslo entre palestinos e israelenses foram obtidos em grupos de Diálogo (ainda que tais acordos tenham sido posteriormente destruídos por aqueles que não tomaram parte no Diálogo). Ou ainda, o seguinte artigo discorre sobre os processos (estes, bem-sucedidos) de conciliação nacional na África do Sul e na Guatemala (ainda que o autor enfatize um outro instrumento, os cenários; no caso da Guatemala, o Diálogo está melhor abordado neste outro artigo).

O Diálogo é especialmente indicado para o tratamento de problemas complexos, porque problemas complexos são necessariamente considerados de formas diferentes pelas diferentes pessoas envolvidas, e assim os inevitáveis choques entre essas múltiplas perspectivas são também uma espécie de conflito, mesmo que inexistam animosidades de natureza pessoal.

O Diálogo acontece por meio de uma paulatina “dissolução” das individualidades na coletividade, com surgimento de um “ser” coletivo (o grupo). Essa dissolução conduz não a uma cessação dos conflitos mas, paradoxalmente, ela leva a um aprofundamento desses conflitos. Isso porque o conflito já não é mais entre as individualidades daquelas pessoas, e sim apenas entre os pensamentos delas (é isso mesmo: o método propicia uma dissociação entre as pessoas e os seus pensamentos). A partir daí, a exploração dos conflitos permite tomá-los comodiversidade, a ser aproveitada pelo grupo como um rico manancial para a construção de soluções inovadoras. No final das contas, aquele que “descobre” a inovação que solucionará o problema não será ninguém em particular, mas o grupo como um todo.

Essa transição do individual para o coletivo é tudo menos abrupta: de uma forma sutil – e que necessariamente toma tempo – o próprio processo do dialogar vai aos poucos “assumindo controle”, como se dotado de vida própria fosse. É quando os resultados começam a ser colhidos pelo grupo como se espontaneamente brotassem.

Ouvir mais, Falar menos

A chave para essa passagem consiste na instauração de uma primazia do ouvir (a coletividade como referência última para a conversação) com arrefecimento do falar (as individualidades, e sua expressão, como as referências para a conversação).

O nosso modo costumeiro de conversação é tomado como o único possível porque nós já nos encontramos tão condicionados à primazia do falar sobre o ouvir que sequer imaginamos que poderia ser o contrário. Mas, ao longo da História, foi o contrário, com essa primazia do falar tendo se firmado apenas mais recentemente.

Pensemos na vida numa aldeia medieval. O que era o “mundo” para o aldeão? Era sua aldeia, sua família, seus costumes e tradições, a natureza circundante... e mais nada. A individualidade do aldeão (sua vida interior) provinha por completo desse seu mínimo mundo exterior. Ele não necessitava de muita autonomia, mesmo porque não teria para onde expandi-la, lhe faltariam referenciais para tanto.

Eis que surge um novo personagem, o comerciante medieval, que necessitava viajar para comprar mais barato e vender mais caro os seus artigos. Ao se deslocar, ele entrava em contato com novas realidades, mundos desconhecidos, onde costumes estranhos lhe pareciam desprovidos de sentido e de história. Ele necessitava encontrar meios de se “encaixar” nesse novo mundo, no qual, para ser bem sucedido, a sua individualidade e a sua autonomia lhe seriam cada vez mais preciosas. Ia ele assim se dissociando das suas raízes, sem tampouco fincá-las nesse seu “mundo novo”, um mundo que lhe parecia cada vez mais neutro e exterior: uma emancipação da individualidade. Cada vez mais o seu referencial de vida seria buscado interiormente, na sua individualidade singular.

Nas sociedades atuais o significado da vida de cada um provém de dentro, dessa sua individualidade singular. É devido a isso que, nas conversações, somos movidos muito mais pela necessidade de nos expressar perante os demais do que pelo desejo de ouvi-los.

Diálogo, no fundo, não é a descoberta de algo inédito, mas o resgate de uma sabedoria do viver humano há muito tempo esquecida, e que hoje em dia somente subsiste em sociedades tribais:



Obviamente ninguém advogará por uma regressão à vida tribal. Mas podemos (re)aprender a dialogar, algo que se encontra enclausurado na nossa natureza mais profunda – desde que nos disponhamos a uma reconexão com ela.

