quarta-feira, 27 de julho de 2016

SER AVÓ... É ABENÇOAR OS DESCENDENTES!

  
Por Marilene Pitta

Tomo uma respiração profunda e parece que foi ontem quando vi o meu filho pela primeira vez. Bem perto do meu coração, o seu coraçãozinho batia no mesmo compasso. Quando o meu amado neto nasceu, o vi pela primeira vez numa imagem por computador... Estávamos longe fisicamente um do outro! Milagre da tecnologia! É uma emoção indizível... as palavras ficam frágeis diante de um acontecimento tão comum e tão único na história da humanidade.

É necessário pensar sobre ser avó. Vamos lá! Perdemos o sentido do ritual de passagem. Os acontecimentos ficaram banalizados assim como a dor da perda! Tudo rápido! Esse rito de passagem é necessário para que a nossa psique tome como referência profunda a experiência de vida daquele momento luz! Momento numinoso em linguagem junguiana.

Pensando nessas datas, nas pessoas, nos nascimentos, nas mortes, nos outros e em nós a experiência de “ser avó” é ampliada no viver da mulher. Não uma avó para cuidar dos netos, levar para a creche, ficar... brincar... etc e tal...

Não! Estou me referindo a algo mais profundo que toca a alma. Lembro-me da história de Abraão quando, segundo a narrativa bíblica, Deus pediu que sacrificasse seu filho... Ele, certamente marcado pela dor, foi fiel e “com-fiou”. Confiar é o ato de bem-aventurança, de plenitude, de pertença genealógica.

Então, a vida nos presenteia com o milagre da maternidade vindo nos nossos filhos. Você vai acompanhando cada mudança na outra barriga, cada susto, cada risada... Tudo se torna coeso em laços de família com menos neurose, é claro! As experiências nutridoras da alma vão passando como um mala de oração. Às vezes, e muitas, em nome de um consumismo selvagem perde-se essa dimensão de tudo e de todos.

Por isso, falo do estado luminoso de “ser-avó”! Avó que abençoa cada criança que nasce na família! Avó que reza de uma forma silenciosa quando todos estão aflitos por alguma coisa. Avó que é presença energética de abençoar suas raízes e sua ancestralidade.

A condição de avó nos dá o resgate da sabedoria interna... Das histórias vividas... Dos dramas passados... Da história presenciada... A avó sabe e sente no seu coração todas as dores e alegrias porque é dela que, como os nativos nomeiam, “a avó aranha tece sua rede” que de tão leve balança ao vento que acaricia a Mãe Terra!

É isso! Ser avó é estar conectada com GAIA, a nossa Mãe Terra! É mais pleno o sentir da sua bondade, sua generosidade, sua força, sua energia divina. A avó deve sempre ter em mente os descendentes. É dela que a rede do DNA vibra e atuam nas vivências, emoções, experiências! É algo de infinito que como as estrelas no céu nas noites escuras nos iluminam. A presença da avó ilumina uma família!

Resgatar a boa gargalhada que vem de longe, de algum lugar da casa, quando todos se envolvem na mesa e celebram a vida! Lembro-me da minha avó – uma rezadeira maravilhosa - que me abençoou e dizem que a reza foi tão forte que até hoje vale... Para mim, vale muito!

Este texto, com gosto de história do interior, com cheiro de cocada preta da Bahia, doce de leite e arroz doce pintado de canela... fala dessa memória. Quem tem a chance de ver bem de perto os descendentes tem a experiência que a alma reconhece como única e indizível! Porém, tem avó que não pode estar perto... então, a nutrição passa para a tela de um computador! Mesmo assim, abençoe com o coração cheio de amor pela vida.

Ser avó, para nós mulheres, pode ser a possibilidade de criar novos rumos no viver, re-contar histórias, escrever, registrar os eventos... Ancorar uma energia da sua egrégora familiar. Ensine suas crianças a contemplar um por do sol... Mostre o valor do silêncio. Dê exemplo com a sua atitude. Ouça, escute com atenção quando a criança vem contar alguma coisa. Sente-se com ela! Observe seus traços ancestrais e também das estrelas... do universo... de toda a galáxia! Afinal somos todos um!

Vovó... vovó, a sua criança pode ser uma “criança índigo” ou “uma criança cristal”! Vou escrever sobre este assunto como psicopedagoga! Elas vêm com uma missão para o nosso planeta. O seu amor pode ajuda-las!

Vovó, você já observou como elas dominam a linguagem dos celulares e dos eletrônicos de modo geral! Computador, nem se fala! É como o nosso ponto do café... sai quentinho com um aroma delicioso... assim são eles... competentes, vivos, irônicos, rápidos, criativos, autoritários, musicais, líderes... é uma outra época... época de avó e época de netos e netos abençoados por existirem em nossas vidas!

No ano passado tive a honra de sentar e conversar com uma avó nativa que guarda a Sabedoria da Mãe Terra e é sobre ela que gostaria de encerrar essa nossa prosa virtual. Peço licença a todas as avós nativas e a todo o clã das Tartarugas para anunciar, especialmente, as avós Cherokees:
“Unci, as Avós – Abrem Portas para a Unificação do Eu – e afirmam com Amor e Graça: nós somos AS AVÓS e oramos por você hoje. Zelamos por você desde muito pequeno até bem velho. Zelamos por seu Espírito. Zelamos por tudo o que você é. Como sempre, estamos aqui para lembrar você, para lhe trazer um pequeno ensinamento que o ajudará a lembrar.

Nós, as Avós, estamos por trás de você. Apoiamos você em cada passo. Guardamos seu futuro. Como a Medicina do Urso, rodeamos você com força. Damos a você a força da sabedoria que você aprendeu.

Nós, as Avós, protegeremos seu futuro guardando seu passado. Somos as Protetoras da Chama da Sabedoria, de seu curso de vida e de todos os cursos de vida. Se você precisa compreender a si mesmo, deve perguntar às Avós. Nós o levaremos profundamente para dentro do Silêncio de seu próprio ser. Nós lhe ensinaremos as disciplinas que você precisa conhecer. Nós o ajudaremos a lembrar-se de quem você é desde o primeiro momento em que você surgiu do Coração do Criador. Ajudaremos você a integrar os dons sagrados e talentos que tem.

Por isso, procure as Avós se você quiser compreender onde tem estado. Nós o levaremos à Caverna do Eu e o ajudaremos a emergir do outro lado da montanha como um novo ser”.

Ensinamentos da Sabedoria Sagrada! Foi assim que quando me tornei avó de Vinicius, o Criador me fez encontrar Silvia Star, uma Grande Avó, que tocou o meu coração com o encantamento de SER AVÓ... É ABENÇOAR OS DESCENDENTES!

Que essa ciranda de avós cresça e se torne uma árvore acolhedora... Bênção e Luz para todas as mulheres que saborearam ser avó de qualquer forma e de qualquer jeito: é avó!

Ciranda, cirandinha vamos todos cirandar, vamos dar a meia volta, volta e meia vamos dar.

Até a próxima volta!
enviado  por Gabriel

terça-feira, 26 de julho de 2016

Saudação a Nanã Buruquê no seu dia


NANÃ BURUQUÊ

A mais velha divindade do panteão, associada às águas paradas, à
lama dos pântanos, ao lodo do fundo dos rios e dos mares. O único
Orixá que não reconheceu a soberania de Ogum por ser o dono dos
metais. É tanto reverenciada como sendo a divindade da vida, como da
morte. Seu símbolo é o Íbíri - um feixe de ramos de folha de palmeira
com a ponta curvada e enfeitado com búzios.
Nana é a chuva e a garoa. O banho de chuva é uma lavagem do corpo
no seu elemento, uma limpeza de grande força, uma homenagem a este grande
orixá.

Nanã Buruquê representa a junção daquilo que foi criado por Deus.
Ela é o ponto de contato da terra com as águas, a separação entre o
que já existia, a água da terra por mando de Deus, sendo portanto
também sua criação simultânea a da criação do mundo.

1. Com a junção da água e a terra surgiu o Barro.
2. O Barro com o Sopro Divino representa Movimento.
3. O Movimento adquire Estrutura.
4. Movimento e Estrutura surgiu a criação, O Homem.