Conexão e Física Quântica


Conexão é uma ideia cara a Bohm. Numa obra até hoje referencial para a Física Quântica, A Totalidade e a Ordem Implicada, Bohm estabeleceu uma teoria do Universo que distingue duas realidades, a “ordem implicada” (no sentido de implícita) e a “ordem explicada” (no sentido de explícita). A ordem implicada é o mundo quântico das partículas subatômicas, ao qual não temos acesso. Já a ordem explicada é a realidade tal qual a conhecemos, com pessoas, árvores, bichos, pedras, estrelas, planetas etc. etc.

A ordem implicada abrange a Totalidade (Wholeness) do Universo – por isso o título do livro. Ao nível das partículas subatômicas, tudo no Universo é completamente interconectado, não existindo nada que possa ser chamado de uma “parte independente”: cada partícula pode, potencialmente, deter informação a respeito de todas as demais partículas, ainda que à distância de galáxias.

A Totalidade é descrita por Bohm como um todo indivisível, dotado de total coerência, preenchido por completo por campos de energia e informação que se movem em fluxo perpétuo e que, nesse movimento, compõem infinitas formas. Tomemos como analogia o fluxo de um rio, em que também há infinitas formas: ondulações, torvelinhos, respingos etc. Cada uma dessas “partes” não existe em si, elas somente existem com relação à totalidade do fluxo d’água do rio.

A ordem explicada (a realidade que se manifesta perante os nossos sentidos) são essas formas constituídas pelo fluxo da ordem implicada, ou seja, das partículas subatômicas. Com efeito, tudo no Universo é composto de partículas subatômicas. Um dia todos nós iremos morrer, nossos corpos irão se decompor, mas as partículas que nos constituem não irão desaparecer, elas tomarão parte em novas formas. O mesmo ocorre com as estrelas, as montanhas, os animais, as plantas e com tudo o mais no Universo. Tudo isso são variadas formas que, em relação à Totalidade (a ordem implicada), contam com uma autonomia apenas relativa (apesar da nossa ilusão de que cada um de nós seja estanque, separado, uma unidade em si e por si). As partículas que constituem tais formas, que são para nós as “partes” do mundo, ciclicamente se dissolvem na ordem implicada e se re-cristalizam como novas formas de autonomia relativa.

Como nós não temos acesso ao mundo das partículas subatômicas, nós não temos como verificar nada disso – a não ser em casos extremamente raros e considerados inexplicáveis, como o do cachorro que, no exato momento em que sua dona, a quilômetros de distância, toma a decisão de regressar para casa, invariavelmente “fica sabendo” disso e se desloca até a porta para esperá-la (conforme documentado neste vídeo, legendado em inglês).

Bohm teve o seu insight ao assistir na TV a um experimento da BBC britânica: dois cilindros de vidro concêntricos eram colocados um dentro do outro e o espaço entre eles preenchido com glicerina, que é um fluido translúcido e muito viscoso. Uma gota de tinta insolúvel era então pingada na glicerina. Ao ser girado o cilindro externo, a gota de tinta ia aos poucos sendo “esticada” tomando o formato de um fio cada vez mais fino até finalmente desaparecer da visão – como se houvesse sido diluída na glicerina. Mas, ao se girar de volta o cilindro, a tinta (que sempre esteve lá, apenas não podia mais ser vista), reaparecia na forma de linha fina que ia aos poucos "encurtando" e ganhando espessura, até voltar ao seu formato original de gota na exata posição em que fora pingada.

Aquela gota de tinta havia sido “envolta” (enfolded) e depois “des-envolta” (unfolded) pela glicerina. Bohm então compreendeu que o movimento perpétuo de fluxo da ordem implicada, ciclicamente, envolve e des-envolve “partes” que, quando des-envoltas, constituem a ordem explicada. Cada uma das “partes”, a um só tempo, por um modo des-envolto expressa sua autonomia e afirma a sua individualidade singular, enquanto que por um modo implicado opera como parte integrada e dependente do Universo na sua totalidade.

Diálogo e Pensamento Coletivo

Para um físico quântico não é difícil conceber os pensamentos como configurações de interrelacionamentos entre partículas subatômicas (já um neurofisiologista é capaz de descrever em termos físicos um dado estado mental, por exemplo um pensamento, como uma reconfiguração das interconexões nas redes de neurônios do cérebro).

Ademais, as partículas subatômicas podem ser descritas tanto como entes materiais quanto como manifestações energéticas – imateriais, assim como os pensamentos.