Portanto, para alguns, Nanã é a Divindade Suprema que junto com
Zambi fez parte da criação, sendo ela responsável pelo elemento Barro,
que deu forma ao primeiro homem e de todos os seres viventes da terra,
e da continuação da existência humana e também da morte, passando por
uma transmutação para que se transforme continuamente e nada se perca.
Esta é uma figura muito controvertida do panteão africano. Ora
perigosa e vingativa, ora praticamente desprovida de seus maiores
poderes, relegada a um segundo plano amargo e sofrido, principalmente
ressentido.

Orixá que também rege a Justiça, Nanã não tolera traição, indiscrição, nem roubo. Por ser Orixá muito discreto e gostar de se esconder, suas filhas podem ter um caráter completamente diferente do dela. Por exemplo, ninguém desconfiará que uma dengosa e vaidosa aparente filha de Oxum seria uma filha de Nanã "escondida".
Nanã faz o caminho inverso da mãe da água doce. É ela quem
reconduz ao terreno do astral, as almas dos que Oxum colocou no mundo
real. É a deusa do reino da morte, sua guardiã, quem possibilita o
acesso a esse território do desconhecido.
A senhora do reino da morte é, como elemento, a terra fofa, que
recebe os cadáveres, os acalenta e esquenta, numa repetição do ventre,
da vida intra-uterina. É, por isso, cercada de muitos mistérios no culto e tratada pelos
praticantes da Umbanda e do Candomblé, com menos familiaridade que os
Orixás mais extrovertidos como Ogum e Xangô, por exemplo.
Muitos são portanto os mistérios que Nanã esconde, pois nela
entram os mortos e através dela são modificados para poderem nascer
novamente. Só através da morte é que poderá acontecer para cada um a
nova encarnação, para novo nascimento, a vivência de um novo destino -
e a responsável por esse período é justamente Nanã.

Ela é considerada pelas comunidades da Umbanda e do Candomblé,
como uma figura austera, justiceira e absolutamente incapaz de uma
brincadeira ou então de alguma forma de explosão emocional. Por isso
está sempre presente como testemunha fidedigna das lendas. Jurar por
Nanã, por parte de alguém do culto, implica um compromisso muito sério
e inquebrantável, pois o Orixá exige de seus filhos-de-santo e de quem
a invoca em geral sempre a mesma relação austera que mantém com o
mundo.

Nanã forma par com Obaluaiê. E enquanto ela atua na decantação
emocional e no adormecimento do espírito que irá encarnar, ele atua na
passagem do plano espiritual para o material (encarnação), o envolve
em uma irradiação especial, que reduz o corpo energético ao tamanho do
feto já formado dentro do útero materno onde está sendo gerado, ao
qual já está ligado desde que ocorreu a fecundação.

Este mistério divino que reduz o espírito, é regido por nosso
amado pai Obaluaiê, que é o "Senhor das Passagens" de um plano para
outro.
Já nossa amada mãe Nanã, envolve o espírito que irá reencarnar em
uma irradiação única, que dilui todos os acúmulos energéticos, assim
como adormece sua memória, preparando-o para uma nova vida na carne,
onde não se lembrará de nada do que já vivenciou. É por isso que Nanã
é associada à senilidade, à velhice, que é quando a pessoa começa a se
esquecer de muitas coisas que vivenciou na sua vida carnal.

Portanto, um dos campos de atuação de Nanã é a "memória" dos
seres. E, se Oxóssi aguça o raciocínio, ela adormece os conhecimentos
do espírito para que eles não interfiram com o destino traçado para
toda uma encarnação.

Em outra linha da vida, ela é encontrada na menopausa. No inicio
desta linha está Oxum estimulando a sexualidade feminina; no meio está
Yemanjá, estimulando a maternidade; e no fim está Nanã, paralisando
tanto a sexualidade quanto a geração de filhos.

Esta grande Orixá, mãe e avó, é protetora dos homens e criaturas
idosas, padroeira da família, tem o domínio sobre as enchentes, as
chuvas, bem como o lodo produzido por essas águas.

Quando dança no Candomblé, ela faz com os braços como se
estivesse embalando uma criança. Sua festa é realizada próximo do dia
de Santana, e a cerimônia se chama Dança dos Pratos.

Origem:

Nanã, é um Orixá feminino de origem daomeana, que foi incorporado
há séculos pela mitologia iorubá, quando o povo Nagô conquistou o povo
do Daomé (atual Republica do Benin) , assimilando sua cultura e
incorporando alguns Orixás dos dominados à sua mitologia já
estabelecida.

Resumindo esse processo cultural, Oxalá (mito Iorubá ou Nagô)
continua sendo o pai e quase todos os Orixás. Iemanjá (mito igualmente
Iorubá) é a mãe de seus filhos (Nagô) e Nanã (mito Jeje) assume a
figura de mãe dos filhos daomeanos, nunca se questionando a
paternidade de Oxalá sobre estes também, paternidade essa que não é
original da criação das primeiras lendas do Daomé, onde Oxalá
obviamente não existia. Os mitos daomeanos eram mais antigos que os
Nagôs (vinham de uma cultura ancestral que se mostra anterior à
descoberta do fogo). Tentou-se, então, acertar essa cronologia com a
colocação de Nanã e o nascimento de seus filhos, como fatos anteriores
ao encontro de Oxalá e Iemanjá.

CARACTERÍSTICAS:

Cor: Roxa ou Lilás (Em algumas casas: branco e o azul).

Fio de Contas: Contas, firmas e miçangas de cristal lilás.

Ervas: Manjericão Roxo, Colônia, Ipê Roxo, Folha da Quaresma, Erva de
Passarinho, Dama da Noite, Canela de velho, Salsa da Praia, Manacá.
(Em algumas casas: assa peixe, cipreste, erva macaé, dália vermelho
escura, folha de berinjela, folha de limoeiro, manacá, rosa vermelho
escura, tradescância).

Símbolo: Chuva.

Pontos da Natureza: Lagos, águas profundas, lama, cemitérios, pântanos.

Flores: Todas as flores roxas.

Essências: Lírio, Orquídea, limão, narciso, dália.

Pedras: Ametista, cacoxenita, tanzanita.

Metal: Latão ou Níquel.

Saúde: Dor de cabeça e Problemas Intestino.

Planeta: Lua e Mercúrio.

Dia da Semana: Sábado (Em algumas casas: Segunda).

Elemento: Água.

Chakra: Frontal e Cervical.

Saudação: Saluba Nanã.

Bebida: Champanhe.

Animais: Cabra, Galinha ou Pata. (Brancas).

Comidas: Feijão Preto com Purê de Batata doce. Aberum. Mungunzá.

Numero: 13.

Data Comemorativa: 26 de julho.

Sincretismo: Nossa Senhora Santana.

Incompatibilidades: Lâminas, multidões.

Qualidades: Ologbo, Borokun, Biodun, Asainán, Elegbe, Susure

ATRIBUIÇÕES:

A orixá Nanã rege sobre a maturidade e seu campo preferencial de
atuação é o racional dos seres. Atua decantando os seres emocionados e
preparando-os para uma nova "vida", já mais equilibrada .

AS CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE NANÃ:


Uma pessoa que tenha Nanã como Orixá de cabeça, pode levar em
conta principalmente a figura da avó: carinhosa às vezes até em
excesso, levando o conceito de mãe ao exagero, mas também ranzinza,
preocupada com detalhes, com forte tendência a sair censurando os
outros. Não tem muito senso de humor, o que a faz valorizar demais
pequenos incidentes e transformar pequenos problemas em grandes
dramas. Ao mesmo tempo, tem uma grande capacidade de compreensão do
ser humano, como se fosse muito mais velha do que sua própria
existência. Por causa desse fator, o perdão aos que erram e o consolo
para quem está sofrendo é uma habilidade natural. Nanã, através de
seus filhos-de-santo, vive voltada para a comunidade, sempre tentando
realizar as vontades e necessidades dos outros.
Às vezes porém, exige atenção e respeito que julga devido mas não
obtido dos que a cercam. Não consegue entender como as pessoas cometem
certos enganos triviais, como optam por certas saídas que para um
filho de Nanã são evidentemente inadequadas. É o tipo de pessoa que
não consegue compreender direito as opiniões alheias, nem aceitar que
nem todos pensem da mesma forma que ela.