Bohm chegou ao Diálogo ao ver os pensamentos individuais (aos quais se tem acesso) como as “partes” da ordem explicada, com autonomia apenas relativa – ou seja, dependentes – em relação a sucessivos níveis implicados de “pensamento coletivo” (aos quais não se tem acesso). O Diálogo seria então um método para a investigação e descoberta desse pensamento coletivo, oculto a nós mas que condiciona os nossos pensamentos individuais.

Vamos a um exemplo, a mobilidade urbana. Em cada grande metrópole do planeta, o perfil da mobilidade urbana resulta das escolhas dos indivíduos daquela sociedade para sua locomoção (lógico que uns têm maior poder de escolha do que outros). Esse perfil varia bastante conforme a sociedade em questão, ou seja: ele varia conforme a incidência dos condicionamentos culturais locais (pensamento coletivo) sobre as escolhas (pensamentos) individuais.

A figura a seguir reúne flagrantes do perfil de mobilidade urbana na Alemanha (onde há maior consciência ecológica), China (onde há maior subordinação dos indivíduos aos ditames da sociedade), Estados Unidos (onde se espera que todo mundo tenha carro) e Brasil (onde o transporte individual por carro é símbolo de distinção social). O leitor seguramente não necessita de legendas para distinguir cada um deles:


A cultura, que condiciona o comportamento (e o pensamento) das pessoas, compõe assim o pensamento coletivo. Ocorre que, como não detemos consciência da maior parte dos condicionamentos culturais a que estamos submetidos, nós somente conseguimos discernir aquelas características mais evidentes da cultura (como por exemplo essas sobre mobilidade urbana). Algo como a “ponta do iceberg”:


Todas as convivências humanas geram acomodações comportamentais coletivas – ou seja, culturas – que passam a incidir sobre o pensar das pessoas. Mesmo uma relação afetiva a dois gera uma micro‑cultura (o “casal”) que afeta a ambos (isso é facilmente percebido sempre que uma pessoa encerra um relacionamento e ingressa em outro). O mesmo se pode dizer das famílias, e assim por diante. Cada um de nós, imerso em uma multiplicidade de convivências (família nuclear, família expandida, ambiente de trabalho, empresa, círculos de amizades, redes sociais na web, vizinhança, cidade, país etc.) não tem como se manter à margem dos efeitos desses pensamentos coletivos.

O Diálogo é um modo de conversação em grupo voltado à investigação e descoberta de pensamento coletivo, num esforço que requer perseverança e tempo. Somente quando trazido à tona, ou seja, tornado consciente no grupo, o pensamento coletivo se aperfeiçoa, com reforço dos seus aspectos positivos e reversão dos seus aspectos deletérios. É quando os conflitos são transcendidos de forma inovadora, trate-se de conflitos derivados das diferentes leituras de um problema complexo pelas diferentes pessoas, trate-se de conflitos propriamente ditos.


O processo do Diálogo é gratificante porém árduo, na medida em que demandará engajamento psíquico dos participantes. Mas o principal obstáculo ao sucesso de um grupo de Diálogo reside em como as pessoas se relacionam com o tempo. Se a minha experiência ao longo de vinte anos como facilitador de grupos de Diálogo me mostrou algo foi que pessoas incapazes tanto de relaxar o controle que elas acreditam poder exercer sobre o tempo, quanto de, ao contrário, permitir-se deixar o tempo agir sobre elas, acabarão por se mostrar também incapazes de suportar o processo do Diálogo pelo tempo necessário a auferir seus resultados.

Para os interessados em orientações metodológicas recomenda-se a leitura dos textos de William Isaacs, do MIT (Massachusetts Institute of Technology).

Ruben Bauer Naveira tem 52 anos, é pai de dois filhos, tricolor de coração e cidadão brasileiro.


sexta-feira, 20 de março de 2015

O MOMENTO DA GRANDE VIRADA!

O MOMENTO DA GRANDE VIRADA!



O Sublime mês de Março de 2015 e o caminho evolutivo da Humanidade!!!
Por Claudia Lazzarotto
Astróloga Kármica.


Este Mês de Março nos traz tantos aspectos raros e fortíssimos que precisamos ser muito cautelosos ao analisa-los...

Temos em 16/03/15 a Quadratura exata em15° entre Plutão em Capricórnio e Urano em Áries, em conjunção com os Nódulos Lunares (regentes do Plano Divino), aspecto tido por muitos como explosivo, mas com certeza muito renovador.