Suas reações bem equilibradas e a pertinência das decisões,
mantém-nas sempre no caminho da sabedoria e da justiça.
Todos esses dados indicam também serem os filhos de Nanã, um
pouco mais conservadores que o restante da sociedade, desejarem a
volta de situações do passado, modos de vida que já se foram. Querem
um mundo previsível, estável ou até voltando para trás: são aqueles
que reclamam das viagens espaciais, dos novos costumes, da nova
moralidade, etc.

Quanto à dados físicos, são pessoas que envelhecem rapidamente em
alguns casos, aparentando mais idade do que realmente têm, com exceção
as que tenham também Oxum ou Iansã na coroa.

Os filhos de Nanã são calmos e benevolentes, agindo sempre com
dignidade e gentileza. São pessoas lentas no exercício de seus
afazeres, julgando haver tempo para tudo, como se o dia fosse durar
uma eternidade. Muito afeiçoadas às crianças, educam-nas com ternura e
excesso de mansidão, possuindo tendência a se comportar com a
indulgência das avós. Suas reações bem equilibradas e a pertinência de
suas decisões mantêm-nas sempre no caminho da sabedoria e da justiça,
com segurança e majestade.

O tipo psicológico dos filhos de NANÃ à introvertido e calmo. Seu
temperamento é severo e austero. Rabugento, é mais temido do que
amado. Pouco feminina, não tem maiores atrativos e à muito afastada da
sexualidade. Por medo de amar e de ser abandonada e sofrer, ela dedica
sua vida ao trabalho, à vocação, à ambição social.

COZINHA RITUALÍSTICA:

Canjica branca: Canjica branca cozida, leite de coco. Colocar a canjica em tigela de
louça branca, despejando mel por cima, e uvas brancas, se desejar.

Berinjela com inhame: Berinjela aferventada e cortada verticalmente em 4 partes; Inhames
cozidos em água pura, com casca, e cortados em rodelas.; Arrumados em
um alguidar vidrado, regado com mel.

Sarapatel: Lava-se miúdos de porco com água e limão. Corta-se em pedaços pequenos
e tempera-se com coentro, louro, pimenta do reino, cravos da índia,
caldo de limão e sal. Cozinha-se tudo no fogo. Quando tudo estiver
macio, junta-se sangue de porco e ferve-se. Sirve-se, acompanhado de
farinha de mandioca torrada ou arroz branco.

Paçoca de amendoim: Amendoins torrados e moídos misturados com farinha de mandioca crua,
açúcar e uma pitada de sal.

Efó: Ferve-se 1 maço bem grande de língua de vaca, espinafre ou beterraba.
Depois amassar até virar um purê; Passa-se por uma peneira e espalhe a
massa para evaporar toda a água; Depois de seca, coloca-se numa
panela, junto com azeite de dendê, camarões secos, pimenta do reino,
cebola, alho e sal. Cozinha-se com a panela tampada e em fogo baixo; É
servido com arroz branco.

Aberum: Milho torrado e pilado.

Obs.: Nanã também recebe, calda de ameixa ou de figo; melancia, uva,
figo, ameixa e melão, tudo depositado à beira de um lago ou mangue.


LENDAS DE NANÃ:

Como Nanã Ajudou na Criação do Homem. Dizem que quando Olorum encarregou Oxalá de fazer o mundo e modelar o ser humano, o Orixá tentou vários caminhos. Tentou fazer o homem de ar, como ele. Não deu certo, pois o homem logo se desvaneceu.Tentou fazer de pau, mas a criatura ficou dura. De pedra, mas ainda a tentativa foi pior. Fez de fogo e o homem se consumiu. Tentou azeite, água e até vinho de palma, e nada. Foi então que Nanã veio em seu socorro e deu a Oxalá a lama, o barro do fundo da lagoa onde morava ela, a lama sob as águas, que é Nanã. Oxalá criou o homem, o modelou no barro. Com o sopro de Olorum ele caminhou. Com a ajuda dos Orixá povoou a Terra. Mas tem um dia que o homem tem que morrer. O seu corpo tem que voltar à terra, voltar à natureza de Nanã. Nanã deu a matéria no começo mas quer de volta no final tudo o que é seu.
Nanã é a Senhora dos segredos, dos mistérios, do mundo oculto da magia
e das esferas subterrâneas do Planeta.