Temos a entrada do ano Astral de 2015 em 20/3/15 a noite.

E temos ainda entre estes dois eventos temos um fortíssimo e gigantesco eclipse Solar total também no dia 20/03/2015 de manhã.


Este eclipse faz parte de um fenômeno chamado Tétrade, que é composto por quatro eclipses Lunares Totais com um eclipse Solar total no meio deles. Veja a imagem.

Este fenômeno não é comum, mas, também não é absurdamente raro. Historicamente, o que o diferencia, é quando os Eclipses Totais nas Luas cheias caem em datas importantes para os Judeus, como já ocorrido em outros momentos que marcaram um redirecionamento na história mais recente da humanidade, mais especificamente na Era de Peixes, que se dá a partir do nascimento de Jesus Cristo em nosso planeta.

A Tétrade de 2014/2015, no entanto, tem um enfoque bem diferente das que ocorreram na última Era, por que já nos encontrarmos na vibração da Era de Aquário, apesar de o eclipse ocorrer ainda em 29° de Peixes. Isto porque, ele marca o encerramento da Era anterior e efetiva a transição entre as Eras de Peixes e Aquário. O que quer dizer isto?

Que agora a Lei Divina, a Lei da Justiça Divina atuará sem meio termo, que como já vimos dizendo a tempos, a verdade será absoluta e o livre arbítrio inexorável. A energia fluirá em abundância e cada um a sentirá conforme sua faixa vibratória e seu estágio evolutivo.

A boa notícia é os que desejarem ardentemente elevar seu padrão terão esta oportunidade, desde que seja visceralmente verdadeira.

Não que isto, estes seres, estarão isentos de sua consciência Divina, e não que anulará a lei de causa e feito, mas que dará suporte para compreendê-la com sabedoria o que acelerará o processo evolutivo.

Então devemos esperar tempos difíceis ou maravilhosos??
Ambos eu diria.

Nem tudo que é maravilhoso é fácil não é mesmo??
Tudo depende de como cada um se coloca.

Uma mãe por exemplo quase morre de dor no parto e este sempre será o momento mais lindo de sua vida. Então é nesta ótica que devemos focar, não será horrível, mas haverão alguns horrores, aqui e ali, mas, infelizmente já estamos acostumados a eles. Fazem parte da separação de ajuste vibratório que se faz necessária.

O que muda é que desta vez tudo será com objetivo libertário evolutivo, estará sob uma energia de retorno à Luz, de bênçãos em amor e evolução.

Este processo todo nos trará mudanças, mas, mudanças decisivas. Não podemos sentir pesar, ou pelo menos, precisamos em alguns casos, senti-lo com sabedoria e consciente de que cada um estará efetiva e rigidamente onde deve estar para sua efetiva libertação e evolução.

É necessário nos comprometermos com a Luz e sempre que necessário nos atermos a ela sem questionamentos.

No momento do Eclipse, as 9:35h do Fuso 0 em Londres e 6:36h do Brasil (no plenilúnio de Lua Nova) teremos a conjunção de Quiron (Ferida Kármica) com Sol e Lua a 29°27’ de Peixes, o último suspiro da era da dor aquele último minuto de sufocamento e tensão onde falta o ar e que é seguido por alivio anímico, que tudo enfim se solta de maneira abrupta, mas libertadora e então relaxa respira e suspira de novo, mas desta vez prazer, de pura emoção!!!

Teremos neste aspecto diretamente oposto ao Sol o Planeta Terra a 29°27’ de Virgem que fala de cura e de escravidão, então, estaremos nos curando de todas as feridas kármicas e nos libertando de todas as escravidões da alma.

Ainda neste mesmo minuto se dará a equinócio de Outono no Hemisfério Sul e de Primavera no Hemisfério Norte, um momento muito forte energeticamente na natureza, que desde a mais remota antiguidade são cultuados por influenciarem as colheitas e plantios, responsáveis pela fartura ou falta dela para a humanidade.

Logo depois, atingindo o ápice energético, teremos a entrada do Ano Astral de 2015 quando o Sol ingressa no signo de Áries nos trazendo a força da vida nova, do primeiro respiro de um nascimento, a força vital. Este é um ano regido por Marte o que enfatizará a energia deste astral em nossas vidas e em nosso Planeta.

Não é por acaso que temos no mesmo dia um eclipse Solar total tão importante, compondo uma Tétrade, e a entrada de um ano astral !!!

Este é um marco de virada, um sinal dos Céus, como já mencionado por tantos Avatares, Mestres, e até mesmo na Bíblia.

O Ano Astral de 2015 entra as 19:45h (horário do Brasil) em fortíssimo aspecto de Sol conjunto a Nódulo Sul, Terra conjunta a Nódulo Norte e Lua conjunta a Urano, que por sua vez esta quadrado a Plutão.

Considerando que os Nódulos Lunares representam o Plano Divino, de onde viemos e para onde iremos, temos aqui, marcado por eles, um sinal claríssimo do redirecionamento do Plano Divino da Humanidade. Até mesmo o incrível acumulo planetário (como pode-se ver no Mapa) nos signos de Peixes e Aries, marcando este momento de transição.

Teremos um novo brilho a partir daí, funcionará como uma imensa e incomensurável explosão de luz, quase que comemorativa pois estaremos entrando efetivamente na Era da Luz!!

Como esta incrível aspectação se dá no eixo de Áries e Libra, (do Eu e do Outro) colocando em destaque os relacionamentos humanos, pois, é sempre na maneira de nos relacionarmos que nos colocamos no mundo, e isto também depende diretamente de como nos relacionamos com nós mesmos.

O relacionamento implica inclusive nos acertos do relacionamento entre os povos de nosso Planeta. Então a energia abrangerá a tudo e a todos, sendo que a verdade é sempre a melhor maneira de nos colocarmos, não é mesmo???

Além disto a Lua estará conjunta a Urano, trazendo a libertação dos registros de nosso emocional, onde ficam todos os registros de tudo que vivemos. E Urano estando quadrado com exatidão a Plutão, culminamos na energia magistral do renascimento absoluto.

Este é realmente um momento único de uma grandeza indescritível, devemos ter o coração em jubilo e o espirito em paz, para absorvermos ao máximo a magnitude desta energia que nos é enviada do Plano Divino no Cosmos.

Vamos caminhar na Luz por este ano de 2015 e por toda o futuro, mas estejamos cientes, que serão necessários ajustes transitórios e que nos atermos à nossa mais verdadeira essência e focados na Luz e no Amor é a única maneira de acompanharmos este fluxo evolutivo.

Lembremos que tudo isto se dá no signo de áries, num ano regido por Marte, que tudo nos sugere ação. Deixando claro que, a lei da ação e reação será ainda mais inexorável e que toda a atenção do livre arbítrio será imprescindível por que agora as intenções serão colocadas em foco e as consequências quase que imediatas!!

E ... que venha a luz a cada um e a todos nós!!!

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Claudia Lazzarotto – Astróloga Kármica
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quinta-feira, 19 de março de 2015

TEMPOS PASSADOS, REALIDADES FUTURAS


Relatório da Energia Astrológica de Março de 2015

Em 16/17 de março Urano e Plutão formam sua última quadratura exata desde que iniciaram sua aliança em 2012. Esta culminação de um processo de destruição e renascimento para tantas pessoas, e ainda em andamento para inúmeras outras, destila a sabedoria deste longo e desafiador processo de mudança.

Neste ponto, a clareza nos é oferecida, se optarmos por aceitá-la; a oportunidade de enxergarmos através de um olhar totalmente novo e puro, como o de uma criança que observa a vida sem a atitude de pressuposição aborrecida das idades mais avançadas.

Esta quadratura final nos revela o que tudo isso significou, e pode muito bem não ser o que pensávamos! No lampejo de percepção que ela traz, vemos desmoronar mais edifícios de um eu cansado e de uma vida ultrapassada e não mais necessária. Deixemos que desabem, independentemente do barulho ou da nuvem de poeira que se eleve dos destroços.

A torre derrubada é apenas a do ego calcificado, agora libertado para viver de uma nova maneira, depois de levado ao solo pela ação demolidora de Urano/ Plutão. Neste ato final de poder, eles dão adeus um ao outro e se preparam para seguir adiante em seus caminhos separados e distintos.

Em 18 de março, numa demonstração de misericórdia cósmica, Netuno e o Nodo Norte formam uma aliança que continua até o início de junho. Aqui encontramos o bálsamo para nossos ferimentos resultantes da demolição, se não nos importarmos de receber seu toque curativo.