Nanã é mãe dos Orixás. Está na terra e na cachoeira e está no mar. Eu
vou pedir à boa Nanã que abençoe os filhos seus.

Nanã Orixá da sabedoria, conselheira e encaminhadora de espíritos.
Saluba a vovó!

Nanã simboliza a maturidade, a ciência e a razão, é uma mãe divina,
atua no trono da evolução. Proteção a todos nós minha Senhora!

Nanã, dainos vossa proteção! Valeinos avó de Aruanda, valeinos com sua
benção, com sua estrela bendita, livrainos das horas aflitas.


Sua Benção nobre senhora dos Orixás.

Saluba Nanã Buruquê!!!

Carlos de Ogum.

ORAÇÃO NANÃ BURUQUÊ:
A minha mãe Nanã, eu peço a benção e proteção para todos os passos de
minha vida. A minha mãe Nanã, eu peço que abençoe o meu coração, minha
cabeça, meu espírito e corpo. Que aos poderes dados somente à Senhora
das Senhoras, sejam caridosos e benevolentes, e me escondam de meus
inimigos ocultos e poderosos. Minha querida Mãe e Senhora, tenha
piedade de meu coração. Minha querida Mãe e Senhora, faça com que eu
seja puro de coração para merecer a sua proteção e caridade. À minha
mãe Nanã, eu lhe devoto minha fé e minhas palavras.

Saluba Nanã Buruquê!!


Outra Oração a Nanã Buruquê:

Saluba, Senhora dos Pântanos. Rainha das profundezas, mãe de tudo que
é ancestral. Nós, que carinhosamente a chamamos de vovó, pedimos sua
bênção e proteção. Eu venho particularmente pedir-lhe (faça o pedido).
Que a Senhora dê a mim o que for do meu merecimento. Acima de tudo
Proteja-me! Dê-me a consciência de que eu sou a continuação de tudo o
que já existe, de que eu tenho a força dos meus ancestrais e por isso
vencerei. Não deixe mãe e avó, que o mal e as pragas cheguem até mim.
Pelo seu Santo nome, Senhora de Santana, que assim seja!
enviado por Gabriel

PRECE ÀS SETE DIREÇÕES GALÁCTICAS


Desde a Casa Leste da Luz
Que a Sabedoria se abra em aurora sobre nós
Para que vejamos as coisas com claridade.

Desde a Casa Norte da Noite
Que a Sabedoria amadureça entre nós
Para que conheçamos tudo desde dentro.

Desde a Casa Oeste da Transformação
Que a Sabedoria se transforme em ação correta
Para que façamos o que tenha de ser feito.

Desde a Casa Sul do Sol Eterno
Que a ação correta nos dê a colheita
Para que desfrutemos os frutos do ser planetário.

Desde a casa superior do Paraíso
Onde se reúne o Povo das Estrelas e os Antepassados
Que suas bençãos cheguem até nós agora.

Desde a Casa Interior da Terra
Que o pulsar do coração de cristal do Planeta
Nos abençoe com suas harmonias
Para que acabemos com as guerras.

Desde a Fonte Central da Galáxia
Que está em todas as partes ao mesmo tempo
Que tudo se reconheça como Luz de Amor Mútuo.

AH YUM HUNAB KU
(Saudação Maia ao Sol Central - Entoar 3 vezes)

EVAN MAIA E MA HO
(Salve a Harmonia da mente e da Natureza - 3 vezes)

IN LAK CH
(Eu Sou o Outro em Você)

A CULTURA GALÁCTICA VEM EM PAZ

domingo, 17 de julho de 2016

A FANTÁSTICA CURA DO "NAMASTÊ"

A sabedoria implícita na saudação em sânscrito – “Namastê” – é absolutamente bela e profunda: “O Deus que habita o meu coração reverencia e reconhece o Deus que habita o seu coração”. É a completa submissão de um ser ao outro, na melhor e mais elevada acepção da palavra: saúdo o outro sem questionamentos, nem expectativas de respostas específicas.