Netuno, o coração compassivo e sem limites, revela o caminho para a totalidade e um futuro que promete ser diferente da repetição de um passado doloroso. Independentemente do que Urano e Plutão exigiram de nós nos últimos anos, Netuno nos estende a mão agora para nos guiar de volta à totalidade, lembrando-nos que resistir à vida é resistir ao nosso próprio ser, pois nós e a vida somos um só. Ela não acontece para nós, mas através de nós. Nós somos ela, e a própria vida é o ar que nós respiramos.

Netuno dissolve tudo o que separa, tudo o que inclui qualquer conceito que sugira que não somos completos do jeito que somos. Ele nos convida a descansar na segurança da certeza de que, independentemente de como a vida se manifeste, nós somos inteiros em nossa essência e uma parte viva, vibrante de Tudo O Que É, da mesma forma que Tudo O Que É vive inteiro e completo dentro de nós.

Quanto mais profundamente conseguirmos aceitar e acolher esta mensagem, melhor, pois a percepção de que somos separados do divino, sujeitos aos seus capricho e estados de espírito, é uma crença ultrapassada que precisa ser liberada agora. A chegada da Era Aquariana exige que tenhamos isto bem claro em nós, pois seu trabalho não pode ser feito sem a clareza da nossa natureza verdadeira brilhando.

O dia 20 de março traz um Eclipse Solar no último grau do Zodíaco – 30 graus de Peixes. Sempre que vemos esse grau ativado, estamos sendo notificados de um fim. Quando um Eclipse Solar cai nesse grau, esse fim queima as pontes e não há nenhum caminho de volta. Esta é a conclusão máxima!

Para alguns de nós, este eclipse e as semanas seguintes poderão trazer a percepção de que as oportunidades que estiveram disponíveis mas não foram aproveitadas estão perdidas para nós agora. O cosmos não pode esperar para sempre e há momentos em que ele fecha as portas para o bem, as quais nos recusamos a abrir o suficiente para passarmos por elas.

Embora essa percepção possa vir com tristeza e arrependimento, a conclusão inequívoca desse ciclo de possibilidades limpa o caminho para o início de um novo ciclo no devido tempo. Nossa tarefa é aprender com o passado, acolher totalmente nossos sentimentos no presente e seguir em frente com nossos olhos mais abertos para as mensagens da vida, que sempre nos mostram o caminho e momento do nosso florescimento.

É cada vez mais importante que aprendamos a ouvir profundamente a sabedoria inerente à própria essência de cada momento; que reconheçamos cada vez mais que não estamos aqui para criar mas para sermos criados, e o nosso papel é o de nos alinharmos com a criação que estamos nos tornando, a fim de vive-la plenamente, com integridade e alegria ilimitada, nascida não dos desejos satisfeitos, mas de um propósito maior cumprido através de nós; maior do que jamais poderíamos imaginar ou manifestar, se deixados por nossa própria conta.

Os dez últimos dias do mês nos encontrarão digerindo o que passamos nestas três semanas esclarecedoras. O passado despertado e a conclusão inequívoca de certos ciclos podem ser a receita para certa inquietação enquanto processamos seus impactos. Paciência é necessária para permitir que nossos corações e mentes se estabilizem e se ajustem ao “novo normal”.

Mas lembrem-se que Netuno e Nodo Norte estão ao nosso lado, revelando a sabedoria nascida da compaixão por nós mesmos e pelos outros, e uma oportunidade cada vez mais profunda de reconhecermos a presença tranquila, mas poderosa, que vive em nosso âmago. Esta é a presença para a qual devemos nos voltar e ouvir cada vez mais profundamente de agora em diante. Ela contém tudo o que precisamos saber.

Mercúrio conduz o mês de março ao seu final, cruzando o grau do eclipse solar do dia 20, enfatizando mais ainda a disponibilidade de informações, se prestarmos atenção do modo correto.

Não se trata de pensar no nosso caminho através das situações, planejando e esquematizando tudo para que as coisas deem certo, mas de voltar nossa atenção para o interior, de modo a ouvir nosso coração que não fala por palavras mas através de sentimentos e sensações – seja um conhecimento sutil ou uma vigorosa tomada de consciência do que é necessário no momento.

Esta sabedoria fala claramente agora para aqueles que têm ouvidos para ouvir, e enquanto março chega ao final, tudo que tivermos perdido começa a se remodelar e se transformar em algo totalmente novo.

Sua forma levará certo tempo para ser revelada e precisaremos ter paciência nesse ínterim, mas não importa quão convincentemente nossas mentes possam, às vezes, nos dizer que tudo está perdido, nossos corações respondem que este nunca pode ser o caso, pois todas as coisas descansam no Coração Universal, que nunca abandona nada nem ninguém.

Por favor, respeite todos os créditos ao compartilhar
http://stelalecocq.blogspot.com/2015/03/tempos-passados-realidades-futuras.html
©Sarah Varcas - Fonte: http://astro-awakenings.co.uk/march-2015-astro-energy-report
Tradução de Vera Corrêa veracorrea46@ig.com.br

Uma palavra de Viktor Emil Frankl para animar os desalentados


A seguir, o leitor vai encontrar palavras de Viktor Frankl, o famoso psiquiatra austríaco que passou quase três anos em campos de concentração (veja Como é possível sobreviver num campo de concentração?)

Sobre a arte de viver

• Não procurem o sucesso. Quanto mais o procurarem e o transformarem num alvo, mais vocês vão errar. Porque o sucesso, como a felicidade, não pode ser perseguido; ele deve acontecer, e só tem lugar como efeito colateral de uma dedicação pessoal a uma causa maior do que a pessoa, ou como subproduto da rendição pessoal a outro ser.
• A vontade de humor -- a tentativa de enxergar as coisas numa perspectiva engraçada -- constitui um truque útil para a arte de viver.
• Com o fim da incerteza chega também a incerteza do fim.
• Quem não consegue mais acreditar no futuro -- seu futuro -- está perdido num campo de concentração.
• O prazer é e deve permanecer efeito colateral ou produto secundário. Ele será anulado e comprometido à medida que se fizer um objetivo em si mesmo.
• O ser humano é um ser finito e sua liberdade é restrita.

Sobre o sentido da vida

• Ouso dizer que nada no mundo contribui tão efetivamente para a sobrevivência, mesmo nas piores condições, como saber que a vida da gente tem um sentido.
• O que o ser humano realmente precisa não é um estado livre de tensões, mas antes a busca e a luta por um objetivo que valha a pena, uma tarefa escolhida livremente. O que ele necessita não é a descarga de tensão a qualquer custo, mas antes o desafio de um sentido em potencial à espera de ser cumprido.
• O sentido de vida difere de pessoa para pessoa, de um dia para o outro, de uma hora para outra. O que importa, por conseguinte, não é o sentido da vida de um modo geral, mas antes o sentido específico da vida de uma pessoa em dado momento.
• O sentimento de falta de sentido cumpre um papel sempre crescente na etiologia da neurose.
• As pessoas têm o suficiente com o que viver, mas não têm nada por que viver; têm os meios, mas não têm o sentido.
• O niilismo não afirma que não existe nada, mas afirma que tudo é desprovido de sentido.

Sobre a arte de sofrer

• Se é que a vida tem sentido, também o sofrimento necessariamente o terá. Afinal de contas, o sofrimento faz parte da vida, de alguma forma, do mesmo modo que o destino e a morte. Aflição e morte fazem parte da existência como um todo.
• Precisamos aprender e também ensinar às pessoas em desespero que a rigor nunca e jamais importa o que nós ainda temos a esperar da vida, mas sim exclusivamente o que a vida espera de nós.
• Deus espera que não o decepcionemos e que saibamos sofrer e morrer, não miseravelmente, mas com orgulho!
• Ninguém tem o direito de praticar injustiça, nem mesmo aquele que sofreu injustiça.
• Quanto mais uma pessoa esquecer-se de si mesma -- dedicando-se a servir uma causa ou amar outra pessoa --, mais humana será e mais se realizará.
• Sofrimento, de certo modo, deixa de ser sofrimento no instante em que se encontra um sentido, como o sentido de um sacrifício.
• O sofrimento desnecessário é masoquismo e não ato heroico.

Sobre o “nem tudo está perdido”

• Se houve um dia na vida em que a liberdade parecia um lindo sonho, virá também o dia em que toda a experiência sofrida no passado parecerá um mero pesadelo.
• O ser humano é capaz de viver e até de morrer por seus ideais e valores.
• O passado ainda pode ser alterado e corrigido.
• Quando já não somos capazes de mudar uma situação, somos desafiados a mudar a nós próprios.
• Quando o paciente está sobre o chão firme da fé religiosa, não se pode objetar ao uso do efeito terapêutico de suas convicções espirituais.
• Uma das principais características da existência humana está na capacidade de se elevar acima das condições biológicas, psicológicas e sociológicas, de crescer para além delas.
• As pessoas decentes formam uma minoria. Mais que isso, sempre serão uma minoria. Justamente por isso, o desafio maior é que nos juntemos à minoria. Porque o mundo está numa situação ruim. E tudo vai piorar mais se cada um de nós não fizer o melhor que puder.