Quando dita e sentida desde a alma, a expressão “Namastê” reflete um profundo respeito e atitude de humildade diante do outro. Não se trata, no entanto, de um respeito qualquer, que olha pra fora com ares de superioridade e uma arrogante tolerância pelas atitudes “estranhas” dos outros.

A palavra “respeito” vem do latim “respicere”, que quer dizer “olhar de novo ou atentamente; fitar”. Segundo Dulce Magalhães, “respeito vem de um olhar cada vez mais aprofundado sobre o outro. É reconhecer esse Universo que está frente a frente conosco. É uma atenção que deriva da Sabedoria de que cada encontro é uma única chance em sete bilhões que nos é ofertada pela vida”.

É uma atitude de encantamento e alegria pelo processo de outro, uma reverência que nasce na humildade de que nosso processo não é superior nem inferior ao do outro – apenas diferente. Expressar um “Namastê” desde dentro, é estabelecer uma conexão verdadeira entre as pessoas, livre de julgamentos, cobranças e máscaras sociais. É a conexão com a centelha divina que habita todos, reconhecida e reverenciada em nós e nos outros.

Para isso, é necessário atentarmos às defesas de nosso ego infantilizado. A baixa estima, a insegurança e o medo, muitas vezes, nos levam a atitudes de superioridade em relação ao outro – especialmente o próximo mais próximo, seja ele um parente, o parceiro de vida, um amigo ou colega de trabalho. Para nos sentirmos bem conosco mesmos, nos entregamos de forma incauta à maledicência, ao julgamento e à condenação dos nossos semelhantes.

Sentimos e acreditamos que sabemos mais e melhor. Que nossa forma de ser e estar é mais acertada. Que o outro não sabe direito como fazer. Que o resultado de sua ação não é tão proveitoso como quando agimos. É a sabichona de plantão, ou o dono da verdade colocando as cartas na mesa. Nada mais humano e natural do que esta defesa. Tudo bem agir assim, mas atentemos: como tudo na vida, esta defesa também se manifesta para conhecermos melhor a nós mesmos.

Recentemente tive um sonho, em que me postava nessa atitude de “Namastê” em relação a uma pessoa muito importante de minha vida, com quem – por defesa – ainda me colocava num lugar de superioridade infantil. Eu a via face a face, e me colocava nesta posição, com as mãos sobre o peito em atitude de oração e com a cabeça abaixada em reverência. Fiquei ali, com a cabeça baixa por, pelo menos, dez minutos.

Foi um tempo lindo, que me trazia alívio a cada segundo que passava. Uma alegria inexplicável, uma paz tomou conta do meu corpo e da minha mente, uma admiração pela grandeza do outro, um encontro muito profundo de reverências entre o Deus em mim e o Deus neste ser. A pessoa que faz esta reverência está assegurando à outra que irá além das diferenças e conectar-se-á a ela colocando-se num lugar absolutamente nivelado.

Foi aí, nesta visão, que encontrei a fonte mais pura do “Namastê” e, desde então, esta palavra tomou um significando absolutamente curativo no meu dia a dia. A qualquer momento em que as inseguranças dão alô e me vejo questionando a atitude de alguém, não nego o que sinto: acolho minha sombra com carinho, me amo, me acalmo e, em seguida, mentalizo a postura de reverência em relação à pessoa em questão. A tranquilidade e uma surpreendente alegria me invadem em instantes, e o sorriso rapidamente se estampa no rosto.

Apenas conseguimos embarcar nesse sentimento quando compreendemos plenamente que julgar e condenar o outro, e muito menos ainda, modificar sua forma de ser, é tão ineficaz quanto contraproducente.

Quando observamos o processo de cada um com profundo respeito e reverência, quando abraçamos o tempo evolutivo de TO-DOS os seres com alegria e gratidão, sem nos arrogarmos em intenções de interferências e sentenças, entramos em contato com o Deus em nós, que se embevece a cada encontro com o Deus nos demais.

A vida torna-se um grande palco de reencontros das manifestações divinas em todos os seres da criação. A cada um que me lê, um lindo e amoroso NAMASTÊ! :D

(Daniela Migliari – Junho de 2016 – São Paulo)
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