(Todas as frases foram retiradas do best-seller “Em Busca de Sentido”, publicado em alemão em 1945.)
http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/327/uma-palavra-de-viktor-emil-frankl-para-animar-os-desalentados

segunda-feira, 2 de março de 2015

Quem está treinando quem?


quem esta treinando quem


Quando eu era mais jovem, meu pai me ensinou a deixar os homens abrirem as portas para as mulheres. Sempre que íamos a algum lugar juntos e eu chegava na maçaneta da porta, educadamente ele fazia “hum-hum”, que era minha pista para dar um passo de lado e deixa-lo abrir a porta.

Ele me ensinou isso tão bem que eu tenho treinado alguns rapazes sobre como toda essa rotina funciona.

Pode parecer antiquado, mas é um pequeno gesto que tem muito significado para mim. Eu não sou cheia de qualidades femininas, mas dessa eu gosto.

Algumas vezes, porém, quando meu paquera era um aprendiz lento. Com esses caras, que não faziam isso naturalmente, eu deixava para lá. Eu levantava minhas mãos para o ar de modo frustrado e abria eu mesma minha porta boba.

Era eles me treinando.

Mas, eu sou teimosa com isso. Não importa quantas vezes eu tenha que ficar silenciosamente parada na porta esperando que ele perceba que é a vez dele se movimentar, às vezes com as sobrancelhas levantadas esperando-o, eu deixo que ele faça o que tem que fazer.


Por outro lado, meu gato, o Elvis, me treina bem para responder seus pedidos para entrar e sair de casa. Não importa se ele saiu há cinco minutos, se ele quer voltar eu tenho que me levantar e abrir a porta novamente. Quando ele quer sair, vinte minutos mais tarde, eu me levanto e abro a porta de novo.

Pois eu aprendi que, se eu não me levanto, o miado nunca cessa. E às vezes se transforma num mau comportamento. Imperativo dizer, ele tem me treinado bem.

Outro dia me ocorreu que nós temos um relacionamento similar com a realidade.

Eu percebi isso quando uma amiga que é coach me escreveu para dizer que ela começou o ano com esperanças altas de dobrar sua renda, mas não parecia que isso iria acontecer. (Hummm, alôôô, é Fevereiro?! Você já está desistindo?!).

Isso seria como eu pendurando as chuteiras por causa de um cara que foi lento para se lembrar que eu gosto que as portas sejam abertas para mim. Você sabe, esse cara pode precisar de algumas chances para ter essa rotina organizada. Mas, finalmente, ele vai ter. Todos têm!

Então, quem está treinando quem em sua vida? É a realidade que está lhe dizendo como é isso e você apenas aceita porque é muito difícil se focar de modo diferente, ou é você quem está dizendo à realidade como isso vai ser (através de sua vibração)?

Quando você se apega às suas armas tão bem quanto eu ao ficar em pé diante daquela porta fechada, e tão bem quanto Elvis faz com seu miado persistente – a realidade vai se curvar à sua vontade quando você mostra a ela o que você quer dizer.

E pode ser necessário mais do que um minuto para responder ao seu pedido. Essa é sua chance de se apegar rapidamente ao que você quer, ao invés de deixa-la dizer como vai ser.

Quando você quer uma mudança, você tem que se grudar nela. Você tem que ser o líder, disposto a dizer como vai ser. Caso contrário, a realidade simplesmente vai continuar fazendo a mesma coisa antiga – pois é isso o que a Lei da Atração entrega. Mais do mesmo.

Você quer algo novo? Você tem que significar isso, de novo e de novo novamente.

Saiba o que você quer, encontre aquela vibração e se apegue a ela. Não porque você precisa disso. Não porque sua felicidade depende disso. Não porque isso significa algo importante. Apenas porque você declarou assim. Porque você é um criador consciente, e você obtém qualquer coisa na qual se foque.

E você pode treinar o Universo para abrir qualquer porta para você.

Jeannette Maw
Tradução: Luciene Lima, São Paulo, SP, Brasil – para o Grupo Jardim Secreto

http://espacocriando.blogspot.com.br/2015/02/quem-esta-treinando-quem.html
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